Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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terça-feira, 16 de maio de 2017

Jornalismo de resistência. - A Tribuna

Ser jornalista em cidade pequena não é profissão. É sacerdócio! O profissional que atua nesta área raramente é admirado, mas invariavelmente é odiado. Inclusive por aqueles que um dia antes o admirava.

Independente da qualidade do trabalho feito ele é sempre apontado nas ruas como “jornalistazinho” e o veículo em que trabalha é sempre um “jornaleco”.

Mas quando a publicação de alguma notícia se torna interessante ou inconveniente às mesmas pessoas que subestimavam tanto o profissional quanto o veículo de informação que trabalha rapidamente reconhecem que o jornalistazinho apesar de tudo e de todos tem credibilidade e o tal jornaleco conteúdo.

Alheio a tudo isso o bom jornalista sabe que a notícia não pertence a ele ou ao jornal, mas sim a sociedade, que tem o direito de saber o que acontece na sua rua e no mundo. Na realidade o jornalista é apenas o mensageiro e o jornal o instrumento para levar a luz do conhecimento a escuridão da ignorância.

Mesmo oferecendo um trabalho essencial para o fortalecimento da democracia, mesmo em uma cidadezinha interiorana, pejorativamente a imprensa sempre é chamada de “quarto poder”, sugerindo que os veículos de comunicação e seus profissionais exercem má influência sobre a opinião pública.

O que ninguém reconhece é que a liberdade de expressão não é um direito exclusivo das empresas ou dos profissionais da comunicação, mas de toda a sociedade. O jornalismo é apenas a materialização deste direito.

Diferente do agente público que após eleito, admitido em concurso público ou indicado, tem a obrigação de dobrar a espinha diante das vontades dos cidadãos, o jornalista não tem o dever de se submeter aos caprichos dos poderosos ou a gritaria daqueles que de alguma forma se acham prejudicados pela publicação de atos ou fatos acontecidos.

O número de jornalistas em atividade em Campos do Jordão proporcionalmente ao número de habitantes é muito pequeno e os poucos que se arriscam na área da informação em algum momento de sua trajetória já passaram por algum constrangimento para cumprir com o seu dever profissional que é apenas o de informar a população.

Talvez seja este dever, o de informar apesar de tudo e de todos que mais assuste. Desde os mais humildes até aqueles que se acostumaram a nunca serem contrariados.

Vida longa e próspera a todos os jornalistas jordanenses.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Liberdade de expressão ou manipulação de expressão?

Esta semana foi marcada por um entrevero entre dois periodistas da cidade por um lado o “peso pesado conservador” Ricardo Castelfranch (Jornal Todo Dia) e por outro o “revolucionário ultrarradical” Sergio Cardoso (Jornal Tribuna).
A polemica estabelecida entre os dois profissionais da imprensa mais do que marcar terreno no setor empresarial mostra a quantas andam nosso sentido de liberdade de expressão.
O que é o mais correto? Deixar de veicular notícias que de alguma maneira possam atrapalhar o desenvolvimento de um setor do comercio, ou escancarar a todos a quantas andam a cidade onde elas vivem e criam seus filhos?
Sem duvida a segunda pode ser avaliada como sensacionalista, mas esconder que a sua cidade esta apodrecendo aos poucos somente para beneficiar uma parcela dos habitantes não me parece ser a mais inteligente.
Por outro lado não existem paladinos da honestidade sempre existe um “objetivo” a ser alcançado.
O que devemos saber é que existe um racha dentro da cidade uma rixa declarada entre aqueles que se beneficiam da ignorância do povo e manipulam as noticias e a população para obter o maior numero de benefícios possível e aqueles que também se beneficiam da ignorância alheia para criar um clima ilusório de renovação criando personagens fictícios de benfeitores da cidadania para negociar posteriormente uma serie de regalias em detrimento dos demais cidadãos de bem.
Resumindo... Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.