Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Mobiliário Urbano.


Em despacho proferido no dia 13 de janeiro de 2012 justiça de Campos do Jordão determina a retirada de toda a propaganda instalada no mobiliário urbano da cidade e a retirada de todas as estruturas e suportes instalados ao longo das vias publicas no prazo de 30 dias.
“Ressalte-se, no ponto, que há vedação expressa, na lei originária (Lei Cidade Limpa), de ocupação ou projeção dos elementos do mobiliário urbano sobre o leito carroçável das vias (art. 23, I, Lei Municipal n. 3.192/09). Confira-se: Art. 23. Os elementos do mobiliário urbano não poderão: I – ocupar ou estar projetado sobre o leito carroçável das vias. A proibição – repita-se – é expressa. Assim, a Lei Municipal n. 3.411/2011, sem embargo de nada regulamentar e disciplinar sobre a exploração de atividade que interfere sobremaneira na qualidade de vida das pessoas (meio ambiente urbano), excedeu, em demasia, o seu espectro de atuação, contemplando publicidade vedada na lei originária, devendo, por isso mesmo, opera-se (i) a suspensão da expedição de licenças e autorizações (e a respectiva eficácia das já expedidas), assim como (ii) a retirada, no prazo de 30 (trinta) dias, de todo material publicitário no mobiliário urbano, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00. Saliento que, no caso dos PÓRTICOS (ou totens, painéis, outdoor, faixas, etc, como queira) não bastará a retirada, pura e simples, do anúncio publicitário. Deverá haver, obviamente, a remoção de toda a estrutura e suporte, que se multiplica ao longo das vias públicas. Intime-se, para cumprimento. Cite-se, com as cautelas de praxe. Int. Campos do Jordão, 13 de janeiro de 2012, às 11h22min. GUSTAVO DALL’OLIO Juiz de Direito”.


Opinião do Blog: Por mais uma vez fica explicito a forma torta como o atual governo conduz a sua administração, aos amigos tudo ao povo os rigores da lei.

Depois que a Câmara e a Prefeitura descobriram o quanto a Lei Cidade Limpa lhes custaria com a redução de espaços publicitários a venda na cidade tudo foi tentado, desde a revogação da mesma, ato que não se efetivou porque foi veementemente criticado pela população e pelos comerciantes da Abernéssia que já punidos se adequaram as novas regras, até a edição da esdrúxula lei de uso do Mobiliário Urbano.

Enquanto os vereadores ficam deitados em berço esplêndido na Câmara e a administração nada de braçadas no Morro do Elefante, pelo menos neste caso a Justiça do município mostrou que pode ser sega, mas não esta dormindo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Maaadeeeeiiiiraaaaaa!!!!!!!!!!

Mesmo com a decisão da justiça de demolir um Resort de luxo em Campos do Jordão (detalhes aqui) por ter cometido diversos crimes ambientais as construções de megas empreendimentos de luxo com as mesmas características ainda continuam acontecendo na cidade a pleno vapor.

Conforme informou o Jornal O Povo (reportagem aqui) um novo condomínio esta sendo construído nas proximidades do gabinete da prefeitura em um dos principais pontos turísticos da cidade o Morro do Elefante.

Segundo informações dezenas de arvores foram derrubadas entre elas mais de 15 pinhos bravo.

Porem o mais estranho não esta acontecendo nas matas de preservação ambiental da cidade e sim nos gabinetes tanto da prefeitura quanto da câmara.

Em 23 de setembro de dois mil e onze a prefeitura da cidade protocolou na Câmara o projeto de lei 83/11 que propunha entre outras coisas o seguinte em seu artigo segundo:

“Artigo 2º - O artigo 123º da Lei Municipal nº 3.049, de 02 de maio de 2007, alterada pela Lei nº 3.119/2008 de 21 de fevereiro de 2008, que aprova a LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO do Município de Campos do Jordão, passa a ter a seguinte redação:

“É VEDADA A CONSTRUÇÃO DE FLATS, HOTEL RESIDÊNCIA E APART HOTEL EM TODO O MUNICÍPIO DE CAMPOS DO JORDÃO E A TRANSFORMAÇÃO DOS EDIFÍCIOS EXISTENTES EM FLATS, HOTEL RESIDÊNCIA OU APART HOTEL.”(Integra aqui).

