Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Zona de conforto.

“Bondade tem limite. Ingenuidade enjoa. Coração quente se esfria. E vingança meu bem, vicia”
Autor Desconhecido

A foto da minha mesa acima, ilustra bem mais um fim de dia comum de trabalho. Mesa ainda cheia de planilhas, orçamentos, notas de entrada e saída a serem lançadas, francesinha bancária a conferir e gráficos de produção e desempenho a ser analisado pela chefia.

Minha função (departamento financeiro) me obriga a estar online durante todo o período de trabalho com clientes, fornecedores e com as instituições financeiras com as quais a empresa opera, sendo que muitos clientes se utilizam dos meios mais comuns e rápidos de comunicação que vai desde o Skype, passando pelo Facebook até o Whatsapp.

Esta disponibilidade de estar durante praticamente duramente o dia inteiro e a semana toda conectado acaba causando estranheza e espanto por parte da grande maioria dos demais trabalhadores que por força de suas funções não podem ter este acesso diário a internet. Fato este que acaba passando uma imagem de facilidades e ócio que não condizem com a realidade diária de quem tem a responsabilidade de responder pelo departamento financeiro de uma loja com mais de vinte anos de tradição em um dos mais importantes segmentos econômicos da cidade.

A jornada de trabalho de segunda a sábado começa as sete da manhã quando já tenho de estar com as maquinas da loja ligadas e termina somente com o fechamento do caixa lá pelas seis e vinte da noite, a hora e meia de almoço por muitas vezes passa desapercebida pelo crescente volume de trabalho diário.

Apesar da rotina cansativa eu gosto. Preparei-me para isso, sou formado na área há vinte anos – turma de Técnicos em Contabilidade de 94 FUNCAMP – nesta época estava casado há quatro anos, já tinha um filho e dava os passos iniciais no ativismo social na cidade.

Nesta caminhada além dos afazeres profissionais fui voluntario e colaborador de inúmeras entidades e sempre me coloquei a disposição de qualquer causa que tivesse o social como objetivo, foram muitos os anos empenhados em fazer a diferença, não posso dizer que foram anos em vão, mas posso dizer que não foram uma pálida sombra do que esperei.

Nestes anos apesar da assoberbada rotina diária de trabalho e de voluntariado não posso dizer que fui um pai ausente, mas deixei sem duvidas de viver muitas emoções e perdi muitos momentos do crescimento de meus dois filhos.

Quando decidi em meiados de 2011 que não desperdiçaria mais o pouco tempo que tenho para dedicar a mim e a minha família e aos afazeres domésticos de um pai de família comum como a limpeza de seu jardim, reparos corriqueiros que uma casa necessita diariamente, sem deixar de lado a minha vocação de critico social, que defenderia somente as minhas convicções e de mais ninguém e que não seria mais um inocente útil não demorou para eu ser enquadrado no hall dos frustrados e alienados habitantes de uma tal “zona de conforto” que admito ter até hoje extrema dificuldade em saber direito o que significa.

Por mais que possa parecer nunca habitei e ainda não habito a tal zona de conforto que tanto incomoda os ativistas de grife da cidade e como a imagem que abre o post mostra, não me sobra mais muito tempo e menos ainda paciência para posar de feliz voluntario de uma sociedade que por três vezes em menos de 12 anos entregou de bandeja a minha cidade e o futuro de todos nós a três aventureiros.

E por incrível que possa parecer consegui ser mais útil a Campos do Jordão e aprendi muitos mais a respeito de seus moradores exatamente quando dei uma solene banana ao nhém-nhém-nhem dos pseudos intelectuais da sociedade local e literalmente chutei o pau da barraca.

Quanto ao Rodger's Special 30 anos... Eu mereço!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Desmatamento.

“Não sei o que é pior, se uma arma de fogo que mata ou uma motosserra que desmata”
Juahrez Alves

A correria do dia a dia nos deixa tão focados nos pequenos afazeres cotidianos que importantes coisas que acontecem a nossa volta simplesmente não são percebidas.

E eis que batendo um papo com meu concunhado neste fim de semana ele me lembrou de um significante acontecimento.

