Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Tráfico de influência? Máfia do Ministério Público?

Pedido de investigação, contra Dal Pozzo, ex-Chefe do MP, que tinha relações com a Prefeitura de Rio Grande, pode ter causado a transferência da Promotora Sandra Reimberg.

Seis meses após a saída da promotora de justiça Sandra Reimberg do Fórum Distrital de Rio Grande da Serra, algumas perguntas ficaram sem resposta, dentre elas, o por que a Promotora, no auge de seu trabalho, que provocava um verdadeiro maremoto na vida política e de políticos de Rio Grande, sairia justamente no momento crucial das investigações?

Na época, a Promotora havia instaurado diversas linhas investigativas, convocando inclusive uma força tarefa do GAECO para desenvolver o trabalho, devido ao número surpreendente de irregularidades na administração do prefeito Kiko. Já havia também bloqueado os bens de Kiko e de seu Secretário de Administração Luiz Castillo, por conta de uma dessas irregularidades.

Buscando informações, A Tribuna da Serra encontrou em arquivos da imprensa, que estranhamente não repercutiu nos jornais da região, alguns fatos, que somam ou coincidem com a época de sua saída de Rio Grande da Serra.

CONTRATO SUSPEITO

As informações, levantadas pelo jornal Folha de São Paulo, em junho, dão conta que Sandra Reimberg desconfiou de um contrato firmado entre a Prefeitura de Rio Grande e um escritório de advocacia de Antônio Araldo Dal Pozzo, ex-chefe do Ministério Público, pedindo abertura de investigação sobre um possível tráfico de influência, que teria como objetivo “blindar” o prefeito Kiko dos processos e decisões do Tribunal de Contas.

De acordo com as suspeitas levantadas pela promotora, Dal Pozzo, poderia fazer uso de sua influência junto ao órgão, inclusive no Tribunal de Contas, onde 3 dos 7 Conselheiros seriam ex-colegas de trabalho no Ministério Público, além de usando o contrato com a prefeitura, defendê-lo em causas pessoais.

“Não seria a primeira vez que um prefeito, interessado em contratar para si um escritório de advogados, faria um ajuste em nome da Prefeitura apenas para justificar a saída de dinheiro dos cofres públicos.”, disse Sandra ao Folha de São Paulo.

Como manobra de defesa, Dal Pozzo solicitou ao Conselho Superior do Ministério Público o arquivamento da solicitação de Sandra Reimberg e, por 7 votos a 4, o pedido de investigação foi arquivado.

INFLUÊNCIA DE DAL POZZO

Porém coincidentemente o presidente do Conselho Superior é nada mais que o Procurador Geral de Justiça do Estado Fernando Grella Vieira, que foi assessor de Dal Pozzo, o que descontentou alguns procuradores, que colocaram em dúvida a lisura da análise do próprio conselho no qual participam.

Ainda no mesmo período, em seguida, a Promotora de Justiça de Rio Grande é promovida e transferida de cidade, algo que soou estranho e movimentou a opinião pública que considerou “uma transferência na hora errada”, no auge das investigações.

Insatisfeitos com a decisão do Conselho, os procuradores Clilton Guimarães dos Santos e Iurica Tanio Okumina, fizeram um ofício, encaminhado dia 27/6/2010 ao presidente do Conselho Nacional do Ministério Público, em Brasília, no intuito de anular a decisão do Conselho Superior.

LEI CONTRA A INVESTIGAÇÃO

O ofício destacou uma Lei criada por Dal Pozzo, no qual os procuradores se referem como uma lei que “concentra vícios herdados de um período anti-democrático e sobretudo marcado pela promiscuidade política” e ainda dizem que “estava claro que o objetivo da Lei era o de limitar a liberdade de ação dos órgãos de execução do Ministério Público”, referindo-se ao arquivamento da investigação, e diz sobre um controle hierárquico “inadmissível” contra ato praticado por agente dotado de liberdade e independências funcionais, ou seja, contra Promotores.

A carta termina enfatizando que a decisão de arquivar a investigação de Sandra Reimberg contra Dal Pozzo põe em risco o poder de investigação do Ministério Público.

O escritório de Dal Pozzo, contratado pela prefeitura, teria também problemas com contrato idêntico, lavrado com a prefeitura de Campos do Jordão, onde de acordo com informações, o cunhado de Kiko participaria da gestão. Dal Pozzo também participou do primeiro escalão de William Dib, apontado como mentor e padrinho político de kiko, enquanto Prefeito de São Bernardo do Campo. Problemas também, segundo informações, aparecem em relações do escritório advocatício e as prefeituras de Santo André e Barueri.

