Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

R.I.P PSDB - A Tribuna

Já comentei em outra ocasião que o Brasil é um país todo errado. E contínua todo errado.

Por aqui discutimos sobre tudo, menos sobre o que realmente interessa.

Agora a desavença da vez é para saber se o STF pode ou não suspender um senador da República de suas atividades e se pode mantê-lo sob “recolhimento domiciliar noturno”, como é o caso do senador mineiro, Aécio Neves.

Apesar do frenesi causado pela decisão do STF, isso não se discute.É óbvio que a decisão do STF é mais uma das grandes besteiras que aquela corte vem cometendo ao longo dos últimos anos.

Sobre este assunto a Constituição é claríssima em seu artigo 53, onde estabelece que deputados e senadores desde a expedição de seus diplomas só podem ser presos em flagrante de crime inafiançável e mesmo nesta hipótese, os autos do processo devem ser remetidos em 24 horas a respectiva casa para que em plenário seus membros decidam sobre sua prisão. Mais claro que isso, impossível.

Mas a discussão sobre a “prisão” e sobre o afastamento serve como cortina de fumaça, um factoide para tirar o foco do verdadeiro problema.

Eu gostaria de saber por que cargas d’água o PSDB ainda mantém um senador comprovadamente corrupto como seu presidente? Mais... Por que ainda não expulsou este senhor de seus quadros?

A mesma pergunta pode ser feita aos senadores: Por que o senado ainda não iniciou o processo de cassação de Aécio Neves?

Se o PSDB e o senado fizessem sua lição de casa, os alquimistas do STF não precisariam inventar a poção secreta do afastamento e nem lançar o feitiço da “prisão domiciliar noturna” sobre o senador.

Politicamente, Aécio Neves é um cadáver insepulto, hoje suas possibilidades de se eleger para qualquer cargo que seja estão reduzidas apenas ao seu curral eleitoral, e mesmo que futuramente consiga ser eleito para algum cargo seu protagonismo, sua importância política simplesmente acabou.

Aécio Neves está acabado, assim como o PSDB. 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A divisão não é a solução.

Escrever sobre politica dias após uma eleição presidencial acirradíssima como tivemos no ultimo domingo é cutucar casa de marimbondo com vara curta, principalmente quando a grande maioria do eleitorado brasileiro é extremamente passional, mas se a minha intenção fosse agradar eu seria politico e não colunista não é mesmo?!

Apesar dos institutos de pesquisa que a cada eleição deixam cada vez mais a desejar deu o que no fundo todos esperavam... A manutenção da polarização PT x PSDB que demonstrou que ainda tem folego para estar presente nesta e pelo menos na próxima eleição - se por um lado muitos ficaram extremamente decepcionados com esta escolha, por outro mostra o quanto as demais “lideranças” são vazias em suas propostas e por mais que se queira negar são completamente inexpressivas dentro do cenário politico nacional.

Os radicais e os simplistas como sempre se unem em um só discurso propondo a população um mundo utópico apostando no aparecimento de um salvador ou de uma salvadora da pátria tumultuando o ambiente eleitoral e dificultando uma escolha racional dentro dos parâmetros de nossa realidade.

Estes militantes geralmente se dividem em duas grandes vertentes: À esquerda caviar que esbraveja contra as privatizações do PSDB, mas não abrem mão de seus celulares e das facilidades da vida moderna e a direita pão com ovo que prega a tolice de que o programa Bolsa Família e as cotas universitárias não passam de uma fabrica de acéfalos vagabundos, os demais correm por fora atirando para todo lado não por ideologia, mas para ter seus 15 minutos de fama. Dai vale tudo! Desde a homofobia caricata do Levi Fidelix até a “onda” moderninha do Eduardo Jorge, ou seja, não existe uma visão ampla a respeito dos reais avanços sociais já consolidados abrindo espaço para propor novas conquistas, mas sim à simplificação destes progressos os transformando em simples lucros políticos que devem segundo seus critérios particulares ser creditados a uns ou a outros.

O Brasil avançou nos últimos trinta anos, e este avanço não é mérito de uma sigla em particular, pois ninguém é dono do sucesso de uma nação assim como não existe um único culpado por seu fracasso em um processo democrático onde ninguém alcança o poder senão por eleições livres e diretas os erros e os acertos devem ser absorvidos e desfrutados por toda a sociedade na mesma proporção.

Não se vislumbra um país forte nem a médio e nem á longo prazo pregando a politica dos eles contra nós e a divisão do pais entre ricos e pobres como se fosse possível existir um sem o outro pode sem duvidas ser enquadrado como ato terrorista.

