Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Uma questão de sobrevivência.

As Câmaras municipais e conseqüentemente a figura dos vereadores apareceram no Brasil em 1532 com a formação da primeira Câmara na cidade de São Vicente em São Paulo.

Na época as Câmaras seguiam os mesmos moldes constitutivos e administrativos das Câmaras das cidades portuguesas até mesmo com poderes judiciais.

Já na época a Coroa Portuguesa vendia à população da colônia a idéia de independência da Câmara e de sua representatividade popular diante do poder do Rei. Porem o que ocorria na realidade era algo muito diferente; as Câmaras e os vereadores nada mais eram que os olhos do Rei sobre as riquezas dos colonos e a certeza da perpetuação de seu poder sobre eles.

E esta pratica antiga, mas eficiente vem sendo utilizada até os dias de hoje onde as Câmaras de cidades sem representatividade da população civil organizada como é o caso de Campos do Jordão não passam de mais um braço do executivo a asfixiar a população.

Quatrocentos e oitenta anos depois da eleição dos primeiros vereadores em solo brasileiro seus descendentes têm cinco funções a serem destacadas:

Função Legislativa: consiste em elaborar as leis que são de competência do Município, discutir e votar os projetos que serão transformados em Leis buscando organizar a vida da comunidade.

Função Fiscalizadora: O Vereador tem o poder e o dever de fiscalizar a administração, cuidar da aplicação dos recursos, a observância do orçamento. Também fiscaliza através do pedido de informações.

Função de Assessoramento ao Executivo: Esta função é aplicada as atividades parlamentares de apoio e de discussão das políticas públicas a serem implantadas por programas governamentais, via plano plurianual, lei de diretrizes orçamentárias e lei orçamentária anual (poder de emendar, participação da sociedade e a realização de audiências públicas).

Função Julgadora: A Câmara tem a função de apreciação das contas públicas dos administradores e da apuração de infrações político-administrativas por parte do Prefeito e dos Vereadores.

Função administrativa interna: Incumbência de administrar e organizar internamente seu funcionamento e suas finanças.

Contrariando estas premissas que deveriam ser perseguidas incansavelmente pelos edis de nossa cidade, a Câmara de vereadores de Campos do Jordão como hoje esta estruturada não representa o povo jordanense em nenhum de seus anseios e sim trabalha diuturnamente para proporcionar ao executivo e sua sanha de arrecadação e usura um céu de brigadeiro exercendo única e exclusivamente a função de assessoramento do executivo.

Ao persistir nestes moldes de administração e representatividade a sua extinção é somente uma questão de tempo.

A população aos poucos esta se conscientizando que um vereador ao custo anual de R$ R$ 485.972,25 em uma cidade onde não existe sequer um hospital de referencia, um pronto socorro com o mínimo de condições de atendimento imediato, uma educação precária com escolas velhas e novas já com problemas estruturais insolúveis, infindáveis problemas de infra-estrutura e saneamento básico, com enormes índices de desemprego e de criminalidade onde o comércio e a indústria esta baseada na economia familiar o que inibe o crescimento profissional da maioria da população é um gasto que literalmente não pode se dar ao luxo.

Somos mal representados, mal assessorados a respeito de nossos direitos, somos depreciados e desmoralizados enquanto cidadãos quando viramos munição e moeda de troca na guerra velada de interesses entre legislativo e executivo que transformarão em um balcão de troca de favores e aliciamento as dependências do que deveria ser a casa do povo.

A renovação tão proferida pelos antigos e novos políticos já não é mais uma questão de adequação aos novos tempos e sim de sobrevivência!
Não da nossa sobrevivência como povo; mas a deles como políticos.

A renovação não tem variantes e deve começar imprescindivelmente pela drástica redução dos gastos de manutenção de um corpo pesado e ineficiente de funcionários regados a gratificações e salários completamente desproporcionais aos seus afazeres e responsabilidades.

