Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Mosca na sopa.

"Sem liberdade de criticar, não existe elogio sincero"
Pierre Beaumarchais

Alegria de brasileiro é falar mal de político e quando ele não tem a mínima ideia do porque esta batendo os pitorescos políticos de nosso país sabem muito bem por que estão apanhando.

A observação acima não é minha, mas cabe como uma luva ao atual momento político de Campos do Jordão.

Em qualquer país civilizado que escolheu a democracia como forma de governo tão ou mais importante quanto à escolha da maioria é o respeito pelos direitos da minoria que é representada pela oposição.

Campos do Jordão na ultima gestão foi vitima de uma oposição fraca, ou melhor dizendo, inexistente dentro da Câmara. O que resultou em um afrouxamento na fiscalização que gerou a tal herança maldita tanto falada pelo seu sucessor.

Mesmo com a recente lição o erro se repete e a Câmara se vê novamente subjugada pela administração e se tornou refém alem de sua própria vaidade dos mínimos desejos do alcaide.

Diante deste quadro é sempre interessante observar como boa parcela da população da cidade em especial a burguesia envergonhada se porta diante das poucas criticas dirigidas aos poderosos da vez.

Perante dos fatos e sem argumentos não demora para aqueles que se acostumaram com a rédea apertada na boca, seja lá por qual razão, perderem a compostura e rapidamente desqualificarem a critica acusando seu autor de pertencer a alguma sigla partidária, de ser um reacionário de extrema direita ou um esquerdista psicopata. E agora em tempos do politicamente correto de “desconstruir” a imagem do chefe do executivo por motivações meramente políticas. Tentam a todo custo enfraquecer, sufocar e ridicularizar a atuação da oposição limitando e se necessário judicializando as suas opiniões.

Para estes só quem pode criticar é aquele que possui cargo político ou posição social, ou que pelo menos seja um expert com PHD em Harvard no assunto abordado. Sem estes interessantes quesitos o critico é jogado juntamente com o resto da população na vala comum da ignorância política.

Não é exagero dizer que estes argumentos apesar de aparentarem a primeira vista pertencerem a alguém com um equilíbrio psicológico incomum, de extremo senso comunitário e de invejável imparcialidade dão náuseas a quem tem de viver no mundo real, que dependem da eficiência do Estado e não das promessas de campanha e menos ainda das rebuscadas desculpas pós eleição - e não na bolha de vidro imaginaria criada por estas pessoas para amenizar a sua culpa diante da podridão a qual sem querer ou querendo estão atoladas até o nariz.

A muito ser critico em Campos do Jordão se tornou sinônimo de incomodo e não de cidadania fato que inibe aqueles que também se sentem alijados de seus direitos a fazer ouvir a sua voz e reduz a luz da verdade a uma pálida sombra sobre os maus feitos administrativos.

Na inversão de valores sócias da qual o jordanense comum é a única vitima a exceção virou regra e mostrar a nudez do “rei” se tornou um ataque contra a moral e os bons costumes e um atentado a família.

Enquanto a tropa de choque governista se esforça para amenizar, explicar e até mesmo justificar a paralisia tucana na cidade as sirenes da oposição continuarão soando anunciando a aproximação de um tsunami de problemas sociais sem precedentes.

Mas o que realmente confunde e aborrece os campestres e seus simpatizantes não é a teimosia e muito menos a parcialidade, mas sim a disciplina e a perseverança dos críticos em mostrar a verdade e nada mais do que a verdade.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A alta sociedade jordanense.


“A burguesia fede. Mas tem dinheiro para comprar perfume”
Falcão

Ser pobre não é defeito, da mesma forma que ser ou ficar rico não é crime, principalmente quando vivemos em um sistema capitalista como o do ocidente.

Eu mesmo adoraria acertar aqueles seis numerozinhos mágicos da mega sena ou conseguir aquele salário capaz de dar todo o conforto que a minha família merece.

Não sou amigo, mas conheço muitos do meu meio que hoje conquistaram seu espaço dentro da alta sociedade da cidade, com seu trabalho e sua competência, podem hoje sem problema algum desfilar pela cidade com seus carrões e moram muito bem assim como podem dar uma vida bem diferente para seus filhos daquela que tiveram. Fruto único e exclusivamente de seus trabalhos.

Mas poucos, posso contar nos dedos de uma única mão, não viraram as costas para suas famílias e amigos escondendo seu passado de dificuldades e de luta e é exatamente neste contesto que o termo pequeno burguês cabe como uma luva.

A vida regada a facilidades e conforto vale a sua dignidade, seu berço, suas origens?

Vale enterrar lembranças amargas de uma vida de privações, mas que denotam seu caráter de retidão e perseverança?

O pequeno burguês é aquele que adota os valores e os padrões da vida burguesa, mas não tem o capital que tem o burguês.

O termo hoje é amplamente usado pelos esquedofrenicos para denegrir o sistema capitalista o que acabou banalizando e distorcendo o seu verdadeiro significado.

O pequeno burguês não é de direita, de esquerda ou de centro por excelência é aquele que vira as costas as suas Orígenes, é aquele que acha que pertence a uma casta da sociedade realmente diferente das demais. 

No passado eram os pequenos comerciantes e artesões que viviam uma vida essencialmente urbana, rejeitando os valores rurais, mas que não conseguiam ter o poder dos grandes capitalistas.

Em geral o pequeno burguês ânsia viver, validar e copiar os valores burgueses.

Como você pode perceber estes padrões continuam perpetuados pela classe média que nem mesmo sabe a origem do termo, mas que acaba legitimando estes valores "pequeno burgueses" com suas ações e omissões.

O pequeno burguês não é aquele que é rico ou que fica rico; O pequeno burguês é aquele que se acha realmente melhor do que alguém simplesmente porque tem mais dinheiro.

(...)Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha... Só no filé! Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha... Tem o que quer. (...)