Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Novas propostas.

Mais um ano se foi e como sempre as promessas de um novo recomeço começam a pipocar por todos os lados.
Ano novo é época de parar de fumar, emagrecer, ganhar mais dinheiro, recuperar o tempo perdido com os filhos, esposa, e com sigo mesmo, enfim ano novo vida nova.
E dentro deste espírito de renovação a política também se torna alvo de novas promessas, com o gatilho da disputa eleitoral em Campos já acionado, agora não cabe mais discutir se é cedo ou não a realidade é que a campanha já começou e muitos grupos já começam a se formar e apesar das juras de um novo rumo às conversas sempre acabam caindo na mesmice de anos velhos.
Grupos e pessoas que almejam os louros da vitoria de uma eleição se preocupam com apoios, investidores, distribuição de cargos e alianças políticas e se esquecem do mais importante; do eleitor.
E o eleitor como em todos os anos não se importa com uma renovação nem em fim de ano.
Não conseguiremos modificar o quadro político e eleitoral da cidade enquanto contarmos com os mesmos eleitores. Sim é isso mesmo! Não conseguiremos reverter a forma como o establishment funciona se mantivermos os mesmos eleitores.
Loucura? Como modificar 38 mil eleitores?
A resposta é simples; Não conseguiremos. Isso é trabalho para décadas, daí a importância de projetos como a Casa da Cidadania e da organização das Associações de Bairro.
Estas ações não serão as salvadoras da sociedade, mas um primeiro passo para que a população comece a conhecer seus direitos, sua força e sua importância.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

La maison c'est tombe!

A realidade da Cachoeirinha é que este triste fim seria inevitável.
Para quem acreditou em promessas de campanha de prefeitos e vereadores que garantiam a permanência destas famílias na área fica a triste lição que prefeito e vereador não são Deuses ou Reis, tem sim de respeitar as decisões judiciais doa a quem doer.
A administração passada já vinha advertindo as famílias que a justiça estava pressionando para a saída das famílias, cabe agora a atual administração que prometeu mundos e fundos a esta gente que cumpra com a sua palavra.



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sem luz no fim do tunel.


O exercício da cidadania no Brasil é um ato heróico, pois temos que matar um leão por dia para simplesmente garantir o que já nos é de direito.
Vivemos em uma sociedade onde quem tem dinheiro e amigos nos lugares certos sempre esta um passo a frente da lei e da justiça.
Somos vitimas da burocracia jurídico–administrativa que garante aos lobos a guarda das ovelhas.
O que move a maioria dos trabalhadores deste pais não é a certeza de dias melhores, mas sim a necessidade de manter imaculado o que tem de mais precioso, o seu nome.
A honestidade e a seriedade nesta terra é punida com a humilhação de não poder proporcionar a sua família uma vida digna e segura apenas para satisfazer a volúpia arrecadatória do governo e a ganância sem fim dos empresários.
Somos sugados moral e fisicamente por uma sociedade mal estruturada, onde os valores morais e de comportamento estão sendo invertidos ou deteriorados.
A maior luta a ser travada por nós não é contra a fome, a miséria, a violência, a corrupção, o desemprego ou contra quaisquer outros males que assolam a nossa sociedade, temos sim é que cortar a raiz deste câncer que gera esta desordem moral e social. A nossa grande luta é contra a impunidade contra a certeza de que no Brasil o crime e o desmando compensam.
Somente com uma sociedade onde pelo menos perante a justiça seremos vistos como iguais, e tenhamos a certeza de que os deveres e os direitos de todos serão preservados e garantidos, poderemos um dia sonhar e até quem sabe, trabalhar por dias melhores.

domingo, 10 de maio de 2009

Projeto casa da cidadania


JUSTIFICATIVA DO PROJETO DE LEI

Vimos à presença de Vossa Excelência com o objetivo de submeter à sua apreciação o Projeto de Lei que cria a Casa da Cidadania de Campos do Jordão.

O Projeto de Lei vem de encontro com a busca de soluções para o problema de infraestrutura para a instalação e funcionamento dos diversos Conselhos Municipais já constituídos ou a virem a se constituir em nossa cidade.

É sabido de todos que por força de lei ou simplesmente para satisfazer as necessidades da coletividade jordanense constituíram-se na Cidade inúmeros Conselhos Municipais que representam os mais diversos seguimentos da sociedade civil jordanense, mas também é sabido por todos que todos os Conselhos sem exceção passam por grandes dificuldades de logística o que impede em sua esmagadora maioria de levar adiante o seu propósito de criação.

É premente em nossa cidade que se de aos Conselhos Municipais condições de trabalho para que estes realizem a contento seus deveres para com a parcela da sociedade a que eles representam.