E para tanto os novos vereadores devem dar o exemplo cortando de imediato seus subsídios e de seus assessores a fim de ajustar a realidade seus ganhos mensais em relação a sua utilidade junto à sociedade.

Ou a Câmara e seus vereadores se adéquam a nova realidade ou o povo ira estirpá-la como se fosse um câncer maligno do seio da sociedade.

Em Campos do Jordão não existe mais espaço para acomodar no mesmo território o povo trabalhador e um bando de velhacos perdulários.

terça-feira, 3 de abril de 2012

A fúria das redes sociais.

Correntemente encontramos pessoas que questionam a importância e a praticidade dos blogs e das redes sociais chegando ao ponto de acusar seus usuários de se colocarem em uma tal de zona de conforto porque não partem para o confronto direto.

O mundo mudou e com ela a forma de comunicação e de atitude das novas gerações.

A forma como as pessoas hoje se utilizam para protestar apesar de parecer tímido tem muito mais eficácia do que o propalado panelaço e quebra-quebra de rua.

Os governos através dos anos já se acostumaram com a maneira antiga de protesto de rua e quando não baixa literalmente a borracha nas costa da população se coloca como vitima da situação acuados por um bando de baderneiros, mas as redes sociais trazem um novo modelo de confronto o de idéias e de informação e neste campo nossos administradores não tem a mínima competência para o enfrentamento.

Uma passeata com meia dúzia de gatos pingados pela avenida principal de Campos do Jordão alem de não produzir os efeitos desejados é facilmente ridicularizada pela tropa de choque governista que tem nas mãos alem do efetivo repressor policial a mídia “oficial” o que enfraquece e esvazia qualquer movimento. Porem uma incursão bem feita dentro das redes sociais reverbera alem das fronteiras do município e mostra a realidade circense da cidade ao mundo inteiro.

Prova da força das redes sociais esta na via de acesso a Vila Britânia que por anos foi abandonada ao ponto de manter por mais de cinco anos uma pilha de bloquetos de meio fio praticamente no meio da rua deixando a já estreita rua com meia pista.


Apesar de a Vila possuir entre seus moradores secretários municipais e vereadores nunca ninguém teve a vontade de retirar a pilha de blocos do meio da rua.

Mas depois de duas incursões no Facebook mais precisamente no Grupo de Debates Campos do Jordão Bairros em Ação com fotos do local e da pilha de blocos a imagem da maquina publica municipal foi colocada em xeque pelo fato de não conseguirem sequer dar uma manutenção mínima a uma das mais antigas e tradicionais Vilas da cidade.

A divulgação municipal, nacional e mundial da incapacidade administrativa de setores adormecidos da administração incomoda no sentido que os governos ainda não sabem como se posicionar publicamente quando a sua incompetência alem de divulgada é questionada pela população de forma contundente a abrangente.

Com as redes sociais o problema da Vila Britânia alem de se tornar público se tornou um problema de todos.

A pilha foi retirada depois de muitos anos e de lambuja a rua ganhou um muro de contenção, não há porque se parabenizar a prefeitura os parabéns vão para a população que se envolveu no assunto e se tornou parte viva do problema.


Estamos mudando a cidade de uma maneira que jamais poderíamos imaginar no conforto de nossos lares e sem o barulho promocional de véspera de eleição das velhas gerações.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Oportunidade não é oportunismo,

O que direciona uma sociedade é a política de um modo sistêmico e amplo. É um momento de possibilidade importante com poder para escolher entre a população os eleitos, responsáveis pela condução do destino de uma cidade, um estado ou país. A eleição traduz o nível de democracia paroquial ou regional.

São as eleições que mudam ou renovam o poder público nos sistemas representativos. A partir destas informações, desejo comentar sobre oportunidade política e oportunismo, numa disputa eleitoral.

A oportunidade é este momento de circunstancia favorável que a população tem para ampliar as suas conquistas. Na próxima eleição para prefeito e vereadores, em 2012, todos os municípios farão uma discussão, a campanha eleitoral, para escolher as melhores propostas de administração dos bens públicos. É nesta fase que o usuário deve avaliar a eficiência das políticas públicas.

