Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Se queres a paz, prepara-te para a guerra.

Tomamos decisões na vida que nem nós mesmos sabemos explicar de imediato, mas o tempo e nossa conduta diária se incumbem de mostrar se foram acertadas ou não.

Minha decisão de me afastar do Grupo de debates Eu Amo Campos do Jordão no Fecebook (um alivio para a maioria e indiferente para muitos) foi uma destas decisões intempestivas, como tem sido minha vida nos últimos anos.

Porem mesmo tendo passado somente alguns dias as coisas estão já se clareando e já tenho a sensação que a decisão apesar de aparentemente precipitada foi sim a mais acertada.

Nos últimos 18 anos venho participando de inúmeros grupos e tenho de confessar foram muitas as decepções, traições, boicotes e perseguições como nos casos do COMSAB, PRB, AMA Vila Britânia e Bloco dos Artistas respectivamente.

Nestes anos vi e convivi com companheiros que tiveram seus horizontes profissionais reduzidos, por motivos políticos e ideológicos, e suas vidas particulares e familiares aos poucos despedaçadas pelo isolamento a que foram condenados pela sociedade hipócrita da cidade; bem como também vi e convivi com outros que se utilizaram do suor e da luta de seus companheiros para se beneficiar e alçar vôos mais altos para conquistarem cargos e status social.

Estas situações envolvendo e misturando política, ideologia, companheirismo, dignidade, caráter, ética, poder, dinheiro, status, ego e “realisações” me tornaram cético no que diz respeito a grupos e formalidades em Campos do Jordão.

Inconscientemente, mas lucidamente me afasto das coisas quando percebo a necessidade que os envolvidos têm de pertencerem a algo que seja aceito e absorvido pela sociedade e invariavelmente confundem fato com direito.

Por motivos morais e éticos (minha moral e minha ética) não me sinto a vontade em situações que claramente vão terminar em composições, acertos e parcerias com pessoas e organismos que estão podres e que a realidade mostra que nunca vão dar bons frutos.

Não sou um profeta do apocalipse e nem um simpatizante do radicalismo que deságua na agressão moral e física, mas garanto que meu período de ter um comportamento politicamente correto acabou já faz um bom tempo.

Apesar de ser severamente repreendido e mal visto por ser um opositor da política do bom mocismo, não vou trair meus ideais e princípios e compactuar com um “estado” (federal, estadual e municipal) porco, que trata como lixo pessoas que perderam casa, trabalho, família, e dignidade como na região Serrana do Rio de Janeiro; quadrilheiro como no caso do mensalão; bandido quando estorque o cidadão com altas taxas e impostos sem dar sequer um centavo em troca e perdulário que prefere gastar bilhões para construir estádios ao invés de casas, hospitais e escolas para seu povo.

Recuso-me a participar de ações ou sentar na mesma mesa em que se encontram representantes de um estado que rouba a educação de meu filho, a saúde de minha esposa, o futuro da minha família e a minha esperança de pertencer a mundo melhor.

Não vou dobrar a minha espinha para ser aceito pelos intelectuais e bem sucedidos homens da sociedade jordanense.

Para muitos uma loucura, pra mim a realidade.

Não há mais tempo para serenar os ânimos, não vou vestir dois uniformes em uma mesma frente de batalha.

Si vis pacem, para bellum.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Critica! Veneno ou remédio?

Incrível como a critica em Campos do Jordão é vista como algo negativo e virulento, coisa de gente amarga e invejosa.

A maioria dos jordanenses passa tanto tempo de sua vida querendo se dar bem e puxando o saco de gente rica e poderosa que se esquece de olhar a sua volta para descobrir que existe vida alem de seus umbigos.

A critica só é válida quando vem agregada a uma sugestão de mudança do status quo? É lógico! Esta é a premissa de quem quer realmente ajudar o sistema a sair de um estado pútrido onde moscas e vermes são os únicos que se dão bem, visto que a sociedade em que vivem virou inegavelmente um cadáver em estado avançado de decomposição.

Ninguém é obrigado a aceitar ou compartilhar de minhas opiniões e pensamentos, mas este mesmo direito que é de todos também dá a mim o direito de não concordar e nem aceitar a linha de pensamento de ninguém.

