Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Os dois lados da mesma moeda.

Nos meados da década de 90 quando o então Presidente Fernando Henrique Cardoso iniciou o processo de privatização no Brasil, o mesmo foi duramente criticado. Porem passados praticamente 10 anos de governo PT nenhuma das áreas privatizadas foram reprivatizadas, ao contrario as agencias de controle criadas pelo governo FHC para regular a relação empresa, consumidor e governo foram completamente sucateadas e transformadas em imensas e pesadas agencias que muito gastão e dana fazem.

Passados quase vinte anos do inicio das privatizações onde o cruzamento de elefante com tartaruga que era e ainda é o governo resolveu repassar estes micos para a iniciativa privada que mesmo tendo melhorado os serviços em pelo menos 10.000% ainda esta uma verdadeira porcaria ainda perdemos tempo e saliva para discutir e debater este assunto.

Bom esta enchessão de lingüiça é só para dar uma idéia de como nós; ai generalizo sem medo de errar agimos quanto as prioridades neste país.

Dito isso vem a tal da moeda.

De um lado enquanto perdemos um enorme tempo em assuntos que já foram exaustivamente debatidos, o governo que deveria se limitar a fazer o seu trabalho deixa ao léu áreas que deveriam sim ser a jóia da coroa de qualquer governo que tem a mínima vergonha na cara. É! Estou falando nada mais nada menos do que da APAE.

Alguém pode me responder porque cargas d’água uma instituição da importância da APAE que realiza um trabalho de integração e adaptação e sim! Porque não dizer resgate da dignidade de cidadãos que criminosamente são tratados como cidadãos de terceira ou quarta categoria ou até nem cidadão são considerados, tem de sobreviver através de parciais doações de particulares, e não é totalmente mantida pelo governo seja federal, estadual ou municipal? E digo mais, parciais doações uma ova! Se fossem parciais a APAE não estaria nesta pindaíba! Estas “parciais” doações são a grande fatia do bolo, isso sim!

Eu vivo me perguntando por que o Governo Federal tem de pagar milhões para se confeccionar uma aberração de um Kit Gay e não tem verba para manter uma instituição do porte da APAE? Por que o Governo do Estado tem condições de gastar milhões e milhões de reais para realizar um Festival de Inverno que interessa a meia dúzia de quatrocentões paulistanos e um bando de bobo alegre que detesta, mas acha chique ouvir musica clássica, mas não pode dispensar sequer um segundo de sua atenção a APAE? E o que dizer de um Governo que deveria ser para nossos filhos que consegue pagar 44,3 mil reais na compra de 1.4 milhões de folhas de papel sulfite sabe-se lá para que finalidade e deixa a APAE de pires na mão em Campos do Jordão?

Mas vamos lá! Fazer o que? Por aqui se resolveu que o governo tem de cuidar de incentivos fiscais para a Gal Costa fazer um blog, e que a APAE é de responsabilidade direta do povo. Então ta!

Ai vem o outro lado da moeda.

Se a coisa funciona assim e ninguém sabe-se lá o porque nunca questionou até hoje os políticos ou autoridades a respeito desta bizarrice então fica outro questionamento; qual é a real dificuldade que a sociedade jordanense tem para abraçar de vez a APAE?

Por aqui somente no ramo hoteleiro e gastronômico existem senão uma dezena com certeza chega perto disso o numero de associações, confrarias e outros que tais que alem de encherem a paciência do cidadão com seus falatórios completamente desprovidos de conteúdo servem somente para realizar aqueles intermináveis rega-bofes; isso sem falar na ACE que alem de deixar uma Lei do naipe da Lei Cidade Limpa ser aprovada sem mais problemas agora deu de intermediar a pouca vergonha das placas da temporada, mas nenhuma destas entidades apesar das varias cabeças coroadas que as formam conseguem defender os interesses da APAE.

Bom, daí alguém vai falar de que porcaria esta camarada está falando? Falou, falou e disse o que ate agora?

Estou falando das prioridades. Enquanto dermos mais importância ao futebol, a cerveja, ao carnaval, e ao churrasco do fim de semana ao invés de questionar o porquê do abandono da APAE pelos poderes públicos nunca mereceremos respeito.

