Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ponto e pombos.

Os usuários do sistema de transportes coletivos de Campos do Jordão que precisam se utilizar do maior ponto de ônibus da cidade localizado atrás do Mercado Municipal além dos problemas comuns da arquitetura daquele ponto como a falta de abrigo para o frio e a chuva agora também tem mais uma dor de cabeça - os pombos que se instalaram em seu teto e utilizam o local como banheiro contaminando todo o seu entorno com as suas fezes.

Reformado há poucos meses o maior ponto de ônibus da cidade foi completamente tomado pelos pombos que disputam o mesmo espaço com os usuários do ponto de ônibus.

Relatos de alguns frequentadores do ponto que não quiseram se identificar dão conta de varias situações desconfortáveis ocorridas no local como o caso de uma senhora que teve seu bebê de colo atingido pelas fezes dos pombos bem como uma recepcionista de uma pousada que teve de voltar para casa depois de ter seus cabelos e uniforme atingidos por estes dejetos perdendo seu dia de trabalho.

Além dos incômodos causados o que mais preocupa é o perigo que o contato com estes animais pode trazer a saúde do ser humano.

Segundo informações colhidas no site do Departamento de Controle de Zoonose da Prefeitura da capital de São Paulo o contato com estes animais podem causar inúmeras doenças como a comocriptococose, histoplasmose e a clamidiose que são transmitidas através da inalação da poeira resultante das fezes secas de pombos, contaminadas por fungos (histoplasmose e criptococose) ou pela bactéria (clamidiose).

Estas doenças comprometem o aparelho respiratório e podem também afetar o sistema nervoso central (no caso da criptococose).

A salmonelose pode ser transmitida pela ingestão de alimentos contaminados por fezes de pombos contendo o agente infeccioso Salmonela spp (bactéria), que compromete o aparelho digestivo.

Os ácaros dos pombos provenientes das aves e de seus ninhos também podem causar dermatites em contato com a pele humana.
Cabe salientar que além do ponto de ônibus e de seus usuários o local é vizinho do Pronto Socorro que também pode estar sendo contaminado pelos resíduos destes animais através da poeira carregada pelo vento.

Incumbe agora ao departamento responsável da prefeitura higienizar o local o mais rápido possível bem como providenciar o desalojamento destes animais do ponto para evitar seu contato com os usuários e para prevenir uma possível contaminação das dependências do Pronto Socorro.
Afinal um governo realmente responsável e que presa pelo bem estar de seus cidadãos sabe muito bem que quando se trata de saúde o melhor é prevenir e não remediar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Eleições 2016.

Da politica a politicagem.

A politica ao contrario do que muitos imaginam não é uma invenção moderna, ela nasceu e se desenvolveu juntamente com o homem.

Foi através da politica que o homem se organizou, que impérios prosperaram e também desapareceram, foi através de um julgamento politico que Jesus foi condenado a crucificação e também foi graças à política que Dom João resolveu abandonar Portugal e se instalar no Brasil e igualmente por motivos meramente políticos que Dom Pedro I resolveu declarar a nossa independência.

A politica é como o ar para o homem desde o seu nascimento: Muitas vezes difícil de suportar, mas fatal se não o respirar.

E da mesma forma que a politica constrói uma sociedade mais rapidamente ela pode destruí-la e é nesta perigosa gangorra entre a boa e a má politica que Campos do Jordão se encontra no momento.

A inesperada declaração de um dos mais fortes nomes da politica jordanense desistindo oficialmente da disputa do próximo pleito majoritário caiu como uma bomba no meio politico local e imediatamente abriu um enorme e perigoso espaço para que politiqueiros de plantão se instalem em nosso meio.

E estes políticos de baixa qualidade estão aos poucos manipulando, sufocando e tornando impossível que homens e mulheres de bem participem de uma politica de alto nível dentro da cidade.

Precisamos neste momento singular de nossa historia politica ficar atentos aos discursos que apesar de bem articulados e de aparente bom senso podem não conter na pratica a qualidade proclamada por seus bem vestidos e sedutores oradores.

