Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento.

Campos do Jordão há muito tempo vive das aparências, vende a imagem de uma cidade de primeiro mundo e entrega aos visitantes e cidadãos uma cidade sucateada, completamente arrasada moral e estruturalmente.

A cidade que segundo alguns deslumbrados de plantão respira e transpira cultura por conta do Festival de Inverno, do Festival Internacional de Cinema que passou pela cidade em 2012 sem praticamente ninguém saber de sua existência, com suas cirúrgicas intervenções eruditas e literárias voltadas somente a fina flor da sociedade jordanense.

Que tem um Secretario de Cultura com um sem número de livros publicados, membro da Academia de Letras de Campos do Jordão, se bem que isso não é coisa para se vangloriar tendo em vista que até mesmo o Prefeito que nunca escreveu sequer uma tirinha de jornal na cidade também tem uma cadeira como membro honorário da Academia assim como todos os ex-prefeitos da cidade.

O tipo de homenagem que acaba fazendo o anti-marketing, pois ao invés de agregar valor à entidade acaba por diminuir a sua importância aos olhos da sociedade, uma lastima assim como a cultura em geral na cidade.

A Campos do Jordão que se vangloria de ser fonte de inspiração para muitos artistas é a mesma que sufoca a criatividade de seus jovens, que não oferece nenhum tipo de lazer cultural voltado às massas, que exclui, que marginaliza todas as outras formas de expressão cultural que não a clássica, a erudita a fina...

E é a mesma que abandona seu único cinema, seu único palco e um patrimônio histórico e arquitetônico de valor incalculável para apodrecer.

Não é novidade para ninguém que o Espaço Cultural Dr. Além está há muito tempo abandonado a sua própria sorte. A pouco tempo o próprio Jornal Tribuna publicou uma meteria dizendo que sua restauração seria o principal desafio do novo Conselho de Cultura recém eleito e que por conta da letargia do executivo que ainda não publicou o decreto dando poderes a nova diretoria e sequer indicou seus membros para compor o Conselho se encontra engessado dos pés a cabeça assistindo de camarote o desmantelamento do maior patrimônio cultural, arquitetônico e social da cidade.

Quem desperdiçou um segundo de sua atenção nestes últimos dias pode constatar que a lateral direita do cinema como ainda é conhecido por muitos esta interditada com uma faixa de segurança por conta do desmoronamento parcial de sua testeira onde se pode verificar o total apodrecimento da estrutura de madeira de seu telhado.

Mesmo diante desta tragédia anunciada a única movimentação de que se tem noticias por parte dos órgãos responsáveis são de maneira extra oficial dando conta que vários departamentos da prefeitura que podem de alguma maneira ter de responder pelos prejuízos matérias, históricos e se nenhuma outra medida for tomada com urgência até mesmo físicos se alguém for atingido pelo material que esta se desprendendo de seu atelhado iniciaram uma correria para elaborar laudos e pareceres se municiando de toda a documentação possível para jogar a batata quente nas mãos de algum desavisado ou até mesmo nas mãos do Conselho como uma espécie de presente de grego.

Enquanto os políticos, a classe artística e a alta sociedade jordanense fazem caras e bocas nos saraus e coquetéis cidade afora desfilando uma aparência de sucesso e glamour que literalmente não possuem nossa historia esta se desfazendo ao tempo.


Campos do Jordão... Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sobre os Conselhos... Eu aconselho!


La vou eu de novo remar contra a maré ser do contra. Mas eu tenho paciência afinal o Brasil é um país novo, aliás, mais novo do que a maioria dos brasileiros pensam, apesar de descoberto há 514 anos temos pouco mais de 200 de civilização.

Desta maneira tenho completa certeza que se hoje sou incompreendido daqui mil anos algum prefeito maluco vai colocar a Praça de Abernéssia abaixo e no lugar do chafariz em minha homenagem, mandará erguer uma estatua de corpo inteiro, em bronze, maior que o Cristo Redentor, com a seguinte frase gravada aos seus pés: “Eis aqui um filho da terra que viveu mil anos a frente de seu tempo”.