Faço a mesmo caminho a pé pra ir e voltar do trabalho a pelo menos 17 anos e apesar de á época este fato ter me chamado a atenção por minutos, logo o fato desapareceu por completo da minha mente.

A residência que hoje abriga a empresa terceirizada responsável pela frota de carros oficiais da cidade passou recentemente por uma reforma que contou com o corte de inúmeras arvores e entre elas pelo menos duas Araucárias centenárias que a primeira vista não se inserem em nenhum dos critérios excepcionais que autorizam o seu corte.

Antes.



Para quem não sabe a Araucaria é uma arvore nativa pertencente ao Bioma da Mata Atlântica e é uma espécie em extinção e por isso protegida por leis federais e estaduais sendo que o seu corte depende de autorização especifica e desde que se enquadre em algumas situações peculiares como quando estão causando risco de dano eminente às pessoas e residências, quando comprovadamente plantadas ou para obra de utilidade pública ou interesse social e mesmo quando seu corte for liberado ele fica suspenso nos meses de abril, maio e junho época da queda das suas sementes (Portaria Normativa IBAMA DC 020/1976).

Alem das leis federais, estaduais, das normas e portarias a Araucaria também é protegido pela Lei Municipal 12960/81 (Código de Posturas) que diz:

Artigo 288 – A derrubada de matas dependerá de licença da Prefeitura, além dos demais órgãos competentes.

Parágrafo 3º - A araucária somente será derrubada nos casos de extrema necessidade, apuradas em processo regular e específico para cada caso.

Parágrafo 4º - O interessado na derrubada da araucária, desde que obtenha a autorização de que trata o parágrafo anterior, estará obrigado a fazer o plantio, dentro de 30 (trinta) dias, de 20 (vinte) mudas de araucária, em terreno próprio ou, na impossibilidade concreta, naquele que for indicado pela Prefeitura.
Parágrafo 5º - (acrescido pela Lei nº 1.466/84). Se ocorrer derrubada de araucárias, sem a devida autorização dos órgãos competentes, ficará o infrator obrigado a plantar 40 (quarenta) mudas de araucária, por unidade derrubada, nas condições expressas no parágrafo anterior” 

Tendo em vista que existem inúmeras Leis e dentre elas uma municipal que protege e regulariza o corte das Araucárias o Blog deixa aqui as seguintes perguntas:

1 – A quem pertence a casa onde hoje se localiza a empresa responsável pela frota da cidade?

2 – O seu proprietário a época do corte das Araucárias tinha a autorização dos órgãos competentes?

3 – Se tinha, esta autorização estava devidamente dentro dos requisitos que a lei exige?

Depois. 



Este fato não acontece ou aconteceu somente neste caso em vários outros locais da cidade Araucárias protegidas por leia estão sendo abatidas indiscriminadamente sem um mínimo de critério técnico somente com o intuito de atender a estética do crescente mercado imobiliário.

Mas neste caso em especial se trata da sede de uma empresa que presta serviço exclusivamente a municipalidade e por tanto seria de muito bom tom que ela atenda todas as normas regulamentares da cidade em especial as ambientais por se tratar Campos do Jordão além de uma cidade turística de uma Área de Preservação Ambiental – APA.

Com a palavra os poderes públicos constituídos da cidade.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Prefeitos e Secretários de Campos do Jordão podem ter que devolver parte de seus vencimentos aos cofres públicos.

“O Brasil é uma nação de espertos que reunidos, formam uma multidão de idiotas”
Gilberto Dimenstein

No jargão jurídico para a justiça agir ela precisa ser “provocada”. Foi o que fez uma munícipe jordanense com base na Lei Orgânica do Município.

A munícipe questionou o Ministério Público jordanense a respeito da legalidade dos aumentos dos salários do prefeito, vice-prefeito e dos secretários de Campos do Jordão desde janeiro de 2009 até hoje baseada na Lei Orgânica do Município e pediu a declaração de inconstitucionalidade e ilegalidade da Lei Municipal 3.180/08 de 03 de dezembro de 2008 que concedeu os tais reajustes salariais e por consequência a sua nulidade.