Em um regime democrático de direito é sempre bom levar em consideração que status social, diploma, dinheiro ou poder nunca foram sinônimos de competência.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O Pico da desigualdade.

Se me pedissem para resumir os problemas envolvendo a Cachoeirinha, Pico do Itapeva e a Biquinha eu usaria somente uma frase: Em casa que não tem pão todos gritam, mas ninguém tem razão!

Todas as partes envolvidas nestes dilemas têm a sua parcela de acerto bem como toda a responsabilidade pelos erros.

Os moradores e comerciantes tinham ciência da ocupação irregular e tiveram tempo suficiente para regularizar a situação ou se articularem para pleitear junto ao poder público uma alternativa de moradia e de negócios, mas aparentemente preferiram dar crédito às promessas politicas e apostar na impunidade comum no país, se deram mal.

O judiciário por sua vez peca por dar brechas demais para quem possui poder financeiro arrastar seus processos indefinitivamente até que caia no esquecimento ou na mão de um julgador que acolha os argumentos de seus advogados como é o caso do resort de luxo que apesar de estar em área própria também cometeu o mesmo delito ambiental dos demais, mas esta levando sua lide até o mais alto tribunal do país.

E esta situação acaba por deixar um gosto amargo de impunidade na boca de quem teve casa ou o ganha pão destruído nestas desapropriações.

O legislativo da cidade como sempre é caso a parte; age como se o problema estivesse acontecendo em algum lugar distante, quase que de mentirinha...

O executivo não deu a devida atenção aos problemas e também apostou na lentidão do judiciário para empurrar o problema para a outra gestão. Em todas as administrações passadas esta estratégia deu certo, mas nesta! Que azar... A corda arrebentou!

Por outro lado ninguém escolhe morar em área de risco, de preservação ou invadida, são consequências das mazelas seculares de um país que ainda tem uma cultura feudal onde os mais ricos possuem muito e os mais pobres absolutamente nada.

Na sua razão o judiciário não pode fazer vistas grossas as ocupações e as construções irregulares que atingem desordenadamente o meio ambiente independente do poder econômico de seu ocupante, pois do contrário seria a institucionalizando da baderna oficialização a tese das leis que pegam e das leis que não pegão.

Quanto ao legislativo! Quem se faz de morto diante de um problema social desta magnitude não tem desculpa. Continua errando em todos os aspectos.

O executivo por sua vez não tem muito a fazer nestas situações tendo em vista que a tomada de decisão de remoção e demolição dos imóveis é jurídica e não administrativa e a área de sedução de nosso prefeito não abrange os corações e mentes do judiciário de Campos do Jordão e menos ainda da vizinha Pindamonhangaba.

A lamentar mesmo é o uso politico de um desastre sócio/econômico para obter ganhos eleitorais com promessas que sabidamente não podem nem de longe ser cumpridas.

No atual descompasso que vivem os três poderes com a sociedade perderam como sempre os mais fracos.

QI - Jordanense

Se a primeira impressão é a que fica, a ONG ACCB recém-contratada pela prefeitura para administrar a área da saúde em Campos do Jordão literalmente não tem dado sorte na cidade e vem deixando muita gente descontente.

Processos seletivos mal organizados com editais incompreensíveis realizados pela ONG na cidade estão causando indignação generalizada.

As reclamações que começaram tímidas rapidamente cresceram e se estenderam a maior rede de relacionamentos da internet gerando um tsunami de protestos logo após o inicio da segunda fase do primeiro processo seletivo.

As falhas apontadas são tão evidentes e a gritaria tão grande que até no recinto menos provável - a Câmara Municipal - o barulho se tornou ensurdecedor...

Prova de que o discurso entre o legislativo e o executivo não esta tão afinado quanto querem que a população acredite foi a surpreendente manifestação publicada no Facebook pelo próprio líder do governo tucano na Câmara colocando em xeque os critérios utilizadas pela ONG na realização de seu processo seletivo.