Esta pequena abertura se da por conta de um evento realizado pela Fundação Lia Maria Aguiar na semana passada, o Encontro da Cidadania com palestras de grandes nomes em diversas áreas que falaram sobre cidadania.

Antes de qualquer coisa vamos deixar bem claro que em momento algum fui contra o evento ou ao trabalho realizado pela Fundação que ao contrario, vem desempenhando um trabalho brilhante dentro de Campos do Jordão em vários segmentos em que o estado lamentavelmente não esta presente.

Porem a minha critica não é ao evento e sim ao público que o acompanhou.

Não sou somente um critico dos políticos da cidade para quem me conhece sabe que também não poupo a população que tem sua parcela neste estado lamentável de caos em que se encontra a cidade e da alta sociedade jordanense que em minha opinião pode ser rica monetariamente, mas é paupérrima de coragem e de visão social e completamente cega no quesito solidariedade.

O evento realizado pela Fundação seria sim de grande valia se o público presente realmente tivesse a intenção de utilizar as informações coletadas para um bem comum e não como uma palestra de reciclagem profissional para competir no mercado de trabalho. Ou pior ainda somente para fazer sala para os “influentes” da cidade.

Não sou o dono da verdade ou o salvador da pátria não pleiteio cargo público ou reconhecimento social, esta fase já é passado em minha vida.

Por muito tempo deixei minha opinião e a minha visão critica de lado para servir a um “bem” maior, e esta disposição em compor e não questionar foi usado contra mim e contra minha família a partir do momento em que o Estado em todas as suas esferas constitucionais não funciona nem precariamente.

Posso até ser uma versão terceiro-mundista e ignorante de Aleister Crowley, mas em uma coisa nos dois estamos certos. Em uma sociedade medíocre que não tem coragem para assumir pubicamente as suas convicções, quem tem opinião própria não é bem visto.

Campos do Jordão nunca vai sair do pântano do subdesenvolvimento enquanto não respeitar a critica e o critico.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Nomes aos bois.


Campos do Jordão se ressente da falta de nomes para comandar suas principais cadeiras.
Não temos um jordanense que hoje reúna qualidades para aglutinar um numero considerável de pessoas em torno de uma ideia que acabem por fazer a diferença em uma eleição.
Existem alguns que timidamente se colocam a frente deste ou daquele cargo apenas para obter ganhos pessoais, elevar seu ego ou apenas para tapar buracos que outras pessoas de fora da cidade não aceitam ocupar.
Apesar de ainda ser uma cidade relativamente jovem Campos do Jordão já deveria ter criado mecanismos próprios para criar dentro da cidade cidadãos capazes de pensar coletivamente ao invés de gerar gerações de pessoas que deixam seu futuro sempre nas mãos de pessoas estranhas a nossa historia contaminados pela síndrome de vira-latas.
Vivemos em um país livre que garante aos seus cidadãos o direito de ir e vir, mas devemos a nossos filhos e seus descendentes o direito de viver em uma cidade que tenha além do respeito por aqueles que vieram de fora e de alguma maneira tenham ajudado o crescimento da cidade condições de viver em uma cidade que prese a sua identidade e que de a seus filhos condições de escolher o seu próprio caminho sem intervenções de aventureiros.
Porem mais do que o discurso empolado devemos ter atitude e colocar a cara a tapa para não deixar brechas para que “estrangeiros” ocupem o nosso espaço.






quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Liberdade de expressão ou manipulação de expressão?

Esta semana foi marcada por um entrevero entre dois periodistas da cidade por um lado o “peso pesado conservador” Ricardo Castelfranch (Jornal Todo Dia) e por outro o “revolucionário ultrarradical” Sergio Cardoso (Jornal Tribuna).
A polemica estabelecida entre os dois profissionais da imprensa mais do que marcar terreno no setor empresarial mostra a quantas andam nosso sentido de liberdade de expressão.
O que é o mais correto? Deixar de veicular notícias que de alguma maneira possam atrapalhar o desenvolvimento de um setor do comercio, ou escancarar a todos a quantas andam a cidade onde elas vivem e criam seus filhos?
Sem duvida a segunda pode ser avaliada como sensacionalista, mas esconder que a sua cidade esta apodrecendo aos poucos somente para beneficiar uma parcela dos habitantes não me parece ser a mais inteligente.
Por outro lado não existem paladinos da honestidade sempre existe um “objetivo” a ser alcançado.
O que devemos saber é que existe um racha dentro da cidade uma rixa declarada entre aqueles que se beneficiam da ignorância do povo e manipulam as noticias e a população para obter o maior numero de benefícios possível e aqueles que também se beneficiam da ignorância alheia para criar um clima ilusório de renovação criando personagens fictícios de benfeitores da cidadania para negociar posteriormente uma serie de regalias em detrimento dos demais cidadãos de bem.
Resumindo... Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

COMSAB?

