Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Uma historia irreal sobre uma cidade real.

“Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades”
Barão de Itararé

Realmente vivemos em uma cidade sui generis onde o improvável é o mais possível de acontecer.

Pois é! Hoje me deparei com um despacho de apenas duas laudas do Tribunal de Contas do Estado assinada pelo Auditor Valdenir Antonio Polizeli que eu classificaria de no mínimo como interessante.

O tal despacho diz respeito às analises das contas municipais do exercício de 2010, mais precisamente sobre um contrato onde a prefeitura pagou mais de $245 mil reais pela contratação de serviços de seguro para a frota municipal de veículos.

O interessante neste caso em particular não é nem a natureza do serviço e nem o valor pago pela administração passada, mas sim o fato de que apenas dois anos depois da contratação e do pagamento desta cobertura de sinistro seu sucessor e atual prefeito alegando o sucateamento desta mesma frota de veículos assegurada dois anos antes em mais de $245 mil reais fechou um contrato milionário para alugar uma nova frota zero quilometro.

Das duas, uma: ou este contrato de quase um quarto de milhão de reais foi feito para segurar ferro velho ou nosso atual prefeito (que deve ser chique no urtimo) não suporta andar em carro usado.

De qualquer maneira pagamos as duas contas; tanto à do seguro da frota de ferro velho, como da novinha em folha.

Enquanto nosso suado dinheiro é gasto de forma temerária nossos treze representantes que deveriam estar fiscalizando estes esdrúxulos contratos ao invés de gastarem seu tempo distribuindo homenagens no plenário da câmara continuam dormindo em berço esplêndido – e lá se vão dois anos.

Depois eu é que sou do grupo do quanto pior, melhor...

Durma-se com um barulho destes.




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Desmatamento.

“Não sei o que é pior, se uma arma de fogo que mata ou uma motosserra que desmata”
Juahrez Alves

A correria do dia a dia nos deixa tão focados nos pequenos afazeres cotidianos que importantes coisas que acontecem a nossa volta simplesmente não são percebidas.

E eis que batendo um papo com meu concunhado neste fim de semana ele me lembrou de um significante acontecimento.

Faço a mesmo caminho a pé pra ir e voltar do trabalho a pelo menos 17 anos e apesar de á época este fato ter me chamado a atenção por minutos, logo o fato desapareceu por completo da minha mente.

A residência que hoje abriga a empresa terceirizada responsável pela frota de carros oficiais da cidade passou recentemente por uma reforma que contou com o corte de inúmeras arvores e entre elas pelo menos duas Araucárias centenárias que a primeira vista não se inserem em nenhum dos critérios excepcionais que autorizam o seu corte.

Antes.



Para quem não sabe a Araucaria é uma arvore nativa pertencente ao Bioma da Mata Atlântica e é uma espécie em extinção e por isso protegida por leis federais e estaduais sendo que o seu corte depende de autorização especifica e desde que se enquadre em algumas situações peculiares como quando estão causando risco de dano eminente às pessoas e residências, quando comprovadamente plantadas ou para obra de utilidade pública ou interesse social e mesmo quando seu corte for liberado ele fica suspenso nos meses de abril, maio e junho época da queda das suas sementes (Portaria Normativa IBAMA DC 020/1976).

Alem das leis federais, estaduais, das normas e portarias a Araucaria também é protegido pela Lei Municipal 12960/81 (Código de Posturas) que diz:

Artigo 288 – A derrubada de matas dependerá de licença da Prefeitura, além dos demais órgãos competentes.

Parágrafo 3º - A araucária somente será derrubada nos casos de extrema necessidade, apuradas em processo regular e específico para cada caso.

Parágrafo 4º - O interessado na derrubada da araucária, desde que obtenha a autorização de que trata o parágrafo anterior, estará obrigado a fazer o plantio, dentro de 30 (trinta) dias, de 20 (vinte) mudas de araucária, em terreno próprio ou, na impossibilidade concreta, naquele que for indicado pela Prefeitura.
Parágrafo 5º - (acrescido pela Lei nº 1.466/84). Se ocorrer derrubada de araucárias, sem a devida autorização dos órgãos competentes, ficará o infrator obrigado a plantar 40 (quarenta) mudas de araucária, por unidade derrubada, nas condições expressas no parágrafo anterior” 

Tendo em vista que existem inúmeras Leis e dentre elas uma municipal que protege e regulariza o corte das Araucárias o Blog deixa aqui as seguintes perguntas:

1 – A quem pertence a casa onde hoje se localiza a empresa responsável pela frota da cidade?

2 – O seu proprietário a época do corte das Araucárias tinha a autorização dos órgãos competentes?

3 – Se tinha, esta autorização estava devidamente dentro dos requisitos que a lei exige?

Depois. 



Este fato não acontece ou aconteceu somente neste caso em vários outros locais da cidade Araucárias protegidas por leia estão sendo abatidas indiscriminadamente sem um mínimo de critério técnico somente com o intuito de atender a estética do crescente mercado imobiliário.