Assim, a oportunidade política, proporcionada pelo momento histórico e legítimo da eleição, é imensa e favorável para que a população busque melhores dias e ampliação da qualidade de vida. É neste momento que devemos mensurar a real situação das ações em saúde pública, educação, cultura, geração de empregos, segurança, meio ambiente, infra-estrutura, assistência social e habitação popular.

Para os cidadãos envolvidos com a política partidária, também surge a oportunidade de contribuir ainda mais na elaboração de projetos, planos e ações que serão apresentados no embate eleitoral. Todos os políticos legítimos e com afinidade com o município ganham a possibilidade real de auxiliar os conterrâneos na superação das doenças, ignorância e pobreza.

O sentido da palavra oportunidade foi difundido no século XVI, na época das grandes navegações. Sem motores propulsores, os navios não tinham força para sair do porto. Então, precisavam de ventos fortes, que foram nomeados de “oportunidade”, para içar as velas. É célebre a recomendação do historiador Inglês Thomas Fuler (séc. XVII) que aconselha “quando o vento soprar, você deve içar sua vela”.

O oportunismo é uma expressão derivada e pejorativa do termo oportunidade. Caracteriza-se naquela postura de tirar proveito das circunstâncias num dado momento em benefício de seus interesses pessoais. A população, o eleitor comete oportunismo quando se esquece de participar do processo eleitoral, deixa de lado as avaliações e no momento de escolher vende o voto. Um gesto individualista que despreza a oportunidade de mais ganhos sociais.

O político oportunista é aquele que aparece de um contexto alheio a cidade e mostrando-se salvador da pátria. São falsos representantes que buscam na ignorância e fragilidade material da população humilde o aliciamento do voto, através de milagrosas promessas. Muitos candidatos oportunistas já são políticos, nada fazem, e buscam nas circunstancias mais espaço de poder. Outros são verdadeiros aventureiros e se lançam sem a mínima responsabilidade, só pelo interesse das conquistas pessoal e familiar.

Contudo, oportunidades políticas são importantes para o bem comum e oportunismos geram atrasos irreparáveis para todos. Sempre esperamos por oportunidades. Alguns afirmam que nunca tiveram oportunidades. Assim, é aprazível a valorização dos momentos oportunos, pois alguns afirmam que a oportunidade surge uma única vez. Na política a população tem oportunidade sempre que acontece uma eleição.

Jalinson Rodrigues – jornalista.

Nota do Blog: Por muito tempo lutamos pela democracia e pelo direito ao voto direto. E passados praticamente trinta anos deste direito ter sido restabelecido aos poucos estamos começando a entender que somente o voto não muda um país.

Alem de poder votar temos de ter em quem votar e é nisso que temos de investir.

Muito se tem falado a respeito de renovação política, e atentos a esta realidade jovens oportunistas estão se valendo de sua perspicácia para se colocarem a frente não de uma revolução de praticas e princípios, mas sim de uma reacomodação de antigos interesses e a preservação de velhos valores caiando com novas cores velhos sepulcros.

Estão fazendo boa parte do eleitorado vincular renovação e novas atitudes com juventude e isso de maneira alguma é verdade.

Logicamente que os jovens precisão tomar seu lugar dentro da sociedade e fazer valer a sua força dentro dela, porem juventude nunca foi e nunca será sinônimo de ética, moral e desenvolvimento.

Espero sinceramente que o novo prefeito de Campos do Jordão mesmo com sua juventude saiba separar o joio do trigo e reconhecer quem realmente tem compromisso com a mudança e não se deixe levar pelas carinhas bonitas e bem educadas de jovens com espírito envelhecido.

Todos nós estamos atrás de conforto e de reconhecimento profissional e social porem cabe saber até que ponto perseguir estes objetivos vale a pena, pois como dizia Millôr Fernandes: "Quanto mais se abaixa a cabeça para os opressores mais se mostra o traseiro para os oprimidos".