Brincadeiras e sandices a parte a coisa é séria!

Como vocês devem saber e se ainda não sabem eu os aviso, o mais novo Conselho da cidade é o Conselho de Proteção e Defesa dos Animais, criado pela Lei Municipal 3.601/14 de 25 de outubro de 2014.

A ideia sempre é muito boa, e as pessoas envolvidas sempre estão com a melhor das boas intenções e imbuídas de todo o voluntariado possível, mas como as decisões finais sempre ficam nas mãos do executivo...

Para se ter uma pequena noção de como a coisa é desorganizada a secretaria da câmara simplesmente não tem a menor ideia de quantos Conselhos existem na cidade e menos ainda o que eles fazem.

Existem pelo menos em tese, conselhos que cuidam desde a qualidade da merenda escolar, passando pela segurança até chegar ao Conselho Municipal do Plano Diretor, que na teoria deveriam fiscalizar a aplicação dos recursos públicos destinados as áreas de atuação de cada um destes incontáveis conselhos.

Porem, para variar um pouco, todos estes conselhos simplesmente não funcionam.  Servem somente para acalmar os ânimos da população, e funcionam como uma espécie de selo de “qualidade” e “transparência” para as decisões do executivo.

São apenas conselhos consultivos, destinados a chancelar as decisões já tomadas pelo executivo, e a emitir pareceres ou sugerir procedimentos que poderão ou não ser aceitos pelo gestor, e nenhum deles tem poderes deliberativos.

É como se o governo desse para cada cidadão uma metralhadora para se defenderem em uma guerra, mas distribuísse a munição na quantidade e na ocasião em que melhor lhe conviesse. Literalmente um presente de grego, um moderno e politicamente correto cala boca social.

Não passam de meros dispositivos burocráticos e de cabide de cargos (status) para acomodar e satisfazer os mais variados tipos de egos dos amigos, e sem maiores poderes.

Se não fosse suficiente dor de cabeça dai surge um novo problema.

Se existem todos estes conselhos alguns instituídos por força de Lei para fiscalizar a aplicação dos recursos públicos alguém pode me explicar para que servem os treze vereadores da cidade?

Sinceramente manter uma estrutura gigantesca com gastos milionários somente para justificar a criação de leis esdruxulas como a Lei Cidade Limpa ou como a Lei do "teste do coraçãozinho" que poderia muito bem ser implantada com um decreto ou com qualquer outro procedimento interno da Secretaria de Saúde não pode de maneira alguma ser considerado coisa de gente seria, menos ainda evoluída.

Vamos deixar a ingenuidade de lado e parar de achar que estes conselhos farão alguma diferença, e ao invés de perder tempo vamos simplesmente cobrar seriedade dos agentes públicos diante de suas obrigações, o resto não passa de perfumaria.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Sabor, turista!

Algumas considerações a respeito do novo Secretario de Turismo.

Antes de mais nada é bom dizer que não conheço nem pessoal nem profissionalmente o novo escolhido do alcaide para ocupar a principal pasta da cidade e como também não sou chocólatra minhas considerações não estão atreladas a nenhum tipo de sentimento ou ressentimento.

Também seria bom salientar que quando uma pessoa aceita um cargo público seja ele eletivo, por contratação, concurso ou por nomeação ele perde a personalidade privada e se incorpora ao patrimônio público ou como bem disse Thomas Jefferson: ”Quando um homem assume uma função pública, deve considerar-se propriedade do público”.

Desta maneira deixemos de lado o empresário, o marido, o pai, o patrão, o vizinho, o parente e o amigo e vamos direto ao Secretario, nossa propriedade!

Primeiro vamos ao mal estar que o furo de reportagem do Guia Campos publicando em primeira mão o nome do tão esperado Secretario de Turismo causou nos meios eletrônicos da cidade com direito até a post com o furo sendo deletado de um grupo destinado a debates de interesse da população com a inexplicável explicação de que não era uma noticia com a chancela da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como se isso realmente fosse necessário.

