Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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sexta-feira, 2 de maio de 2014

A propaganda mais do que nunca é a alma do negócio.

“A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor a sua escravidão”
Aldous Huxley

Funciona mais ou menos assim: Nenhuma esposa ou filho estende faixa na frente de casa, perde seu tempo disseminando mensagens elogiosas ou manda confeccionar placa comemorativa para o marido ou para o pai toda vês que ele paga as contas de água, luz, telefone, aluguel ou faz as compras do mês. Não é porque ele não mereça ou porque a mulher ou os filhos não gostam dele, muito pelo contrario! Porem não dá pra ficar rasgando seda por atos que são nada mais nada menos que de obrigação.

Por outro lado se o mesmo marido ou pai começar a gastar o dinheiro das contas no buteco da esquina e deixar de honrar com as suas obrigações será imediata e severamente cobrado pela família. Simples assim.

Se na vida comum dentro da principal célula da sociedade que é a família as coisas funcionam desta maneira a milênios e dá muito certo, porque dentro da política tem de ser diferente?

É diferente porque a política da poder; e o poder desnuda o caráter do homem. O torna quem realmente ele é, para o bem ou para o mal. Deixa o bajulado preguiçoso e transforma elogios sinceros em simples lisonjeios.

Cada governo tem o tamanho que seus governados lhe dão.

E caminhando por esta trilha posso afirmar sem medo que quando uma administração pública se acha acima da media e legitimo merecedor de galanteios por manter a farmácia de seu Posto de Saúde devidamente abastecida, ou por depois de um ano e meio enfim entregar os uniformes e os materiais escolares aos alunos da rede publica de ensino é porque realmente o nível de exigência de seu povo esta nivelado por baixo.

É simplesmente assustador ter de viver em uma cidade onde a administração se sustenta na propaganda e não no trabalho e extremamente constrangedor ser gentílico de uma terra de povo tão subserviente.

De toda maneira para pelo menos uma coisa estes últimos governos jordaneses serviram – para provar que em pelo menos uma coisa os nazistas tinham plena razão: uma mentira dita mil vezes torna-se verdade. Quem sabe se continuarem entoando este mantra diariamente até eles mesmos se convencem de sua competência!?

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Mosca na sopa.

"Sem liberdade de criticar, não existe elogio sincero"
Pierre Beaumarchais

Alegria de brasileiro é falar mal de político e quando ele não tem a mínima ideia do porque esta batendo os pitorescos políticos de nosso país sabem muito bem por que estão apanhando.

A observação acima não é minha, mas cabe como uma luva ao atual momento político de Campos do Jordão.

Em qualquer país civilizado que escolheu a democracia como forma de governo tão ou mais importante quanto à escolha da maioria é o respeito pelos direitos da minoria que é representada pela oposição.

Campos do Jordão na ultima gestão foi vitima de uma oposição fraca, ou melhor dizendo, inexistente dentro da Câmara. O que resultou em um afrouxamento na fiscalização que gerou a tal herança maldita tanto falada pelo seu sucessor.

Mesmo com a recente lição o erro se repete e a Câmara se vê novamente subjugada pela administração e se tornou refém alem de sua própria vaidade dos mínimos desejos do alcaide.

Diante deste quadro é sempre interessante observar como boa parcela da população da cidade em especial a burguesia envergonhada se porta diante das poucas criticas dirigidas aos poderosos da vez.

Perante dos fatos e sem argumentos não demora para aqueles que se acostumaram com a rédea apertada na boca, seja lá por qual razão, perderem a compostura e rapidamente desqualificarem a critica acusando seu autor de pertencer a alguma sigla partidária, de ser um reacionário de extrema direita ou um esquerdista psicopata. E agora em tempos do politicamente correto de “desconstruir” a imagem do chefe do executivo por motivações meramente políticas. Tentam a todo custo enfraquecer, sufocar e ridicularizar a atuação da oposição limitando e se necessário judicializando as suas opiniões.

Para estes só quem pode criticar é aquele que possui cargo político ou posição social, ou que pelo menos seja um expert com PHD em Harvard no assunto abordado. Sem estes interessantes quesitos o critico é jogado juntamente com o resto da população na vala comum da ignorância política.

Não é exagero dizer que estes argumentos apesar de aparentarem a primeira vista pertencerem a alguém com um equilíbrio psicológico incomum, de extremo senso comunitário e de invejável imparcialidade dão náuseas a quem tem de viver no mundo real, que dependem da eficiência do Estado e não das promessas de campanha e menos ainda das rebuscadas desculpas pós eleição - e não na bolha de vidro imaginaria criada por estas pessoas para amenizar a sua culpa diante da podridão a qual sem querer ou querendo estão atoladas até o nariz.

A muito ser critico em Campos do Jordão se tornou sinônimo de incomodo e não de cidadania fato que inibe aqueles que também se sentem alijados de seus direitos a fazer ouvir a sua voz e reduz a luz da verdade a uma pálida sombra sobre os maus feitos administrativos.

Na inversão de valores sócias da qual o jordanense comum é a única vitima a exceção virou regra e mostrar a nudez do “rei” se tornou um ataque contra a moral e os bons costumes e um atentado a família.

Enquanto a tropa de choque governista se esforça para amenizar, explicar e até mesmo justificar a paralisia tucana na cidade as sirenes da oposição continuarão soando anunciando a aproximação de um tsunami de problemas sociais sem precedentes.

Mas o que realmente confunde e aborrece os campestres e seus simpatizantes não é a teimosia e muito menos a parcialidade, mas sim a disciplina e a perseverança dos críticos em mostrar a verdade e nada mais do que a verdade.