Apesar de ser um apaixonado pela política em época de campanha me sinto um peixe fora d’água, talvez porque não passe de um Antenor em um país chamado Sol.

sexta-feira, 23 de março de 2012

O poder da critica.


“O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica”.
Norman Vincent Peale

Ninguém gosta de ver as suas convicções e ações pessoais ou políticas questionadas de maneira mais contundente principalmente se estes questionamentos forem levados a público, isso é da natureza humana. Sempre que recebemos uma critica nosso sistema de defesa pessoal já nos alerta que fizemos alguma coisa errada e que a critica não é uma coisa boa.

A palavra critica carrega em nosso país uma carga extra de negatividade tanto por quem a faz, como por quem a recebe.  E acaba sendo subentendida por nós brasileiros como uma coisa invariavelmente má.

Uma das definições da palavra critica também é a analise criteriosa de um fato, e com base nesta analise criar um juízo de valor a respeito do assunto, para o bem ou para o mal.

O que as pessoas têm de saber, é que na mesma caixa de veludo que vem o colar de brilhantes do poder, vem à fatura das responsabilidades.

Não se pode ocupar a cadeira majoritária, ou uma das cadeiras do legislativo, tão pouco ter as benesses que um cargo de confiança oferece ao seu ocupante, sem se submeter ao julgamento da população. 

Uma das atitudes que sempre tomei cuidado ao longo de toda a minha vida antes de tecer qualquer critica, é saber separar a pessoa da ação a ser criticada.

Nunca confundi a vida particular e profissional de ninguém com a função pública que ela exerce.

Por este motivo evito citar nomes e foco minhas criticas no cargo, e por este motivo não me interesso em saber quem o está possuindo no momento, e sim se suas atitudes estão dentro de um padrão mínimo de qualidade.

Posso não reunir no momento as qualidades para representar a população em um plenário, ou em uma secretaria, mas as possuo de sobra para questionar quem as possui hoje.

A forma jocosa e o esforço empreendido pelos políticos profissionais da cidade para minimizar as palavras do Blog confirmam minha convicção que mesmo que o botão verde da urna seja bem usado nas próximas eleições a vida da população não modificará substancialmente a curto prazo.

Esta certeza se dá por conta de minha convicção que a grande mudança somente se dará quando tanto o povo quanto os políticos souberem separar o Governo do Estado.

Governo é a escolha de como o Estado deve ser administrado, e Estado são os bens e direitos construídos e conquistados pelos cidadãos que devem ser ampliados e preservados para servir a população, e seus descendentes.

Eu não tenho magoa ou ressentimento de ser pobre, mas tenho magoa e ressentimento de ser desrespeitado enquanto pobre.

Como foi dito por um secretario do município: “o X da questão na relação administração e população é a equação desfavorável, onde 90% da população da cidade é considerada carente o que sobrecarrega os outros 10% da população e consequentemente os deveres da administração”.

Porem esta mesma equação também deve ser vista sob outro ângulo; o ângulo da praticidade e não do subjetividade, pois são estes mesmos 90% da população carente que gera a riqueza que beneficia os outros 10% da população, e são estes mesmos 90% que dão sustentação democrática para prefeito, vereadores e secretários.

Pertenço aos 90% da população carente da cidade e não me envergonho em nenhum momento desta condição, mas que não confundam a carência financeira com a carência de caráter ou de inteligência.

Aos que tem o Blog por sensacionalista, tendencioso e oportunista digo que não sou um critico de governos e sim da falta de competência destes, e o grau de simpatia que nutro por este ou por aquele, depende da quantidade de lambanças cometidas por eles. E neste momento! Sinto meus caros... Mas a balança esta completamente desfavorável a atual administração.

Não procuro, e não espero achar perfeição na área pública da cidade, mas sim pessoas que se não são capacitadas para estar onde estão, que pelo menos, tenham ciência da responsabilidade depositada em suas mãos e respeitem a liturgia do cargo que ocupam, e o povo que lhes concedeu.

