Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dia Mundial do Rock

História

Em 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres na Inglaterra e na Filadélfia nos Estados Unidos. O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia e contou com a presença de artistas como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.

Foi transmitido ao vivo pela
BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano. 20 anos depois, em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8 como uma nova edição, com estrutura maior e shows em mais países com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres erradicar a miséria do mundo.

Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Catedral da Sé.

Catedral Metropolitana de São Paulo
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Catedral Metropolitana de São Paulo ou Catedral da Sé, localiza-se na Praça da Sé, no centro da cidade de São Paulo. É um dos cinco maiores templos neogóticos do mundo. A catedral é o templo principal da paróquia de Nossa Senhora Assunção e São Paulo, criada em 10 de agosto de 1591.

História - Origens

Praça da Sé em foto de 1880 de Marc Ferrez. A velha catedral de São Paulo está à direita.

A história da catedral de São Paulo começa em 1589, quando se decidiu que uma igreja principal (Matriz) seria construída na pequena vila de São Paulo de Piratininga. Esta igreja, situada no local da catedral atual, foi terminada em torno de 1616.

São Paulo transformou-se em sede de diocese em 1745, e a partir dessa data a antiga igreja foi demolida e substituída por uma nova, construída em estilo barroco, terminada em torno de 1764. Esta modesta igreja seria a catedral de São Paulo até 1911, quando foi demolida.

Neogótico

A catedral atual foi construída por iniciativa de Dom Duarte Leopoldo e Siva, primeiro arcebispo de São Paulo. Os trabalhos começaram em 1913 no local da catedral colonial demolida. O arquiteto responsável foi o alemão Maximilian Emil Hehl, que projetou uma enorme igreja em estilo neogótico, inspirada nas grandes catedrais medievais europeias.

Fachada da Catedral da Sé de São Paulo.

Todos os mosaicos, esculturas e mobiliário que compõem a igreja foram trazidos por navio da Itália. Entretanto, devido às guerras mundiais, houve grande dificuldade para se concluir a obra.

Assim, a inauguração da nova catedral ocorreu somente em 1954, com as torres ainda inacabadas, mas a tempo para a celebração do quarto centenário de São Paulo, no dia 25 de janeiro. As torres foram terminadas somente em 1967. As obras foram tocadas inicialmente por Alexandre Albuquerque, e, a partir de 1940, por Luís Inácio de Anhaia Melo.

Restauro

Após um longo período de deterioração, a catedral foi completamente renovada entre 2000 e 2002. Com o fim de reparar o edifício, muitos pináculos sobre o nave e as torres foram terminados. As plantas originais, datadas de 1912, foram encontradas dentro do próprio edifício, permitindo uma restauração fiel ao projeto original.

A restauração incluiu reparos nos vitrais, revitalização dos sinos, manutenção das redes hidráulica e elétrica, resolução de problemas que ameaçavam a estrutura - como rachaduras e infiltrações - e lavagem e pintura do prédio. Restaurada, a catedral ganhou 14 torreões novos, previstos no projeto original de 1912 de Maximilian Emil Hehl.

Em 2002, reabriu as portas após obras que consumiram R$ 19,5 milhões.

O edifício - Arquitetura

Vista lateral da catedral.

A catedral é a maior igreja de São Paulo, com 111 metros de comprimento, 46 de largura, duas torres com 92 metros de altura e uma enorme cúpula. Tem capacidade para abrigar 8.000 pessoas. No acabamento foram usadas 800 toneladas de mármore. Suas medidas a tornam uma das maiores igrejas do Brasil e do mundo.

Em termos arquitetônicos, a igreja tem forma de cruz latina, com cinco naves e transepto com cúpula sobre o cruzeiro. A fachada, dotada de um portal principal e uma grande rosácea, é flanqueada por duas altas torres. O estilo elegido foi o neogótico, então em voga no Brasil, mas a cúpula é inspirada por estruturas renascentistas como o célebre domo da Catedral de Florença.

