Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Historia abandonada. - Hoje em Notícias.

Mesmo passando por uma grande reforma iniciada em 2005 e com data de término ainda não definida a Vila Abernéssia, centro financeiro, administrativo e econômico de Campos do Jordão continua em segundo plano para as administrações.

Milhões de reais já foram investidos pelo Governo do Estado nas calçadas, praças e próprios públicos e a promessa é de mais alguns milhões de reais ainda a serem investidos na região central de Abernéssia, porem após as várias etapas das obras serem concluídas a região volta a seu estado de abandono de sempre.

Ruas sujas e visivelmente descuidadas, calçadas recém-construídas alagadas em época de chuvas, falta de lixeiras e bancos nas praças e no único calçadão da Abernéssia, chafariz em precário estado de conservação na praça principal, placas das obras terminadas há meses abandonadas poluindo a paisagem e diversos moradores de rua espalhados e desamparados são alguns dos indícios de que apesar da importância da Vila Abernéssia para o cotidiano da população o Capivari continua sendo a única preocupação dos administradores da cidade.

Símbolo máximo do descuido por qual passa a região de Abernéssia é o completo abandono em que se encontram os monumentos históricos da cidade que estão concentrados principalmente nas praças Marcos Damas Caldeira e da Bandeira.



O Tori erguido na Praça Marcos Damas Caldeira em 2008 em homenagem ao centenário da Imigração Japonesa no Brasil e em especial a colônia japonesa radicada na cidade apresenta grandes rachaduras, e esta servindo para a colagem de panfletos de propagandas, e sua placa comemorativa está completamente danificada.

Tori é um portal encontrado nas entradas dos templos ou santuários xintoístas. Representa para os que ali se adentram a separação do mundo físico do espiritual. Tradicionalmente construído em madeira de lei, é formado por duas colunas que sustentam o céu e por vigas transversais que representam a terra. É um símbolo de poder e fé para os povos orientais.


O que restou do Monumento “Marco das Quatro Nações” representado por um Bandeirante e que foi erguido para registrar que aqui se encontram as mais altas nascentes que compõe o Rio da Prata, está instalado no canto superior da Praça Marcos Damas Caldeira junto ao cruzamento da Avenida Dr. Januário Miráglia com a Rua Brigadeiro Jordão. O monumento também se encontra bastante danificado e a placa com suas referencias foi retirada. 


Abandonado da mesma forma também se encontra o monumento construído na Praça da Bandeira e que homenageia os três heróis jordanenses da segunda grande guerra mundial. Simbolizado pelos três pinheiros plantados na praça e por um pequeno monumento aos pés do chafariz. O monumento está sem pintura e com sua placa pichada. Este símbolo maior de heroísmo apesar de ser uma das mais tristes e heroicas páginas da historia jordanense, ainda não é conhecido de muitos jordanenses e não por estar em precárias condições de manutenção passa completamente despercebido pelos turistas.

Enquanto a historia da cidade e os ideais de seu povo e de seus antepassados forem tratados com tamanha negligência, as novas gerações nunca terão a oportunidade de criar uma identidade própria, e menos ainda uma relação de respeito e amor pela cidade.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Os desafios do próximo prefeito de Campos do Jordão - A Tribuna

Depois da inauguração da Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP 123) no final da década de 70, Campos do Jordão sofreu um “bum” em seu crescimento populacional que não foi acompanhado pelas administrações.

Nestes últimos anos a cidade foi vítima de administrações fracas e incompetentes, que acarretou a população da cidade um enorme déficit social que será o grande desafio que o próximo prefeito terá de enfrentar a partir de sua posse no dia 1º de janeiro de 2017.

O Jornal A Tribuna destaca a partir de agora quais são os principais desafios do próximo prefeito de Campos do Jordão:

Economia: O Brasil se aproxima de sua pior crise financeira desde a implantação do Plano Real em 1994, somando isso as administrações temerárias que a cidade foi vitima nos últimos anos, o próximo prefeito muito provavelmente herdará uma divida astronômica e uma prefeitura completamente desorganizada economicamente.