A representação da sociedade civil organizada junto ao poder público é um direito do cidadão e a manutenção deste direito é dever do Município.

Com estes argumentos acreditamos que o presente Projeto de Lei será objeto da atenção e da aprovação de Vossa Excelência e dos Vereadores.

LEI – CASA DA CIDADANIA

“Cria a Casa da Cidadania de Campos do Jordão e da outras providencias”.

Artigo 1° - Fica criada a Casa da Cidadania de Campos do Jordão, com a finalidade de abrigar e atender as necessidades de todos os Conselhos Municipais constituídos e a serem constituídos em Campos do Jordão.

Artigo 2º - Fica o Chefe do Executivo Municipal devidamente autorizado a  ceder, locar, construir, ou mesmo adquirir, na cidade de Campos do Jordão, um imóvel, com a finalidade especifica de atender ás necessidades previstas no Artigo anterior da presente Lei, bem como fornecer os mobiliários, equipamentos e disponibilizar pessoal necessário ao funcionamento da Casa da Cidadania.

§ 1º - O imóvel quando construído ou adquirido pertencerá ao Município de Campos do Jordão representado pelos Conselhos Municipais devidamente Constituídos, não podendo em hipótese alguma ser doado, alienado, cedido ou alugado.

Artigo 3º - A Casa da Cidadania será administrada pelos Conselhos ali instalados de acordo com o Regimento Interno por eles elaborado.

Artigo 4º - Fica a cargo do Executivo Municipal o custeio das despesas com água, luz, telefone, móveis e equipamentos e a conservação do imóvel, da Casa da Cidadania.

Artigo 5º - As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão á conta de dotações próprias do orçamento vigente, suplementadas se necessário.

Artigo 6º - Esta Lei entrara em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

domingo, 30 de novembro de 2008

Casa da cidadania


Publico abaixo um projeto que já existe em inúmeras cidades e que vem surtindo resultados surpreendentes.

O projeto foi adaptado para as características de Campos do Jordão que para quem não sabe é uma das mais famosas cidades turísticas do Brasil, mas que sofre como todas as demais do país de um grave problema social; A falta de participação do povo na vida política e administrativa da cidade.

Esta apatia da sociedade jordanense contribui para que pessoas vindas de outras cidades se ocupem dos cargos públicos que os jordanenses teriam de ocupar.

Assim as questões de saúde, moradia, meio ambiente, segurança, educação, cultura, turismo e cidadania ficam nas mãos de pessoas que não conhecem a realidade e as verdadeiras necessidades dos jordanenses.

Este projeto se implantado e levado a frente pelas autoridades competentes e principalmente pelos jordanenses que tem o poder e, portanto o dever de promover as reais mudanças em nossa sociedade a médio e a longo prazo poderá contribuir de forma decisiva para a formação de novas lideranças sociais e políticas entre os jordanenses.

O Projeto:

Casa da Cidadania.

O futuro de Campos do Jordão está no relacionamento harmonioso entre a Sociedade Civil Organizada e o Poder Público Instituído.

1 - O que é?

Os conselhos dos direitos e de defesa do cidadão são órgãos formados a partir de áreas específicas de atuação do Município e voltados a grupos sociais também específicos dentro dele.

Desta maneira a articulação entre eles é imprescindível, sob pena de na lei e no discurso termos um cenário, e, na prática e nos resultados da ação política por direitos termos outro - O cenário da divisão, da fragmentação, das “caixinhas” de direitos que não ponderam entre si é evidente e palpável atualmente.

A paralisia da função social jordanense está na contra mão do que se conquistou mundialmente nos últimos tempos com os tratados, decretos, cartas de intenções, ações sociais que definiram os diversos tratados e convenções sobre os temas sociais, e que apontam para a universalidade e indivisibilidade dos direitos humanos.

2 – Para que serve?

Para fortalecer os diferentes Conselhos e consolidar as ações que já venham sendo empreendidas pela ultima gestão da Prefeitura de Campos do Jordão em prol das atividades comunitárias, no sentido de aprofundar a participação realista e responsável da sociedade na formulação e fiscalização das políticas públicas.

3 – O que será oferecido pela Casa da Cidadania?

Espaço físico para as secretarias e reuniões dos Conselhos;

Recursos materiais para o seu funcionamento;

Recursos humanos com pessoal para exercer o papel de secretários (as) executivos (as) dos Conselhos;

Espaço para subsidiar trabalhos de formação e qualificação dos conselheiros (as);

Espaço para realizar eventos como seminários, palestras e outras atividades que possibilitem o conhecimento, a interação e a troca de experiências entre os conselheiros.