Após sofrer três emendas o projeto foi aprovado e virou lei em 23 de dezembro de dois mil e onze sob nº 3.498/11, porem com a seguinte redação no mesmo e importante artigo:

“Artigo 2º - Fica alterada a TABELA Nº 06 - ÁREA DE TERRENO E FRAÇÃO IDEAL POR UH da Lei Municipal nº 3.049, de 02 de maio de 2007, alterada pela Lei nº 3.119/2008 de 21 de fevereiro de 2008, que aprova a LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO do Município de Campos do Jordão, nos termos do ANEXO I parte integrante desta Lei” (Integra aqui).

Diante de tantos crimes ambientais em nossa cidade a quem interessou a alteração deste artigo tão importante da Lei para a regularização e preservação de nosso meio ambiente?

Enquanto estas perguntas não são respondidas mais um grandioso empreendimento esta sendo levantado em nossa cidade as custas da destruição de nosso bem maior; a natureza.

Haja trabalho para a Promotoria do Meio Ambiente!

Com a palavra Prefeitura e Câmara Municipal.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Homenagem póstuma.

Todos que estão acompanhando o triste episódio envolvendo a demolição da Praça da Bandeira na Vila Abernésia centro comercial da cidade devem estar achando no mínimo uma incoerência do Corneteiro e da Liga da Justiça Popular esta campanha negativa tendo em vista que sempre cobramos da atual administração obras de revitalização na cidade.

E a Praça como todo o resto da cidade necessitava e ainda continuam necessitando de obras que revitalizem seus centros turísticos e financeiros.

Porem quando uma administração se preocupa com seu povo e tem um compromisso não somente de quatro anos, mas também com as gerações futuras e respeito pelas passadas não pode passar um trator por cima de sua historia e de sua cultura.

E uma Praça como a da Bandeira faz parte da vida de varias gerações de jordanenses desde seu nascimento até a sua morte.

Quantos namoros, pedidos de casamentos, noticias de vinda de um filho foram feitos nos bancos daquela Praça?

Quantos álbuns de casamentos e de batizados tiveram a mais velha e mais amada Praça da cidade como cenário?

Quantas crianças e adolescentes cresceram correndo entre os canteiros floridos e o chafariz da pracinha?

Quantos corações partidos pela perda de um amor ou de um ente querido foram acolhidos e apaziguados pelo seu sábio silencio?

E as lagrimas de alegria e de tristeza de quantos jordanenses regaram as flores de seus jardins?

Seu piso apesar de velho e irregular viram passar sobre si gerações de jordanenses a merecia mais respeito e não acabar amontoado no “pátio” de uma radio comunitária para ser utilizado sei lá para que fim.

Apesar da necessidade de uma revitalização o fator histórico, cultural e de identidade de nosso povo com ela não foi levado em consideração e sim os ganhos políticos que a transformação da cidade em um canteiro de obras podem trazer a beira de uma campanha eleitoral que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos em seus bastidores.

O pouco conhecimento da historia da cidade e a falta de intimidade com os usos e costumes do povo jordanense pelo casal de administradores da cidade foi ponto determinante para que esta catástrofe alcançasse sucesso, porem inegavelmente e lamentavelmente por motivos que ainda não sabemos filhos da terra alocados em cargos estratégicos dentro da administração foram cúmplices no desaparecimento de parte de nossa historia.

Como o próprio Conselho Regional dos Engenheiros e Arquitetos de São Paulo – Creasp, já adiantou praças também podem e devem ser tombadas para manter a identidade histórica e cultual de uma cidade e protegê-las de projetos “modernistas” que podem como no caso da Praça da Bandeira destruir para sempre uma parte importante do passado de uma cidade.