Ná época, Dal Pozzo dizia que Sandra Reimberg estava vendo “pêlos em ovos” e que seu contrato com a Prefeitura fora ganho em concorrência pública.

Fonte: Jornal A Tribuna da Serra - ABC Paulista.

(Integra de materia aqui)

Nota do Blog: Gostaria que todos prestassem bastante atenção no que fala Dinho Ouro Preto Vocalista da Banda Capital Inicial antes de cantar Que País é Esse? E a resposta da platéia durante a execução da musica.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Entre outras mil, és tu Brasil.

Após o escândalo dos supersalários dos magistrados paulistas e fluminenses que chegam a ganhar entre 40 e 150 mil reais por mês entre salários e benefícios e segundo a folha de salários divulgada pelo próprio Tribunal de Justiça de São Paulo em atendimento a resolução 102 do Conselho Nacional de Justiça existe até mesmo um desembargador que recebe a bagatela de R$ 511.739,23, resolvi dar uma olhada a quantas andam os valores pagos na cidade aos mais diversos profissionais da Câmara e da Prefeitura.

E o que constatamos foi que a orgia com o dinheiro público em nosso país é algo institucionalizado e chega a ser até visto como ato normal na vida e na carreira dos funcionários dos dois poderes onde alguns conseguem incorporar aos seus salários dezenas de benefícios que podem até ser legais, mas com toda certeza são imorais.

Estas disparidades de ganhos acabam por distorcer de tal forma os salários dos funcionários normais dos "superfuncionários" que chega a ser extremamente constrangedor para alguns profissionais capacitados receber seu contracheque no fim do mês.

Para ilustrar esta total inversão de valores que atrofia o caráter e esmorece a virtude dos cidadãos e dos bons funcionários públicos vou repassar a todos a forma como os entes públicos de Campos do Jordão são remunerados tanto na Câmara como na Prefeitura.

O ultimo concurso público de Campos do Jordão foi em 2011 sob responsabilidade da Moura Melo que oferecia estes cargos e salários para profissionais que preenchessem os pré-requisitos necesários:

Cargos/Remuneração Mensal - Prefeitura:

Técnico em manutenção de computadores (hardware) R$ 848.00.

Assistente Social R$ 545,00.

Bibliotecário R$ 545.00.

Diretor de escola infantil/fundamental R$ 2.575,37.

Engenheiro Civil R$ 2.575,37.

Fonoaudiólogo R$ 545,00.

Nutricionista R$ 545,00.

Professor ensino fundamental I R$ 1.147,04.

Professor ensino infantil R$ 937,70.

Psicólogo R$ 545,00.

Fonte: Moura Melo.

Cargos/Remuneração Mensal - Câmara:

Vereador R$ 4.153.87.

Assessor Jurídico R$ 6.000,00.

Secretário Legislativo R$ 13.953,33.

Assessor Parlamentar R$ 4.000,00.

Técnico Legislativo R$ 755,78.

Agente Legislativo R$ 654,42.

Assistente Legislativo R$ 622,00.

Chefe de Gabinete da Presidência R$ 6.000,00.

Chefe de Cerimonial R$ 4.000,00.

Secretária do Dep. Jurídico R$ 4.000,00.

Assessor de Gab. da Presidência R$ 4.000,00.

Assessor Financeiro R$ 6.000,00.

Assessor (de Vereador) R$ 2.735,32.

Assessor Especial de Gabinete R$ 994,66.




Fonte: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Cabe salientar que para preencher os cargos na prefeitura os aprovados têm de passar por uma prova de títulos onde devem comprovar com documentos ter as qualificações profissionais exigidas como diplomas, certificados técnicos e comprovantes de inscrições em suas respectivas conselhos profissionais, já na Câmara... Um bom padrinho politico com certeza vale mais do que mil diplomas.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Até quando esperar?

Já há algum tempo o Corneteiro vem trazendo em suas páginas informações a respeito da condenação (detalhes aqui) do Ex-Presidente da Câmara Municipal na gestão 2007 pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo – TCE de ressarcir aos cofres públicos R$ 93.767,76 sem contar com os acréscimos legais por ter julgadas irregulares suas contas neste período.