Órgão

O órgão da catedral foi construído em Milão pela firma italiana Balbiani & Rossi em 1954. Sua inauguração ocorreu em 25 de novembro de 1954, no "Dia de Ação de Graças", doado pela companhia Antárctica (hoje AmBev). Foi restaurado em (1996-1997) sob o patrocínio do Banco Real. O instrumento tem dois corpos e uma "console" (mesa de teclados), colocada atrás das colunas que rodeiam o altar-mór, com cinco teclados (cada um com 61 teclas) e uma pedaleira. Possui cerca de 12 mil tubos sonoros e 124 registros, sendo 112 os registros reais. Cada teclado possui, prontas, cinco combinações sonoras fixas e seis combinações manualmente ajustáveis. Quanto à fônica, o organista dispõe de um complexo sonoro de timbres peculiares. É o maior órgão de tubos do Brasil. É o maior da América Latina.

Cripta

Cripta subterrânea da catedral paulistana.

A cripta localiza-se debaixo do altar principal e é um vasto salão suportado por várias colunas e arcos de perfil gótico. Nela estão sepultados bispos e arcebispos de São Paulo e vários personagens importantes da história do Brasil. Entre estes, encontram-se: o índio Tibiriçá e o cacique Guaianás, que teve papel importante na fundação de São Paulo. Outro personagem ilustre sepultado na cripta é o Regente Feijó, governante do Brasil durante o Período regencial.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

9 de Julho - Paulistas as armas!

9 de Julho – Revolução Constitucionalista.

No dia 9 de julho, o estado de São Paulo comemora o aniversário do Movimento Constitucionalista de 1932. A data representa um marco importante na história do estado e do Brasil. O movimento exigiu que o país tivesse uma Constituição e fosse mais democrático.

Na época,
Getúlio Vargas ocupava a presidência da República devido a um golpe de Estado, aplicado após sua derrota para o paulista Julio Prestes nas eleições presidenciais de 1930. O período ficou conhecido como "A Era Vargas".

A Revolução Constitucionalista de 1932 representa o inconformismo de São Paulo em relação à ditadura de Getúlio Vargas. Podemos dizer que o Brasil teve quase uma guerra civil.

Uma das principais causas do conflito foi a ruptura da política do café-com-leite - alternância de poder entre as elites de Minas Gerais e São Paulo, que caracterizou a República Velha (1889-1930). Alijada do poder, a classe dominante de São Paulo passou a exigir do governo federal maior participação.

Como resposta, Getúlio Vargas não apenas se negou a dividir poder com os paulistas como ameaçou reduzir seu poder dentro do próprio estado de São Paulo, com a nomeação de um interventor não paulista para governar o estado. Os paulistas não aceitaram as arbitrariedades de Getúlio Vargas, o que levou ao conflito que opôs São Paulo ao resto do país.

Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, o MMDC.

Vários jovens morreram na luta pela constituição. Entre eles, destacam-se quatro estudantes que representam a participação da juventude no conflito: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, o célebre MMDC. O movimento marcou a vida de outros milhares de paulistanos e brasileiros.

Governistas X constitucionalistas.

No dia 9 de julho, o Brasil assistiu ao início de seu maior conflito armado, e também a maior mobilização popular de sua história. Homens e mulheres - estudantes, políticos, industriais- participaram da revolta contra Getúlio e o governo provisório de São Paulo.

O desequilíbrio entre as forças governistas e constitucionalistas era grande. O governo federal tinha o poder militar e os rebeldes contavam apenas com a mobilização civil. As tropas paulistas lutaram praticamente sozinhas contra o resto do país. As armas e alimentos eram fornecidos pelo próprio estado, que mais tarde conseguiu o apoio do Mato Grosso.

Cerca de 135 mil homens aderiram à luta, que durou três meses e deixou quase 900 soldados mortos no lado paulista - quase o dobro das perdas da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial.

Embora o movimento tenha nascido de reivindicações da elite paulista, ele teve ampla participação popular. Um dos motivos foi a utilização dos meios de comunicação de massa para mobilizar a população. Os jornais de São Paulo faziam campanha pela revolução, assim como as emissoras de rádio, que atingiam audiência bem maior.

Até hoje, a história da Revolução de 32 é mal contada. Ou, pelo menos, é contada de duas formas. Há a versão dos governistas (getulistas) e a dos revolucionários (constitucionalistas).

Durante muito tempo, a versão dos getulistas foi a mais disseminada nos livros escolares do país, mas hoje, com uma maior participação dos professores na escolha do material didático, a história também já é contada sob a ótica dos rebeldes.