Lamentavelmente fomos pegos de surpresa pelas maquinas da empresa contratada para executar o trabalho de reforma da Praça tendo em vista que tanto projeto como outras informações relevantes como verbas e gastos nunca foram alvo de debate da administração com nenhum organismo da cidade e não tivemos tempo e forças para salva-la.

Dentro deste roteiro de terror em que se transformou esta obra também existe espaço para colocar entre os algozes de nossa Praça a sempre submissa Associação Comercial e a conivente Câmara de Vereadores.


Da Praça da Bandeira agora só restam lembranças e velhas fotos e de sua historia só o que ficou gravado nas crônicas de nosso historiador mais importante Dr. Pedro Paulo Filho.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Me dá um dinheiro ai!

Apesar do suposto direito de livre expressão nos garantido na Constituição a realidade é bem outra. Vários jornais, jornalistas e principalmente blogueiros espalhados Brasil afora vêem tendo seus direitos negados e a mídia independente estrangulada pela judicialização da censura.

Não podemos difundir livremente nossa opinião principalmente quando ela se refere a entes públicos sob pena de sermos literalmente atropelados por ações judiciais.

Mas e quando o contrário acontece?

E quando nos o povo temos nossa inteligência ofendida e colocada em xeque pelos entes públicos?

E quando um ente público se utiliza das páginas de periódicos para difundir uma noticia que lhe beneficiara futuramente nas urnas, mas que na realidade não é bem aquela? Como fica?

Em dezembro passado o presidente da Câmara em entrevista ao Jornal Tribuna alegou ter feito em seu mandato uma economia de 300 mil reais e que esta economia seria revertida a Prefeitura, porem segundo relatório constante no site da Câmara o saldo remanescente do caixa da Câmara que foi revertido à municipalidade este ano foi na realidade de R$ 152.473,47 metade do alegado.


Alem desta constatação também podemos observar nos mesmo site que em 2009 o saldo remanescente devolvido a prefeitura foi de quase 600 mil ou exatos R$ 540.158,21 quatro vezes mais do que realmente devolvido este ano.

Ou seja, a sobra de caixa na Câmara e que deve ser devolvido a Prefeitura sempre no final de cada ano não é fruto de uma suposta moralização dos gastos e sim um evento corriqueiro na vida administrativa e contábil da Câmara.

Nos os pobres mortais pagadores de impostos não podemos levar as paginas de jornais e as telas dos Blogs nossa opinião a respeito da competência de políticos e funcionários públicos sob pena de sermos processados e ter de pagar indenização, mas estes mesmos políticos e funcionários públicos podem se utilizar destas mesmas ferramentas para veicular informações para beneficio próprio.

Realmente existem muitos Brasis dentro deste Brasil (sic).

terça-feira, 12 de julho de 2011

Catedral da Sé.

Catedral Metropolitana de São Paulo
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Catedral Metropolitana de São Paulo ou Catedral da Sé, localiza-se na Praça da Sé, no centro da cidade de São Paulo. É um dos cinco maiores templos neogóticos do mundo. A catedral é o templo principal da paróquia de Nossa Senhora Assunção e São Paulo, criada em 10 de agosto de 1591.

História - Origens

Praça da Sé em foto de 1880 de Marc Ferrez. A velha catedral de São Paulo está à direita.

A história da catedral de São Paulo começa em 1589, quando se decidiu que uma igreja principal (Matriz) seria construída na pequena vila de São Paulo de Piratininga. Esta igreja, situada no local da catedral atual, foi terminada em torno de 1616.

São Paulo transformou-se em sede de diocese em 1745, e a partir dessa data a antiga igreja foi demolida e substituída por uma nova, construída em estilo barroco, terminada em torno de 1764. Esta modesta igreja seria a catedral de São Paulo até 1911, quando foi demolida.