Sem recursos próprios e sem ter de onde tirar, a primeira ação da nova administração deverá ser no enxugamento da maquina pública, diminuindo seu quadro de servidores e cortando gastos e secretarias. Um remédio amargo, mas necessário que deverá ser parcimoniosamente dosado para não matar o paciente.

Educação: Com a redução no quadro de professores e funcionários, a educação tem sofrido um desgaste e uma perca de qualidade sensível nas últimas décadas, os professores ainda lutam por seu plano de carreira e a merenda não tem uma qualidade permanente, e os investimentos em uniformes e matérias didáticos ainda deixam muito a desejar.

O maior problema a ser enfrentado nesta área pode não ser o econômico, mas sim de gestão.

Infraestrutura: Com seu departamento de obras completamente desmantelado há anos, o próximo prefeito não contará com maquinário e nem com mão de obra o suficiente para fazer frente às necessidades prementes da cidade.

O novo prefeito terá e reinvestir rapidamente em máquinas e equipamentos e reconstruir seu quadro de servidores; o grande desafio a ser encarado é como equacionar esta necessidade com os cortes em investimentos e funcionários.

Esporte: Apesar dos resultados relevantes em alguns esportes coletivos e individuais, o esporte da cidade se encontra em estado de calamidade.

O único ginásio de esportes da cidade não tem condições de receber grandes eventos e necessita a muito tempo de uma reforma geral, e os dois campos de futebol da cidade a muito tempo não tem uma manutenção a altura.

Os investimentos na área de esporte na cidade são praticamente inexistentes, chegando ao ponto de ter de cancelar tradicionais torneios e campeonatos por falta de verbas.

Além de todos estes obstáculos, o maior problema a ser enfrentado no esporte e o término da construção do Centro de Esportes de Alto Rendimento, que ao invés de estar recebendo atletas para a próxima Olimpíadas, e estar servindo de atrativo para outros investimentos na cidade, se tornou em um enorme elefante branco.

Cultura: Com um dos menores orçamentos a pasta de cultura tem grande parte de seu orçamento anual comprometido com a folha de pagamento, o que inviabiliza um aporte de peso aos projetos culturais da cidade.

A dificuldade de se manter o Espaço Cultural que é o símbolo maior da cultura jordanense em bom estado de conservação e de funcionamento representa bem o momento difícil por qual passa a cultura da cidade.

Nesta pasta o grande desafio do próximo administrador é adequar o quadro de funcionários ao seu orçamento para abrir espaço para investimentos nos vários projetos que se encontram ou engavetados ou em fase de desmantelamento, como é o caso da Filarmônica da cidade.

Habitação: A habitação não tem um investimento relevante desde a década de 90 quando dois conjuntos habitacionais e um residencial destinado à população de baixa renda foram construídos na cidade.

A cidade não tem recursos próprios para investir nesta área, e depende de investimentos federais e estaduais, neste item o maior desafio será convencer tanto o governo federal quanto o estadual que a cidade carece de um plano habitacional de grande porte para reduzir o déficit habitacional da cidade.

Segurança pública: A segurança pública é de responsabilidade única e exclusiva do governo do estado, porem a cidade necessita urgentemente de um aumento tanto no efetivo militar quanto no civil, a delegacia da cidade apesar de ter um prédio praticamente novo sofre com os frequentes cortes em sua logística, e merece uma especial atenção tanto do governo local quanto do estadual.

Por outro lado o prefeito pode aumentar a segurança da cidade investindo pesado na Guarda Municipal e no Corpo de Bombeiros, que se encontram em funcionamento de forma precária e amadora.

A solução dos problemas da segurança neste sentido passa tanto pelo investimento direto do município, como pelo bom relacionamento que o próximo prefeito deverá de ter com o governo do estado para que este também faça a sua parte.

Transporte público: O transporte público na cidade é um assunto bastante delicado. O monopólio do transporte público se encontra concentrado nas mãos de uma única empresa, o que inviabiliza a instalação de novas linhas, investimento em novos ônibus e no conforto dos passageiros.