Continuando com sua conduta imparcial e que apesar das várias acusações não tem somente como foco a “bola” da vez, trazemos ao conhecimento público que o Ex-Presente, primeiro suplente do PR de Campos do Jordão e atual Vereador ocupando a vaga de seu colega que aceitou um cargo em comissão na atual administração justamente para dar uma boquinha ao Ex-Presidente na Câmara após varias apelações teve no ultimo dia dois de dezembro seu pedido de embargo de declaração negado (detalhes aqui), mantendo assim na integra a decisão do Tribunal Pleno da casa que julgou irregulares suas contas do exercício de 2007 e também a determinação de devolver aos cofres públicos a importância devida e claramente com os devidos reajustes determinados pela lei.

Cabe lembrar que o escândalo envolve o mesmo vereador que segundo o Vale Paraibano pagou com verbas oriundas da Câmara Municipal de Campos do Jordão diárias de hotéis, contas de restaurantes e bebidas alcoólicas em suas “incursões” ao Vale do Paraíba no período em que ocupava a segunda cadeira mais importante da política da cidade.
  
Segundo acórdão que julgou o embargo do Ex-Presidente:
“Não houve obscuridade, nem contradição na decisão do Tribunal Pleno, já que nela restou claramente especificada a razão pela qual não foi aceita a argumentação ofertada na peça recursal”. “Resolveu conhecer dos embargos de declaração opostos e, quanto ao mérito, tendo em vista as razão expostas no voto do Relator juntado aos autos, rejeitou-os, para o fim de confirmar a v. acórdão que manteve a juízo de irregularidade das contas anuais da Câmara Municipal em tela, relativas ao exercício de 2007, inclusive a ressarcimento determinado”.
Resta saber ate quando o Tribunal de Contas do Estado – TCE se prestara a fazer parte deste teatro de faz de conta onde milionárias multas são aplicadas, mas o pagamento das mesmas nunca é efetuado.

Só para os cúmplices e candidatos a cúmplices de tal “mau feito” se posicionarem, o valor que o TCE determinou ao Ex-Presidente devolver sem os acréscimos daria para regularizar as dividas da APAE, abastecer a farmácia do Pronto Socorro local ou para pagar 150 meses de trabalho de um assalariado.

Realmente estamos em papos de aranha na cidade, no que diz respeito à política e seus sempre obscuros acordos; se o povo ficar os políticos pegam e se o povo correr os políticos comem.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Homenagem póstuma.

Todos que estão acompanhando o triste episódio envolvendo a demolição da Praça da Bandeira na Vila Abernésia centro comercial da cidade devem estar achando no mínimo uma incoerência do Corneteiro e da Liga da Justiça Popular esta campanha negativa tendo em vista que sempre cobramos da atual administração obras de revitalização na cidade.

E a Praça como todo o resto da cidade necessitava e ainda continuam necessitando de obras que revitalizem seus centros turísticos e financeiros.

Porem quando uma administração se preocupa com seu povo e tem um compromisso não somente de quatro anos, mas também com as gerações futuras e respeito pelas passadas não pode passar um trator por cima de sua historia e de sua cultura.

E uma Praça como a da Bandeira faz parte da vida de varias gerações de jordanenses desde seu nascimento até a sua morte.

Quantos namoros, pedidos de casamentos, noticias de vinda de um filho foram feitos nos bancos daquela Praça?

Quantos álbuns de casamentos e de batizados tiveram a mais velha e mais amada Praça da cidade como cenário?

Quantas crianças e adolescentes cresceram correndo entre os canteiros floridos e o chafariz da pracinha?

Quantos corações partidos pela perda de um amor ou de um ente querido foram acolhidos e apaziguados pelo seu sábio silencio?

E as lagrimas de alegria e de tristeza de quantos jordanenses regaram as flores de seus jardins?

Seu piso apesar de velho e irregular viram passar sobre si gerações de jordanenses a merecia mais respeito e não acabar amontoado no “pátio” de uma radio comunitária para ser utilizado sei lá para que fim.

Apesar da necessidade de uma revitalização o fator histórico, cultural e de identidade de nosso povo com ela não foi levado em consideração e sim os ganhos políticos que a transformação da cidade em um canteiro de obras podem trazer a beira de uma campanha eleitoral que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos em seus bastidores.