Neogótico

A catedral atual foi construída por iniciativa de Dom Duarte Leopoldo e Siva, primeiro arcebispo de São Paulo. Os trabalhos começaram em 1913 no local da catedral colonial demolida. O arquiteto responsável foi o alemão Maximilian Emil Hehl, que projetou uma enorme igreja em estilo neogótico, inspirada nas grandes catedrais medievais europeias.

Fachada da Catedral da Sé de São Paulo.

Todos os mosaicos, esculturas e mobiliário que compõem a igreja foram trazidos por navio da Itália. Entretanto, devido às guerras mundiais, houve grande dificuldade para se concluir a obra.

Assim, a inauguração da nova catedral ocorreu somente em 1954, com as torres ainda inacabadas, mas a tempo para a celebração do quarto centenário de São Paulo, no dia 25 de janeiro. As torres foram terminadas somente em 1967. As obras foram tocadas inicialmente por Alexandre Albuquerque, e, a partir de 1940, por Luís Inácio de Anhaia Melo.

Restauro

Após um longo período de deterioração, a catedral foi completamente renovada entre 2000 e 2002. Com o fim de reparar o edifício, muitos pináculos sobre o nave e as torres foram terminados. As plantas originais, datadas de 1912, foram encontradas dentro do próprio edifício, permitindo uma restauração fiel ao projeto original.

A restauração incluiu reparos nos vitrais, revitalização dos sinos, manutenção das redes hidráulica e elétrica, resolução de problemas que ameaçavam a estrutura - como rachaduras e infiltrações - e lavagem e pintura do prédio. Restaurada, a catedral ganhou 14 torreões novos, previstos no projeto original de 1912 de Maximilian Emil Hehl.

Em 2002, reabriu as portas após obras que consumiram R$ 19,5 milhões.

O edifício - Arquitetura

Vista lateral da catedral.

A catedral é a maior igreja de São Paulo, com 111 metros de comprimento, 46 de largura, duas torres com 92 metros de altura e uma enorme cúpula. Tem capacidade para abrigar 8.000 pessoas. No acabamento foram usadas 800 toneladas de mármore. Suas medidas a tornam uma das maiores igrejas do Brasil e do mundo.

Em termos arquitetônicos, a igreja tem forma de cruz latina, com cinco naves e transepto com cúpula sobre o cruzeiro. A fachada, dotada de um portal principal e uma grande rosácea, é flanqueada por duas altas torres. O estilo elegido foi o neogótico, então em voga no Brasil, mas a cúpula é inspirada por estruturas renascentistas como o célebre domo da Catedral de Florença.

Órgão

O órgão da catedral foi construído em Milão pela firma italiana Balbiani & Rossi em 1954. Sua inauguração ocorreu em 25 de novembro de 1954, no "Dia de Ação de Graças", doado pela companhia Antárctica (hoje AmBev). Foi restaurado em (1996-1997) sob o patrocínio do Banco Real. O instrumento tem dois corpos e uma "console" (mesa de teclados), colocada atrás das colunas que rodeiam o altar-mór, com cinco teclados (cada um com 61 teclas) e uma pedaleira. Possui cerca de 12 mil tubos sonoros e 124 registros, sendo 112 os registros reais. Cada teclado possui, prontas, cinco combinações sonoras fixas e seis combinações manualmente ajustáveis. Quanto à fônica, o organista dispõe de um complexo sonoro de timbres peculiares. É o maior órgão de tubos do Brasil. É o maior da América Latina.

Cripta

Cripta subterrânea da catedral paulistana.

A cripta localiza-se debaixo do altar principal e é um vasto salão suportado por várias colunas e arcos de perfil gótico. Nela estão sepultados bispos e arcebispos de São Paulo e vários personagens importantes da história do Brasil. Entre estes, encontram-se: o índio Tibiriçá e o cacique Guaianás, que teve papel importante na fundação de São Paulo. Outro personagem ilustre sepultado na cripta é o Regente Feijó, governante do Brasil durante o Período regencial.