4 – Desafio.

Socialização de um espaço público;

Superação da visão fragmentada e identificar os problemas comuns e específicos para a superação conjunta;

Potencializar as ações dos conselhos para questões mais amplas que contribuam para a superação dos desafios estratégicos no desenvolvimento do Município como um todo.

Não se trata apenas de construir um espaço de articulação e convivência, mas um espaço para se agir de forma mais coletiva nos assuntos de relevância para a comunidade jordanense.

Devemos apostar no pensamento conjunto, uma vez que as questões que são determinantes para a desigualdade no Brasil e por consequência em Campos do Jordão precisam de uma ação coletiva para ser solucionadas a contento da sociedade;

A diversidade, a diferença, a divergência pode ser construída de forma construtiva. O modelo de democracia implantado em Campos do Jordão pela ultima gestão veio para trabalhar as diferenças construindo um projeto de interesse e controle social moderno, e desta maneira cabe agora a Sociedade Civil Organizada dar a sua parcela de contribuição neste processo.

Existem contradições de propostas dentro da sociedade jordanense que são antagônicas e, por isso mesmo, precisam ser equacionadas.

5 – Metodologia.

Para trabalhar com a organização dos Conselhos Municipais em Campos do Jordão pretendemos traçar alguns pontos a serem seguidos:

Visibilidade e legitimação junto à sociedade local das diversas ações já existentes em nosso município;

Canais de comunicação para divulgar as resoluções e atividades;

Diagnóstico unificado sobre a realidade do município;

Levar a participação qualificada dos (as) conselheiros (as) nas plenárias do Orçamento Participativo.

Sistematização e organização da documentação referente à história e trabalho dos Conselhos Municipais em Campos do Jordão;

Criar o “Fórum Permanente Inter-conselhos de Campos do Jordão”, como meio de incentivar e promover a interação entre os conselhos;

Iteração com O público incentivar a participação dos Conselhos Municipais com as atividades e espaços oferecidos pela Prefeitura Municipal, como por exemplo, as plenárias do Orçamento Participativo;

Criar uma agenda permanente de capacitação para os Conselhos Municipais, pautada pelos próprios conselheiros (as);

6 – Estrutura física e metodologia – Propósito.

A coordenação do funcionamento da Casa da Cidadania de Campos do Jordão será de responsabilidade da Prefeitura Municipal, mas sempre com o objetivo de garantir a autonomia dos Conselhos sobre suas ações.

O auxilio na articulação dos trabalhos dos Conselhos refere-se, inicialmente, ao oferecimento da estrutura física, mas também, haverá o respaldo das Secretarias Municipais em disponibilizar informações sobre seus serviços.

A infraestrutura e a metodologia utilizada para a implantação deste modelo de gestão publico-comunitária são necessárias para o pleno desenvolvimento profissional e social das pessoas envolvidas no processo de organização e administração dos conselhos e para isso é imprescindível ter:

Sala para atendimento ao público;

Sala para reuniões dos conselheiros (as);

Agendamento de horários para uso do computador, por membros dos Conselhos, para a realização de suas atividades dentro dos Conselhos;

Agendamento para uso de internet para o desenvolvimento dos trabalhos dos Conselhos;

Agendamento para as reuniões dos Conselhos;

Uso do site da Prefeitura Municipal para divulgação de informações em espaço especifico;

Arquivo das Atas (digitalizadas) para consulta pública;

Programação de um calendário unificado “Inter-conselhos” para 2009;

Formação do Fórum Inter Conselhos já em 2008;

Articulações para garantir o pleno funcionamento dos Conselhos com dificuldades de organização;

Reforçar a representatividade dos conselheiros (as), por meio de informação e capacitação, respeitando as especificidades de cada área;

Programação de ações para aproximação da população junto aos Conselhos.

6 – Conclusão.

Nada de novo tem este projeto tendo em vista que este conceito de administração comunitária dos Conselhos já vem sendo desenvolvido por centenas de cidades espalhadas pelo Brasil com evidente êxito em suas atuações.

Não estaremos iniciando um trabalho de vanguarda, em Campos do Jordão, mas sim estaremos nos adequando a realidade da nova sociedade que aos poucos esta tomando ciência que o desenvolvimento de uma nação, estado ou cidade não é trabalho somente para seus governantes.

Este esboço de projeto já é de conhecimento de algumas pessoas, e de pelo menos um dos Conselhos de Campos do Jordão desde agosto de 2007.

Agora necessitamos somente do engajamento das pessoas envolvidas no processo de organização e participação dos Conselhos e da Administração Pública para que este conceito de organização social saia do papel e se transforme em uma realidade.