Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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terça-feira, 30 de maio de 2017

Voltando as origens. - Jornal Regional

A sabedoria popular diz que quando uma porta se fecha em nossas vidas, duas outras são abertas.

Podemos confirmar esta máxima no comércio de Campos do Jordão neste ano.

Apesar de estarmos enfrentando uma das maiores crises econômicas já vistas no país, talvez a maior de sua história, fomos presenteados com um calendário recheado de feriados prolongados, somente em abril foram três grandes feriados que ajudaram o comércio da cidade a respirar diante de tantos percalços.

No próximo mês, teremos apenas um, porém, o maior feriado antes da temporada de inverno. O feriado de Corpus Christie deste ano terá além da missão de medir a “temperatura” da temporada, também a de preparar a cidade para um grande desafio. Sobreviver a sua maior temporada de inverno com a programação de sua maior atração reduzida.

Informações ainda não confirmadas dão conta que o tradicional Festival de Inverno, após 48 anos, terá sua programação radicalmente reduzida.

Na esteira da crise que abala a economia do país, grandes empresas que sempre subiam a serra para expor seus produtos ajudando a fomentar o turismo da cidade também reduzirão drasticamente seus investimentos.

Sem o incentivo das grandes empresas e com sua maior atração ameaçada, caberá aos comerciantes locais à responsabilidade pela organização e pela promoção da próxima temporada.

Faltando apenas um mês para o início da temporada de julho o silêncio das secretarias de turismo e de cultura e principalmente da Associação Comercial diante de problemas tão grandes tem incomodado, mas o que se espera é que todos estes entes responsáveis diretos pela organização da temporada tenham tudo sob controle e nos surpreendam de maneira positiva.

Talvez esta seja a grande chance de voltarmos as nossas origens quando as grandes atrações da cidade eram apenas suas belezas naturais e o atendimento de primeira oferecido pelos hotéis e restaurantes.

O limão já nos foi apresentado, que tal fazermos a melhor limonada dos últimos anos!?

terça-feira, 12 de julho de 2016

A última temporada tucana - A Tribuna

A última temporada de inverno sob as asas dos tucanos se inicia em Campos do Jordão, e como sempre as expectativas da população são as melhores possíveis, mesmo com o país e a cidade estando mergulhados em uma aprofunda crise política e principalmente financeira.

O frio contínua sendo o único atrativo da cidade, tendo em vista que por mais uma vez, nem o comércio e muito menos a prefeitura se prepararam para receber os turistas. A dependência do Festival de Inverno que é organizado e totalmente financiado pelo governo do Estado é absoluta.

Sem investimentos, e sem verbas o suficiente para preparar a cidade para receber seus visitantes em sua principal temporada, e com uma equipe sem muitos recursos profissionais para driblar a falta de dinheiro, Campos por mais uma vês esta largada a sua própria sorte, na dependência somente dos bons serviços oferecidos pelos trabalhadores da área de hospedagem e gastronomia que literalmente se viram nos trinta para receber bem os turistas.

Ruas sujas, esburacadas e mal conservadas, sinalização precária, pontos turísticos importantes como o Mirante do Morro do Elefante abandonados. Praças tomadas pelo mato e iluminação pública comprometidas com varias ruas completamente as escuras são o legado dos desastrosos anos de incompetência dos profissionais da área de turismo que não conseguem se desvencilhar de seus discursos pomposos e performáticos cheios de teorias, mas vazios de realizações.

O COMTUR (Conselho Municipal de Turismo) criado no inicio do ano passado com toda a pompa e circunstância e pirotecnia midiática característica do governo tucano com a promessa de revolucionar o turismo na cidade como tudo o mais simplesmente não saiu do papel.

Depois da reunião para a formação de sua diretoria a população não teve absolutamente nenhuma notícia a respeito de alguma realização desta entidade.

E o mesmo melancólico fim teve o FUMTUR (Fundo Municipal de Turismo) criado na mesma Lei com o intuito de fomentar os investimentos no turismo. Se houve alguma arrecadação, doação ou investimento ninguém sabe, ninguém viu.

Como sempre a cidade vive das aparências e as custas de um passado glorioso onde tudo o que se “plantava” produzia bons frutos.

Nas mãos de aventureiros que tomaram conta do comércio turístico e da política, a cidade aos poucos foi se transformando em uma vitrine descaracterizada e de gosto duvidoso.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Quem ganhou, ganhou. Quem não ganhou... Não ganha mais!

E a temporada 2014 chegou ao seu fim sem para muitos sequer ter começado.

Mais uma vez meia dúzia não tem do que reclamar, mas o resto, que se resume a 99% da população e do comércio começam a juntar os cacos e fazer as contas para avaliar os prejuízos de mais um ano completamente perdido.

Um iate de luxo sem comandante e a deriva em alto mar, esta é a melhor definição para Campos do Jordão hoje.

Uma cidade que tem tudo para dar certo: clima, paisagem, localização geográfica, riquíssimo parque hoteleiro, gastronomia de primeiro mundo, população pacata, transito civilizado, enfim tudo que uma cidade que depende de seus visitantes, sejam eles de que classe social for, precisa para proporcionar aos turistas uma experiência inesquecível e a sua população uma qualidade de vida no mínimo decente, mas que nas mãos de gente sem compromisso com a terra simplesmente não decola e esta se tornando aos poucos na Detroit tupiniquim: rica e pungente em seu passado, pobre e superada no seu presente e sem futuro nenhum a sua frente.

