Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

CNJ discute liberdade de expressão.

SÃO PAULO - Em uma tentativa de reduzir o número de decisões judiciais que resultam em censura ou punição a jornalistas, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, pretende usar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - que também preside - para informar o resto do Judiciário sobre a posição do STF acerca da liberdade de expressão. 



“Eu pretendo, junto com os conselheiros do CNJ, desenvolver programas, quem sabe até campanhas, esclarecendo o conteúdo da decisão do Supremo (que derrubou a Lei de Imprensa, em 2009), que foi pela plenitude da liberdade de imprensa”, disse, depois de fazer a palestra de encerramento do Seminário Internacional de Liberdade de Expressão, nesta sexta-feira, 4, em São Paulo. “Quem sabe o nível de intolerância social diminua.” 

Nos dois dias do seminário, promovido pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS), especialistas avaliaram que, embora o Supremo venha decidindo em favor do livre exercício do jornalismo, juízes de primeiro e segundo graus por vezes ainda restringem a liberdade de expressão. 

“Onde for possível a censura prévia se esgueirar, se manifestar, mesmo que procedente do Poder Judiciário, não há plenitude de liberdade de imprensa”, afirmou Ayres Britto. Para o presidente do Judiciário, o confronto de interesses entre o livre exercício do jornalismo e o direito à privacidade “inevitavelmente” se confrontarão. Ele garante, porém, que a Constituição prioriza a livre expressão ao direito à privacidade. “A liberdade de imprensa ocupa, na Constituição, este pedestal de irmã siamesa da democracia.” 

Ayres Britto defendeu, contudo, uma autorregulamentação dos veículos jornalísticos. Segundo ele, “a imprensa é o poder social por excelência”. “E é por natureza das coisas que quem detenha o poder tenda a abusar dele”, disse. “O poder social da imprensa também deve ser controlado, mas não pelo Estado. Isso é um desafio da imprensa brasileira”, defendeu o ministro. 

Para o presidente do STF, o amadurecimento da democracia levará a um autocontrole dos veículos de comunicação e a uma maior exigência dos leitores, pelo “evolver dos padrões de seletividade da nossa cultura”. 

Liberdade na internet. No segundo e último dia do seminário, juristas discutiram ainda as dificuldades de regulamentar a liberdade de expressão na internet. No último dos cinco painéis que constituíram os dois dias de evento, foram expostas opiniões contrárias e favoráveis ao marco regulatório da internet, uma iniciativa do Ministério da Justiça que hoje tramita no Congresso. 

O texto regulatório pretende definir critérios para punir violações de direitos autorais e identificar quem promover calúnia e difamação na rede de computadores. A polêmica gira em torno do papel dos servidores de internet - que apenas hospedam, mas não produzem os conteúdos que podem violar a legislação. 

O advogado Manoel Pereira dos Santos usou o exemplo europeu para defender que o Brasil adote o sistema em que, quando for informado, cabe ao servidor notificar o autor da violação legal para que esse se responsabilize por removê-la. De acordo com este sistema, o servidor só é responsabilizado se não notificar o autor. 

Por sua vez, o advogado do Google, Marcel Leonardi, defendeu o texto atual, que prevê a responsabilização dos servidores apenas se eles descumprirem uma ordem judicial que determine a remoção do conteúdo ilícito. “O marco civil (da internet) é um exemplo a ser seguido”, opinou Leonardi. 


Veja também:


sexta-feira, 15 de abril de 2011

A educação que deseduca.


Que a educação brasileira é um lixo e uma das piores do mundo há muito tempo isso não é novidade pra ninguém. E não adianta sair da rede pública porque as escolas particulares do pais também são uma grande a caríssima porcaria para quem ainda não sabe também conseguimos um outro recorde lamentável alem da oferecer uma das piores educações do mundo para nossos filhos esta “educação" é uma das mais caras do mundo.

Ate ai tudo na mais completa normalidade, estes relatos de precariedade educacional são divulgados a décadas no país do futuro e ninguém faz nada.
Quem acompanha este Blog há algum tempo já sabe o que esta acontecendo com a Escola Anísio Teixeira em Campos do Jordão. A precariedade da construção (gestão João Paulo) é evidente, um escândalo!


O Tribunal de Contas do Estado já esta cobrando a devida responsabilidade deste escabroso descaso e espero que o Ministério Público da cidade também já tenha tomado as suas devidas providencias e se por ventura ainda não, vai ai uma sugestão para que não se espere o grito de dor de algum pai diante do corpo de seu filho morto debaixo dos escombros de uma escola que pode sim de uma hora para outra vir abaixo e que já deveria estar completamente demolida a muito tempo.

Vai aqui um desabafo de um pai que tem um filho de 14 anos dentro desta espelunca. Fosse o meu filho, filho de um vereador, de um secretário, ou de algum outro membro de qualquer um dos três poderes esta escola estaria funcionando? Alguém tem noção do que é todos os dias você enviar seu filho para durante uma tarde inteira ficar exposto a um risco de vida?

A lambança esta feita, agora quero solução, não quero saber de lamentações e reclamações de uma herança maldita, a Prefeita não foi eleita para ficar lastimando gestões passadas ela e sua equipe estão lá para resolver e não para justificar.

E fica também um recadinho aos nobres vereadores, que tal deixar as Leis Copy-Cola que servem somente para encher o saco do cidadão um pouco de lado e começar a fazer o trabalho para o qual os escolhemos!
Só para constar nós paulistas somente neste ano já pagamos 37 bilhões de reais em impostos, será que não vai sobrar nada pára arrumar esta porcaria?

Fica aqui uma frase de Anísio Teixeira educador que deu nome a “escola” que esta afundando e caindo:

"Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra".