Se não construirmos um país adequado a nossa realidade juntos, morreremos correndo atrás de um mundo que não existe em lugar nenhum separados.

No que diz respeito aos resultados das urnas em Campos do Jordão dando esmagadora maioria a Geraldo Alckmin, Serra e Aécio Neves nada que seja desalentador ou inesperado; Campos historicamente sempre foi um reduto tucano no que se refere às eleições majoritárias estadual e federal os motivos para tanto são muitos e não cabe examina-los neste momento, porem gostaria de salientar um importante fato.
Independente da sigla partidária que abriga o alcaide da vez o Estado como instituição sempre foi um bom parceiro fechando inúmeros acordos e efetuando vários repasses importantes para a cidade nas duas ultimas décadas.

Neste aspecto o jordanense não precisa exatamente de um “colega de partido” do Governador ou do Presidente no gabinete, mas sim de uma equipe administrativa competente que consiga além de captar os recursos necessários os aplicar nos prazos estipulados e com a transparência desejada.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A propaganda mais do que nunca é a alma do negócio.

“A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor a sua escravidão”
Aldous Huxley

Funciona mais ou menos assim: Nenhuma esposa ou filho estende faixa na frente de casa, perde seu tempo disseminando mensagens elogiosas ou manda confeccionar placa comemorativa para o marido ou para o pai toda vês que ele paga as contas de água, luz, telefone, aluguel ou faz as compras do mês. Não é porque ele não mereça ou porque a mulher ou os filhos não gostam dele, muito pelo contrario! Porem não dá pra ficar rasgando seda por atos que são nada mais nada menos que de obrigação.

Por outro lado se o mesmo marido ou pai começar a gastar o dinheiro das contas no buteco da esquina e deixar de honrar com as suas obrigações será imediata e severamente cobrado pela família. Simples assim.

Se na vida comum dentro da principal célula da sociedade que é a família as coisas funcionam desta maneira a milênios e dá muito certo, porque dentro da política tem de ser diferente?

É diferente porque a política da poder; e o poder desnuda o caráter do homem. O torna quem realmente ele é, para o bem ou para o mal. Deixa o bajulado preguiçoso e transforma elogios sinceros em simples lisonjeios.

Cada governo tem o tamanho que seus governados lhe dão.

E caminhando por esta trilha posso afirmar sem medo que quando uma administração pública se acha acima da media e legitimo merecedor de galanteios por manter a farmácia de seu Posto de Saúde devidamente abastecida, ou por depois de um ano e meio enfim entregar os uniformes e os materiais escolares aos alunos da rede publica de ensino é porque realmente o nível de exigência de seu povo esta nivelado por baixo.

É simplesmente assustador ter de viver em uma cidade onde a administração se sustenta na propaganda e não no trabalho e extremamente constrangedor ser gentílico de uma terra de povo tão subserviente.

De toda maneira para pelo menos uma coisa estes últimos governos jordaneses serviram – para provar que em pelo menos uma coisa os nazistas tinham plena razão: uma mentira dita mil vezes torna-se verdade. Quem sabe se continuarem entoando este mantra diariamente até eles mesmos se convencem de sua competência!?

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Uniformes escolares.

“No Brasil cultuamos duas frustrações: a dos que têm poder, mas não têm competência para exercê-lo e a dos que têm competência, mas não têm poder”
Paulo de Tarso de Moraes Souza

Se me pedissem para resumir o primeiro ano de governo do PSDB em Campos do Jordão em apenas uma frase lançaria mão de um dito popular – “Por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento!

Com décadas de atraso enfim o marketing político chegou com força no alto da serra. Vendido como o mais preparado e hábil político na nova geração nosso prefeito tem uma especial facilidade em se relacionar com microfones e câmeras, adora entrevistas coletivas e os flashes das câmeras fotográficas passando uma imagem a população de competência e de profissional bem-sucedido.

Porem quando com a caneta nas mãos a coisa aparentemente não anda conforme as bravatas de seus discursos.

Para se ter uma idéia das falácias organizacionais dos tucanos jordanenses, as já famosas cortinas de fumaça lançadas para desviar a atenção da população passando a imagem de uma competência da qual não possuem temos agora o caso dos uniformes escolares.