Prefeito      – R$ 15.000,00
Vice-prefeito – R$  7.500,00
Secretários   – R$  6.000,00

Segundo um ofício emitido pela Promotoria a munícipe o pedido foi aceito e o Ministério Público instaurou uma Ação Civil Pública pedindo a nulidade da Lei.

Caso os argumentos da munícipe e do Promotor sejam acolhidos pelo Juiz e a referida Lei seja realmente declarada nula e inconstitucional os desdobramentos podem ser catastróficos para a ex-prefeita, para os familiares do ex vice-prefeito e para todos os seus secretários, bem bom como para o atual prefeito seu vice e todos os secretários que deverão por força de Lei devolver as diferenças salariais referente a estes anos todos aos cofres públicos.

Caso esta condenação realmente aconteça o efeito cascata será inevitável podendo além destes citados também serem condenados a ressarcir os cofres públicos seus adjuntos e todos os que ocuparam cargos de confiança neste período por seus vencimentos também estarem atrelados aos vencimentos de seus superiores diretos. 

Este acontecimento poderia ilustrar claramente o quanto o executivo e o legislativo jordanense são irresponsáveis e desleixados no trato da coisa pública, mas desta vez o ônus desta estrovenga administrativa é somente crédito do legislativo.

Explico: A Lei foi aprovada pela Câmara e a sua promulgação assinada pelo Presidente da Casa que a época da assinatura era o prefeito em exercício da cidade, ou seja, o imbróglio nasceu, cresceu e morreu nas mãos de um ilustre membro do legislativo municipal.

De certo no momento é que até o Juiz bater o martelo e decidir definitivamente mais este problema muita gente vai ter insônia e muita dor de cabeça pelos próximos meses e quiçá pelos próximos anos.

O Carnaval nem começou e as polemicas e as barbaridades já se avolumam assustadoramente na cidade.

O Blog ficará atento ao processo e manterá seus leitores informados. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Assessor X Vereador.

“O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis”
Platão

O caso do assessor que acionou um vereador da Câmara de Campos do Jordão na justiça trabalhista teve novo desdobramento neste ultimo dia 23 quando da publicação da sentença dos Embargos de Declaração opostos pelas duas partes.

Segundo a sentença publicada do site do Tribunal do Trabalho os Embargos opostos pelo reclamante (assessor) foram rejeitados...

(...)A Vara do Trabalho Itinerante de Campos do Jordão decide conhecer dos Embargos opostos pelo reclamante e, no mérito, REJEITÁ-LOS (...)

Já os Embargos opostos pelo reclamado (vereador) apesar de contar com um sem numero de documentos juntados a petição documentos estes que segundo despacho do dia 12/12 foram devolvidos ao reclamante por serem inoportunos foram parcialmente acolhidos...

(...) conhecer dos Embargos opostos pelo reclamado e, no mérito, ACOLHÊ-LOS PARCIALMENTE (...)

Em síntese estes Embargos modificam efetivamente apenas a data com que a carteira do assessor deve ser devidamente registrada pela Câmara como assessor parlamentar daquela casa e por conseqüência do vereador.

No mais, a sentença foi mantida intacta no que diz respeito aos valores a serem pagos e tudo mais.

Dois a zero para o assessor...

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Fred o artilheiro dos 13 gols.

O texto a seguir infelizmente não é meu, mas não poderia deixar de publicar por ser de muito bom humor.

Fred o artilheiro dos 13 gols.

Por Gilmar Romaguera.

Daqui aproximadamente quatro meses começa a segunda Copa do Mundo realizada em nosso país. O Brasil estará respirando futebol e o Tatu-bola Fuleco símbolo da Copa do Mundo estará trabalhando a todo vapor, para que seja a melhor de todas.

O técnico Felipão já está com quase toda a Seleção definida com apenas três ou quatro duvidas, mas um nome tem que ser cravado como certo na Seleção titular.

Não, não é o Neymar e mais dez, é Fred e mais dez e fim de papo.
Não o Fred jogador do Fluminense, que após voltar de contusão ainda está a meia boca, mas sim o nosso Fred o prefeito, pois não existe no Brasil ou no mundo, nenhum atacante com seu faro de gol e sua eficiência. O cara é mortal! É matador.