Ato que acabou por chamar ainda mais a atenção, pois mesmo depois do furo de reportagem e de o escolhido já estar respondendo aos parabéns de amigos e interessados em sua pagina pessoal a Assessoria de Imprensa demorou muito para confirmar a noticia através de uma nota oficial. 

Se a primeira impressão é a que fica a coisa já começou errada – O recém-nomeado Secretario antes mesmo de dar inicio ao seu ambicioso plano de trabalho já esta de viagem marcada e colocará a mão na massa realmente somente quase um mês após sua posse.

O anuncio do seu nome neste momento foi mais um erro grosseiro da assessoria politica do Gabinete que deveria manter seu nome guardado a sete chaves e somente o divulgar depois de sua volta, afinal se o governo já enrolou o povo por um ano e nove meses, porque não por um ano e dez meses?

O anuncio de seu nome e a menção de sua viagem já no fim do mesmo mês na mesma nota publicada na pagina oficial da prefeitura no Facebook serviu somente para desgastar sua imagem antes mesmo de ele ter a oportunidade de mostrar a que veio.

E falando em mostrar a que veio a grande pergunta que muitos queriam fazer, mas ninguém tem coragem é o que este empresário por mais bem sucedido que seja tem que o ultimo secretario não tinha?

Será que é alguma receita secreta de super-cola onde ele conseguirá juntar todos os cacos ideológicos, todos os interesses financeiros, comerciais, pessoais e sociais da cidade restaurando o vaso turístico e comunitário envasando de uma vez por todas todos os egos em um só recipiente?

Vamos lembrar a todos que o primeiro Secretario de Turismo do “Novo Jeito de Governar” anunciado com pompa e circunstancia e recebido pelos “otimistas” profissionais da cidade com alvíssaras também foi descrito na época como profissional experiente, com profundo conhecimento na área do turismo e com grandes contatos no meio e um pouco mais de um ano depois saiu assim como entrou praticamente desconhecido e sem ter deixado legado algum a cidade.

Posso estar azedo, mas como gato escaldado tem medo de agua fria, prefiro ser cauteloso e esperar pelos resultados não apostando todas as minhas fichas apenas em uma boa ideia.

Por derradeiro seria interessante que a assessoria do prefeito ou da Secretaria de Turismo lembrasse ao novo Secretario que ele é a partir do dia 8 o principal garoto propaganda de uma estancia turística montanhosa e que fazer propaganda do litoral em sua pagina pessoal no Fecebook não é a melhor maneira de iniciar seus trabalhos.

No mais, que Deus esteja com ele e que ilumine todas as suas iniciativas, pois mais do que sorte nosso novo e por enquanto em férias Secretario de Turismo vai precisar operar muitos milagres em seu meio.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ponto e pombos.

Os usuários do sistema de transportes coletivos de Campos do Jordão que precisam se utilizar do maior ponto de ônibus da cidade localizado atrás do Mercado Municipal além dos problemas comuns da arquitetura daquele ponto como a falta de abrigo para o frio e a chuva agora também tem mais uma dor de cabeça - os pombos que se instalaram em seu teto e utilizam o local como banheiro contaminando todo o seu entorno com as suas fezes.

Reformado há poucos meses o maior ponto de ônibus da cidade foi completamente tomado pelos pombos que disputam o mesmo espaço com os usuários do ponto de ônibus.

Relatos de alguns frequentadores do ponto que não quiseram se identificar dão conta de varias situações desconfortáveis ocorridas no local como o caso de uma senhora que teve seu bebê de colo atingido pelas fezes dos pombos bem como uma recepcionista de uma pousada que teve de voltar para casa depois de ter seus cabelos e uniforme atingidos por estes dejetos perdendo seu dia de trabalho.

Além dos incômodos causados o que mais preocupa é o perigo que o contato com estes animais pode trazer a saúde do ser humano.

