Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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quarta-feira, 14 de março de 2012

Mosca na sopa.

Há um tempo atrás em um pronunciamento no plenário da Câmara um vereador se referiu aos blogueiros da cidade, leia-se O Corneteiro e Liga da Justiça Popular e a imprensa escrita local como políticos frustrados.

Pessoas que almejam um cargo público e principalmente eletivo e que em não o conseguindo nas urnas se revoltavam e partem para o ataque com criticas incabidas e maldosas.

Não vou generalizar como fez o douto edil e vou falar apenas pelo Blog.

Apesar de estar envolvido diretamente na fundação de duas siglas partidárias na cidade, inúmeras associações de bairro e de manter por quase quatro anos no ar um Blog essencialmente político nunca tive ou tenho a mínima intenção de me candidatar a um cargo público seja ele por indicação ou por eleição.

Sinceramente falando acho que não reúno os requisitos mínimos para participar de uma campanha e muito menos para representar uma população tão carente de  políticos de qualidade e ao mesmo tempo tão saturada dos aproveitadores, mas que constantemente enfia os pés pelas mãos e se fia nos contos da carochinha dos aventureiros.

Não sou simpático, carismático, conhecido ou folclórico e além de ter o péssimo habito de defender com unhas e dentes as minhas opiniões tenho dificuldade em me relacionar por muito tempo com quem considero ser oportunista, dissimulado ou corporativista e principalmente não tenho habilidade de compor com quem tem a moral e a ética flexível demais.

Não sou perfeito, longe disso... Sou humano como todos os demais envolvidos na política da cidade e do país e respeito o legitimo direito destes de cobiçar cargos e mandatos, mas diante do quadro de caos moral instalado no país nos dias de hoje me saio muito bem no quesito ficha limpa sim; gostem ou não!

A postura debochada e com viés de superioridade que os vereadores e posseiros de cargos de confiança se utilizam no trato diário com os cidadãos contribuintes denota a falta de capacidade de discernimento destas figuras que teimam em se dar uma importância que definitivamente não possuem.

Tanto na cadeia alimentar política quanto na hierarquia do poder o povo é o maior predador, o que na realidade nos falta nestes momentos pontuais como no lamentável caso da pilheria armada no ultimo dia cinco no plenário da Câmara onde a população foi levianamente conduzida a imaginar que enfim suas reivindicações seriam levadas a serio é termos a real noção da força que possuímos e fazer valer custe o que custar a nossa vontade e não sucumbir às vontades de nossos subalternos.

Entre ser omisso e a participar do espólio do erário prefiro uma terceira opção.

Quero, posso e tenho o direito de participar da vida pública da minha cidade sem ter que compartilhar das panelas administrativas, legislativas e jurídicas da cidade.

Enfim não estou atrás de cargos e nem de mandatos, mas tenho o direito de questionar e de cobrar rigidamente todos que os possuem sem ter o dissabor de ser desrespeitado em meus direitos ou rotulado de político frustrado. Sabem por quê?

Porque sou eu quem paga com o suor do meu trabalho os salários destes “qualificados” profissionais.

Então meus caros e põe caros vereadores de Campos do Jordão eu não estou solicitando respeito eu estou exigindo respeito e uma postura minimamente aceitável por parte de vocês que apesar da negativa são sim nossos empregados e devem alem de respeito satisfações de seus atos enquanto vereadores.

E quem não estiver satisfeito com as regras impostas pela nova ordem social a porta da Câmara é a serventia da casa.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia da mulheres...


Mesmo achando que as mulheres do mundo ainda não tem muito que comemorar, pois continuam sendo alvo de violência, religiosa, profissional, afetiva, e principalmente domestica, deixo minha homenagem a todas.

E acho desde que tenho juízo critico que as mulheres não lutam para ter os mesmos direitos que os homens e sim para ter o direito de serem diferentes sem que isso lhes impeça de serem tratadas com o devido respeito a que sempre fizeram jus.
 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Eco-trouxas.

Engraçado como nosso cérebro associa instintivamente algumas coisas de nosso dia-a-dia.

Um bom exemplo dessa cooptação automática e a associação da falta de educação e da sujeira com a pobreza.

Quando passamos por Capivari base dos ricos e famosos do país na alta temporada de inverno achamos normal a sujeira das ruas, calçadas e praças, porem se na mesma época do ano passamos por Abernéssia reduto dos jordanenses a mesma visão de ruas, calçadas e praças emporcalhadas nos causa perplexidade e a critica a falta de educação do povo pobre é contundente.

Todos sabem que a grande maioria dos clientes do Pão de Açúcar de Campos do Jordão é formada por turistas e pela classe média e rica residente na cidade.

Entretanto olhem como a funcionaria do supermercado preferido dos ricos da cidade encontra praticamente todos os dias a estação de reciclagem do Pão de Açúcar!

Apesar das embalagens serem de grife e os restos ali descartados serem de luxo, não deixam de ser o bom e velho lixo.

São os éco-chiques de araque que se vangloriam nas rodas de amigos de sua consciência socioambiental e adoram dar longas e boçais lições de moral verde nas redes sociais, mas na verdade a preocupação e a educação destes modinhas não passam dos portões de suas mansões.

São estas mesmas pessoas que engrossam o cordão dos desinformados que acham que a proibição do uso de sacolas plásticas em supermercados ira contribuir para a salvação do mundo.

Ignoram a opinião dos especialistas da área como o Professor Guilherme Jose Macedo Fechine da Universidade Makensie e do especialista americano Joseph Greene que asseguram que a eficiência das sacolas oxibiodegradáveis é obscura, chegando o Professor Fechine a dizer “que a única diferença entre o polímero oxibiodegradável e o comum é o tempo de fragmentação, menor no primeiro caso. Mas, em termos ambientais não existe benefício algum”.

Quanto às sacolas biodegradavies estudos também já comprovaram que os materiais realmente biodegradáveis são aqueles provenientes de fontes naturais, capazes de ser totalmente consumidos por microorganismos e que se degradam em até 180 dias.

O uso do termo na realidade serve somente para na maioria dos casos exercer uma função publicitária, para vender a imagem de que o item é ecológico.

Enquanto isso o população tem de arcar com a escandalosa cobrança destas porcarias gerando um estrondoso faturamento aos supermercados e aos chineses e vietnamitas fabricantes das sacolas retornáveis, o brasileiro realmente é muito bonzinho.

E como a vida é construída de pequenos e cotidianos aprendizados ai esta mais um que levarei comigo e tentarei passar as gerações futuras. A falta de educação e de higiene não tem nenhuma relação com o saldo da conta bancaria e sim um hábito que se adquire no berço seja ele de bambu ou de ouro.