Segundo o vereador tucano Orlando Sergio Souza Fernandes o Orlando da Colônia explicações e providências já foram solicitadas ao Gabinete do Prefeito a respeito do assunto que também segundo ele seria debatido em reunião com seus pares.
Embora não seja um concurso público que tem por fim preencher cargos públicos de provimento efetivos que passados o período de estágio probatório, o servidor concursado é efetivado, mas sim de um processo seletivo que tem por finalidade atender necessidades temporárias e excepcionais da Administração direta e indireta ensejando sempre uma contratação de caráter temporário seus procedimentos de organização devem levar em conta os mesmos princípios constitucionais de legalidade, publicidade, impessoalidade, moralidade e eficiência de um concurso público.

Objetivamente o estrago já foi feito e mesmo que as duvidas levantados pelos participantes sejam esclarecidas e as falhas apontadas nos editais venham a ser sanadas, a saia justa entre o legislativo e o executivo causada pelo acontecimento mancha de forma irreversível todo o processo seletivo e coloca em duvida a real capacidade dos aprovados que irão compor o quadro de servidores da ONG na cidade.

Para os envolvidos em mais este imbróglio fica a dica que quando se trata de coisa pública não basta às instituições serem honestas, elas tem de parecer honestas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Perseguição Politica ou Síndrome de Estocolmo?

Síndrome de Estocolmo é o termo dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida há um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo a cultivar um sentimento de amor ou amizade pelo seu agressor.

E o que isso tem a ver com perseguição politica? Explico:

Criou-se no imaginário politico que aqueles que criticam contundentemente, mas não elogiam os políticos eleitos ou os políticos nomeados quando estes simplesmente fazem a sua obrigação que é a de servir, e servir bem a população, estão perseguindo politicamente estas pessoas.

Esta afirmação ou somente a sua insinuação seria considerada surreal em qualquer lugar do mundo, mas no brasil... Nada mais sui generis no país das jabuticabas, não é mesmo!

Como uma pessoa que não é filiada a partido ou partícipe de grupos políticos, que nunca ocupou cargo em comissão, pleiteou ou teve cargo eletivo pode ser acusada de perseguir politicamente alguém?

Uma absoluta inversão de valores, mas que faz bem aos políticos no poder – e se faz bem, porque não se utilizar de tal expediente?

E é exatamente ai que a tal Síndrome de Estocolmo entra na historia.

Raramente um politico profissional lança mão deste artificio para se defender porque    “pega mal” esta postura de coitadinho perante o eleitorado quebra o glamour do poder que os cargos lhe conferem.

Neste momento entra em cena aquela figura conhecida dos militantes de carteirinha, ou pior ainda; aqueles que figurão entre os inocentes úteis da politica.

Aqueles que são sistematicamente usados e pagos com longos abraços e insistentes tapinhas nas costas e lógico... Com alguns segundos da atenção de seu politico predileto para tirar uma foto, sempre na esperança de um dia participar de seu circulo intimo de amizades.

São justamente estas figuras que alimentam esta lenda urbana de que politico merece elogio. Merece reconhecimento pelo bom trabalho que deveria fazer sempre, e que faz esporadicamente.

Demonizam os que cobram seriedade e respeito da classe politica e glorificam o cumprimento do dever do estado, demostrando claramente a admiração que cultivam por seu algoz – alguma semelhança com o comportamento dos acometidos pela tal síndrome?

Mas como diagnosticar alguém sem os devidos diplomas legais pode ser considerado charlatanismo e pratica ilegal da medicina, nunca direi que conheço alguém que sofra deste mal, mas afirmo que conheço muitas pessoas “exóticas” na cidade.



Conselho de Politicas Culturais.

Aconteceu na noite do dia 06 de agosto nas dependências do Espaço Cultural Dr. Além a eleição para composição do novo Conselho Municipal de Politicas Culturais.

Apesar de pouco divulgado cerca de noventa pessoas estiveram presentes no Espaço Cultural para participarem da eleição que foi aberta a todos os maiores de 16 anos.