Enquanto discutimos o sexo dos Anjos e se a temporada será ou não melhor do que a passada a APAE se vai...



sexta-feira, 24 de junho de 2011

Lei para que? Ou para quem?

Alguém se lembra da Lei Cidade Limpa?

É parece que alem da população a Prefeitura e até mesmo a ACE se esqueceram.

Enquanto muitos empresários foram obrigados e refazer as suas fachadas para se adaptar a nova Lei na região de Abernéssia e Jaguaribe o resto da cidade diga-se Capivari continuou a sua vida como se nada estivesse acontecendo.

Após a polêmica inicial e o estrondoso falatório tudo foi esquecido e a bagunça esta ai como sempre.

Agora a própria ACE que deveria ser a primeira a questionar o cumprimento da Lei Cidade Limpa por todos os comerciantes da cidade de forma linear e sem bolsões de ilegalidade explicita está compactuando com a baderna que se instalara por mais uma vez na temporada.

A exótica oferta de publicidade vem com um regalo aos comerciantes da cidade com a oferta de um desconto de até 50% para a confecção e exposição de suas marcas em placas, relógio e dormentes que por mais uma vez serão espalhados por toda a cidade.

Quando a lona do circo da temporada for arriada quem vai pagar pela emporcalhação de toda a cidade por mais uma vez será o pequeno comerciante que é o único que tem de seguir a risca esta porcaria de Lei.


Fala sério hein ACE!

Segundo a empresa: UP - Grupo de comunicação, PLACAS DE RUA E DORMENTES tem 50% de desconto para empresas jordanenses. RELÓGIOS não tem desconto.

Segue tabela de preços:
Período:

Julho de 2011 até Dezembro de 2011

PLACAS DE RUA (50% OFF para empresas jordanenses)

* Preço Placas de Rua Capivari:

R$4.000,00 unitário

* Preço Placas de Rua Abernéssia:

R$3.000,00 unitário

RELÓGIOS (Não tem desconto)

* Preço Relógios Pontos Privilegiados:

R$20.000,00 unitário

* Preço Relógios Normais:

R$10.000,00 unitário

DORMENTES (50% OFF para empresas jordanenses)

* Preço:

R$10.000,00 unitário

CONTATO:

UP Grupo de Comunicação

Coluna Passando a Limpo - Jornal Regional

Pizza! Oba!

Estima-se que a pizza surgiu há cerca de 6 mil anos, quando egípcios e gregos misturavam farinha e água e assavam em fornos quentes.

A novidade chegou à Itália, ganhou outros ingredientes e finalmente veio para o Brasil através dos imigrantes italianos.

Hoje em dia não há quem resista a esse prato, e graças à criatividade brasileira, surgiram os mais diferentes tipos de pizza.


Ingredientes para pizza original.

1 xícara de água quente, em torno de 38 graus;
2 xícaras de farinha de trigo;
7 gramas de fermento;
1 colher de sopa de açúcar;
Algumas pitadas de sal;
1 xícara de óleo vegetal;
Orégano;
Fubá.
Opcionais: molho de pizza, queijo e coberturas.

Modo de preparo da pizza original.

Misturar água, fermento com açúcar, farinha e sal numa tigela grande. A massa cresce até 50%, então você precisará de uma tigela grande.

Colocar a tigela sobre água quente e deixar a massa crescer por 20-30 minutos.

Colocar óleo vegetal na frigideira e borrifar fubá sobre ele.

Colocar na frigideira a massa espalhando-a com espessura de meio centímetro. Borrifar farinha de trigo sobre a massa.

Opcionalmente adicionar sobre a massa molho de pizza, queijo e coberturas.

Cozer por 15-20 minutos a 220 graus. Girar a cada 5 minutos.

Adicionar o orégano a gosto.

Para acompanhar esta sétima maravilha da culinária sugiro um Chianti Montalbano.

O menu está pronto agora é só reunir a família e chamar os amigos no próximo dia 7 de outubro de 2012 e se empanturrar de pizza e tomar um animado pilequinho de vinho.

Uma boa dica é a seguinte, a melhor pizza para servir nestas ocasiões é a mezzo a mezzo.