Não tem Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo, Franck Ribery, Falcão Garcia, ninguém consegue alcançar a sua marca de treze gols a cada jogo.

Seu time ganha todas do time da Câmara Municipal por treze a zero.

Nem Barcelona, Bayer de Munique, Real Madrid, Chelsea conseguem tal façanha, vencer todas por treze a zero.

E a galera de Campos do Jordão pelos quatro cantos da cidade, eufórica puxando o coro: Ão, ão, ão o Fred é Seleção!

Mas é bom a torcida jordanense ficar com um pé atrás e colocar a barba de molho, afinal todos sabem que o Felipão não aceita pressão na escalação e não atendeu o pedido do país inteiro que pedia a convocação do Romário para a Copa de 2002, e deixou o craque de fora da Canarinho e mesmo assim foi campeão.

E no caso do nosso decantado artilheiro, o treinador chegará à conclusão obvia que os treze gols que ele faz em todos os jogos são contra o pior time do mundo.

Sim, porque a o time da Câmara Municipal conseguiu superar o folclórico Íbis de Pernambuco, que durante décadas foi considerado o pior time do mundo. Só que o simpático time pernambucano sempre faz um ou dois golzinhos de honra e perde de 10 a 2, 8 a 1 ou 15 a 3 e no caso o time de nossa Câmara Municipal perde todas por 13 a 0.

Com jogadores sem nenhuma habilidade para exercer as suas funções dentro de campo, em má forma física, em noitadas de fazer inveja ao imperador Adriano que perto deles é um santo, e sem nenhum comprometimento com seu time (a cidade) e nem com sua torcida (os eleitores), não foi difícil roubar do Íbis o titulo de pior time do mundo.

Temos Neymar, Jô, Hulk, Fred (o original) e acredito que seja mais confiável mantermos o que vem dando certo, afinal ganhamos a Copa das Confederações com eles, batendo na final à atual campeã do mundo a Espanha.

Estou com Felipão e não abro.

Assim como a Copa do Mundo, as eleições também são de quatro em quatro anos e o artilheiro de hoje, pode terminar o campeonato como o bola murcha do Fantástico amanhã.

Uma das maiores dificuldades da grande maioria dos jogadores de futebol é não saber lidar com a fama e nem com o dinheiro.

E parece que nosso prefeito-artilheiro também esta indo pelo mesmo caminho.

Pagar quase 400 mil reais por mês, pelo aluguel de 63 carros, sendo que com este valor, você compra quase 20 caros zero por mês, pois as prefeituras têm condições e preços especiais para este tipo de aquisição, é falta de tato para saber lidar com dinheiro.

Talvez os seus agentes ou empresários não estejam o orientando da maneira correta e fosse o caso de recorrer a Carlos Leite, Reinaldo Pitta, Claudio Guadagno, Gilmar Rinaldi, Gilmar Veloz e até mesmo a Juan Figger, que são os empresários dos jogadores mais famosos e badalados do país para assessorar nosso prefeito-artilheiro.

Só não recomendo o pai do Neymar, se não este aluguel sofre um reajuste e passa a custar mais de 500 mil euros por mês fora a sua comissão.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Mosca na sopa.

"Sem liberdade de criticar, não existe elogio sincero"
Pierre Beaumarchais

Alegria de brasileiro é falar mal de político e quando ele não tem a mínima ideia do porque esta batendo os pitorescos políticos de nosso país sabem muito bem por que estão apanhando.

A observação acima não é minha, mas cabe como uma luva ao atual momento político de Campos do Jordão.

Em qualquer país civilizado que escolheu a democracia como forma de governo tão ou mais importante quanto à escolha da maioria é o respeito pelos direitos da minoria que é representada pela oposição.

Campos do Jordão na ultima gestão foi vitima de uma oposição fraca, ou melhor dizendo, inexistente dentro da Câmara. O que resultou em um afrouxamento na fiscalização que gerou a tal herança maldita tanto falada pelo seu sucessor.