Segundo a página Oficial da Prefeitura a votação contabilizou 73 votos válidos elegendo os seguintes membros da sociedade civil para compor o Conselho no próximo biênio:

Fabiana Cristina Muniz Alves – Área Arquitetônica
Ricardo Moura da Silva Gonçalves – Imprensa Local
Margareth de Mello – Professores de Arte
Fabiana Padula Santiago da Costa – Comunidade Artística
Getúlio Pinto da Silva Junior – Comunidade Artística
Márcia Ovando – Comunidade Artística
Diogo Augusto de Paula Reis – Comunidade Artística

E como suplentes Renata Cristina da Silva, Reynaldo Calles de Lima, Ivan de Barros Lima e José Cláudio Guimarães Martins.

Logo após eleitos, os membros escolheram entre si Fabiana Cristina Muniz Alves para presidir o Conselho.

O novo Conselho terá muito trabalho pela frente a começar pelo burocrático tendo em vista que apesar de já estar em funcionamento há algum tempo nem o regimento interno que deveria ser feito no máximo 90 dias após a sua constituição conforme determina o artigo 11° da Lei Municipal n° 3269/2009 ainda existe.

Para driblar tantos problemas a nova diretoria devera ter além do talento nato da classe artística muito jogo de cintura principalmente na improvisação visto que o orçamento destinado à área cultural da cidade é irrisório tornando muito difícil a tarefa de trazer a arte para mais perto da população.

Dentre tantos desafios que a nova diretoria tem pela frente destaca-se a necessidade da retomada dos trabalhos de liberação da construção do Centro de Convivência Musical de Campos do Jordão que se encontra misteriosamente arquivado no Gabinete do Secretario Estadual de Cultura desde 2010 segundo informações colhidas junto à ouvidoria da secretaria.

Não fossem estes obstáculos suficientes no caminho da nova diretoria o maior sem duvidas é a recuperação do prédio do Antigo Cine Glória, hoje Espaço Cultural Dr. Além.

Prédio histórico construído na década de 40 que abrigou o único cinema da cidade e que hoje se encontra em avançado estado de deterioração estando com todas as suas estruturas comprometidas.

O mais preocupante no momento são as condições do palco que esta afundando o que coloca em serio risco todos os que nele se apresentam. O palco é o mesmo que há três anos vem abrigando as apresentações da OSESP durante o Festival de Inverno, o maior evento do gênero na América Latina, assim como seu telhado que contem inúmeros focos de infiltrações e esta aos poucos literalmente vindo abaixo.

Ai esta uma bela oportunidade para os “campestres”, aquela parcela abastada de veranistas que se cotizaram para alavancar a campanha tucana de 2012 voltarem a se mobilizar para angariar fundos para a restauração do Espaço Cultural Dr. Além com a diferença que desta vez realmente será por uma boa causa.

Creditos da Foto: Jose Claudio Guimarães Martins
Grupo Politica e Cidadania (Facebook)



terça-feira, 29 de julho de 2014

Cartão Postal da Cidade não atende a Lei Cidade Limpa.

Ou seria exatamente o contrario? Pois é! Campos do Jordão e suas Leis são uma eterna incógnita.

Feita para proteger a paisagem jordanense, uma das mais privilegiadas do Brasil da poluição visual, nossa Lei Cidade Limpa se transformou ao passar dos anos no maior mico legislativo de que a cidade tem conhecimento desde a sua fundação.

Sem a menor chance de ser respeitada por comerciantes oportunistas que transformam a cidade em uma feira hippie (com todo respeito aos hippies) na temporada ou pelos políticos que literalmente emporcalharam a cidade no ultimo Congresso de Municípios agora é o próprio poder Público Estadual (STM/CPTM/EFCJ) que sem a menor cerimonia resolveu esticar uma enorme faixa bem na testeira da Estação de Vila Abernéssia anunciando a venda de bilhetes e atropelando o  artigo 11°, alínea b assim redigido:

(...) Art. 11. Não será permitida a colocação de anúncios, cartazes, faixas, cavaletes, placas, ou outros instrumentos destinados à realização de propaganda, representação de anúncios ou realização de publicidade, quando:

b) de alguma forma prejudiquem os aspectos paisagísticos da cidade, seus panoramas, monumentos típicos, históricos e tradicionais; (...)