A importância do movimento é incontestável. Seu principal resultado foi a convocação da Assembléia Nacional Constituinte, dois anos mais tarde. Mesmo assim, a Revolução de 32 continua como um dos fatos históricos do país menos analisados, tanto no tocante às causas quanto em relação às suas conseqüências. Os livros didáticos ainda trazem pouco sobre o tema.

Fonte: Uol educação.



quinta-feira, 7 de julho de 2011

Abordagem policial.

Este post pode parecer paradoxo, mas não é. Ele ilustra como a camada mais abastada da população que detém o poder econômico e político no país de forma velada impõe o toque de recolher aos jordanenses na temporada de Campos do Jordão.

Sempre fui e ainda sou a favor do imediato aumento do efetivo policial na cidade que carece a muito tempo da atenção responsável do Estado na questão da segurança.

As reuniões do CONSEG pelo menos por aqui são somente para cumprir tabela, nada de relevante é discutido ou decidido nestas reuniões, todas as mudanças que a população precisa para uma significante melhoria na segurança sempre dependem da avaliação e aprovação dos superiores tanto da Policia Civil quanto da Militar o que esvazia por completo e tira a razão de ser do CONSEG.

Durante um período de aproximadamente 30 dias o efetivo policial da cidade passa de mais ou menos duas dezenas de policiais militares e civis para quase mil. São dezenas e dezenas de policiais transitando dia e noite no eixo principal da cidade; situação criada para dar uma sensação de segurança aos visitantes, mas que tem o efeito completamente contrario para o morador da cidade.

Os policiais em sua esmagadora maioria abordam jovens e trabalhadores prejulgando a sua índole por suas vestimentas e condições financeiras.

Esta atitude nem de longe tem por intuito prevenir possíveis delitos ou garantir a segurança de moradores ou visitantes.

Esta postura arrogante e truculenta que vem sendo tomada por estes policiais que em muito nos remete a repressão política vivida nos anos 60 e 70 tem por único objetivo coagir e constranger o jordanense para que este se abstenha de freqüentar a área destinada a casta superior leia-se Capivari.

Seria de muita valia a população que paga os salários destes agentes públicos que dentro de suas academias alem das especialidades especificas para a formação técnica dos policiais também fosse inserido em sua grade noções de cidadania, historia e boas maneiras.

Ou que então seja oficializada a pobreza como delito sujeito as penalidades da Lei.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Dia D.

Um Judiciário Independente

Juízes independentes e profissionais constituem a base de um sistema de tribunais justo, imparcial e garantido constitucionalmente, conhecido por Poder Judiciário. Essa independência não significa que os juízes podem tomar decisões com base em preferências pessoais, mas sim que são livres para tomarem decisões legais — mesmo que tais decisões contradigam o governo ou grupos poderosos envolvidos em um caso.

Nas democracias, a independência das pressões políticas dos eleitos e do poder legislativo garante a imparcialidade dos juízes. As decisões judiciais devem ser imparciais, baseadas nos fatos de um caso, no mérito individual, em argumentos legais e nas leis relevantes, sem quaisquer restrições ou influência imprópria pelas partes interessadas. Estes princípios asseguram proteção legal igual para todos.

O poder dos juízes de rever as leis públicas e de declarar que violam a constituição do país atua como um controle potencial do abuso do poder por parte do governo — mesmo que o governo seja eleito por uma maioria popular. Este poder, contudo, exige que os tribunais sejam considerados independentes e capazes de basear as suas decisões na lei e não em considerações de caráter político.

Quer tenham sido eleitos ou nomeados, os juízes devem ter segurança no emprego, ou no mandato, garantida por lei, para que possam tomar decisões sem se preocuparem com pressões ou perseguições pelos que ocupam o poder. Uma sociedade civil reconhece a importância de juízes profissionais dando-lhes formação e remuneração adequadas.

A confiança na imparcialidade dos tribunais — em serem vistos como o ramo "não político" do governo — é a fonte principal da sua força e legitimidade.

Os tribunais de um país, contudo, não são mais imunes ao comentário público, exame e crítica do que qualquer outra instituição. A liberdade de expressão pertence a todos: tanto aos juízes como aos que os criticam.

Para assegurar sua imparcialidade, a ética judicial requer que os juízes se abstenham de (ou se recusem a) julgar casos nos quais têm conflito de interesses.