O pouco conhecimento da historia da cidade e a falta de intimidade com os usos e costumes do povo jordanense pelo casal de administradores da cidade foi ponto determinante para que esta catástrofe alcançasse sucesso, porem inegavelmente e lamentavelmente por motivos que ainda não sabemos filhos da terra alocados em cargos estratégicos dentro da administração foram cúmplices no desaparecimento de parte de nossa historia.

Como o próprio Conselho Regional dos Engenheiros e Arquitetos de São Paulo – Creasp, já adiantou praças também podem e devem ser tombadas para manter a identidade histórica e cultual de uma cidade e protegê-las de projetos “modernistas” que podem como no caso da Praça da Bandeira destruir para sempre uma parte importante do passado de uma cidade.

Lamentavelmente fomos pegos de surpresa pelas maquinas da empresa contratada para executar o trabalho de reforma da Praça tendo em vista que tanto projeto como outras informações relevantes como verbas e gastos nunca foram alvo de debate da administração com nenhum organismo da cidade e não tivemos tempo e forças para salva-la.

Dentro deste roteiro de terror em que se transformou esta obra também existe espaço para colocar entre os algozes de nossa Praça a sempre submissa Associação Comercial e a conivente Câmara de Vereadores.


Da Praça da Bandeira agora só restam lembranças e velhas fotos e de sua historia só o que ficou gravado nas crônicas de nosso historiador mais importante Dr. Pedro Paulo Filho.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Coluna Passando a Limpo - Jornal Regional.

O jornalismo brasileiro e a teoria da jabuticaba.

Assim começa o Decreto Lei nº 972/69, que instituiu a obrigatoriedade do diploma de nível superior para exercer a profissão de jornalista no Brasil: 

“Os Ministros da Marinha de Guerra, do Exercito e da Aeronáutica Militar, usando das atribuições que lhes confere o artigo 3º do Ato Institucional nº 16, de 14 de outubro de 1969, combinado com o § 1º do artigo 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, decretam: 

Art 4º O exercício da profissão de jornalista requer prévio registro no órgão regional competente do Ministério do Trabalho e Previdência Social que se fará mediante a apresentação de: 

V - diploma de curso superior de jornalismo, oficial ou reconhecido registrado no Ministério da Educação e Cultura ou em instituição por êste credenciada, para as funções relacionadas de " a " a " g " no artigo 6º” 

A restrição imposta aos jornalistas de fato nesta época através deste escandaloso decreto nunca teve por propósito regulamentar ou manter a dignidade da profissão e sim de afastar arbitrariamente da mídia todo aquele que se opunha ao regime caudilhista então instalado no Brasil. 

O corporativismo e as “facilidades” oferecidas pelos militares na ditadura aos diplomados da imprensa não pode se perpetuar sob pena de manchar de maneira indelével a trajetória de uma categoria de profissionais que foram no período mais negro da historia recente de nosso país a única a dar vida aos versos do hino da independência que diz; Ou ficar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil. 

Apesar dos inúmeros percalços que nós brasileiros tivemos nos últimos 26 anos da nova democracia a aprovação da PEC 33/2009 será com certeza a maior decepção do povo brasileiro porque com sua instituição serão enterrados nossos últimos e talvez únicos heróis. 

O argumento da FENAJ de que a profissão necessita de formação teórica, cultural e técnica mascara uma pratica mesquinha de reserva de mercado, e cai por terra na medida em que observamos que os maiores e melhores jornalistas deste país antes e após a imposição do diploma pelos militares em 69, ainda são aqueles que não têm a formação exigida, como, por exemplo, Rui Barbosa, redator chefe do Jornal do Brasil, Carlos Drummond de Andrade, Carlos Heitor Cony, Roberto Campos, Celso Furtado, Mário Henrique Simonsen, Assis Chateaubriand, Juca Kifouri e muitos mais. 

Em nossa cidade esta realidade salta aos olhos quando constatamos que grande parte dos colunistas, cronistas e demais profissionais da área, não possuem o diploma exigido, mas exercem dignamente suas funções e não deixam nada a desejar aos diplomados da área, cito Drº Pedro Paulo Filho maior escritor, historiador, cronista e porque não dizer jornalista de Campos do Jordão desde a década de 50 e que obteve seu registro de jornalista no Ministério do Trabalho e Emprego somente em 2008. 