Afinal, não se pode exigir das pessoas qualidades que elas não possuem.


A critica pode construir ou destruir, mas de uma maneira ou de outra ela transforma, e hoje mais do que atitudes, discursos ou promessas, precisamos de transformação.

De qualquer maneira fica ai o desabafo e o recado - desabafo para quem acha que isso aqui é brincadeira, e recado para quem acha que isso aqui tem preço.

terça-feira, 20 de março de 2012

Mentes que brilham?

Está tão incutido na cabeça do brasileiro que nada funciona no país por sua culpa que hoje ao invés de cobrar dos verdadeiros responsáveis pelas mazelas do país ele se desculpa.

Esta propaganda nazista baseada na repetição de uma mentira até que ela se torne verdade realmente da certo.

Este complexo de vira lata como bem resumiu Nelson Rodrigues sempre vem à tona quando se cobra atitudes ao invés de criticas.

Aprendi desde cedo que para ter meus direitos respeitados antes deveria estar em dia com meus deveres.

Pois bem! Com quais deveres devo estar em dia para ter o privilegio de criticar os maus feitos de meus representantes políticos?

Tenho de abrir mão de meu dia de descanso em família e participar de mutirões?

Tenho de adotar uma praça abandonada?

Tenho de adotar uma biblioteca que o poder público se esqueceu que existe?

Tenho de participar da distribuição de sopa aos desabrigados da madrugada?

Ser amigo da escola?

Enfim! Fazer pelo meu igual o que já paguei para o Estado fazer e ele não o fez porque em algum momento alguém de lá desviou o meu dinheiro?

Não basta ser um cidadão trabalhador, cumpridor dos seus deveres e cioso pai de família?

Não! Não basta! Para algumas mentes brilhantes desta cidade as minhas criticas não são relevantes porque não me cúmplicio a incompetência do poder publico e não faço o serviço que eles deveriam fazer.

Esta visão simplista da população e maliciosamente alimentada pelas classes políticas e abastadas que criaram o mito que é muito melhor ser um asno participativo do que leão critico nada mais é do que o ancestral instinto de preservação dos privilegios de suas castas.

Danen-se aqueles que acham que devo fazer o serviço do Estado para ter o pífio direito de expor publicamente o meu descontentamento.

Como já disse em outras oportunidades eu sou assim mesmo um rebelde sem causa com a personalidade mais para Ozzy Osbourne do que para João Gilberto.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Liberdade digital.

Apesar dos incontáveis shows de horrores a que fomos expostos desde a saída dos militares do poder colocando em xeque por muitas vezes a democracia não podemos negar que o Brasil realmente mudou muito desde a eleição de Tancredo Neves.

E uma prova incontestável desta mudança sem duvida alguma é a liberdade que os brasileiros estão experimentando e se acostumando aos poucos e a principal prova desta nova realidade se chama internet.

E com o aval do STF que desde 2009 aboliu o diploma de jornalismo centenas de milhares talvez até milhões de brasileiros se sentiram seguros para através dos blogs e das redes sociais exercerem na plenitude o seu direito de opinar e o mais importante expor estas opiniões sem receio.

Em uma jovem democracia como a brasileira e principalmente em uma cidade como Campos do Jordão onde o coronelismo imperou por gerações e onde ainda possui feudos em diversas regiões da cidade, muitas figuras emblemáticas tanto da sociedade quanto da política ainda assombram o subconsciente de grande parte da população.

Mas aos poucos a nova geração de cidadãos que esta se formando na cidade está se transformando em um enorme espinho atravessado na garganta dos políticos profissionais, de figuras sociais até então inatingível e por incrível que pareça até mesmo para algumas mídias impressas conservadoras, que estão se sentindo ameaçadas pela rapidez e competência de blogueiros, twitteiros e pelos membros das redes sociais em absorver, processar e retransmitir praticamente na mesma hora as noticias o que por muitas vezes deixam edições inteiras de jornais com gosto de pão de ontem.