Mezzo pane, mezzo circus.

Enfim, como dizem os italianos...

...Stress per questo? Tutto finirà in pizza!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Gregos e Troianos.

Sem duvidas um dos maiores desafios enfrentados pelos candidatos a cargos públicos eletivos é agradar ao maior numero de eleitores possível.

O que aparentemente é fácil pode se tornar em um enorme pesadelo.

Na corrida eleitoral e principalmente na reta final os candidatos tendem a partir para o tudo ou nada, e oferecem e prometem o que podem a principalmente o que não podem.

Em Campos do Jordão com a antecipação da campanha por conta do caos político instalado na cidade e pela promiscuidade ideológica dos pretendentes as cadeiras do administrativo e do legislativo tem deixado em evidencia esta vontade de todos quererem a qualquer custo agradar a Gregos e Troianos.

Porem algumas coisas não se aplicam somente a política e extrapolam a corrida eleitoral e acabam por nos mostrar como um comportamento que pode ser classificado de normal hoje, nos da a medida exata de como este ou aquele candidato se comportará em um futuro não muito distante.

Na vida dita normal não se pode servir a dois senhores, não se acende uma vela para Deus e outra para o Capeta.

Na política não se pode agradar ao povo e se associar a políticos sem que um dos dois não seja traído durante o percurso de seu mandato.

Não fico a vontade quando alguns candidatos se aproveitam das situações de desespero da população para amealhar dividendos políticos.

Talvez seja a hora de se dividir o campo de batalha, e de cada um pegar a sua arma e a sua farda e partir para a guerra de cara limpa sem se beneficiar da camuflagem.

No que diz respeito a política jordanense não tem meio termo. Ou você está com o povo ou esta contra ele.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Enfim... Livre!

Do contra! Eu? É claro que sim. Se a questão é esta, governo e povo sempre em lados opostos no campo de batalha, meu lugar sempre vai ser este onde estou hoje. Não me interessa quem esteve, está ou estará com a bunda acomodada no trono do palácio imperial do Morro do Elefante, muito menos na Câmara dos Lordes. Não tenho problemas particulares com ninguém, até porque essa gente “privilegiada” nunca fizeram ou farão parte do meu circulo de amizades muito menos frequento lugares comuns.

Sempre escutei aquela lengalenga de que não adianta somente criticar, tem de participar, até já postei a respeito disso aqui e de que adiantou?

Essa gente “importante” que tem cargos, postos, mandatos, ou seja, lá que nome elas dão a sua condição social não quer ouvir o Zé Ruela da esquina, o seu João que cata latinha na porta da balada para aumentar a renda familiar, apesar de já estar aposentado ou a D. Maria que limpa o chão de seus escritórios.

Essa gente que pertence a uma casta superior a dos brasileiros comuns não tem por hábito ouvir o povo; ser criticado por este zé-povinho então! Nem pensar!

Afinal com quem vocês acham que estão falando?


Desta forma após quase 30 anos tentando fazer parte da paisagem social da cidade vagando em varias associações e siglas partidárias no mais ingênuo estilo “não adianta somente criticar, temos de participar” fui sistematicamente ignorado como todos os outros que conheci e que como eu tinham somente boas intenções.


Assim resolvi me entrincheirar de vez nas minhas ideias e me alimentar somente das minhas convicções e esta carta de alforria me da à sensação de alivio e de liberdade que tanto necessitava para enfim ser somente pedra.
Decidi não ser mais vidraça, porque descobri que o sucesso e o fracasso têm a mesma origem e a critica é o adubo que faz desabrochar as mais belas flores. E esta de agora em diante será a minha forma de contribuir, aguçando e alimentando o sucesso e o fracasso de cada um, e de todos.

E se alguém quiser me dar o troco à única coisa que tenho a dizer é que a opinião que os outros possam ter sobre mim não é do meu interesse.

Não sou hipócrita o suficiente e nem irresponsável como por muitas vezes gostaria de ser a ponto de dizer que sou o cara mais integro e honesto da face da terra, porque com certeza existem milhões de pessoas com muito mais valor ético e moral do que eu, mas na média da moral e da dignidade do brasileiro me saio muito bem sim senhor!