Conforme prometido a um leitor que pediu informações a respeito das condições em que o COMSAB se encontra nos dias de hoje, o Blog foi atrás de alguns elementos que podem de alguma maneira demonstrar em que pé está o que deveria ser uma das principais organizações do terceiro setor de Campos do Jordão.
E como tudo na cidade as informações não são alentadoras. A entidade esta parada praticamente desde o segundo bimestre do ano passado, sendo que nunca mais houve sequer uma reunião.
Antes de continuar gostaria de lembrar aos caros leitores que desde 2000 este que vos escreve colaborava com a entidade, levando idéias e participando de inúmeras reuniões onde em diversas ocasiões seu nome foi indicado para ocupar um cargo dentro de sua diretoria, fato este que nunca veio a se concretizar, sabe-se lá Deus por que.
O conhecimento que adquiri a época em que participei das reuniões da entidade foi a base de todos os meus posts a respeito do COMSAB até hoje.
Todavia a solicitação do leitor que é pertinente aos assuntos abordados pelo Blog deve ser tratada de maneira imparcial.
Assim desta feita resolvi não opinar a respeito deste assunto, somente deixarei aqui as informações e as fontes de onde elas foram colhidas para que você leitor formule a sua própria opinião.

1º Fato – Conforme informações de vários presidentes de bairro o gabinete do COMSAB se encontra instalado dentro da Câmara Municipal desde o final de 2008, fato comprovado através do link:

http://www.zonadigital.com.br/redes/index.asp?rede=34%20%20%20%20%20%20%20%20&menu=3&modo=3

2º Fato – O COMSAB vem desenvolvendo suas atividades normalmente realizando reuniões para a formação de novas associações de bairro e realizando eleições de novas diretorias de associações já existentes sendo que no dia 21 de janeiro de 2009 deu posse a mais de dez presidentes de bairro em uma cerimônia solene realizada no plenário da Câmara, cerimônia esta dirigida pelo Cerimonial da Prefeitura e contando entre os componentes da mesa com a Prefeita, o Vice Presidente da Câmara, vários vereadores e outras autoridades da cidade.

http://associacaomontecarlo.blogspot.com/2008/09/nossa-regio-nossa-equipe.html

http://savisacamposdojordao.blogspot.com/2009_01_20_archive.html

3º Fato – Alem destas atividades o COMSAB detêm poder de voto dentro de vários outros importantes Conselhos da cidade como podemos verificar no Boletim Eletrônico da Prefeitura de número 06 de 2007 decreto Nº 5693/07 de 04 de junho de 2007 pagina 5 Comissão Tarifaria.

http://www.camposdojordao.sp.gov.br/add/arquivos/boletimeletronico/2007/06-07.pdf

Boletim Eletrônico da Prefeitura de número 09 de 2009 decreto Nº 6190/09 de 06 de abril de 2009 pagina 10 Conselho de Saúde.

http://www.camposdojordao.sp.gov.br/add/arquivos/boletimeletronico/2009/Boletim07-09.pdf

4º Fato – Conforme documento cedido pelo cartório de registros da cidade datado de 11/08/2009 (cópia segue abaixo) verifica-se que a ultima diretoria do COMSAB eleita regularmente foi devidamente empossada em 20/03/2005 com mandato de dois anos sendo que não existem registros oficiais de que tenha havido dentro deste limite de tempo ou mesmo após esta data outra eleição na entidade.
Desta maneira o COMSAB não tem diretoria ou representante legal desde 20/03/2007, sendo que no período de 20/03/2005 a 20/03/2007 os diretores responsáveis pela entidade são os relacionados no documento ora apresentado.