Mas neste caso em especial se trata da sede de uma empresa que presta serviço exclusivamente a municipalidade e por tanto seria de muito bom tom que ela atenda todas as normas regulamentares da cidade em especial as ambientais por se tratar Campos do Jordão além de uma cidade turística de uma Área de Preservação Ambiental – APA.

Com a palavra os poderes públicos constituídos da cidade.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Campanha não é concurso de beleza, nem briga de visinho.



"Política para mim deixou de ser ideologia para virar razão. Voto em quem confio, não em quem gosto"
Jandson Araujo Evangelista

Campanha eleitoral! Por mais uma vez estamos entrando no período mais psicodélico da Republica Federativa do Brasil.

Três meses de uma profusão de informações e desinformações boatos, fofocas, enfim toda sorte de falação e disse me disse. 

Época em que todo o brasileiro vira doutor honóris causa em ciências políticas, todos são amigos de infância de uma centena de candidatos a cargos majoritários e proporcionais, tempo em que aqueles que por quatro anos deram as costas as lides executivas e parlamentares tiram para aliviar um pouco o “prejuízo” e negociam o seu “apoio”, vendem a preço de banana seu voto, trocam favores por pequenos agrados e sua dignidade por cargos públicos.

Uma orgia civil/social onde vale tudo!

Período que presenciamos as mais ridículas expressões de ignorância comunitária e que testemunhamos o desprezo que o brasileiro tem pela ética, pela moral e pelo simples ato de ser um cidadão ao invés de ser mais um dos milhões de super espertos que acham que se o seu problema particular for resolvido naquele instante o problema do visinho que se phoda.

Época que somos expostos a toda sorte de besteiras, como planos de governos que países de primeiríssimo mundo nem de longe ainda ousariam implantar, propostas indecentes, conchavos e acertos políticos e econômicos das mais variadas naturezas e valores.

Agora eu pergunto ao caro leitor/eleitor depois de saber tudo sobre a vida pregressa e pessoal de todos os candidatos da cidade alguém sabe me dizer qual deles tem um plano de governo decente e qual tem mais capacidade para tirar este plano do papel?

Para os desavisados na próxima eleição não estaremos escolhendo o marido de nossa filha, a mulher de nosso filho, nem estaremos elegendo o próximo Papa, muito menos alguém para substituir nosso pai ou nossa mãe; Estaremos escolhendo um administrador e seu plano de governo.
Não quero saber se ele ou ela fuma, bebe, para que porcaria de time de futebol torce e muito menos a sua preferência sexual.

Eu não quero ser amigo dele ou dela, e muito menos que ele ou ela freqüente a minha casa, mas vou exigir que enquanto prefeito ou prefeita que me respeite e que faça bem feito o trabalho para o qual estou lhe pagando.

Pra mim nem o dizimo é mais sagrado do que o imposto pago com o suor e com o sangue de uma nação! E quem desrespeita seu povo não merece perdão. 

Ou escolhemos alguém pela sua competência ou a cidade que se phoda!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Notebooks, onde estão?


"Não posso obrigar ninguém a ser patriota, mas posso obrigar a pagar imposto"
Campos Sales

O caso dos notebooks da rede pública de ensino de Campos do Jordão nas ultimas semanas de 2010 teve alguns desdobramentos.

E a cada dia novos fatos estão vindo a tona e escancarando uma serie de trapalhadas e evidenciando a total falta de competência moral e profissional daqueles que deveriam supostamente educar nossos filhos dentro de uma sala de aula.

Entenda o caso:

No segundo semestre de 2008 através de um programa federal de inclusão digital a prefeitura de Campos do Jordão adquiriu cerca de mil notebooks e os distribuiu as crianças da rede escolar.

No final deste mesmo ano a prefeitura recolheu todos os aparelhos para repassá-los a nova administração que tomaria o poder no ano seguinte.

Porem a nova prefeita nunca mais entregou os aparelhos às crianças mantendo-os encaixotados e empilhados nas salas de computação das escolas gerando uma grande insatisfação entre alunos e pais.

Em 2010 depois de uma pequena pesquisa um munícipe descobriu que os aparelhos das crianças estavam sendo comercializados clandestinamente e que os valores variavam de R$ 180,00 a R$ 250,00 dependendo da quantidade adquirida pelo comprador.

Após ter comprado dois aparelhos o munícipe imediatamente os levou a Policia Federal e ofereceu a denuncia.

Após a denúncia a Prefeitura instalou uma sindicância interna para esclarecer os fatos.

Mesmo sendo o assunto gravíssimo ele estava sendo esquecido e quase foi enterrado não fosse a ocorrência de novos fatos.

Em dezembro passado o Jornal O Povo trouxe a tona alguns documentos onde consta que os desvios dos aparelhos já era de conhecimento tanto da escola como da secretaria de educação desde o começo do mês de dezembro de 2010 e nada absolutamente nada estava sendo feito para coibir estes atos.