A solução deste empasse talvez esteja na realização de uma nova licitação, tendo em vista que o Tribunal de Contas do Estado considerou a contratação da atual empresa irregular e na liberação de formas alternativas de transporte dentro da cidade.

Turismo: A mola mestra da economia local aparentemente nunca foi levada a sério por nenhuma administração. Seu orçamento esta dentro os menores de todas as secretarias, e seus administradores nunca foram qualificados ou interessados em realmente fazer a diferença.

Dependente somente da região do Capivari e do Festival de inverno e com seus principais pontos turísticos completamente degradados Campos esta aos poucos perdendo seu atrativo.

Além da descentralização do atrativo turístico e da recuperação dos pontos turísticos abandonados a nova administração se deparará com outro grande problema a ser relacionado nesta área: A enorme divisão que existe entre os empresários que exploram o turismo e reduzir o custo Campos do Jordão que é considerado um dos mais altos do país.

Por fim chegamos ao maior desafio a ser enfrentado pelo próximo prefeito: A saúde.

A falência da saúde não é exclusividade de Campos do Jordão. Os cortes nos recursos federais e estaduais nunca foi tão grande,  o que dificulta a manutenção dos serviços essenciais como o do pronto atendimento.

O sonho de ter a Santa Casa novamente em funcionamento pode ter definitivamente acabado com a venda de seu prédio para o pagamento de dividas trabalhistas, além deste grave problema o funcionamento do único hospital da cidade esta em xeque.

Mal administrada durante décadas, à saúde da cidade declinou de forma preocupante, e nos últimos meses corre o sério risco de ser declarada em estado de calamidade pública e de sofrer uma intervenção.

Sua recuperação sem duvidas será o maior desafio do próximo prefeito, que deverá além de investir recursos próprios também terá de conseguir o que nenhum outro prefeito conseguiu até hoje, recursos federais e estaduais de grande porte suficientes para recuperar e manter em funcionamento sem sobressaltos o último hospital da cidade bem como o pronto socorro.

Os principais desafios a serem encarados de frente pela próxima administração são os expostos acima, mas o próximo prefeito não pode deixar de dar atenção a inúmeros outros desafios menores que também não poderão ser deixados de lado.

Desta maneira não adianta o próximo prefeito ser apenas um bom politico e ótimo administrador, terá também de contar com um secretariado eficiente e comprometido com a recuperação da cidade, e claro, com muita sorte.

Eleições 2016 - A Tribuna

O leonino Código Eleitoral brasileiro não permite que ninguém se declare candidato, ou mesmo candidato a candidato antes dos prazos fixados em lei, mas como as peças de xadrez do tabuleiro politico jordanense já estão em movimento nos bastidores, o Jornal A Tribuna como é de tradição antecipa o debate e analisa os principais nomes que estão despontando como os prováveis candidatos que disputarão a próxima corrida eleitoral em Campos do Jordão.

Alguns nomes estão se sedimentando e ganhando corpo, outros da mesma forma que apareceram também já estão completamente descartados, alguns outros surgem correndo por fora com grandes chances de competir em alto nível.

Se nos próximos meses tivermos a confirmação que nenhum tradicional nome da política estará no páreo, o próximo pleito promete ser um dos mais disputados da história da cidade, caso contrário, novamente teremos uma disputa polarizada. Por este motivo apresentamos aos nossos leitores os nomes que já se articulam nos bastidores e tem realmente grandes chances de viabilizar a sua candidatura em 2016.

Provável candidato do PSB o Dr. Edgard Nunes de Carvalho Júnior, tem 61 anos, é médico e natural de São José do Rio Preto, já foi vereador em Campos do Jordão onde ocupou a cadeira de presidente entre os anos de 2001 e 2002.

Político experiente e médico muito conhecido na cidade, teve sua candidatura impugnada nas últimas eleições e acabou apoiando o candidato do PSDB na reta final, hoje se encontra com todos seus direitos políticos garantidos e segue como um dos nomes mais fortes para a disputa das próximas eleições.

