Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Segundo turno.

Estamos a poucos dias das eleições, domingo você decide o destino do pais para os próximos quatro anos.
Não vou pedir voto para este ou aquele somente vou lembra-lo que em um pais realmente democrático um dos maiores sentimentos que um povo deve cultivar é a gratidão pelos que realizarão se não muito pelo menos alguma coisa que realmente serviu ao interesse do povo.
Não sou um palhaço de bico grande ou um idiota pintado de vermelho, sou um cidadão que sabe que a nação brasileira esta sendo construída desde 1500 e todos os governantes que por aqui passaram deixaram alguma coisa de bom. Cabe a nós saber avaliar suas posturas e pesar se na historia ele merece ou não ser lembrado.
O que não aceito é que a demagogia do “nunca antes na historia desse país” sirva para apagar 502 anos de historia.
Quem mente para chegar ao topo, mente para continuar por lá!

Uma geração no divã.


A chamada geração dos anos de chumbo precisa se deitar no divã.
A geração dos hoje mandatários da nação seja na esfera política, social, econômica e dos formadores de opinião não sabe como lidar com os monstros criados por ela mesma.
A geração da eterna contestação não sabe como construir, compor, participar ou simplesmente aceitar, hoje se descontrola quando tem de se confrontar com problemas sociais e políticos extremamente agravados por posturas e atitudes impensadas tomadas por eles no passado.
É uma geração rebelde-autoritária que em nada contribuiu para o crescimento social da nação.
E liberalidade sexual e a apologia as drogas amplamente divulgada pela geração cabeça de Woodstock gerou frutos doentes, hoje colhidos pelas novas gerações que acha normal transar com 13 anos e que dar um tapinha em um cigarrinho de maconha de vez em quando não faz mal algum.
Se tornaram péssimos pais, péssimos profissionais, péssimos políticos e são absolutamente insuportáveis dentro de um convívio social.
Pregam e liberdade desde que seja a deles e se irritam com a liberdade dos outros, não suportam a critica; e a ideologia política e social que tanto pregavam se mostrou um verdadeiro desastre.
Acreditam em suas próprias mentiras e obrigam os outros a aceitarem seus devaneios como se fossem verdades absolutas, se autodenominam socialistas e democratas, mas se comportam como absolutistas.
Uma geração estéril que deixa como único legado ao mundo a banalização da violência a mascarando de luta social, banalizou o uso e o consumo de drogas e a liberdade sexual com a desprezível desculpa do livre-arbítrio.


Enfim a geração que queria mudar o mundo acabou o destruindo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dilma e os intelectuais.

Depois do Diretor de Tropa de Elite 2 agora é a vez da Escritora Ruth Rocha também desmentir Dilma Rouseff e declarar que nunca apoiou ou deu permissão para que seu nome fosse usado de maneira irresponsável e enganosa na campanha política mais suja da história deste país.

Leia abaixo a integra da carta abeta de Ruth Rocha a candidata petista aloprada Dilma

Carta à candidata Dilma
Meu nome foi incluído no manifesto de intelectuais em seu apoio. Eu não a apóio. Incluir meu nome naquele manifesto é um desaforo! Mesmo que a apoiasse, não fui consultada. Seria um desaforo da mesma forma. Os mais distraídos dirão que, na correria de uma campanha... “acontece“. Acontece mas não pode acontecer. Na verdade esse tipo de descuido revela duas coisas: falta de educação e a porção autoritária cada vez mais visível no PT. Um grupo dominante dentro do partido que quer vencer a qualquer custo e por qualquer meio.
Acho que todos sabem do que estou falando.
O PT surgiu com o bom sonho de dar voz aos trabalhadores mas embriagou-se com os vapores do poder. O partido dos princípios tornou-se o partido do pragmatismo total. Essa transformação teve um “abrakadabra” na miserável história do mensalão . Na época o máximo que saiu dos lábios desmoralizados de suas lideranças foi um débil “os outros também fazem...”. De lá pra cá foi um Deus nos acuda!
Pena. O PT ainda não entendeu o seu papel na redemocratização brasileira. Desde a retomada da democracia no meio da década de 80 o Brasil vem melhorando; mesmo governos contestados como os de Sarney e Collor (estes, sim, apóiam a sua candidatura) trouxeram contribuições para a reconstrução nacional após o desastre da ditadura.
Com o Plano Cruzado, Sarney tentou desatar o nó de uma inflação que parecia não ter fim. Não deu certo mas os erros do Plano Cruzado ensinaram os planos posteriores cujos erros ensinaram os formuladores do Plano Real.
É incrível mas até Collor ajudou. A abertura da economia brasileira, mesmo que atabalhoada, colocou na sala de visitas uma questão geralmente (mal) tratada na cozinha.
O enigmático Itamar, vice de Collor, escreveu seu nome na história econômica ao presidir o início do Plano Real. Foi sucedido por FHC, o presidente que preparou o país para a vida democrática. FHC errou aqui e ali. Mas acertou de monte. Implantou o Real, desmontou os escombros dos bancos estaduais falidos, criou formas de controle social como a lei de responsabilidade fiscal, socializou a oferta de escola para as crianças. Queira o presidente Lula ou não, foi com FHC que o mundo começou a perceber uma transformação no Brasil.
E veio Lula. Seu maior acerto contrariou a descrença da academia aos planos populistas. Lula transformou os planos distributivistas do governo FHC no retumbante Bolsa Família. Os resultados foram evidentes. Apesar de seu populismo descarado, o fato é que uma camada enorme da população foi trazida a um patamar mínimo de vida.
Não me cabem considerações próprias a estudiosos em geral, jornalistas, economistas ou cientistas políticos. Meu discurso é outro: é a democracia que permite a transformação do país. A dinâmica democrática favorece a mudança das prioridades. Todos os indicadores sociais melhoraram com a democracia. Não foi o Lula quem fez. Votando, denunciando e cobrando foi a sociedade brasileira, usando as ferramentas da democracia, quem está empurrando o país para a frente. O PT tem a ver com isso. O PSDB também tem assim como todos os cidadãos brasileiros. Mas não foi o PT quem fez, nem Lula, muito menos a Dilma. Foi a democracia. Foram os presidentes desta fase da vida brasileira. Cada um com seus méritos e deméritos. Hoje eu penso como deva ser tratada a nossa democracia. Pensei em três pontos principais.
1) desprezo ao culto à personalidade;
2) promoção da rotação do poder; nossos partidos tendem ao fisiologismo. O PT então...
3) escolher quem entenda ser a educação a maior prioridade nacional.
Por falar em educação. Por favor, risque meu nome de seu caderno. Meu voto não vai para Dilma.