Mesmo com a recente lição o erro se repete e a Câmara se vê novamente subjugada pela administração e se tornou refém alem de sua própria vaidade dos mínimos desejos do alcaide.

Diante deste quadro é sempre interessante observar como boa parcela da população da cidade em especial a burguesia envergonhada se porta diante das poucas criticas dirigidas aos poderosos da vez.

Perante dos fatos e sem argumentos não demora para aqueles que se acostumaram com a rédea apertada na boca, seja lá por qual razão, perderem a compostura e rapidamente desqualificarem a critica acusando seu autor de pertencer a alguma sigla partidária, de ser um reacionário de extrema direita ou um esquerdista psicopata. E agora em tempos do politicamente correto de “desconstruir” a imagem do chefe do executivo por motivações meramente políticas. Tentam a todo custo enfraquecer, sufocar e ridicularizar a atuação da oposição limitando e se necessário judicializando as suas opiniões.

Para estes só quem pode criticar é aquele que possui cargo político ou posição social, ou que pelo menos seja um expert com PHD em Harvard no assunto abordado. Sem estes interessantes quesitos o critico é jogado juntamente com o resto da população na vala comum da ignorância política.

Não é exagero dizer que estes argumentos apesar de aparentarem a primeira vista pertencerem a alguém com um equilíbrio psicológico incomum, de extremo senso comunitário e de invejável imparcialidade dão náuseas a quem tem de viver no mundo real, que dependem da eficiência do Estado e não das promessas de campanha e menos ainda das rebuscadas desculpas pós eleição - e não na bolha de vidro imaginaria criada por estas pessoas para amenizar a sua culpa diante da podridão a qual sem querer ou querendo estão atoladas até o nariz.

A muito ser critico em Campos do Jordão se tornou sinônimo de incomodo e não de cidadania fato que inibe aqueles que também se sentem alijados de seus direitos a fazer ouvir a sua voz e reduz a luz da verdade a uma pálida sombra sobre os maus feitos administrativos.

Na inversão de valores sócias da qual o jordanense comum é a única vitima a exceção virou regra e mostrar a nudez do “rei” se tornou um ataque contra a moral e os bons costumes e um atentado a família.

Enquanto a tropa de choque governista se esforça para amenizar, explicar e até mesmo justificar a paralisia tucana na cidade as sirenes da oposição continuarão soando anunciando a aproximação de um tsunami de problemas sociais sem precedentes.

Mas o que realmente confunde e aborrece os campestres e seus simpatizantes não é a teimosia e muito menos a parcialidade, mas sim a disciplina e a perseverança dos críticos em mostrar a verdade e nada mais do que a verdade.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Uniformes escolares II

“A democracia é apenas a substituição de alguns corruptos por muitos incompetentes”
George Bernard Shaw

Segundo despacho do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo datado de 13 de janeiro deste ano e assinado pelo Conselheiro Edgard Camargo Rodrigues após a impugnação do edital de pregão presencial nº 56/2013 (aquisição de itens de uniformes escolares vestimentas e calçados) pelo mesmo Tribunal a prefeitura de Campos do Jordão resolveu revogar o certame (revogação publicada em 10/01/14).

Resumo da ópera – Se nada estivesse realmente errado ou se o erro fosse apenas um erro técnico corriqueiro passível apenas de uma retificação no edital a revogação do mesmo encerrando as averiguações do Tribunal com certeza não seria necessária.

Fica mais estranho ainda esta rápida revogação se levarmos em consideração a soberba com que a nova administração vem conduzindo a coisa pública se auto-intitulando o suprassumo da competência administrativa nunca antes vista nesta cidade. 

Soberba, diga-se de passagem, que vem obtendo apoio irrestrito da Câmara, dos “campestres” e da população quem vem tratando o alcaide local como um dos participantes do BBB e não como o único responsável pelo erário.

Diante de mais este descalabro também não podemos esquecer que a prefeitura mantém a peso de ouro um jurídico recheado de doutos advogados que na minha santa ignorância deveriam assessorar a comissão licitatória para que eventos desta natureza não acontecessem.