Diferente do que alguns desejam e contrariando a máxima que em Campos do Jordão manda quem pode e obedece quem tem juízo a internet veio para ficar e suas ferramentas estão se transformando em um poderoso aliado do cidadão comum que diariamente se vê encurralado pelos poderes instituídos e paralelos da cidade.

Como diziam os americanos em Nan: Free fire zone!

Vida longa a liberdade digital.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Mosca na sopa.

Há um tempo atrás em um pronunciamento no plenário da Câmara um vereador se referiu aos blogueiros da cidade, leia-se O Corneteiro e Liga da Justiça Popular e a imprensa escrita local como políticos frustrados.

Pessoas que almejam um cargo público e principalmente eletivo e que em não o conseguindo nas urnas se revoltavam e partem para o ataque com criticas incabidas e maldosas.

Não vou generalizar como fez o douto edil e vou falar apenas pelo Blog.

Apesar de estar envolvido diretamente na fundação de duas siglas partidárias na cidade, inúmeras associações de bairro e de manter por quase quatro anos no ar um Blog essencialmente político nunca tive ou tenho a mínima intenção de me candidatar a um cargo público seja ele por indicação ou por eleição.

Sinceramente falando acho que não reúno os requisitos mínimos para participar de uma campanha e muito menos para representar uma população tão carente de  políticos de qualidade e ao mesmo tempo tão saturada dos aproveitadores, mas que constantemente enfia os pés pelas mãos e se fia nos contos da carochinha dos aventureiros.

Não sou simpático, carismático, conhecido ou folclórico e além de ter o péssimo habito de defender com unhas e dentes as minhas opiniões tenho dificuldade em me relacionar por muito tempo com quem considero ser oportunista, dissimulado ou corporativista e principalmente não tenho habilidade de compor com quem tem a moral e a ética flexível demais.

Não sou perfeito, longe disso... Sou humano como todos os demais envolvidos na política da cidade e do país e respeito o legitimo direito destes de cobiçar cargos e mandatos, mas diante do quadro de caos moral instalado no país nos dias de hoje me saio muito bem no quesito ficha limpa sim; gostem ou não!

A postura debochada e com viés de superioridade que os vereadores e posseiros de cargos de confiança se utilizam no trato diário com os cidadãos contribuintes denota a falta de capacidade de discernimento destas figuras que teimam em se dar uma importância que definitivamente não possuem.

Tanto na cadeia alimentar política quanto na hierarquia do poder o povo é o maior predador, o que na realidade nos falta nestes momentos pontuais como no lamentável caso da pilheria armada no ultimo dia cinco no plenário da Câmara onde a população foi levianamente conduzida a imaginar que enfim suas reivindicações seriam levadas a serio é termos a real noção da força que possuímos e fazer valer custe o que custar a nossa vontade e não sucumbir às vontades de nossos subalternos.

Entre ser omisso e a participar do espólio do erário prefiro uma terceira opção.

Quero, posso e tenho o direito de participar da vida pública da minha cidade sem ter que compartilhar das panelas administrativas, legislativas e jurídicas da cidade.

Enfim não estou atrás de cargos e nem de mandatos, mas tenho o direito de questionar e de cobrar rigidamente todos que os possuem sem ter o dissabor de ser desrespeitado em meus direitos ou rotulado de político frustrado. Sabem por quê?

Porque sou eu quem paga com o suor do meu trabalho os salários destes “qualificados” profissionais.

Então meus caros e põe caros vereadores de Campos do Jordão eu não estou solicitando respeito eu estou exigindo respeito e uma postura minimamente aceitável por parte de vocês que apesar da negativa são sim nossos empregados e devem alem de respeito satisfações de seus atos enquanto vereadores.

E quem não estiver satisfeito com as regras impostas pela nova ordem social a porta da Câmara é a serventia da casa.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Guerra e Paz.

Mais um capitulo da confusão que alguns comerciantes e a Prefeitura arrumaram com Mitra Diocesana de Taubaté Administradora da Paróquia de São Benedito em Vila Capivari se deu neste ultimo dia sete de março, e o placar até este momento é de dois a zero para a Mitra.