Sendo assim não resta outra alternativa a não ser a propositura de sua revogação como foi proposto em 2010  (projeto de lei 82/2010) nada mais nada menos que pelo mesmo vereador que a “criou”. Uma pérola digna de pastelão de nossas antigas chanchadas.

E isso nos remete a outra situação politica não menos emblemática vivida pela cidade nos últimos anos. A real necessidade de se ter uma Câmara de Vereadores que além de não fiscalizar a administração de maneira satisfatória como podemos observar pelo grande número de contas do executivo reprovadas pelo Tribunal de Contas, custa caro e tem como uma de suas principais realizações um  frankenstein jurídico que atende pela alcunha de Lei Cidade Limpa.

A um custo elevado e com um retorno social pífio a manutenção da Câmara nestes moldes nada mais é do que simplesmente tocar fogo em boa parte da receita anual do município.

Que mude a Câmara, ou que mude as leis. O que não pode, é ficar como esta!

Mais Pronto Socorro

O Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Sidney Estanislau Beraldo juntamente com o Auditor Josué Romero acatando o parecer da fiscalização da casa sentenciaram no ultimo dia 2 de julho a ex-prefeita de Campos do Jordão Ana Cristina Machado César ao pagamento de uma multa no valor de 200 UFESPs o que corresponde a R$ 4.028,00, valor absolutamente simbólico, por irregularidades cometidas na contratação de mão de obra para a manutenção das atividades do Pronto Socorro em regime de urgência logo no inicio de seu mandato em 2009.

A unidade regional de fiscalização do Tribunal de Contas lotada em Guaratinguetá listou inúmeras irregularidades, que vão desde a falta de pesquisa mercadológica até a falta de declaração da existência de recursos em caixa para efetuar a contratação, mas uma em especial chama a atenção – a não comprovação da situação de emergência que justificasse a dispensa de licitação, ou seja, aproveitaram um momento de instabilidade política comum na transição de um governo para outro para criar um clima de caos inexistente com o único propósito de dispensar as licitações em suas contratações.

Fonte inesgotável de dor de cabeça para os jordanenses o Pronto Socorro é protagonista de uma serie interminável de problemas em sua logística, em seu atendimento e principalmente em sua administração, cabe agora saber até quando os munícipes da cidade, aqueles que pagam a conta, terão paciência para suportar tanto disperdicio com o dinheiro púbico e principalmente tanta ineficiência nos serviços oferecidos a população.

Notificado sobre a condenação pelo Tribunal de Contas o atual prefeito tem 60 dias para comunicar o Tribunal de Contas às providencias adotadas a respeito.

Esperamos que a atual administração realmente atenda a este pedido e tome as devidas providencias e que as comunique não somente ao Tribunal, mas a toda sociedade.

Apesar do legislativo sempre se portar como o traído da historia aquele que sempre é o ultimo a ficar sabendo das coisas a Câmara de Vereadores da cidade também foi devidamente notificada pelo Tribunal sobre a condenação.


Aguardemos as irresolutas reações dos nobres vereadores e suas inócuas providências.

Quem ganhou, ganhou. Quem não ganhou... Não ganha mais!

E a temporada 2014 chegou ao seu fim sem para muitos sequer ter começado.

Mais uma vez meia dúzia não tem do que reclamar, mas o resto, que se resume a 99% da população e do comércio começam a juntar os cacos e fazer as contas para avaliar os prejuízos de mais um ano completamente perdido.

Um iate de luxo sem comandante e a deriva em alto mar, esta é a melhor definição para Campos do Jordão hoje.

Uma cidade que tem tudo para dar certo: clima, paisagem, localização geográfica, riquíssimo parque hoteleiro, gastronomia de primeiro mundo, população pacata, transito civilizado, enfim tudo que uma cidade que depende de seus visitantes, sejam eles de que classe social for, precisa para proporcionar aos turistas uma experiência inesquecível e a sua população uma qualidade de vida no mínimo decente, mas que nas mãos de gente sem compromisso com a terra simplesmente não decola e esta se tornando aos poucos na Detroit tupiniquim: rica e pungente em seu passado, pobre e superada no seu presente e sem futuro nenhum a sua frente.