Os juízes numa democracia não podem ser afastados devido a pequenas queixas ou em resposta a críticas de carácter político. Em vez disso, podem ser afastados por crimes ou infrações graves através dum processo longo e demorado de impugnação (acusação) e julgamento — quer no Parlamento, quer perante um grupo independente de juízes.

Um Poder judiciário independente garante às pessoas que as decisões dos tribunais se basearão nas leis do país e na constituição, não na mudança de poder político nem nas pressões de uma maioria temporária. Dotado de independência, o sistema judiciário em uma democracia serve de salvaguarda aos direitos e liberdades pessoais.

Fonte: Embaixada dos Estados Unidos


Nota do Blog: Hoje teremos na cidade um evento que pode ser o grande divisor de águas no que diz respeito a liberdade de expressão, o Blog espera que qualquer que seja a decisão, que ela seja única e exclusivamente embasada no Artigo 5º da Constituição Federal.

Afinal a liberdade de expressão que nada mais é do que a materialização da democracia não pode se tornar artigo de luxo ou moeda de troca entre os três poderes. A liberdade de expressão é o que de mais valioso um povo pode ter e deve ser garantido a todos; sem regras, normas ou pré-condições.

Em um país sério não existe meia democracia ou meia liberdade.


Vida longa a democracia! Vida longa a Liga da Justiça Popular!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Oh Cabral! Se a moda pega!

Decálogo da boa Ética.

O governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, encomendou um código de conduta para ele respeitar nas suas relações com empresários e poderosos em geral. É com o único propósito de colaborar com Vossa Excelência que apresento as sugestões de um colaborador oculto deste blog:

I - O governante deve obrigar-se à leitura, durante ao menos uma hora por semana, de “Ética a Nicômacos” de Aristóteles, “A Moralidade da Liberdade” de Joseph Raz, “O Paradoxo da Moral” de Vladimir Jankélévitch ou “A Arte de Furtar”, de anônimo do século XVIII, e elaborar resumo semanal da matéria lida, que será incorporado ao acervo do Arquivo Público.

II - Caso o governante use a frase “eu não sabia”, quando da divulgação de escândalos no seu governo, deve submeter-se a um detector de mentiras, cujo resultado será levado a conhecimento público, sem prejuízo da obrigação de ler em voz alta, sem gaguejar, na sala de audiências públicas, ao menos uma poesia de “O Livro das Ignorãças” de Manoel de Barros.

III - O governante deve editar decreto obrigando a aposição, em todas as repartições públicas, de placa alusiva ao dever da moralidade dos agentes políticos e dos servidores, conforme estabelece o art. 37 da Constituição.

IV - O governante fica proibido de usar veículo terrestre, aéreo, marítimo, fluvial ou lacustre de propriedade de terceiros, ressalvadas as hipóteses de emergência médica ou carro fúnebre.

V - O governante que ocultar patrimônio ao fisco, à Justiça Eleitoral ou à Administração Pública, sujeitará o bem ocultado à expropriação judicial não onerosa, devendo o bem ser doado para fins de assentamento de pessoas sem-terra ou sem-teto, conforme tratar-se de, respectivamente, imóvel rural ou urbano.

VI - O governante deve divulgar sua agenda de audiências, identificando, claramente, se o demandante da audiência foi doador da campanha eleitoral ou se é beneficiário de incentivo fiscal ou participante de algum procedimento licitatório, sob pena de ser obrigado a recitar, em praça pública, a letra de “Atire a Primeira Pedra”, de Mário Lago e Ataulfo Alves ou de “Um Otário pra Bancar”, da Gaiola das Popozudas, sem prejuízo de outras cominações civis e penais.

VII - O governante deve deserdar e repudiar publicamente filho ou filha que receber qualquer tipo de vantagem de concessionário de serviço público, beneficiário de incentivo fiscal ou vencedor contumaz de licitações.

VIII - O governante fica impedido de conceder benefício fiscal ou aprovar licitação de pessoa jurídica ou física que tenha contribuído para sua campanha eleitoral, sob pena de ressarcir o erário com o valor correspondente à doação eleitoral com aplicação de multa de 250%, sem prejuízo da obrigação de cantar, em rádio de grande audiência no horário comercial, a música “Errei Sim”, de Pixinguinha e João de Barro, imitando a voz de Dalva de Oliveira, ou, em caso de reincidência, “Errei Denovo” de Largados na Rua, com coro familiar.