Já em 18 de agosto de 2011 a Mitra através de Mandato de Segurança havia anulado o pedido de embargo e demolição das lojas no entorno da Igreja de São Benedito.

Agora antes se quer que a Prefeitura através da Secretaria de Cultura pudesse comemorar o Tombamento da Igreja de São Benedito em Capivari pelo IPHAC, satisfazendo o desejo de meia dúzia de comerciantes incomodados com a concorrência dos lojistas instalados no pátio da Igreja e se utilizando do argumento da preservação histórica do prédio tentam solapar a concorrência lhes impingida, a Mitra Diocesana consegue através de uma liminar suspender os efeitos do Decreto Municipal 6676/12 que determinava o Tombamento da Igreja a exatos trinta e quatro dias de sua edição.

O argumento da preservação do edifício e suas características históricas caem por terra na medida em que temos na cidade pelo menos mais duas outras Igrejas que alem de mais antigas tem em seus interiores obras de arte de valor inestimável como a Igreja de Nossa Senhora da Saúde em Jaguaribe que abriga em seu interior um afresco de Camargo Freire e a própria Igreja Matriz de Santa Terezinha em Abernéssia que alem de mais antiga também possui um considerável acervo de vitrais e de imagens de alto valor artístico, histórico e econômico e que até a presente data não tem a mesma atenção do IPHAC que a Igreja de Capivari.

O que pouca gente sabe é que alem das rusgas comerciais este episódio também conta com algumas pitadas políticas tendo em vista que o padre responsável pela paróquia de Capivari como é sabido por todos tem serias pretensões de alçar um de seus colaboradores mais próximos a algum cargo público quiçá o de prefeito.

As causas que deveriam ser nobres se tornaram pueris e deixaram a mostra o quanto ainda somos provincianos e desocupados.

O Estado Brasileiro em todas as suas esferas é por força constitucional laico e não deveria de maneira alguma se propor a intervir em assuntos internos da Igreja Católica e muito menos tomar partido no mercado financeiro da cidade acolhendo as lamurias de comerciantes inconformados com a concorrência comercial.

Nesta historia perderam todos a Prefeitura, Secretaria de Cultura e IPHAC que sofreram fragorosa derrota judicial onde viram quebrar dois Decretos Municipais em pouco mais de seis meses e deixa a Paróquia de São Benedito mais fortalecida do que nunca mostrando toda a força e organização da Mitra Diocesana de Taubaté.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia da mulheres...


Mesmo achando que as mulheres do mundo ainda não tem muito que comemorar, pois continuam sendo alvo de violência, religiosa, profissional, afetiva, e principalmente domestica, deixo minha homenagem a todas.

E acho desde que tenho juízo critico que as mulheres não lutam para ter os mesmos direitos que os homens e sim para ter o direito de serem diferentes sem que isso lhes impeça de serem tratadas com o devido respeito a que sempre fizeram jus.
 

terça-feira, 6 de março de 2012

Nunca antes na historia de Campos do Jordão.

Apesar de feliz e de certa maneira atordoado pela acachapante votação  de ontem na Câmara de Vereadores de Campos do Jordão onde das três propostas de instalação de CEI, passaram todas e sem a necessidade do voto de minerva do Presidente Ivo Eventos que faça-se justiça já era sabido de toda população que se necessário fosse seu voto seria a favor da instalação das comissões.

No entanto fato realmente inesperado foi o estrondoso placar de sete votos a um numero que com certeza somente se tomou possível dado a forcinha da promotoria da cidade que solicitou oficialmente informações a respeito da decisão da Câmara diante dos pedidos de abertura das CEIs.*

Como único e caricato oponente a vontade da população tivemos o Pupet Alderman Paulo (tiro no pé) Índio.

Pessoa muito restrita no que diz respeito as lides políticas e mais ainda no entendimento de leis e protocolos. Por isso tem de se fiar nos ensinamentos dos mestres Jedais que se venderam ao lado negro da força há muito tempo e lógico aos seus ainda menos preparados assessores.