No mais os únicos e sempre prejudicados serão nossas crianças que dificilmente terão a tempo seus uniformes.

Por derradeiro me resta somente deixar os meus sinceros cumprimentos a todos os envolvidos na elaboração desta desastrosa tomada de preços em especial ao prefeito único responsável por mais este fiasco.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O que falta é cultura pra cuspir na estrutura.

“Campos do Jordão esta dividida entre os bajulados e os bajuladores. E eu sou a pedra no sapato de ambos”
Reginaldo Marques

Já fui chamado de muitas coisas durante toda a minha vida.

Garoto problema com 7 e 8 anos quando simplesmente não dava a menor atenção as chatíssimas aulas que acabaram por agregar muito pouco a minha vida.

Vagabundo com 15 e 16 quando gastava todo o meu dinheiro com vinil, roupas e balada.

Irresponsável e apressado quando me casei aos 21 anos.

Folgado quando demorei quatro anos para ter o primeiro filho.

Arrogante e marrento quando acionei o Hotel Vila Inglesa na justiça do trabalho pedindo a sua penhora.

Dissimulado quando optei por contribuir com o CONSAB independente de quem era seu presidente.

Ambicioso quando fundei um partido.

Descompensado e bipolar quando meti o pé no balde com a política.

Político frustrado quando fui o primeiro a detonar a Câmara nas redes sociais.

Blogueiro sujo, terrorista e sensacionalista por detalhar no Blog as mazelas da última administração.

Comunista reacionário por alguns expoentes da sociedade apodrecida de nossa cidade que teimam a todo custo vender uma imagem de cidadãos acima de qualquer suspeita.

E raivoso pelos modinhas do politicamente correto por detonar sem a menor cerimônia figuras que se mantém estrategicamente em cima do muro por ter o seu rabo e o rabo de seus parentes debaixo dos pés da metade da população da cidade.

Vez ou outra fiquei bolado, mas nada que me fizesse perder o sono, não porque sou melhor do que ninguém, mas pelo simples fato que sempre tive coisas muito mais importantes para pensar na vida, nunca tive tempo e nem o tenho ainda para desperdiçá-lo batendo tambor para maluco dançar.

Mas confesso que tem uma coisa que me incomoda mais do que qualquer outra coisa. Fico realmente muito preocupado quando me classificam como moralista.

Caralho! Moralista! Eu?

Quem me conhece pelo menos um pouco sabe muito bem que sou muita coisa, mas moralista é uma coisa que passa bem longe de mim.

Não dou a mínima para o que, com quem ou porque, fulano, ciclano ou bertano faz ou deixa de fazer isso ou aquilo.

Na real!? Na vida particular quero é mais que todo mundo se dane. To nem ai! 

Mas no exercício de uma atividade pública pela qual eu sou obrigado a pagar exijo o mínimo de respeito e transparência possível.

Se cobrar seriedade dos entes públicos enquanto administradores do erário é ser moralista, então eu sou!

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Recesso.

“A política é a condução dos negócios públicos para proveito dos particulares”
Ambrose Bierce

A não ser por poucos sortudos que podem emendar o Natal ao Fim de Ano e a eles mais alguns dias pegando no batente somente na segunda dia 6 de janeiro a esmagadora maioria dos trabalhadores do país já estavam com as mãos na massa no primeiro dia útil do ano.

Fato normal para quem tem responsabilidades e um mínimo de noção a respeito da realidade do mundo e principalmente do país em que vive.

Mas a realidade não é um quesito levado em consideração pelos vereadores de Campos do Jordão que se encontram em recesso desde o fim de dezembro de 2013, recesso que se estenderá até fevereiro de 2014, salvo uma ou outra convocação extraordinária lembrando sempre que em julho também existe recesso.

Somados estes dois períodos nossos vereadores tem oficialmente cerca de 55 dias de férias devidamente remuneradas por ano.

Se considerarmos que no ano inteiro de 2013 tivemos exatas 30 sessões plenárias entre ordinárias e extraordinárias que duram em média de três a quatro horas cada, aliado a um soldo mensal de quase quatro mil eu poderia dizer que este é sim o emprego dos sonhos de qualquer jordanense, ainda mais quando vemos o conteúdo prático dos projetos ali colocados em discussão.