A completa falta de um plano turístico que atenda a realidade da cidade sem firulas midiáticas, sem interesses pequenos e classistas e que atenda a todos os problemas da cidade se faz urgente e dentro dele sem mais demora ou desculpas deve se incluir os abandonados pontos turísticos e as sempre excluídas Vilas Abernéssia e Jaguaribe, e esta reivindicação não é mais uma simples questão de “inveja” das regalias históricas as quais Capivari sempre teve direito – se trata de uma questão de sobrevivência do comércio e da parcela da população que dele depende e que não se concentram mais somente naquele reduzido e privilegiado espaço.

Campos do Jordão precisa de Capivari, mas é bom lembrar que sem o restante da cidade Capivari também não existe.

Não há mais espaço para amadorismo e menos ainda para a soberba, o projeto turístico implantado pela atual administração fez água... Afundou! E com ele levou nossas esperanças. Que eles tenham a humildade de dar a mão a palmatoria e recomeçar de maneira seria seu governo indicando depois de um ano e meio um Secretario de Turismo a altura de Campos do Jordão.

E mais do que um simples burocrata a cidade precisa de alguém que agregue não só valor ao turismo, mas principalmente que recupere a sua identidade. Campos do Jordão desapareceu do cenário turístico nacional há muito tempo para dar lugar a uma cidade fictícia - a Suíça Brasileira - que existe somente nas pranchetas dos arquitetos da cidade.

E que não me venham novamente com o desgastado discurso da falta de verbas afinal, falta de dinheiro não justifica a falta de criatividade.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Obra faraônica é ignorada pela administração durante a temporada de inverno em Campos do Jordão.

Segundo o “Toten” da Secretaria Estadual de Cultura instalado no pátio do Gazebo no centro da Vila Abernéssia, informando o calendário oficial do 45º Festival de Inverno de Campos do Jordão nenhuma intervenção cultural será realizada naquele local no mês de julho.

Mesmo a Praça da Bandeira e o Gazebo tendo passado recentemente por uma reforma que consumiu milhões de reais dos cofres públicos com a única justificativa de transformar a praça no centro de Abernéssia em um atrativo turístico a Prefeitura e a Secretaria Estadual de Cultura simplesmente ignoraram a sua existência deixando por mais um ano moradores, frequentadores e principalmente os comerciantes da região a margem da principal temporada da cidade.

Sem sequer um projeto do executivo local voltado para o turismo na região de Abernéssia a primeira quinzena da temporada de 2014 já escorreu pelos vãos dos dedos dos comerciantes locais sem que eles tivessem tido a mínima chance de reverter os prejuízos acumulados durante todo o primeiro semestre deste ano.

A decisão do prefeito de protelar sem maiores explicações a nomeação de um Secretario de Turismo que realmente entenda da área e que se dedique em tempo integral a pasta não esta surtindo os efeitos desejados, pelo contrario esta acarretando prejuízos ao crescimento da cidade que dificilmente poderão ser revertidos a curto e a médio prazo.

Apesar da alardeada competência do ultimo secretario que esquentou a cadeira por muito pouco tempo, um ano e meio depois da posse da nova administração ainda aguardamos o anuncio de algum plano de ação que seja realmente viável para o turismo da cidade.

Seria esta a prova que faltava para a população e para os comerciantes perceberem que a atual administração apesar de toda a pompa e circunstância que cercam seus pronunciamentos na realidade nunca teve um projeto sequer voltado para o turismo local?

Enquanto a inércia da prefeitura e da secretaria de turismo por mais um ano comprometem o sucesso da temporada o legislativo finge que os problemas que se acumulam na cidade simplesmente não lhes dizem respeito e engrossam o discurso desconexo do executivo de que estamos passando por tempos de franco desenvolvimento.

Quem sobreviver verá!