Hoje sabemos muito bem que diploma não garante profissionalismo, ética ou idoneidade a nenhum jornalista seja ele diplomado ou não, haja visto o caso da escola Base em 1994 quando proprietários, professores e demais funcionários de uma escola infantil em uma grotesca sucessão de erros jornalísticos foram alvo de um linchamento moral e tiveram suas vidas profissionais e privadas completamente e irreversivelmente destruídas pela imprensa diplomada brasileira para logo após serem declarados inocentes pelas autoridades competentes. 

Além de violar a Constituição Brasileira de 1988 tal arbitrariedade já foi condenada até mesmo pela Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA, que proferiu decisão no dia 13 de novembro de 1985, declarando que a obrigatoriedade do diploma universitário e da inscrição em ordem profissional para o exercício da profissão de jornalista viola o art. 13º da Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica), que protege a liberdade de expressão em sentido amplo. 

Mesmo com esta parcial aprovação, pois ainda carece de uma nova aprovação em segundo turno no Senado e também da aprovação da Câmara de Deputados e da sanção Presidencial a PEC dos “jornalistas” não se sustenta porque o SFT já se pronunciou a respeito desta matéria, e a mais de dez anos o próprio STF já vem dizendo que emendas a Constituição também podem ser declaradas inconstitucionais. 

Esta desmoralizante pendenga entre diplomados e livres cidadãos demonstra ao resto do mundo que continuamos tendo enormes dificuldades para acompanhar a evolução da humanidade e que até os dias de hoje necessitamos da tutela do judiciário para entender que não se constrói uma sociedade livre e justa baseados em dogmas ditatoriais. 

Se em nenhum outro país do mundo o diploma de jornalismo é exigência para o livre exercício da profissão dificilmente a FENAJ esta correta em sua imposição a brasiliana. 

Assim se existe somente no Brasil e não é jabuticaba com certeza não presta. 

Leia mais no Jornal Regional.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Me dá um dinheiro ai!

Apesar do suposto direito de livre expressão nos garantido na Constituição a realidade é bem outra. Vários jornais, jornalistas e principalmente blogueiros espalhados Brasil afora vêem tendo seus direitos negados e a mídia independente estrangulada pela judicialização da censura.

Não podemos difundir livremente nossa opinião principalmente quando ela se refere a entes públicos sob pena de sermos literalmente atropelados por ações judiciais.

Mas e quando o contrário acontece?

E quando nos o povo temos nossa inteligência ofendida e colocada em xeque pelos entes públicos?

E quando um ente público se utiliza das páginas de periódicos para difundir uma noticia que lhe beneficiara futuramente nas urnas, mas que na realidade não é bem aquela? Como fica?

Em dezembro passado o presidente da Câmara em entrevista ao Jornal Tribuna alegou ter feito em seu mandato uma economia de 300 mil reais e que esta economia seria revertida a Prefeitura, porem segundo relatório constante no site da Câmara o saldo remanescente do caixa da Câmara que foi revertido à municipalidade este ano foi na realidade de R$ 152.473,47 metade do alegado.


Alem desta constatação também podemos observar nos mesmo site que em 2009 o saldo remanescente devolvido a prefeitura foi de quase 600 mil ou exatos R$ 540.158,21 quatro vezes mais do que realmente devolvido este ano.

Ou seja, a sobra de caixa na Câmara e que deve ser devolvido a Prefeitura sempre no final de cada ano não é fruto de uma suposta moralização dos gastos e sim um evento corriqueiro na vida administrativa e contábil da Câmara.

Nos os pobres mortais pagadores de impostos não podemos levar as paginas de jornais e as telas dos Blogs nossa opinião a respeito da competência de políticos e funcionários públicos sob pena de sermos processados e ter de pagar indenização, mas estes mesmos políticos e funcionários públicos podem se utilizar destas mesmas ferramentas para veicular informações para beneficio próprio.

Realmente existem muitos Brasis dentro deste Brasil (sic).

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Se queres a paz, prepara-te para a guerra.

Tomamos decisões na vida que nem nós mesmos sabemos explicar de imediato, mas o tempo e nossa conduta diária se incumbem de mostrar se foram acertadas ou não.

Minha decisão de me afastar do Grupo de debates Eu Amo Campos do Jordão no Fecebook (um alivio para a maioria e indiferente para muitos) foi uma destas decisões intempestivas, como tem sido minha vida nos últimos anos.

Porem mesmo tendo passado somente alguns dias as coisas estão já se clareando e já tenho a sensação que a decisão apesar de aparentemente precipitada foi sim a mais acertada.