Dr. Oswaldo Gomes da Silva Filho, o Dr. Oswaldinho é dentista e já foi prefeito de 1997 a 2000. Eleito com 6.929 votos em mais uma eleição muito disputada teve um bom desempenho em sua administração, principalmente na área da habitação, é carismático e tem largas chances de ver seu nome novamente lançado como candidato a prefeito, muito provavelmente pelo PSD.

Carla Machado natural do Rio de Janeiro tem 43 anos e é a atual presidente do PRB jordanense.

Personagem completamente desconhecida da vida pública de Campos do Jordão por enquanto é uma enorme incógnita, mas pode assim como outros tantos desconhecidos candidatos que já disputaram a prefeitura surpreender nas urnas na reta final.

Marcelo Lauria ainda sem partido definido é empresário de sucesso e proprietário de um dos maiores escritórios de contabilidade da cidade, jovem e dinâmico Marcelo Lauria nunca foi candidato a cargos públicos na cidade e terá pela frente um grande desafio onde terá de colocar a prova todo seu carisma e popularidade.

Frederico Guidoni Sacaranelo atual prefeito e provável candidato a reeleição pelo PSDB tem 41 anos é advogado e natural de Ribeirão Preto.

Participou da vida pública da cidade na administração Osvaldo Gomes (1997-2000), ganhou o último pleito por uma diferença mínima de 542 votos em uma disputa acirradíssima.

Político jovem e experiente, tem feito uma administração marcada por altos e baixos, tem enfrentado muitos problemas na área de saúde e educação. Não conseguiu tirar do papel praticamente nenhuma de suas promessas de campanha, por outro lado deu seguimento a muitos projetos abandonados por outros prefeitos e tem se destacado principalmente pelo bom trabalho realizado no embelezamento da cidade.

Hélio Abel da Silva, radialista, tem 50 anos de profissão e já ocupou uma das cadeiras da Câmara de Vereadores. Político sério e competente é nome muito bem recebido entre os jordanenses. Representa uma nova via na política local. Ainda está sem partido definido.

José Ribeiro da Silva conhecido como Zé Ribeiro, tem 74 anos, é jordanense e participou das últimas eleições pelo PRTB.
Empresário da área de turismo, Zé Ribeiro apesar de ser novato na política conseguiu atrair a atenção dos eleitores nos debates realizados na última campanha e demonstrou que apesar da idade pode sim ter folego para chegar à reta final com alguma possibilidade de sucesso.

Dr. Luiz Carlos Moreira Costa, advogado, jordanense participou ativamente da administração Ana Cristina (PPS), tem bom conhecimento dos problemas da cidade e apesar de ser da terra também não é muito conhecido politicamente na cidade e terá de correr contra o relógio para reverter este quadro. Tenta viabilizar sua candidatura pelo PSC.

Armênio Soares Pereira Filho, Dr. Armênio, médico muito conhecido é de família tradicional da cidade, tem 51 anos e pode ser novamente o candidato do PR em 2016.

Participou da última eleição como candidato a prefeito obtendo quase oito por cento dos votos válidos, ficando em quinto lugar. Teve seu nome bem aceito no meio político e pela população. Caso consiga alavancar sua candidatura dentro de seu partido pode sem duvidas sonhar com perspectivas bem melhores na próxima campanha.

Muita água ainda correrá por debaixo da ponte antes de todos os acordos políticos estarem devidamente costurados, e da justiça eleitoral deferir todas as candidaturas, porem muito dos rostos aqui publicados certamente estarão estampados nas urnas eletrônicas.

Por enquanto a única coisa que o eleitor da cidade tem certeza é que mais do que uma guerra politica e de um grande desafio administrativo, à corrida pela cadeira da prefeitura de Campos do Jordão se tornou um bom negócio.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Todo tsunami começa como uma marolinha em alto mar - A Tribuna


Em 2008 enquanto o mundo mergulhava em uma profunda crise financeira nosso então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o folclórico Lula, desdenhou da preocupação mundial e do povo brasileiro, e além de dizer que o Brasil ia muito bem obrigado, também afirmou que o tsunami econômico que havia atingido em cheio a Europa e os Estados Unidos chegaria por aqui apenas como uma marolinha.