Confiro hoje a este circunscrito representante da população jordanense a condição de perdoado e detentor do emérito titulo de vereador café com leite (a galera que tem mais de quarenta anos sabe do que estou falando).

Porem apesar desta boa perspectiva a realidade nesta manhã ensolarada pós aprovação das CEIs se faz necessária.

A condição legal de um dos vereadores pode ser facilmente a qualquer tempo, se é que já não foi contestada por qualquer um e principalmente por um réles advogado porta de cadeia apoiado no fato de este ter sido diplomado a margem da legalidade segundo instruções do STF.

Alem desta lamina moral e legal que paira sobre os pescoços de vereadores e da população que poderá ver por terra tudo pelo que lutou nos últimos três anos temos o tempo contra a população sedenta de justiça.

Conforme informado pelo responsável jurídico da Câmara pessoa que espero saber o que fala, pois tem o salário menor somente que de nossa prefeita, a Câmara (vereadores) tem noventa dias a partir da instalação oficial das CEIs (hoje) para dar o parecer final das três comissões.

Alem deste trabalho hercúleo para os vereadores, pois terão de apartir de hoje trabalhar em horário comercial (rsrsrsrs), terão de dar satisfação a população do desenrolar das investigações.

Apesar dos bons ventos de hoje o mesmo me trás um certo cheiro de pizza embolorada.

Estamos em uma cidade onde tudo literalmente tudo é feito pela metade, assim poderemos ver um cadáver político se arrastando e se decompondo pela cidade contaminando quem quer que tenha o mínimo de contato com ele, no entanto o poder e a caneta ainda estarão em suas mãos.

Serão noventa dias de trevas, choro, ranger de dentes, oferecimentos e distribuição de maldades e regalias em troca de mais um suspiro.

O que não estava nas contas tanto do jurídico da câmara quanto dos aliados da administração é o fato que a contar de hoje as comissões terão até o dia 4 de junho para dar um parecer final a este imbróglio, ou seja, tempo o suficiente para a população tecer um juízo de valor de cada componente desta trama, assim como de seus coadjuvantes, afinal idade não denota caráter e a simples troca de geração não assegura a renovação exigida pela população.

Não estamos atrás de carinhas bonitas e sim de qualidades inerentes as pessoas de bem que não se manifestam somente na tenra idade ou na maturidade e sim afloram na juventude e se depuram através dos anos.

Estas CEIs serão sem duvida mais longas e complicadas que uma gestação de elefante asiático, mas com o beneficio dos realites shows modernos onde câmeras estarão vinte e quatro horas ligadas filmando tudo até mesmo às relações indiscretas e promiscuas debaixo dos edredons.

Renovação política tomem muito cuidado! O arranjo pode ser moderno, mas a letra sempre é a mesma.

Wiskei in the jar original com Thin Lizzy e com a nova versão Metálica.

Para um bom entendedor uma boa musica é letra.

* O Blog acaba de ser contatado por um dos proponentes das CEIs Sr. Benedito Gonçalves da Silva que gostaria que ficasse claro que além do interesse do Ministério Publico local pela questão fato que tanto ele quanto o Blog aplaudimos o determinante foi à opinião publica e o comparecimento da população na sessão da Câmara cobrando dos senhores vereadores uma postura que não fosse contraria a sua, que fez com que muitos nobres edis revissem seus votos.

O Blog não pode deixar de notificar este fato que tão bem foi lembrado pelo Sr. Benedito Gonçalves.

Provamos nesta segunda feira que quando o povo quer o povo consegue.

Vereadores a favor da CEI: Paulo da Sobriedade - Maria Joaquina - Zé Bia - Tião Cesar - Fedo - Jose Matos - João Pedro.

Vereador contra a CEI: Paulo Índio.

O Vereador Ivo Eventos sendo o Presidente da Câmara só poderia votar em caso de empate.