Talvez seja até por isso que sempre me dou mal quando me junto a políticos e politiqueiros. 

Como não sou o dono da verdade muito menos escritor de meu destino, nunca mais é muito tempo, então não vou cometer o desatino de dizer que nunca postularei cargo público, mas hoje com certeza posso dizer que desta água não beberei.

Por enquanto é faca nos dentes!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mais uma vez o turismo!

Turismo bom para todos!

Assim começa o editorial do Jornal Campos do Jordão & Cia periódico semanal de Campos do Jordão do jornalista Schiavo Jr.

O editorial discorre a respeito da baderna em que se tornou a Lei Cidade Limpa em Campos do Jordão.

Lei que funciona e é cobrada pelo poder público somente do portal de entrada da cidade a Vila Jaguaribe situação que estranhamente é aceita bovinamente  pelo comércio da região.

Apesar da chamada o editorial pouco ou praticamente nada fala das várias classes que deveriam usufruir do turismo na cidade e por mais uma vez concentrasse na milenar choradeira do comércio local.

O turismo na cidade refugio dos lordes paulistas e demais senhores feudais do Brasil nunca, nem em seus áureos tempos nas décadas de 60 e 70 foi bom para todos.

O turismo em Campos do Jordão seja em plena temporada de inverno ou sazonalmente durante o resto do ano só da lucro aos donos do comércio, os demais trabalhadores sejam eles ligados diretamente ao turismo ou não invariavelmente são ludibriados pelo mito dos 10% e ficam roendo o osso.

Em Campos do Jordão de 10 estabelecimentos comerciais 9 são empresas familiares onde o próprio nome já alerta que tem fôlego somente para suprir as necessidades da família proprietária, não tendo as mínimas condições de assegurar aos seus funcionários um salário que mantenha o mínimo de sua dignidade cumprindo não uma boa ação mas sim a sua função social.

E quando a tal empresa de família consegue decolar e se firmar solidamente no cenário financeiro da cidade surge o dilema: Se concede o merecido aumento salarial dos funcionários que com seu trabalho proporcionaram a estabilidade financeira da empresa e do empresário ou se aumenta a mesada das crianças em casa? Com certeza 100% dos empresários optam pela segunda.

Ai surge o subemprego e o regime de escravidão branca onde para manter um padrão de vida minimamente aceitável o trabalhador tem de se sujeitar aos bicos situação que é alem de bem vista aos olhos da sociedade é prontamente incentivada pelos patrões. Fato que tira do ceio da familia e da convivência social o cidadão de bem.

Campos do Jordão é uma cidade pequena, que pensa pequeno, que tem pequenas empresas e minúsculos empresários.

É como diz o ditado: Quem nasceu para ser Campos do Jordão nunca chagará a Gramado.

Festa Junina...

Para quem gosta, dias 25 e 26 de junho próximos estará acontecendo a Festa Junina da Associação de Moradores do Britador atrás do Supermercado Piratininga.

A festa além da normal confraternização e manutenção dos costumes de nossa terra também servirá para arrecadar fundos para a manutenção dos times de futebol do bairro que hoje conta com 60 crianças entre 08 e 19 anos.

Vale conferir a festa, e da sua maneira ajudar a manutenção deste projeto social.

Quem quiser ajudar de outras formas pode entrar em contato com o festeiro pelo celular (12) 9769 – 3968.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Blogueiros na mira.

Já é de conhecimento de todos a admiração que tenho pelos blogs.

Em um clik o mundo inteiro se abre na ponta de nossos dedos.

É a realização do sonho de liberdade a muito almejado por todos os povos.

Mas esta sensação de liberdade pode estar com os dias contados, ou até mesmo poderemos descobrir que na realidade esta liberdade sempre não passou somente de um sonho.

Pelo menos é isso o que pode estar acontecendo no Brasil.

Após os anos de chumbo onde as palavras e o livre arbítrio do cidadão eram patrulhados dia e noite e passiveis de severas sanções uma idéia tornou-se comum a todos; a idéia de que somente com a liberdade de expressão poderíamos virar a pagina da historia e começar a construir um novo país.