Sete anos depois deste emblemático pronunciamento e mergulhados em uma das mais sérias crises politica, moral e principalmente econômica dos últimos tempos, descobrimos a duras penas que o mundo e a oposição estavam certos e o governo errado.

Os reflexos deste descontrole nas contas públicas estão sendo sentidos agora, e todos os estados e por consequência todas as cidades estão sofrendo severos cortes em diversas áreas, com destaque para a educação, saúde, infraestrutura e habitação.

Se os governos municipais petistas ou ligados a sua base governista se deixaram levar pelas fanfarronices do presidente Lula e de sua sucessora, e gastaram irresponsavelmente o dinheiro público, podemos dizer que estes são as vitimas de seu próprio veneno.

Mas o que dizer dos prefeitos oposicionistas que já sabendo da enorme crise que se avizinhava também gastaram de forma irresponsável?

A última edição do Jornal A Tribuna mostrou que os tucanos jordanenses correm contra o tempo e tentam enxugar a maquina pública a qualquer custo, diminuindo postos de trabalho na educação e na saúde, cortando benefícios dos funcionários públicos como as horas extras e reduzindo gastos com contratos como a redução nos aluguéis de carros. Tudo com a única intenção de economizar nos próximos cinco meses oito milhões de reais e tentear fechar o caixa dentro dos parâmetros exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Anunciada com o costumeiro glamour, estes ajustes, ao contrario do que a assessoria de imprensa quer vender a população, não são frutos de um governo responsável, muito pelo contrário, são os reflexos de um governo que gastou muito e pior... Gastou mal!

Herdeiro de um desastroso governo e de uma divida impagável o atual governo mesmo sabendo dos problemas que teria de enfrentar, e da crise que se aproximava, inexplicavelmente contraiu vários contratos supérfluos e onerosos aos cofres públicos.

Sem dinheiro em caixa, e sem ter de onde tirar, a atual administração, assim como todas as outras antes dela, esta empurrando a crise para debaixo do tapete, tentando a todo custo manter a cabeça fora d’agua na reta final de seu mandato, transparecendo uma eficiência que já provou não possuir.

Sem ter como mensurar o tamanho do terremoto que os tucanos estão provocando nas contas públicas, o próximo prefeito pode ser surpreendido por um tsunami logo no primeiro dia de sua posse.


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Editorial de volta do Jornal Regional - Jornal Regional

Campos do Jordão e região em festa!

Afastado por algum tempo das rotativas, o Jornal Regional que indubitavelmente já faz parte da historia jornalística da cidade, retorna ao convívio diário da população de Campos do Jordão e região, completamente repaginado e revigorado em sua vocação de bem informar e servir a população. 

Sob o comando do competente e prestigiado Jornalista e Radialista Jurandyr Cosmos, a nova fase do Jornal Regional mantém a sua postura isenta no jornalismo, e a sua vocação na prestação de relevantes serviços a toda a comunidade.

O Jornal Regional durante toda a sua trajetória se notabilizou pela sua linha editorial completamente imparcial e comprometida com a verdade, com foco na qualidade, credibilidade e comprometimento, baseado nos princípios do jornalismo, levando aos seus leitores os fatos mais relevantes de Campos do Jordão e região, abrindo espaço para jornalistas e colunistas locais que encontram em suas páginas total liberdade para explorar qualquer assunto levando sua opinião ao conhecimento da população sem nenhuma forma de censura.

As páginas do novo Jornal Regional preservarão as suas características informativas, comerciais e sociais que o consagraram como um dos veículos de informação de maior credibilidade já veiculados em nossa região.

Demonstrando um grande espirito empreendedor e de arrojo comercial, o Jornal Regional retoma suas atividades abrindo um importante espaço ao comércio, que poderá a partir de agora contar com mais uma ferramenta para expor suas empresas, produtos e marcas de maneira ágil e confiável atingindo rapidamente seu público alvo.