IX - O governante, antes de nomear qualquer auxiliar direto, deve verificar suas atividades anteriores, nomeadamente a realização de consultorias ou prestação de serviços de qualquer natureza a quem tem interesse em decisões de governo, sob pena de cumplicidade.

X - O governante, no ato da posse, deve assinar documento público em que se compromete a não alegar falta de formação escolar ou educação doméstica, ou ainda demência para praticar atos em desacordo com a ética, bem como que consegue fazer a distinção, sem ajuda de terceiros, entre atos éticos e não éticos.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Invidere!

Inveja ou invídia é um sentimento de aversão ao que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materiais como qualidades inerentes ao ser)e de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem. É um sentimento gerado pelo egocentrismo e pela soberba de querer ser maior e melhor que todos, não podendo suportar que outrem seja melhor.

A origem latina da palavra inveja é "invidere" que significa "não ver". Com o tempo essa definição foi perdendo o sentido e começando a ser usada ao lado da palavra cobiça, que culminou, então, no sentido que temos hoje.

Os indivíduos disputam poder, riquezas e status, aqueles que possuem tais atributos sofrem do sentimento da inveja alheia dos que não possuem, que almejariam ter tais atributos. Isso em psicologia é denominado formação reativa: que é um mecanismo de defesa dos mais "fracos" contra os mais "fortes".

A inveja é originária desde tempos antigos, escritos em textos, que foi acentuado no capitalismo e no darwinismo social, na auto-preservação e auto-afirmação, a inveja seria, popularmente falando, a arma dos "incompetentes".

Numa outra perspectiva, a inveja também pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual.

Nota do Blog – Muito se tem falado pejorativamente de Rogério Ceni nestes últimos dias, mas é nestas situações que a verdade vem a tona.

Nínguem inveja o morador de rua, o catador de latinha ou um fracaçado quarquer. Se inveja o que não se tem e o que se deseja.

E é ai que invertem a verdade; a soberba e o orgulho desmedido são um dos maiores sintomas da inveja, quem sabe do que pode e como pode fazer para atingir seus objetivos jamais cobiça o que não lhe pertence.

E somente em um clube como O São Paulo, com uma torcida como a do São Paulo que um mito da magnitude de Rogério Ceni poderia surgir.

Rogério Ceni Tricampeão Mundial, Rogério Ceni Artiheiro dos Cem Gols, Rogério Ceni mais do que um brasileiro, um Sãopaulino!


Obrigado Capitão, a nação Sãopaulina saúda seu Rei!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Brasil, ame-o ou deixe-o.

Quando vivemos em um país onde as leis, regras e normas sempre têm uma brecha para quem dela pode tirar proveito aliada à criatividade inerente do povo brasileiro o céu é o limite.

Como modificar uma cláusula pétrea da Constituição seria demasiado trabalhoso e desgastante criaram outra forma de instituir a censura no Brasil.

Os PTralhas após ascenderem ao poder não perderam tempo e por varias vezes tentaram impor a sociedade brasileira o “controle social da mídia”, quando se viram vencidos pela verdadeira sociedade livre logo inventaram a industria da judicialização da liberdade de expressão, onde cobrem com um tsunami de ações judiciais quem ouse lhes ser contrários, são os chamados crimes contra a honra.

Como a idéia para quem esta no poder é muito boa, a prática logo extrapolou as paredes do Planalto e do grupo de duendes vermelhos do PT e se espalhou como praga pelo país.

Mas você sabe qual é a diferença entre calunia, injuria e difamação?

Calunia – Se você acusar alguém de ter desaparecido com seu dinheiro, ou seja, um crime sem ter provas, estará sendo calunioso, mas se tiver provas neste caso livrará a cara.

Injuria – É qualquer tipo de xingamento dito diretamente a alguém seja lá por que motivo, tendo ou não razão ou provas vai ser condenado.

Difamação – Contou em seu Blog que fulano de tal tem um belo par de chifres, neste caso você esta cometendo difamação e mesmo que tenha provas você também vai ser condenado.

É o que esta acontecendo com um sem número de blogueiros pelo Brasil que estão sendo alvo destas avalanches de ações judiciais que tem por intuito não restabelecer a verdade ou assegurar a ilibada reputação e a honra dos agentes públicos e sim de calar a voz do povo.

Como não podemos desrespeitar as determinações judiciais nos cabe somente acatá-las.