Segundo informações colhidas no site do Departamento de Controle de Zoonose da Prefeitura da capital de São Paulo o contato com estes animais podem causar inúmeras doenças como a comocriptococose, histoplasmose e a clamidiose que são transmitidas através da inalação da poeira resultante das fezes secas de pombos, contaminadas por fungos (histoplasmose e criptococose) ou pela bactéria (clamidiose).

Estas doenças comprometem o aparelho respiratório e podem também afetar o sistema nervoso central (no caso da criptococose).

A salmonelose pode ser transmitida pela ingestão de alimentos contaminados por fezes de pombos contendo o agente infeccioso Salmonela spp (bactéria), que compromete o aparelho digestivo.

Os ácaros dos pombos provenientes das aves e de seus ninhos também podem causar dermatites em contato com a pele humana.
Cabe salientar que além do ponto de ônibus e de seus usuários o local é vizinho do Pronto Socorro que também pode estar sendo contaminado pelos resíduos destes animais através da poeira carregada pelo vento.

Incumbe agora ao departamento responsável da prefeitura higienizar o local o mais rápido possível bem como providenciar o desalojamento destes animais do ponto para evitar seu contato com os usuários e para prevenir uma possível contaminação das dependências do Pronto Socorro.
Afinal um governo realmente responsável e que presa pelo bem estar de seus cidadãos sabe muito bem que quando se trata de saúde o melhor é prevenir e não remediar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Eleições 2016.

Da politica a politicagem.

A politica ao contrario do que muitos imaginam não é uma invenção moderna, ela nasceu e se desenvolveu juntamente com o homem.

Foi através da politica que o homem se organizou, que impérios prosperaram e também desapareceram, foi através de um julgamento politico que Jesus foi condenado a crucificação e também foi graças à política que Dom João resolveu abandonar Portugal e se instalar no Brasil e igualmente por motivos meramente políticos que Dom Pedro I resolveu declarar a nossa independência.

A politica é como o ar para o homem desde o seu nascimento: Muitas vezes difícil de suportar, mas fatal se não o respirar.

E da mesma forma que a politica constrói uma sociedade mais rapidamente ela pode destruí-la e é nesta perigosa gangorra entre a boa e a má politica que Campos do Jordão se encontra no momento.

A inesperada declaração de um dos mais fortes nomes da politica jordanense desistindo oficialmente da disputa do próximo pleito majoritário caiu como uma bomba no meio politico local e imediatamente abriu um enorme e perigoso espaço para que politiqueiros de plantão se instalem em nosso meio.

E estes políticos de baixa qualidade estão aos poucos manipulando, sufocando e tornando impossível que homens e mulheres de bem participem de uma politica de alto nível dentro da cidade.

Precisamos neste momento singular de nossa historia politica ficar atentos aos discursos que apesar de bem articulados e de aparente bom senso podem não conter na pratica a qualidade proclamada por seus bem vestidos e sedutores oradores.

Em um regime democrático de direito é sempre bom levar em consideração que status social, diploma, dinheiro ou poder nunca foram sinônimos de competência.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O Pico da desigualdade.

Se me pedissem para resumir os problemas envolvendo a Cachoeirinha, Pico do Itapeva e a Biquinha eu usaria somente uma frase: Em casa que não tem pão todos gritam, mas ninguém tem razão!

Todas as partes envolvidas nestes dilemas têm a sua parcela de acerto bem como toda a responsabilidade pelos erros.

Os moradores e comerciantes tinham ciência da ocupação irregular e tiveram tempo suficiente para regularizar a situação ou se articularem para pleitear junto ao poder público uma alternativa de moradia e de negócios, mas aparentemente preferiram dar crédito às promessas politicas e apostar na impunidade comum no país, se deram mal.

O judiciário por sua vez peca por dar brechas demais para quem possui poder financeiro arrastar seus processos indefinitivamente até que caia no esquecimento ou na mão de um julgador que acolha os argumentos de seus advogados como é o caso do resort de luxo que apesar de estar em área própria também cometeu o mesmo delito ambiental dos demais, mas esta levando sua lide até o mais alto tribunal do país.