Nos últimos 18 anos venho participando de inúmeros grupos e tenho de confessar foram muitas as decepções, traições, boicotes e perseguições como nos casos do COMSAB, PRB, AMA Vila Britânia e Bloco dos Artistas respectivamente.

Nestes anos vi e convivi com companheiros que tiveram seus horizontes profissionais reduzidos, por motivos políticos e ideológicos, e suas vidas particulares e familiares aos poucos despedaçadas pelo isolamento a que foram condenados pela sociedade hipócrita da cidade; bem como também vi e convivi com outros que se utilizaram do suor e da luta de seus companheiros para se beneficiar e alçar vôos mais altos para conquistarem cargos e status social.

Estas situações envolvendo e misturando política, ideologia, companheirismo, dignidade, caráter, ética, poder, dinheiro, status, ego e “realisações” me tornaram cético no que diz respeito a grupos e formalidades em Campos do Jordão.

Inconscientemente, mas lucidamente me afasto das coisas quando percebo a necessidade que os envolvidos têm de pertencerem a algo que seja aceito e absorvido pela sociedade e invariavelmente confundem fato com direito.

Por motivos morais e éticos (minha moral e minha ética) não me sinto a vontade em situações que claramente vão terminar em composições, acertos e parcerias com pessoas e organismos que estão podres e que a realidade mostra que nunca vão dar bons frutos.

Não sou um profeta do apocalipse e nem um simpatizante do radicalismo que deságua na agressão moral e física, mas garanto que meu período de ter um comportamento politicamente correto acabou já faz um bom tempo.

Apesar de ser severamente repreendido e mal visto por ser um opositor da política do bom mocismo, não vou trair meus ideais e princípios e compactuar com um “estado” (federal, estadual e municipal) porco, que trata como lixo pessoas que perderam casa, trabalho, família, e dignidade como na região Serrana do Rio de Janeiro; quadrilheiro como no caso do mensalão; bandido quando estorque o cidadão com altas taxas e impostos sem dar sequer um centavo em troca e perdulário que prefere gastar bilhões para construir estádios ao invés de casas, hospitais e escolas para seu povo.

Recuso-me a participar de ações ou sentar na mesma mesa em que se encontram representantes de um estado que rouba a educação de meu filho, a saúde de minha esposa, o futuro da minha família e a minha esperança de pertencer a mundo melhor.

Não vou dobrar a minha espinha para ser aceito pelos intelectuais e bem sucedidos homens da sociedade jordanense.

Para muitos uma loucura, pra mim a realidade.

Não há mais tempo para serenar os ânimos, não vou vestir dois uniformes em uma mesma frente de batalha.

Si vis pacem, para bellum.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A lista! Parte 3.

Depois de divulgadas as duas primeiras listas de ruas licitadas pela prefeitura a um custo de 17 milhões para asfalto ninguém mais se interessou pelo assunto, mas como o Corneteiro presa pela sua palavra continuara a publicar a lista até o seu fim interesse a quem interessar, ou doa a quem doer.

Parcela – 3 Condomínio Colinas do Sol, Imbiry, Jardim Guararema, Jardim Márcia, Vila Ondina e Vila Jaguaribe.

Alameda Willian Aurélio Cassiano;

Alameda Brilhante;

R. Olavo Jaguaribe Ekman;

R. Passagem da Neblina;

R. Paulo Pena Neulaender;

R. do Palacio;

Av. Eduardo Moreira da Cruz;

R. Jose D. da Rosa/

R. Domingos Pinto;

R. Jose V. de Andrade;

R. Antonio C. Cruz;

R. Waldemar C. da Silva;

R. Maria Rita M da Silva;

R. Chiniti Monoo;

R. Ver. Álvaro Jose Francisco;

R. F. C. A. Gaiola;

Av. Vice Prefeito Mario C. Francisco;

R. Maria F. C. A. Moreira da Cruz;

R. Conde Siliano;

R. Cantor Waldemar Roberto;

R. João Paulo Cardoso;

R. Virgilio B. Santos;

Entre a R. Ver. Álvaro Jose Francisco e R. Waldemar C. da Silva;

Entre a R. Maria Rita M. da Silva e R. Jose V. de Andrade;

R. Maria A. Germano;

R. Delta;

R. João M. Jordão;

R. Gama;

R. Álvaro G. Arantes;

R. Francisco Inácio de Lima;

R. Joaquim de Oliveira;

R. Francisco Albano de Oliveira;

R. Jose Dias Chaves Filho;

R. Alia;

R. Daniel Klabund;

Praça Nossa Senhora da Saúde;

