Se a primeira impressão é a que fica, a ONG ACCB recém-contratada pela prefeitura para administrar a área da saúde em Campos do Jordão literalmente não tem dado sorte na cidade e vem deixando muita gente descontente.
Processos seletivos mal organizados com editais incompreensíveis realizados pela ONG na cidade estão causando indignação generalizada.
As reclamações que começaram tímidas rapidamente cresceram e se estenderam a maior rede de relacionamentos da internet gerando um tsunami de protestos logo após o inicio da segunda fase do primeiro processo seletivo.
As falhas apontadas são tão evidentes e a gritaria tão grande que até no recinto menos provável - a Câmara Municipal - o barulho se tornou ensurdecedor...
Prova de que o discurso entre o legislativo e o executivo não esta tão afinado quanto querem que a população acredite foi a surpreendente manifestação publicada no Facebook pelo próprio líder do governo tucano na Câmara colocando em xeque os critérios utilizadas pela ONG na realização de seu processo seletivo.
Segundo o vereador tucano Orlando Sergio Souza Fernandes o Orlando da Colônia explicações e providências já foram solicitadas ao Gabinete do Prefeito a respeito do assunto que também segundo ele seria debatido em reunião com seus pares.
Embora não seja um concurso público que tem por fim preencher cargos públicos de provimento efetivos que passados o período de estágio probatório, o servidor concursado é efetivado, mas sim de um processo seletivo que tem por finalidade atender necessidades temporárias e excepcionais da Administração direta e indireta ensejando sempre uma contratação de caráter temporário seus procedimentos de organização devem levar em conta os mesmos princípios constitucionais de legalidade, publicidade, impessoalidade, moralidade e eficiência de um concurso público.
Objetivamente o estrago já foi feito e mesmo que as duvidas levantados pelos participantes sejam esclarecidas e as falhas apontadas nos editais venham a ser sanadas, a saia justa entre o legislativo e o executivo causada pelo acontecimento mancha de forma irreversível todo o processo seletivo e coloca em duvida a real capacidade dos aprovados que irão compor o quadro de servidores da ONG na cidade.
Para os envolvidos em mais este imbróglio fica a dica que quando se trata de coisa pública não basta às instituições serem honestas, elas tem de parecer honestas.