O retorno de tão prestigiado Jornal as ruas da cidade e região neste momento significa muito a classe jornalística brasileira que se encontra em momento bastante delicado no que se refere a liberdade de expressão, e bastante carente de novos veículos de comunicação realmente independentes.

Bravo jornalistas brasileiros, bravo jornalistas jordanenses, bravíssimo Jornalista Jurandyr Cosmos!  

Processo trabahista ainda dá dor de cabeça a vereador de Campos do Jordão.

Esta em curso na Vara Itinerante do Trabalho de Campos do Jordão um processo trabalhista inusitado, pelo menos na região que compreende São Bento do Sapucaí, Santo Antonio do Pinhal e Campos do Jordão.

O processo trata de uma reclamação trabalhista envolvendo um assessor e um vereador da cidade.

Segundo o que foi apurado no site do Tribunal Regional do Trabalho da 15º Região (TRT15) sediado em Campinas o ex-assessor de vereador Gilmar Miranda Romaguera conhecido na cidade como Gilmar Carioca propôs ação trabalhista contra o vereador Luciano Soares Honório eleito pelo Partido Verde (PV) e hoje no Solidariedade (SD) alegando em síntese ter exercido a função de assessor parlamentar nas dependências da Câmara de Vereadores de Campos do Jordão por mais de  seis (6) meses sem registro e de não ter recebido seus vencimentos em dia fato que seria de conhecimento inclusive do Presidente da Casa.

O ex-assessor Gilmar Carioca teria ganho a causa tendo em vista ter comprovado em uma audiência realizada em novembro de 2013 através do depoimento do vereador Paulo Francisco dos Santos, o Paulinho da Sobriedade também do Solidariedade (SD) que confirmou em juízo a versão do ex-assessor.

Apesar de as partes terem celebrado um acordo em 29 de julho de 2014 a divida de cerca de R$ 4.165,35 (quatro mil cento e sessenta e cinco reais e trinta e cinco centavos) dividida em oito (8) parcelas ainda não foi totalmente quitada o que acarretou em fevereiro deste ano no bloqueio dos bens do vereador do Solidariedade Jordanense para saldar a inusitada divida trabalhista com seu ex-assessor.

O bloqueio dos bens do vereador compreende além de sua conta bancária qualquer aplicação financeira, automóveis e até mesmo imóveis que possam estar em seu nome.

Além da divida pecuniária o vereador Luciano Soares Honório teve de registrar a carteira o ex-assessor pelo período em que exerceu sem registro a atividade de assessoria dentro de seu gabinete.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Ex-presidente da Câmara tem novo recurso rejeitado pelo Tribunal de Contas do Estado.

Em sessão realizada no dia 24 de junho deste ano, o Tribunal de Contas do Estado, rejeitou por unanimidade mais um recurso do ex-presidente da Câmara responsável pelas contas de 2009 mantendo a sentença de 2014, que decidiu pela irregularidade da dispensa de licitação na contratação da empresa responsável pela emissão e administração dos cartões de refeição “Visa Vale” dos funcionários lotados naquela casa.

O contrato que custou aos cofres da câmara quase 300 mil reais, entre outras tantas irregularidades detectadas pela fiscalização da Unidade Regional de Guaratinguetá, responsável pela área que compreende Campos do Jordão, aponta a ausência da Nota de Empenho do valor global da contratação, nos termos exigidos pelos artigos 60 e 61 da Lei Federal 4.230/64, considerando a despesa com os valores de vales alimentação repassados aos servidores.

Responsável principalmente pela fiscalização do executivo, a Câmara de Vereadores de Campos do Jordão, vem através dos anos colecionando um considerável número de contas desaprovadas, e de contratos sendo contestados pelos Conselheiros do Tribunal de Contas, levando os responsáveis diretos da casa a terem seus direitos políticos suspensos e condenados a devolver aos cofres públicos pequenas fortunas.

A partir do momento que a Câmara não consegue manter suas próprias contas em dia, é praticamente impossível que consiga fiscalizar e exigir a mesma lisura e transparência do executivo.