Mas como nós blogueiros deste imenso e maravilhoso país sempre temos a única intenção de ajudar e nunca de atrapalhar, sugiro que para desafogar o judiciário brasileiro que convive com milhares e milhares de ações desta natureza que demandam tempo e trabalho de magistrados e funcionários públicos que poderiam estar se dedicando a ações realmente relevantes, que criemos uma tabela de valores onde cada cidadão pudesse pagar em qualquer agencia bancaria uma taxa e daí poderia “caluniar, difamar ou injuriar” aquele que tomou seu voto e depois simplesmente o detonou, sem ter de tomar o já escasso tempo destes valorosos servidores públicos que dedicam sua vida e seu tempo as lides judiciais.

Seria como um carne de IPTU por exemplo.

Pensei que poderia ser mais um menos assim:

Tabela de valores.

Calunia – R$ 5.000,00 por cabeça caluniada.

Injuria – R$ 15.000,00 por cabeça injuriada.

Difamação - R$ 10.000,00 por cabeça difamada.

E para não ser elitista, poderíamos criar o “Bolsa Difamação” onde o Governo distribuiria um cartão onde daria a população mais carente o direito de se utilizar de pelo menos uma das opções acima por ano sem ônus.

É seria até engraçado se não fosse trágico.


O exemplo vem de cima.

Em sessão realizada no dia 15 de junho de 2011 no Plenário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo os Conselheiros Eduardo Bittencourt Carvalho, Relator, Antonio Roque Citadini, Edgard Camargo Rodrigues, Fulvio Julião Biazzi, Renato Martins Costa e Robson Marinho negaram provimento ao pedido do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Campos do Jordão que pedia revisão da sentença em primeira instancia onde suas contas referentes ao exercício de 2007 foram rejeitadas mantendo por tanto na integra a decisão proferida em sessão do dia 20/10/2009 onde entre outras coisas determina a devolução de R$ 93.767,76 aos cófres públicos.

Bom, isso posto digo uma coisa que creio não seja de conhecimento da população que a maioria das contas da Câmara julgados pelo Tribunal de Contas do Estado foram rejeitadas e em muitos casos foi detectado que a Prefeitura vem efetuando repasses a mais para a manutenção da Casa.

Fica aqui um alerta a todos os eleitores e ao atual Presidente da Câmara, não dá para justificar esse tipo de coisa em uma cidade onde...

A Santa Casa esta abandonada, para quem não mora na cidade o termo abandonada não é figurativo é real.


Onde o único Hospital de referencia da Cidade passa por graves problemas financeiros.

Onde o Pronto Socorro esta pedindo socorro há muito tempo.

Em uma cidade onde existem escolas em estado precário de funcionamento vide Campista e Anísio.


Onde a APAE vive de pires na mão.

Um Centro de Excelência Esportiva tomado pelo mato.

Um Centro Gastronômico tomado por teias de aranha.

Para quem quiser maiores detalhes do caso é só acessar:

Decisão de 20/10/2009

Relatório/Voto


Decisão de 15/06/2011

Relatório/Voto


terça-feira, 28 de junho de 2011

Vida longa a liberdade, vida longa aos blogs.

Os comendantes da ofensiva contra a liberdade de imprensa ignoram que nem todos os jornalistas estão a venda.

Entre uma rodada de palestras financiadas por empresários amigos e uma missa negra pela salvação da pele dos pecadores de estimação, Lula retomou na terceira semana de junho a ofensiva contra a liberdade de imprensa. Coerentemente, a discurseira que tenta estigmatizar o jornalismo independente e faz a louvação da censura, rebatizada pelo PT de “controle social da mídia”, foi ressuscitada no Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, que juntou em Brasília o bando que age na internet a serviço do governo e, sobretudo, do ex-presidente que ainda não desencarnou do Planalto.

“Nunca me preocupei com crítica, mas que elas sejam verdadeiras”, mentiu Lula para a plateia de blogueiros estatizados pelo companheiro Franklin Martins com verbas, empregos e favores providenciados pelo Ministério da Propaganda. “O que me preocupam são as inverdades, como aquela pedra, meteorito, que bateu na cabeça de um candidato na eleição”, voltou a trocar os fatos a socos e pontapés, insistindo em debochar da agressão sofrida pelo candidato tucano José Serra num evento eleitoral no Rio de Janeiro.