A completa falta de um plano turístico que atenda a realidade da cidade sem firulas midiáticas, sem interesses pequenos e classistas e que atenda a todos os problemas da cidade se faz urgente e dentro dele sem mais demora ou desculpas deve se incluir os abandonados pontos turísticos e as sempre excluídas Vilas Abernéssia e Jaguaribe, e esta reivindicação não é mais uma simples questão de “inveja” das regalias históricas as quais Capivari sempre teve direito – se trata de uma questão de sobrevivência do comércio e da parcela da população que dele depende e que não se concentram mais somente naquele reduzido e privilegiado espaço.

Campos do Jordão precisa de Capivari, mas é bom lembrar que sem o restante da cidade Capivari também não existe.

Não há mais espaço para amadorismo e menos ainda para a soberba, o projeto turístico implantado pela atual administração fez água... Afundou! E com ele levou nossas esperanças. Que eles tenham a humildade de dar a mão a palmatoria e recomeçar de maneira seria seu governo indicando depois de um ano e meio um Secretario de Turismo a altura de Campos do Jordão.

E mais do que um simples burocrata a cidade precisa de alguém que agregue não só valor ao turismo, mas principalmente que recupere a sua identidade. Campos do Jordão desapareceu do cenário turístico nacional há muito tempo para dar lugar a uma cidade fictícia - a Suíça Brasileira - que existe somente nas pranchetas dos arquitetos da cidade.

E que não me venham novamente com o desgastado discurso da falta de verbas afinal, falta de dinheiro não justifica a falta de criatividade.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Obra faraônica é ignorada pela administração durante a temporada de inverno em Campos do Jordão.

Segundo o “Toten” da Secretaria Estadual de Cultura instalado no pátio do Gazebo no centro da Vila Abernéssia, informando o calendário oficial do 45º Festival de Inverno de Campos do Jordão nenhuma intervenção cultural será realizada naquele local no mês de julho.

Mesmo a Praça da Bandeira e o Gazebo tendo passado recentemente por uma reforma que consumiu milhões de reais dos cofres públicos com a única justificativa de transformar a praça no centro de Abernéssia em um atrativo turístico a Prefeitura e a Secretaria Estadual de Cultura simplesmente ignoraram a sua existência deixando por mais um ano moradores, frequentadores e principalmente os comerciantes da região a margem da principal temporada da cidade.

Sem sequer um projeto do executivo local voltado para o turismo na região de Abernéssia a primeira quinzena da temporada de 2014 já escorreu pelos vãos dos dedos dos comerciantes locais sem que eles tivessem tido a mínima chance de reverter os prejuízos acumulados durante todo o primeiro semestre deste ano.

A decisão do prefeito de protelar sem maiores explicações a nomeação de um Secretario de Turismo que realmente entenda da área e que se dedique em tempo integral a pasta não esta surtindo os efeitos desejados, pelo contrario esta acarretando prejuízos ao crescimento da cidade que dificilmente poderão ser revertidos a curto e a médio prazo.

Apesar da alardeada competência do ultimo secretario que esquentou a cadeira por muito pouco tempo, um ano e meio depois da posse da nova administração ainda aguardamos o anuncio de algum plano de ação que seja realmente viável para o turismo da cidade.

Seria esta a prova que faltava para a população e para os comerciantes perceberem que a atual administração apesar de toda a pompa e circunstância que cercam seus pronunciamentos na realidade nunca teve um projeto sequer voltado para o turismo local?

Enquanto a inércia da prefeitura e da secretaria de turismo por mais um ano comprometem o sucesso da temporada o legislativo finge que os problemas que se acumulam na cidade simplesmente não lhes dizem respeito e engrossam o discurso desconexo do executivo de que estamos passando por tempos de franco desenvolvimento.

Quem sobreviver verá!

Mais um elefante branco?

Orçada em quase $500 mil reais a reforma da Fonte da Amizade e de seu entorno teve inicio em plena temporada, como o local não é frequentado nem por moradores da cidade e muito menos por turistas o transtorno não foi grande o suficiente para gerar reclamações. Muito pelo contrário a reforma milionária deverá deixar toda a área com ares de bulevar francês.

Mesmo com todo este investimento alguns munícipes alertam que o local pode se transformar em mais um elefante branco como se tornou o Gazebo de Abernéssia, caso a prefeitura não faça algo a respeito do prédio abandonado que se encontra bem ao lado da área que esta sendo revitalizada.

Sede do mais tradicional clube esportivo e recreativo da cidade em décadas passadas o maltratado prédio tornou-se símbolo da decadência social e econômica da cidade.

Abandonado há muito tempo e transformado nos últimos anos em ponto de consumo de drogas o prédio já passou por vários princípios de incêndios e hoje oferece um risco real à segurança e a saúde de transeuntes, moradores e trabalhadores da região e se continuar na mesma situação aos futuros frequentadores da nova área de lazer.

Em 2011 o prédio foi alvo de uma tentativa frustrada de desapropriação movida pela prefeitura, mas o processo foi extinto em agosto de 2013 por desistência da autora.

Diante de todos estes fatos hoje o prédio abandonado esta a cada dia mais longe de ser vendido, reativado ou reformado do que nunca.