Em uma análise bem simplista, me dou este direito porque aqui apesar de a sua opinião ser levada a sério é sempre bom lembrar que é um espaço pessoal, um diário onde esta registrada as minhas opiniões sem o compromisso formal de um meio de comunicação convencional de ouvir todos os lados e blá, blá, blá...

Voltando a análise simplista. Considerando um ano normal com 365 dias se tirarmos os 19 feriados e os sábados e domingos teremos 242 dias úteis destes tiremos os 55 de férias de nossos nobres vereadores. Ficam 187 que divididos pelas trinta sessões dão na média 6 dias entre uma e outra.

Sejamos sinceros! Uma cidade do porte de Campos do Jordão não precisa de uma câmara de vereadores nestes moldes. É muito cara e simplesmente não funciona.

Na prática, nosso legislativo é um mostro burocrático lento e que manca das duas pernas.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Frota milionária *

“No Brasil, empresa privada é aquela que é controlada pelo governo, e empresa pública é aquela que ninguém controla”
Roberto Campos

O sucateamento da frota de veículos da prefeitura é uma realidade e a solução deste real problema exigia uma certa celeridade, porém a solução achada pelo PSDB local foi a mais acertada?

Sim e não!

Sim, porque em momentos de extrema necessidade, uma calamidade pública! Coisas devem ser feitas se não para solucionar definitivamente, pelo menos para amenizar o problema coletivo. 

E não, porque não se resolvem problemas desta monta os varrendo para debaixo do tapete e menos ainda porque o problema da frota não era caso de calamidade a ponto de comprometer quatro milhões de nossa verba anual.

O abandono material da frota é a prova da indiferença que as administrações (passadas/presente) tinham e tem com o bem coletivo e o sucateamento físico dos veículos a prova da incompetência e da falta de compromisso dos funcionários dos departamentos responsáveis pelo patrimônio público.

Falta esta que deveria ser solucionada com a simples aplicação da Lei instaurando uma comissão processante administrativa disciplinar para se apurar possíveis falhas na manutenção dos veículos oficiais e apurando-se os fatos e se for o caso, aplicar a pena capital prevista no artigo 132 inciso X da Lei 8.112/90.

Mas em uma manobra pirotécnica e paliativa sem nenhuma criatividade e se mostrando mais dos mesmos a nova administração achou por bem ao invés de moralizar a coisa pública admitir e oficializar a sua incompetência terceirizando a peso de ouro a frota municipal.

Segundo o Diário Oficial são R$ 4.075.800,00 pelo aluguel de 63 veículos pelo prazo de 12 meses.

Para uma cidade que segundo o próprio prefeito herdou uma divida milionária, quatro milhões de reais me parece ser muito dinheiro.

O que a primeira vista parece ser um negócio da China nada mais é do que um descalabro financeiro e administrativo.

Em uma conta simples podemos verificar que cada veículo na média custará aos cofres públicos da cidade mais de 5,3 mil reais por mês.

Se levarmos em consideração que o salário de cada vereador da cidade não chega a isso, podemos dizer que a frota de veículos oficiais de Campos do Jordão equivale a uma Câmara com 63 vereadores com direito a um assessor.

Se para muitos a nova frota de veículos da prefeitura é uma conquista para mim não passa de gestão temerária tendo em vista que além do auto custo de cada veículo no término de um ano e com quatro milhões a menos no caixa da prefeitura, a cidade pode ficar da noite para o dia literalmente a pé.

O mais engraçado desta historia toda é que ninguém se deu conta até agora de que com cinco mil reais por mês qualquer cidadão jordanense consegue manter com bastante folga além de um veículo em boas condições toda uma família. É bom pensar nisso.

Se com água e sabão se remove 90% da beleza de uma mulher com um mínimo de bom senso cai por terra 100% da propalada competência da nova gestão.

Campos do Jordão continua como uma charrete que a muito perdeu seu condutor.

*Post reproduzido no Jornal Tribuna em 24/01/2014.