E desde 05 de outubro de 1988 a Constituição Brasileira em seu Titulo II onde trata dos Direitos e Garantias Fundamentais do cidadão em seu Artigo 5º inciso IX, supostamente este direito estaria enfim garantido.

Porem em um país onde as coisas nem sempre ou quase sempre não são bem como achamos que deveriam ser, em um país onde invariavelmente criam-se as dificuldades para mais tarde venderem as facilidades. Mais uma vez batemos na trave.

Com um sistema jurídico jurássico, com centenas de milhares de leis que se contradizem entre si, descobrimos que esta suposta liberdade de expressão como tudo o mais neste país não se aplica a todos de forma igual. Descobrimos que a tal liberdade de expressão cabe somente as autoridades construídas e a quem por ela tiver condições financeiras de pagar.

Apesar de o texto Constitucional ser politicamente correto na verdade este artigo e principalmente este inciso não passa de perfumaria. Se você meu caro cidadão estiver insatisfeito com o que o vereador que você escolheu para lhe representar ou com o ocupante do mais alto cargo administrativo da cidade estão fazendo e resolver expressar este descontentamento publicamente achando que é seu direito questionar e ate criticar a postura destas figurinhas, tome cuidado! Você pode ter uma amarga surpresa.

Porque vivemos em uma republiqueta de bananas onde você tem direito a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença assegurada pela Constituição, mas não pode usá-la.

Estão misturando o “audiatur et altera pars” com a Casa da Mãe Joana.
"Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros." Ernesto “Che” Guevara de La Serna.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Titanic na Mantiqueira?


“Quando um político trai o seu passado perde 90% de seu caráter. Só não perde os outros 10% porque não existe político 100%”
Reginaldo Marques

O clima político em Campos do Jordão nunca esteve tão quente quanto nestes últimos dias. Boatos dos mais variados tipos dão conta da dança das cadeiras, das siglas e dos nomes que poderão estar estampados na urna eletrônica na próxima eleição.

A animosidade crescente entre a administração e a Câmara se dá por conta das lacunas que se abriram nesta gestão onde ninguém literalmente é de ninguém, o que deixa o horizonte das novas eleições extremamente aberto aguçando o apetite de quem deseja o poder máximo na cidade, e esta eterna luta pelo poder teve um novo capitulo na noite do dia 13 quando parte dos vereadores que estão claramente descontentes e até diria desconfortáveis com a situação de desgaste em que se encontram perante a opinião pública até em impeachment falaram em Sessão Ordinária.

Moedas que antigamente eram tidas como de troca entre os poderes agora se transformaram em munição disparadas de lado a lado.

Neste clima escancarado de campanha vereadores que até então estavam deitados em berço esplêndido em um despertar tardio começam a ensaiar seus primeiros discursos de indignação se lamentando e se colocando a disposição do povo como salvadores da pátria, tentando a qualquer custo afastar de si se é que é possível a parcela de responsabilidade que lhes cabe pelo fragoroso fracasso em que se transformou o bonde desgovernado da gestão Campos do Jordão para nossos filhos (2008-2012).

Na corrida pelas 13 cadeiras da próxima Câmara e pelo trono do alto do Morro do Elefante podem esperar caros leitores, vai valer de tudo.

Alheia a estes discursos de palanque em bairro popular a administração está incorporando a seus quadros todos os tipos de nomes e siglas formando uma imensa e mal acabada colcha de retalhos “ideológico”.

Esta sopa de letrinhas juntamente com este arco-íris de caráter agregados a uma única administração pode até dar certo, difícil mesmo será arrumar cargo, cadeira e mesa para todos acomodarem seus paletós nos mais diversos secretariados e gabinetes e igualmente satisfazê-los com seus contracheques.

Porem a super lotação da Nau Capitânia da Drª Ana e de seu arguto imediato pode não dar o resultado esperado. Afinal uma caravela com tantos pretendentes ao cargo de capitão convivendo por mais quatro anos pode de uma hora para a outra transformar-se em um gigantesco barril de pólvora e explodir em um motim generalizado, ou então somente se tornar lenta demais para acompanhar as outras embarcações e de forma lenta, gradual e quase que imperceptivel ir a pique.