No momento as noticias que chegam a respeito da nova presidência neste quesito são as melhores, mas também já é sabido que a unidade de fiscalização de Guaratinguetá espera por melhores explicações a respeito de alguns itens, que por enquanto não lhes parecem devidamente claros.  

Dentro desta realidade fica evidente que a relação entre o legislativo e o executivo da cidade se equilibra sobre a máxima portuguesa que diz: em casa que não tem pão todos gritam, mas ninguém tem razão.

Não é de hoje que a população se sente completamente desamparada e abandonada por seus representantes que assistem a cidade caminhando a passos largos a um precipício, sem esboçar sequer uma reação, próximos de uma nova eleição não seria o momento de enfim os treze vereadores começarem a jogar no time do povo?

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Suposto escândalo sexual envolve vereador de Campos do Jordão.

Escândalo sexual envolvendo vereador de Campos do Jordão que estaria usando o concurso público da Câmara de Vereadores para beneficiar uma suposta amante é denunciado nas redes sociais.

Uma munícipe surpreendeu a todos neste ultimo dia 29 ao usar um grupo de procura de emprego do Facebook para denunciar um esquema de tráfico de influência no concurso publico da Câmara onde afirmou ter presenciado um vereador afirmar que estaria “manipulando” os cargos em disputa para beneficiar sua amante.

Questionada por um internauta se não estaria sendo leviana ao levar o assunto a público sem citar o nome do envolvido, a mesma reagiu energicamente, afirmando que teria todas as provas necessárias para provar sua denuncia, e que levaria o caso ao conhecimento do Ministério Público da cidade.
Não é a primeira vez que vereadores de Campos do Jordão são acusados de tráfico de influencia na cidade, porem é a primeira vez que este esquema estaria envolvendo casos extraconjugais.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Quantidade não é qualidade - A Tribuna

Enquanto as inaugurações de calçadas e praças se proliferam, saúde, educação e segurança continuam em segundo plano em Campos do Jordão.

Nos últimos dias, a agenda do Governador Geraldo Alkmin, foi voltada exclusivamente para Campos do Jordão, onde ele participou de algumas inaugurações, e de várias outras reinaugurações, todas voltadas ao turismo e ao embelezamento da cidade.

Claramente não sou contra estas obras, sobretudo por Campos do Jordão não possuir outro meio de sobrevivência, a não ser o turismo, muito pelo contrário, acho que a cidade há muito tempo merecia uma boa reforma, principalmente a sempre esquecida e abandonada Abernéssia... Porem não é somente de maquiagem e bijuteria que vive o jordanense.

Enquanto novas calçadas são construídas a segurança pública nunca foi tão precária. Apesar da Operação de Inverno que trás para a cidade no mês de julho mais de 400 policiais, a onda de assaltos cresceu conforme o número do reforço policial que passa a maior parte de seu tempo constrangendo os moradores da cidade em abordagens desnecessárias e abusivas. A Polícia Civil consegue trabalhar na cidade por conta única e exclusivamente da boa vontade de seus funcionários que por muitas vezes não tem sequer papel sulfite para lavrar um boletim de ocorrência, e o Corpo de Bombeiros não fica atrás de nenhuma outra corporação no quesito problemas; sem efetivo e sem equipamentos, em inúmeros sinistros na cidade não passou de mero espectador.

Na mesma proporção que novas praças são inauguradas a educação se recente da displicência da atual administração. Uniformes e materiais escolares que deveriam ser distribuídos logo no inicio do ano letivo acabam chegando aos estudantes muitos meses depois do inicio das aulas, merenda de péssima qualidade também já foi capa de jornal na cidade neste ano e por último tivemos a lamentável noticia do corte no programada escola da família.

Enquanto prédios que deveriam estar funcionando há anos são insistentemente reformados e reinaugurados a saúde agoniza. O Pronto Socorro teve de ser transferido as pressas para outro prédio por correr o iminente risco de desabar sobre  profissionais e pacientes, a Santa Casa da cidade teve de ser vendida para pagamento de dividas trabalhistas e o último hospital da cidade esta de portas abertas de maneira extremamente precária deixando a população por muitas vezes a sua própria sorte.