Anabolizado por salvas de palmas, o palanque ambulante caprichou nos afagos aos coadjuvantes das sucessivas farsas encenadas para transformar afrontas à democracia em piadas ─ ou para negar que aconteceram. “Vocês evitaram que a sociedade brasileira fosse manipulada como durante muito tempo ela foi manipulada”, inverteu as coisas o falsário patológico. “Vocês evitaram que os falsos formadores de opinião pública ditassem regras do que deveria acontecer no país”.

Nessa versão pilantra, o Brasil escapou de afundar nas fantasias urdidas pela imprensa não domesticada graças aos progressistas eletrônicos ─ uma tribo que agrupa fanáticos estacionados no começo do século 20, exotismos que ainda empunham garruchas da Guerra Fria e ex-jornalistas que arrendaram a alma ao governo para garantir uma velhice poupada ao menos de achaques financeiros. Todos incondicionalmente subordinados ao morubixaba, não acham nada sem prévia autorização, nem ousam pensar por conta própria. Esses requintes são para quem têm autonomia intelectual. Limitam-se a fazer o que o dono ordena.

No Brasil dos blogs governistas, não existem safadezas, roubalheiras, corrupção, ladroagem, quadrilhas federais, nada disso. E o escândalo do mensalão, claro, foi uma invencionice da elite golpista. Nesse país sem pecados, Erenice Guerra é uma dama de reputação ilibada, Antonio Palocci prosperou honestamente, Aloízio Mercadante e seus aloprados jamais fabricaram dossiês, Dilma Rousseff é uma pensadora onisciente, Lula é o gênio da raça e o partido segue honrando a frase recitada por José Dirceu no século passado: “O PT não róba nem deixa robá”.

O inevitável Dirceu apareceu no segundo dia da quermesse em Brasília disposto a explicitar o que o chefe sugerira e, de novo, esvaziar o estoque de bravatas. “É uma vergonha que a regulação da mídia não seja realidade”, irritou-se. “Se o Poder Legislativo é soberano e autônomo, ele fará a reforma”. Se não fizer, avisou o palavrório, terá de haver-se com as tropas do combatente diplomado em Cuba. “Estou disposto a travar essa luta junto com vocês”, avisou o guerrilheiro de festim.

Declarações beligerantes formuladas por Dirceu só conseguem matar de rir. Vencido pelo padeiro de Ibiúna em 1968, pelo medo paralisante nos anos 70, pela própria arrogância no restante do século, ele foi definitivamente derrotado pelo prontuário em 2005. Mas o revolucionário de araque está sempre pronto para perder mais uma. Ele se recusa a morrer antes de monitorar, de preferência instalado no gabinete do ministro da Propaganda, a implantação do controle social da mídia.

Enquanto durasse a experiência liberticida, o que merece ou não virar notícia seria decidido por comitês formados por gente de confiança do governo, como os participantes do encontro em Brasília. “Os blogueiros progressistas não têm rabo preso com ninguém, a não ser com a própria consciência”, garantiu Dirceu. Os que conheci nunca souberam o que é isso. Dependendo do preço, suariam a camisa com o mesmo entusiasmo num campo de concentração nazista ou num gulag soviético.

A recidiva autoritária de Lula e Dirceu foi concebida para inibir os que não se deixam intimidar e açular os blogueiros federais. Além dos incontáveis casos de polícia já eviscerados pela imprensa, vêm aí a Copa da Roubalheira, a Olimpíada da Ladroagem e, antes dos dois espantos, o julgamento da organização criminosa envolvida no mensalão. Para que o governo do padrinho e da afilhada não fique ainda pior no retrato, é essencial reduzir o espaço de quem insiste em contar o caso como o caso foi e ver as coisas como as coisas são.

Os comandantes da ofensiva, intensificada neste fim de semana, vão constatar de novo que manobras liberticidas naufragam já nos primeiros artigos da Constituição. E descobrirão que não são poucos os profissionais que ilustram a lição de Cláudio Abramo: “O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, o exercício cotidiano do caráter”. Jornalistas independentes são prisioneiros voluntários da paixão pela verdade. Enxergam e denunciam delinquências seja qual for a filiação partidária do bandido. Sabem que a liberdade não tem preço. E não estão à venda.

Do Blog do Augusto Nunes.