Agradecimento especial a Liga da Justiça Popular que gentilmente cedeu às fotos que ilustram esta poca vergonha!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Notebooks, onde estão?


"Não posso obrigar ninguém a ser patriota, mas posso obrigar a pagar imposto"
Campos Sales

O caso dos notebooks da rede pública de ensino de Campos do Jordão nas ultimas semanas de 2010 teve alguns desdobramentos.

E a cada dia novos fatos estão vindo a tona e escancarando uma serie de trapalhadas e evidenciando a total falta de competência moral e profissional daqueles que deveriam supostamente educar nossos filhos dentro de uma sala de aula.

Entenda o caso:

No segundo semestre de 2008 através de um programa federal de inclusão digital a prefeitura de Campos do Jordão adquiriu cerca de mil notebooks e os distribuiu as crianças da rede escolar.

No final deste mesmo ano a prefeitura recolheu todos os aparelhos para repassá-los a nova administração que tomaria o poder no ano seguinte.

Porem a nova prefeita nunca mais entregou os aparelhos às crianças mantendo-os encaixotados e empilhados nas salas de computação das escolas gerando uma grande insatisfação entre alunos e pais.

Em 2010 depois de uma pequena pesquisa um munícipe descobriu que os aparelhos das crianças estavam sendo comercializados clandestinamente e que os valores variavam de R$ 180,00 a R$ 250,00 dependendo da quantidade adquirida pelo comprador.

Após ter comprado dois aparelhos o munícipe imediatamente os levou a Policia Federal e ofereceu a denuncia.

Após a denúncia a Prefeitura instalou uma sindicância interna para esclarecer os fatos.

Mesmo sendo o assunto gravíssimo ele estava sendo esquecido e quase foi enterrado não fosse a ocorrência de novos fatos.

Em dezembro passado o Jornal O Povo trouxe a tona alguns documentos onde consta que os desvios dos aparelhos já era de conhecimento tanto da escola como da secretaria de educação desde o começo do mês de dezembro de 2010 e nada absolutamente nada estava sendo feito para coibir estes atos.


Conforme cópias de documentos publicados pelo jornal pelo menos um aparelho foi devolvido a escola com uma estranha a mal contada versão que por incrível que possa parecer foi devidamente assinada por uma “educadora”

Depois destas denuncias onde constava o nome de pelo menos duas professoras supostamente envolvidas no caso as mesmas logo na próxima edição vieram a público esclarecer ou pelo menos tentar esclarecer os fatos. 


O caso ainda esta longe de ser totalmente explicado ou desvendado porem a verdade é que um número ainda não conhecido de notebooks que deveriam estar nas mãos das crianças da rede de ensino foram desviados e vendidos e ninguém ainda foi responsabilizado.

Nota do Blog: Este caso escabroso ainda esta longe de seu fim e por enquanto o que podemos afirmar é que Campos do Jordão carece de gente qualificada moral e profissionalmente para educar nossas crianças.

A forma infantil como a atual administração vem tratando este caso impedindo o acesso das crianças aos aparelhos simplesmente pelo fato destes notebooks terem sido adquiridos pelo governo passado é surreal.

Apesar de todo o esforço empreendido o fato não pode ser negado, pelo menos dois aparelhos estão de posse da policia federal e um foi “devolvido” o que evidencia que pelo menos três aparelhos que deveriam estar nas mãos dos alunos estavam nas mãos de terceiros.

Sem contar que a afirmação de que os aparelhos estão sendo utilizados dentro das salas de aula não condiz com a verdade porque nunca mais os alunos tiveram contato com os aparelhos.

Agora o que estarrece mesmo é o nível intelectual das pessoas envolvidas no episódio, simplesmente péssimo!

Leia com atenção a integra dos documentos publicados nas edições 35 e 36 do Jornal O Povo (reproduzidos aqui) e me respondam com toda a sinceridade. Nas mãos de que tipo de professores, diretores, coordenadores, secretários e que tais nossos filhos estão?

terça-feira, 8 de junho de 2010

l'école celle-ci en tombant! - Partie 1

Na tarde de segunda-feira meus dois filhos chegaram com um bilhetinho da escola dizendo que devido a reformas emergenciais as aulas estavam suspensas por tempo indeterminado e que a partir do dia 14 do corrente mês os pais deveriam entrar em contato com a secretaria para saber qual será o paradeiro final das crianças.

A Escola Educador Anízio Teixeira conforme já noticiado no final do mês passado pela Tv Vangarda apresenta sérios problemas estruturais com rachaduras pelo chão e enormes fissuras nas paredes de varias salas de aula e de outras dependências da escola.
Mesmo com o laudo do Corpo de Bombeiros e a solicitação do Conselho Tutelar da cidade para que a escola fosse interditada a Secretaria de Educação e a Prefeitura simplesmente ignoraram os pedidos e mantiveram a escola aberta.
Somente com os reiterados pedidos dos conselheiros é que na tarde da segunda-feira do dia 01 é que a Secretaria decidiu suspender as aulas por uma semana para reparos emergenciais.
Uma semana depois a escola já estava funcionando normalmente porem o que a Secretaria de Educação e a Prefeitura não contavam era com a “insistência” do Conselho Tutelar que já na tarde do mesmo dia voltou a visitar a escola para verificar se as obras emergenciais realmente tinham sido realizadas ou se foram somente retoques pontuais.
E eis a grande surpresa a escola estava do mesmo jeitinho da semana anterior toda trincada e com uma grande probabilidade de sofrer um colapso estrutural.
Logo que o fato foi confirmado os conselheiros chamaram a Defesa Civil para interditar por tempo indeterminado o prédio.
De fato l'école celle-ci en tombant! Ou em bom português: A escola está caindo!
Plus qu'excrément! Esta você vai ter de procurar no dicionário.