Alguns velhos lobos do mar conhecedores das mudanças bruscas das marés em alto mar já se posicionaram junto aos botes salva-vidas, os marinheiros mais desconfiados já esperam pela definição do lado em que a tempestade chegará com seus coletes salva-vidas e os marujos de primeira viagem estão em seus postos e funções rotineiras e nem se deram conta da mudança dos ventos. E os ratos? Ora os ratos! Estes pulam de barco em barco, nunca chegam a capitão, marinheiro ou marujo, mas também nunca se afogam.

Cabe saber agora quem juntamente com a Capitã da Nau Campos do Jordão Acima de Tudo e seu imediato ficará a bordo quando o naufrágio se tornar favas contadas.



sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pagando de otário.

“As obras públicas não são construídas com o poder milagroso de uma varinha mágica. Elas são pagas com fundos retirados por força de Lei dos cidadãos”
Ludwig Von Mises

Mutirão (termo de origem Tupi de etimologia obscura) é o nome dado no Brasil a mobilizações coletivas para lograr um fim, baseando-se na ajuda mútua prestada gratuitamente. É uma expressão usada originalmente para o trabalho no campo ou na construção civil de casas populares, em que todos são beneficiários e, concomitantemente, prestam auxílio, num sistema de rodízio e sem hierarquia. 

Atualmente, por extensão de sentido, "mutirão" pode designar qualquer iniciativa coletiva para a execução de um serviço não remunerado, como um mutirão para a pintura da escola do bairro, limpeza de um parque e outros. (Fonte Wikpédia).

Apesar de ser uma prática comum e largamente incentivada tanto pela administração pública quanto pela mídia e terceiro setor, nunca fui a favor desta aberração tipicamente brasileira.

É isso mesmo! Sempre achei e ainda acho uma verdadeira e enorme palhaçada estes movimentos de mutirão para resolver os mais diversos problemas enfrentados pela população em seu dia a dia.

Só existe uma justificativa plausível para se realizar ou participar de um mutirão: E é em condições de calamidade, ou em grandes catástrofes, fora destas situações é simplesmente inadmissível este tipo de iniciativa “cidadã”.

Quando falamos em mutirão sempre se olha o lado "romântico-social" e nunca se leva em consideração o lado racional e prático da situação.

Vejamos como exemplo: Você tem um terreno e contrata uma empresa de engenharia para executar o projeto e a construção da casa de seus sonhos, e paga religiosamente para que a empresa execute a construção e lhe entregue a casa pronta.

Depois de iniciada a obra e das paredes levantadas à empresa simplesmente abandona a sua obra.

O que você faz? Aciona a empresa judicialmente para que termine a sua casa e lhe indenize pelos transtornos e devolva o seu dinheiro? Ou reúne a sua família e uns amigos nos finais de semana e com um lindo e bem organizado mutirão regado a churrasco e cerveja termina a casa e esquece a empresa?

Então! Porque em relação ao poder publico tem de ser diferente?

No que se refere à escola, saúde, transporte público, infra-estrutura, e demais serviços públicos é a mesmíssima coisa.

São serviços contratados e devidamente pagos com o meu, o seu e o imposto de todos, desta maneira quando uma escola não tiver condições de oferecer um ensino de qualidade por estar deteriorada, quando o lixo se acumular diante da sua casa pense duas vezes antes de perder o seu tempo de folga que deveria ser gasto em companhia de sua família, amigos ou se for da sua preferência simplesmente na rede.

Ao invés de passar a mão na cabeça da incompetência de quem deveria ter executado estes serviços passando recibo de otário. Denuncie estes estelionatários públicos lute pela punição destes malandros incompetentes que jogam a sua responsabilidade no colo da população apelando para o sentimentalismo besta de cidadão participativo.

O brasileiro por excelência é solidário e participativo, agora precisa urgentemente aprender a ser exigente e fiscalizador.

Mutirão sem uma causa relevante não é demonstração de cidadania e sim de conivência com governos omissos e perdulários e a prova de que tem sempre alguém disposto a consertar a lambança dos políticos. A troco de que? Nem Freud explica!