SP, 25/10/2010

Ruth Rocha, escritora.

Nota do Blog: A escritora Ruth Roche e o Cineasta Jose Padilha, diretor de Tropa de Elite 2 tiveram coragem de publicamente desmentir a irresponsável inserção de seus nomes em um “manifesto pró Dilma” que dia após dia se mostra um engodo.
Gostaria de saber se existe neste meio intelectual mais cidadãos que tenham a coragem de vir a publico e manifesta seu apoio ou não a candidata ventricola do Lula.

Boa notícia: Superávit recorde. Má notícia: É mentira


O Tesouro Nacional serviu aos jornalistas, nesta terça (26), uma notícia bem ao gosto do presidente Lula ‘Nunca Antes na História’ da Silva.

Informou-se que as contas do governo registraram no mês de setembro um superávit primário jamais visto: R$ 26,057 bilhões.

Um detalhe desrecomenda a comemoração do recorde: ele decorre de uma feitiçaria financeira. Desconsiderada a bruxaria, houve um déficit de R% 5,8 bilhões.

A mandinga percorreu cinco estágios: decolou do Tesouro, fez escalas na Petrobras, no BNDES e no Fundo Soberano, e aterrissou de volta no Tesouro.

Abaixo, um resumo do que sucedeu:

1. O Tesouro emitiu R$ 74,8 bilhões em títulos. Significa dizer que aumentou a dívida pública nesse montante.

2. Um pedaço dos títulos (R$ 42,9 bilhões) foi usado pelo governo para adquirir ações da Petrobras no processo de capitalização da estatal.

3. Outro naco (R$ 31,9 bilhões) foi repassado ao BNDES e ao Fundo Soberano, que também usaram o dinheiro para subscrever ações da Petrobras.

4. Simultaneamente, o governo repassou à Petrobras 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal. Um óleo que ainda não veio à superfície. Encontra-se no fundo do mar.

5. Na prática, a União vendeu à Petrobras um óleo que ainda não veio à superfície. Está nas profundezas do oceano. Dá-se à operação o nome de “cessão onerosa”.

6. Para “pagar” pelo petróleo que ainda não levou ao barril, a Petrobras juntou os títulos que recebee e devolveu-os ao Tesouro.

7. O Tesouro, por sua vez, cancelou os títulos que havia utilizado para bancar a compra de ações da Petrboras: R$ 42,9 bilhões. E a dívida evaporou.

8. E quanto aos R$ 31,9 bilhões em títulos alocados no BNDES e no Fundo Soberano. Bem, esse pedaço da encrenca o Tesouro contabilizou como crédito.

9. Por quê? Na bruxaria contábil do governo, trata-se de um empréstimo. O BNDES terá de pagar. Quando? Deus sabe.

10. Assim, esses R$ 31,9 bilhões que o bancão oficial pagará sabe Deus quando foram à conta do mês como receita. Daí a conversão de déficit em superávit.

11. Graças à utilização do petróleo que ainda não bombeou à superfície e à macumba do BNDES, o governo deve cumprir a meta anual de superávit: 3,3% do PIB.

12. O feito será obtido a despeito do crescimento da folha de salários do funcionalismo e das despesas correntes dos ministérios.

13. De resto, o Fundo Soberano começa a ser moído. Criado para borrifar verbas em áreas como educação, meio ambiente e tecnologia, o fundão virou dente da engrenagem do superávit.