Ser jornalista em cidade pequena não é profissão. É sacerdócio! O profissional que atua nesta área raramente é admirado, mas invariavelmente é odiado. Inclusive por aqueles que um dia antes o admirava.
Independente da qualidade do trabalho feito ele é sempre apontado nas ruas como “jornalistazinho” e o veículo em que trabalha é sempre um “jornaleco”.
Mas quando a publicação de alguma notícia se torna interessante ou inconveniente às mesmas pessoas que subestimavam tanto o profissional quanto o veículo de informação que trabalha rapidamente reconhecem que o jornalistazinho apesar de tudo e de todos tem credibilidade e o tal jornaleco conteúdo.
Alheio a tudo isso o bom jornalista sabe que a notícia não pertence a ele ou ao jornal, mas sim a sociedade, que tem o direito de saber o que acontece na sua rua e no mundo. Na realidade o jornalista é apenas o mensageiro e o jornal o instrumento para levar a luz do conhecimento a escuridão da ignorância.
Mesmo oferecendo um trabalho essencial para o fortalecimento da democracia, mesmo em uma cidadezinha interiorana, pejorativamente a imprensa sempre é chamada de “quarto poder”, sugerindo que os veículos de comunicação e seus profissionais exercem má influência sobre a opinião pública.
O que ninguém reconhece é que a liberdade de expressão não é um direito exclusivo das empresas ou dos profissionais da comunicação, mas de toda a sociedade. O jornalismo é apenas a materialização deste direito.
Diferente do agente público que após eleito, admitido em concurso público ou indicado, tem a obrigação de dobrar a espinha diante das vontades dos cidadãos, o jornalista não tem o dever de se submeter aos caprichos dos poderosos ou a gritaria daqueles que de alguma forma se acham prejudicados pela publicação de atos ou fatos acontecidos.
O número de jornalistas em atividade em Campos do Jordão proporcionalmente ao número de habitantes é muito pequeno e os poucos que se arriscam na área da informação em algum momento de sua trajetória já passaram por algum constrangimento para cumprir com o seu dever profissional que é apenas o de informar a população.
Talvez seja este dever, o de informar apesar de tudo e de todos que mais assuste. Desde os mais humildes até aqueles que se acostumaram a nunca serem contrariados.
Vida longa e próspera a todos os jornalistas jordanenses.
0 comentários:
Postar um comentário
Antes de comentar leia com muita atenção!
Apesar de este espaço ter como lema “levar a sua opinião a sério” isso não quer dizer que aqui é a Casa da Mãe Joana.
Gostem ou não, neste pedaço do mundo mesmo que virtual eu e mais ninguém mando.
Esclarecido isso fica o comunicado:
O Blog não permitirá que ninguém escondido no anonimato, ou camuflado com pseudônimos se manifeste citando nomes ou proferindo acusações, mesmo que verdadeiras e fartamente documentadas.
O espaço é livre para quem tem coragem, e eternamente vedado para quem diante da primeira dificuldade prefere se esconder.
Não confunda o seu direito a privacidade com a covardia do anonimato.
Aqui você será respeitado na mesma medida em que respeitar o Blog e a quem o acessa.
Se você deseja extravasar a sua virulência ideológica, a sua frustração pessoal ou a sua arrogância classista escondido atrás de um teclado de computador, sugiro que abra o seu próprio espaço.
Aqui como na Constituição, é livre a manifestação de pensamento, sendo vedado o anonimato.
E evite escrever somente em caixa alta, soa como grito, e falta de educação.