No último dia sete de janeiro o Tribunal de Contas do Estado acatou o pedido do Sr. José Eduardo Bello Visentin apontando possíveis impropriedades no Pregão Presencial 56/2013 (aquisição de uniformes escolares) e suspendeu o certame como segue:

“Sob tais condições, considerando que 08 de janeiro próximo é a data designada para entrega de envelopes, determino, com fundamento no § 2º do artigo 113 da Lei Federal nº 8666/93 e no Parágrafo Único, artigo 221 do Regimento Interno, a suspensão do Pregão Presencial 56/2013, comunicando-se a decisão à Prefeitura do Município de Campos do Jordão, na figura de seu Prefeito, Frederico Guidoni Escaranello”

Eu sei que a tropa de choque governista revestida de toda a sua superioridade “campestre” mais do que depressa irá contra-atacar com seu discurso rebuscado e politicamente correto colocando uma tonelada de panos quentes dizendo que este não é mais do que um corriqueiro contratempo a que todas as administrações públicas do mundo estão expostas.

Mas a verdade é que a capacidade da administração ou melhor a falta dela fica bem evidente na preocupação manifestada pelo Conselheiro do Tribunal na acolhida do pedido de suspensão do certame licitatório estranhando a exigência de que as empresas inscritas se enquadrem em normas internacionais manifestadamente sem o menos poder dentro do território nacional.

(...)Preocupam, a princípio, as condições fixadas para adesão de consórcios, a submissão dos licitantes a normas de qualidade editadas por organismos estrangeiros (ASTM International e AATCC - American Association of Textile Chemists and Colorists)(...)


Um fato que passa por despercebido pelos leigos, mas que denota uma possível ingerência pontual por parte da prefeitura na tentativa de desabilitar determinadas empresas a participarem da licitação.

Enquanto a elegante exigência bem ao estilo tucano de ser da prefeitura local para que empresas nacionais se adéquem as exigências regulamentares e normativas de órgãos estrangeiros é questionada pelo Tribunal de Contas do Estado nossas crianças correm um sério risco de não terem seus uniformes licitados a tempo de ser entregues antes da Copa.

Durma-se com um barulho e com uma competência destas!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Boa notícia: Superávit recorde. Má notícia: É mentira


O Tesouro Nacional serviu aos jornalistas, nesta terça (26), uma notícia bem ao gosto do presidente Lula ‘Nunca Antes na História’ da Silva.

Informou-se que as contas do governo registraram no mês de setembro um superávit primário jamais visto: R$ 26,057 bilhões.

Um detalhe desrecomenda a comemoração do recorde: ele decorre de uma feitiçaria financeira. Desconsiderada a bruxaria, houve um déficit de R% 5,8 bilhões.

A mandinga percorreu cinco estágios: decolou do Tesouro, fez escalas na Petrobras, no BNDES e no Fundo Soberano, e aterrissou de volta no Tesouro.

Abaixo, um resumo do que sucedeu:

1. O Tesouro emitiu R$ 74,8 bilhões em títulos. Significa dizer que aumentou a dívida pública nesse montante.

2. Um pedaço dos títulos (R$ 42,9 bilhões) foi usado pelo governo para adquirir ações da Petrobras no processo de capitalização da estatal.

3. Outro naco (R$ 31,9 bilhões) foi repassado ao BNDES e ao Fundo Soberano, que também usaram o dinheiro para subscrever ações da Petrobras.

4. Simultaneamente, o governo repassou à Petrobras 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal. Um óleo que ainda não veio à superfície. Encontra-se no fundo do mar.

5. Na prática, a União vendeu à Petrobras um óleo que ainda não veio à superfície. Está nas profundezas do oceano. Dá-se à operação o nome de “cessão onerosa”.

6. Para “pagar” pelo petróleo que ainda não levou ao barril, a Petrobras juntou os títulos que recebee e devolveu-os ao Tesouro.

7. O Tesouro, por sua vez, cancelou os títulos que havia utilizado para bancar a compra de ações da Petrboras: R$ 42,9 bilhões. E a dívida evaporou.

8. E quanto aos R$ 31,9 bilhões em títulos alocados no BNDES e no Fundo Soberano. Bem, esse pedaço da encrenca o Tesouro contabilizou como crédito.

9. Por quê? Na bruxaria contábil do governo, trata-se de um empréstimo. O BNDES terá de pagar. Quando? Deus sabe.

10. Assim, esses R$ 31,9 bilhões que o bancão oficial pagará sabe Deus quando foram à conta do mês como receita. Daí a conversão de déficit em superávit.

11. Graças à utilização do petróleo que ainda não bombeou à superfície e à macumba do BNDES, o governo deve cumprir a meta anual de superávit: 3,3% do PIB.

12. O feito será obtido a despeito do crescimento da folha de salários do funcionalismo e das despesas correntes dos ministérios.

13. De resto, o Fundo Soberano começa a ser moído. Criado para borrifar verbas em áreas como educação, meio ambiente e tecnologia, o fundão virou dente da engrenagem do superávit.