E esta situação acaba por deixar um gosto amargo de impunidade na boca de quem teve casa ou o ganha pão destruído nestas desapropriações.

O legislativo da cidade como sempre é caso a parte; age como se o problema estivesse acontecendo em algum lugar distante, quase que de mentirinha...

O executivo não deu a devida atenção aos problemas e também apostou na lentidão do judiciário para empurrar o problema para a outra gestão. Em todas as administrações passadas esta estratégia deu certo, mas nesta! Que azar... A corda arrebentou!

Por outro lado ninguém escolhe morar em área de risco, de preservação ou invadida, são consequências das mazelas seculares de um país que ainda tem uma cultura feudal onde os mais ricos possuem muito e os mais pobres absolutamente nada.

Na sua razão o judiciário não pode fazer vistas grossas as ocupações e as construções irregulares que atingem desordenadamente o meio ambiente independente do poder econômico de seu ocupante, pois do contrário seria a institucionalizando da baderna oficialização a tese das leis que pegam e das leis que não pegão.

Quanto ao legislativo! Quem se faz de morto diante de um problema social desta magnitude não tem desculpa. Continua errando em todos os aspectos.

O executivo por sua vez não tem muito a fazer nestas situações tendo em vista que a tomada de decisão de remoção e demolição dos imóveis é jurídica e não administrativa e a área de sedução de nosso prefeito não abrange os corações e mentes do judiciário de Campos do Jordão e menos ainda da vizinha Pindamonhangaba.

A lamentar mesmo é o uso politico de um desastre sócio/econômico para obter ganhos eleitorais com promessas que sabidamente não podem nem de longe ser cumpridas.

No atual descompasso que vivem os três poderes com a sociedade perderam como sempre os mais fracos.

QI - Jordanense

Se a primeira impressão é a que fica, a ONG ACCB recém-contratada pela prefeitura para administrar a área da saúde em Campos do Jordão literalmente não tem dado sorte na cidade e vem deixando muita gente descontente.

Processos seletivos mal organizados com editais incompreensíveis realizados pela ONG na cidade estão causando indignação generalizada.

As reclamações que começaram tímidas rapidamente cresceram e se estenderam a maior rede de relacionamentos da internet gerando um tsunami de protestos logo após o inicio da segunda fase do primeiro processo seletivo.

As falhas apontadas são tão evidentes e a gritaria tão grande que até no recinto menos provável - a Câmara Municipal - o barulho se tornou ensurdecedor...

Prova de que o discurso entre o legislativo e o executivo não esta tão afinado quanto querem que a população acredite foi a surpreendente manifestação publicada no Facebook pelo próprio líder do governo tucano na Câmara colocando em xeque os critérios utilizadas pela ONG na realização de seu processo seletivo.

Segundo o vereador tucano Orlando Sergio Souza Fernandes o Orlando da Colônia explicações e providências já foram solicitadas ao Gabinete do Prefeito a respeito do assunto que também segundo ele seria debatido em reunião com seus pares.
Embora não seja um concurso público que tem por fim preencher cargos públicos de provimento efetivos que passados o período de estágio probatório, o servidor concursado é efetivado, mas sim de um processo seletivo que tem por finalidade atender necessidades temporárias e excepcionais da Administração direta e indireta ensejando sempre uma contratação de caráter temporário seus procedimentos de organização devem levar em conta os mesmos princípios constitucionais de legalidade, publicidade, impessoalidade, moralidade e eficiência de um concurso público.

Objetivamente o estrago já foi feito e mesmo que as duvidas levantados pelos participantes sejam esclarecidas e as falhas apontadas nos editais venham a ser sanadas, a saia justa entre o legislativo e o executivo causada pelo acontecimento mancha de forma irreversível todo o processo seletivo e coloca em duvida a real capacidade dos aprovados que irão compor o quadro de servidores da ONG na cidade.

Para os envolvidos em mais este imbróglio fica a dica que quando se trata de coisa pública não basta às instituições serem honestas, elas tem de parecer honestas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Perseguição Politica ou Síndrome de Estocolmo?