R. Neme Salum Nejar;

R. Avelino Gonçalves da Silva;

R. Karlina A. Sirim;

R. Banzim;

R. 18 de Outubro;

R. Caranelas;

R. Engº Gustavo Kaiser;

R. Rodrigo Martins Camargo;

Entre a R. Rodrigo Martins Camargo até o fim;

R. Dr. Iam Pinheiro do Prado;

R. C1.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Contadores de histórias rejeitam o politicamente correto.

Em tempos de comportamento politicamente correto, em que canções tradicionais ganham releituras higienizadas - "Atirei o pau no gato", por exemplo, virou "Não atire o pau no gato" - era de se esperar que as narrativas orais também se imbuíssem da idéia. Mas não é bem assim. Os contadores Ana Luísa Lacombe e Ilan Brenman são contra a adequação de histórias para o padrão socialmente responsável que hoje vale até ISO de responsabilidade social - a certificação capaz de agregar valor às grandes empresas e ao bolso de seus acionistas.

"Tenho horror ao politicamente correto, detesto quem muda final de conto de fada e deixa lobo sozinho. Eu acho importante a criança entender as crueldades do mundo e a própria crueldade, coisa que a narração de contos permite", diz Ana Luísa. "A criança é maldosinha, porque é egocentrada e demora a desenvolver sua generosidade em relação ao mundo. Se ela só ouve histórias de gente boa, vai se sentir deslocada, porque ela, como todo mundo, não é só boa. E vai então perder a chance de se conhecer melhor, de saber que nomes têm os seus sentimentos."

Um pouco de bom senso, contudo, não faz mal, acredita Ana Luísa. "É preciso verificar a idade do público. Crianças com menos de três anos acreditam piamente nas histórias, ficam impressionadas e podem perder a confiança em quem as conta, a professora ou a mãe. Evito contar histórias com muito sangue para uma platéia dessa faixa etária. Pode ser muito perturbador. A partir dos quatro anos, o entendimento é mais tranqüilo."

"Eu sou crítico do politicamente correto tanto na infância como no mundo adulto", afirma Brenman. Para o narrador, contar histórias é fazer um contraponto ao mundo atual também nesse sentido - no campo dos significados e da forma de ver a vida. Se o mundo atual é asséptico, as histórias devem carregar alguma sujeira, algo que seja um acréscimo e um complemento ao cenário que se tem hoje, algo que o amplie.

Ana Luísa Lacombe (foto ao lado) e Ilan Brenman não são os únicos refratários à moral politicamente correta. A pesquisadora Regina Machado, responsável pelo Boca do Céu – Encontro Internacional de Contadores de Histórias, evento que todos os anos reúne narradores em São Paulo, acha "absurdo" o filtro moralista por que alguns passam as histórias. "A função de uma história é simbólica, não literal. Ela atua em níveis profundos, tem muitas camadas de compreensão. É absurdo um adulto achar que sabe o que a criança vai perceber dela. Ele não sabe. A criança muitas vezes não dá atenção à violência da história, ela tem outros focos."

No Boca do Céu, aliás, era fácil encontrar histórias apimentadas - e, por isso mesmo, divertidas.

Por Maria Carolina Maia.

Exclusivo VEJA.com

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Vendeta.

Que o brasileiro é criativo isso é certo e sua criatividade é aplicada em todos os níveis e situações de seu cotidiano.

E esta criatividade também se estende as expressões diarias que dizem tudo em poucas palavras.

Um bom exemplo de pequenos recados que dizem tudo é a velha máxima “Se cuida meu camarada senão pode acordar com a boca cheia de formiga”.

Esta expressão avisa que é melhor o cidadão enfiar a viola no saco e sair de fininho senão pode ser literalmente morto.

Ontem certo personagem pré-histórico da Turma da Monica me transmitiu este simpático recado.

Ai eu não agüento e tenho de perguntar.


Devo levar a sério o recado?

Ou coloco a infeliz “brincadeira” na conta das alegrias que as cervejinhas que estavam em cima da mesa devem ter levado a corrente sanguínea de meu camaradinha?

Apenas uma coisa ficou claro nesta situação este conhecido que até então tinha em elevada conta por seu trabalho brilhante a frente de sua comunidade infelizmente para ele mesmo se tornou um simples papagaio de pirata. Que pena!