Conforme cópias de documentos publicados pelo jornal pelo menos um aparelho foi devolvido a escola com uma estranha a mal contada versão que por incrível que possa parecer foi devidamente assinada por uma “educadora”

Depois destas denuncias onde constava o nome de pelo menos duas professoras supostamente envolvidas no caso as mesmas logo na próxima edição vieram a público esclarecer ou pelo menos tentar esclarecer os fatos. 


O caso ainda esta longe de ser totalmente explicado ou desvendado porem a verdade é que um número ainda não conhecido de notebooks que deveriam estar nas mãos das crianças da rede de ensino foram desviados e vendidos e ninguém ainda foi responsabilizado.

Nota do Blog: Este caso escabroso ainda esta longe de seu fim e por enquanto o que podemos afirmar é que Campos do Jordão carece de gente qualificada moral e profissionalmente para educar nossas crianças.

A forma infantil como a atual administração vem tratando este caso impedindo o acesso das crianças aos aparelhos simplesmente pelo fato destes notebooks terem sido adquiridos pelo governo passado é surreal.

Apesar de todo o esforço empreendido o fato não pode ser negado, pelo menos dois aparelhos estão de posse da policia federal e um foi “devolvido” o que evidencia que pelo menos três aparelhos que deveriam estar nas mãos dos alunos estavam nas mãos de terceiros.

Sem contar que a afirmação de que os aparelhos estão sendo utilizados dentro das salas de aula não condiz com a verdade porque nunca mais os alunos tiveram contato com os aparelhos.

Agora o que estarrece mesmo é o nível intelectual das pessoas envolvidas no episódio, simplesmente péssimo!

Leia com atenção a integra dos documentos publicados nas edições 35 e 36 do Jornal O Povo (reproduzidos aqui) e me respondam com toda a sinceridade. Nas mãos de que tipo de professores, diretores, coordenadores, secretários e que tais nossos filhos estão?

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Aparelhamento da máquina pública.

Parente da Secretaria de Saúde de Campos do Jordão é nomeada Secretaria Adjunta do Turismo e dividirá a pasta com o marido da Prefeita.

DECRETO Nº 6465/10 DE 10 DE MAIO DE 2010.

Dispõe sobre nomeação do Cargo em Comissão de Secretária Municipal de Turismo Adjunta, de acordo com a Lei nº 1822/91.

DRª ANA CRISTINA MACHADO CÉSAR, Prefeita Municipal da Estância de Campos do Jordão, usando de suas atribuições legais;

D E C R E T A:
Art. 1º Fica nomeada para o cargo em comissão de Secretária Municipal de Turismo Adjunta da Prefeitura Municipal da Estância de Campos do Jordão, de acordo com a Lei 1822/91, Márcia Maria Leite Filippo, RG nº 7.729.615-1.

Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação e terá sua eficácia em 11/05/10.

Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.

Prefeitura Municipal da Estância de Campos do Jordão, aos 10 de maio de 2010.

DRª ANA CRISTINA MACHADO CÉSAR
Prefeita Municipal


Publicado de acordo com as formalidades legais pelo Departamento de Apoio Administrativo, aos 10 de maio de 2010.

CECÍLIA CARDOSO
Chefe de Departamento Apoio Administrativo.


Nota do Blog: Alem de termos de agüentar o marido da prefeita com cargo publico em um escândalo de nepotismo, alem de agüentar uma engenheira química no cargo de Secretaria de Saúde a Srª Rosangela Leite Felippo agora temos uma parente da engenheira como adjunta do turismo a Srª Márcia Maria Leite Felippo como segue decreto abaixo.
Pode ate não caracterizar nepotismo, mas que fica claro o uso da maquina publica para beneficiar os amigos a isso fica!


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Amigos são poucos.

Tem empresa nova na cidade. É a Pizzaria dos meus amigos Rodrigo e Andreza.
Um casal nota dez que esta lutando já faz tempo e estão aos poucos conquistando o seu espaço e concretizando o seu sonho.
Já provei e indico tudo, principalmente o calsone.
Para quem mora em Campos do Jordão mais uma pizzaria para passar bons momentos.
Parabéns ao casal e sucesso!

domingo, 2 de agosto de 2009

A curva da vergonha

O muro de arrimo na curva da cachoeira é a maior prova da incompetência tanto da associação da Vila Britânia como da prefeitura da cidade de Campos do Jordão.
Conforme pode se ver nas fotos não se trata de uma obra de embelezamento.
Trata-se de uma obra de necessidade.
É ine
xplicável o porquê que a AMA – Vila Britânia até o dia de hoje não se manifestou junto a administração publica a respeito da obra e reparos na principal via de acesso ao bairro.
Por outro lado se a prefeitura não tem condições de fazer um muro de arrimo de aproximadamente dois metros de altura e vinte e cinco de comprimento acho que não tem competência para fazer mais nada.
Alem de a obra estar parada ate o dia de hoje ainda temos uma enorme pedra que seria utilizada na construção do muro jogada na rua o que pode vir a causar um grave acidente por se tratar de uma curva estreita.
Em pouco mais de duzentos dias se faz 2 ou 3 eventos festivos mas não se tem a capacidade de se reparar a principal via de acesso do bairro.
Lamentável!!!