Síndrome de Estocolmo é o termo dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida há um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo a cultivar um sentimento de amor ou amizade pelo seu agressor.

E o que isso tem a ver com perseguição politica? Explico:

Criou-se no imaginário politico que aqueles que criticam contundentemente, mas não elogiam os políticos eleitos ou os políticos nomeados quando estes simplesmente fazem a sua obrigação que é a de servir, e servir bem a população, estão perseguindo politicamente estas pessoas.

Esta afirmação ou somente a sua insinuação seria considerada surreal em qualquer lugar do mundo, mas no brasil... Nada mais sui generis no país das jabuticabas, não é mesmo!

Como uma pessoa que não é filiada a partido ou partícipe de grupos políticos, que nunca ocupou cargo em comissão, pleiteou ou teve cargo eletivo pode ser acusada de perseguir politicamente alguém?

Uma absoluta inversão de valores, mas que faz bem aos políticos no poder – e se faz bem, porque não se utilizar de tal expediente?

E é exatamente ai que a tal Síndrome de Estocolmo entra na historia.

Raramente um politico profissional lança mão deste artificio para se defender porque    “pega mal” esta postura de coitadinho perante o eleitorado quebra o glamour do poder que os cargos lhe conferem.

Neste momento entra em cena aquela figura conhecida dos militantes de carteirinha, ou pior ainda; aqueles que figurão entre os inocentes úteis da politica.

Aqueles que são sistematicamente usados e pagos com longos abraços e insistentes tapinhas nas costas e lógico... Com alguns segundos da atenção de seu politico predileto para tirar uma foto, sempre na esperança de um dia participar de seu circulo intimo de amizades.

São justamente estas figuras que alimentam esta lenda urbana de que politico merece elogio. Merece reconhecimento pelo bom trabalho que deveria fazer sempre, e que faz esporadicamente.

Demonizam os que cobram seriedade e respeito da classe politica e glorificam o cumprimento do dever do estado, demostrando claramente a admiração que cultivam por seu algoz – alguma semelhança com o comportamento dos acometidos pela tal síndrome?

Mas como diagnosticar alguém sem os devidos diplomas legais pode ser considerado charlatanismo e pratica ilegal da medicina, nunca direi que conheço alguém que sofra deste mal, mas afirmo que conheço muitas pessoas “exóticas” na cidade.



Conselho de Politicas Culturais.

Aconteceu na noite do dia 06 de agosto nas dependências do Espaço Cultural Dr. Além a eleição para composição do novo Conselho Municipal de Politicas Culturais.

Apesar de pouco divulgado cerca de noventa pessoas estiveram presentes no Espaço Cultural para participarem da eleição que foi aberta a todos os maiores de 16 anos.

Segundo a página Oficial da Prefeitura a votação contabilizou 73 votos válidos elegendo os seguintes membros da sociedade civil para compor o Conselho no próximo biênio:

Fabiana Cristina Muniz Alves – Área Arquitetônica
Ricardo Moura da Silva Gonçalves – Imprensa Local
Margareth de Mello – Professores de Arte
Fabiana Padula Santiago da Costa – Comunidade Artística
Getúlio Pinto da Silva Junior – Comunidade Artística
Márcia Ovando – Comunidade Artística
Diogo Augusto de Paula Reis – Comunidade Artística

E como suplentes Renata Cristina da Silva, Reynaldo Calles de Lima, Ivan de Barros Lima e José Cláudio Guimarães Martins.

Logo após eleitos, os membros escolheram entre si Fabiana Cristina Muniz Alves para presidir o Conselho.

O novo Conselho terá muito trabalho pela frente a começar pelo burocrático tendo em vista que apesar de já estar em funcionamento há algum tempo nem o regimento interno que deveria ser feito no máximo 90 dias após a sua constituição conforme determina o artigo 11° da Lei Municipal n° 3269/2009 ainda existe.