Se por um lado sabemos que os investimentos em saúde, educação e segurança dependem de verbas federais e estaduais, por outro não podemos esquecer que todas estas promessas estavam presentes no plano de governo do atual prefeito.

Desta maneira não adianta transformar a cidade em um imenso canteiro de obras cosméticas no último ano de sua gestão como aconteceu com a administração do PPS, pois a população já aprendeu há muito tempo que quantidade de obras não significa qualidade de vida.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Novos pontos, velhos problemas.

A instalação dos novos pontos de ônibus padronizados na cidade vem gerando uma serie de discussões na cidade.

Em época de democracia e de inclusão digital uma simples pergunta a respeito do designer dos novos pontos vira uma luta de classes e uma batalha entre o bem e o mal.

Como o assunto não envolve somente os pontos de ônibus, mas sim a exploração de todo o sistema do mobiliário urbano da cidade vou deixar a minha nem tão humilde opinião:

Não é somente o caso de ser contra ou a favor, mas sim de ser lucido e coerente.

O desenho do novo ponto prioriza somente a estética e a composição do objeto a paisagem turística da cidade e não as necessidades mínimas dos usuários.

Eles são pequenos, estreitos, não comportam o grande numero de usuários nos horários de pico, seu designer apesar de bonitinho não protege os usuários em dias de intempéries e aparentemente estão sendo construídos com materiais de qualidade duvidosa.

Logicamente que os novos pontos serão melhores e mais confortáveis que os anteriores, mesmo porque em muitos casos eles nem existiam ou quando existiam eram simplesmente um lixo! Porem isso não significa que estes novos pontos sejam dignos de elogios muito menos de agradecimentos públicos as autoridades que não fizerem nada além de sua obrigação.

Por outro lado é sempre bom verificar a logística que envolve o projeto e ver se realmente o investimento da empresa vencedora do certame licitatório é compatível com o lucro que deverá ter durante os 15 anos de contrato.

Segundo informações da assessoria de imprensa da prefeitura o valor global do contrato nestes próximos 15 anos serão de 6,5 milhões de reais, dispostos da seguinte maneira:

Investimento mínimo imediato em equipamentos como segue:

24 Relógios, 150 lixeiras, 42 abrigos de ônibus, 120 postes com nomes de ruas no eixo principal, reforma dos 300 postes já existentes, 400 placas de ruas, 30 totens comerciais, 20 totens informativos de pontos turísticos e a reforma dos 90 já existentes; tudo isso orçado em pouco mais de 2,4 milhões de reais.

Além, deste investimento imediato o contrato prevê um pagamento anual a prefeitura de 270 mil reais que em 15 anos chegaram a quantia de pouco mais de 4 milhões de reais perfazendo um investimento total de 6,5 milhões de reais.

Parece ser um negocio muito vantajoso para a cidade não fosse um pequeno detalhe...

Se dividirmos 6,5 milhões de reais pelos 15 anos de contrato descobriremos que a empresa pagará cerca de 430 mil reais por ano ou pouco mais de 30 mil reais por mês para ter o direito exclusivo de controlar e explorar financeiramente toda a propaganda paga na cidade.

A primeira vista para o cidadão comum pode parecer muito dinheiro, mas para o mercado publicitário e para o orçamento da cidade não passa de parcos caraminguás.

Os investimentos imediatos em equipamentos até podem ser vantajosos à prefeitura e a população, mas o tempo de contrato e os valores fixos acordados são um completo absurdo e onerarão os cofres públicos a médio e longo prazo.

Não se trata de procurar pelo em ovo e muito menos achar que tudo é uma porcaria, mas uma questão de se ter uma visão global e de futuro do contrato assinado pela prefeitura, que abriu mão de uma riquíssima fonte de renda em favor de uma empresa que durante os próximos 15 anos ganhará um oceano de dinheiro usando o nome de Campos do Jordão em troca de um punhado de moedas.

Enquanto meia dúzia de imediatistas bajuladores governistas se vangloriam, a empresa comemora seu bilhete premiado.