Para driblar tantos problemas a nova diretoria devera ter além do talento nato da classe artística muito jogo de cintura principalmente na improvisação visto que o orçamento destinado à área cultural da cidade é irrisório tornando muito difícil a tarefa de trazer a arte para mais perto da população.

Dentre tantos desafios que a nova diretoria tem pela frente destaca-se a necessidade da retomada dos trabalhos de liberação da construção do Centro de Convivência Musical de Campos do Jordão que se encontra misteriosamente arquivado no Gabinete do Secretario Estadual de Cultura desde 2010 segundo informações colhidas junto à ouvidoria da secretaria.

Não fossem estes obstáculos suficientes no caminho da nova diretoria o maior sem duvidas é a recuperação do prédio do Antigo Cine Glória, hoje Espaço Cultural Dr. Além.

Prédio histórico construído na década de 40 que abrigou o único cinema da cidade e que hoje se encontra em avançado estado de deterioração estando com todas as suas estruturas comprometidas.

O mais preocupante no momento são as condições do palco que esta afundando o que coloca em serio risco todos os que nele se apresentam. O palco é o mesmo que há três anos vem abrigando as apresentações da OSESP durante o Festival de Inverno, o maior evento do gênero na América Latina, assim como seu telhado que contem inúmeros focos de infiltrações e esta aos poucos literalmente vindo abaixo.

Ai esta uma bela oportunidade para os “campestres”, aquela parcela abastada de veranistas que se cotizaram para alavancar a campanha tucana de 2012 voltarem a se mobilizar para angariar fundos para a restauração do Espaço Cultural Dr. Além com a diferença que desta vez realmente será por uma boa causa.

Creditos da Foto: Jose Claudio Guimarães Martins
Grupo Politica e Cidadania (Facebook)



terça-feira, 29 de julho de 2014

Cartão Postal da Cidade não atende a Lei Cidade Limpa.

Ou seria exatamente o contrario? Pois é! Campos do Jordão e suas Leis são uma eterna incógnita.

Feita para proteger a paisagem jordanense, uma das mais privilegiadas do Brasil da poluição visual, nossa Lei Cidade Limpa se transformou ao passar dos anos no maior mico legislativo de que a cidade tem conhecimento desde a sua fundação.

Sem a menor chance de ser respeitada por comerciantes oportunistas que transformam a cidade em uma feira hippie (com todo respeito aos hippies) na temporada ou pelos políticos que literalmente emporcalharam a cidade no ultimo Congresso de Municípios agora é o próprio poder Público Estadual (STM/CPTM/EFCJ) que sem a menor cerimonia resolveu esticar uma enorme faixa bem na testeira da Estação de Vila Abernéssia anunciando a venda de bilhetes e atropelando o  artigo 11°, alínea b assim redigido:

(...) Art. 11. Não será permitida a colocação de anúncios, cartazes, faixas, cavaletes, placas, ou outros instrumentos destinados à realização de propaganda, representação de anúncios ou realização de publicidade, quando:

b) de alguma forma prejudiquem os aspectos paisagísticos da cidade, seus panoramas, monumentos típicos, históricos e tradicionais; (...)

Sendo assim não resta outra alternativa a não ser a propositura de sua revogação como foi proposto em 2010  (projeto de lei 82/2010) nada mais nada menos que pelo mesmo vereador que a “criou”. Uma pérola digna de pastelão de nossas antigas chanchadas.

E isso nos remete a outra situação politica não menos emblemática vivida pela cidade nos últimos anos. A real necessidade de se ter uma Câmara de Vereadores que além de não fiscalizar a administração de maneira satisfatória como podemos observar pelo grande número de contas do executivo reprovadas pelo Tribunal de Contas, custa caro e tem como uma de suas principais realizações um  frankenstein jurídico que atende pela alcunha de Lei Cidade Limpa.

A um custo elevado e com um retorno social pífio a manutenção da Câmara nestes moldes nada mais é do que simplesmente tocar fogo em boa parte da receita anual do município.

Que mude a Câmara, ou que mude as leis. O que não pode, é ficar como esta!