Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Eco-trouxas.

Engraçado como nosso cérebro associa instintivamente algumas coisas de nosso dia-a-dia.

Um bom exemplo dessa cooptação automática e a associação da falta de educação e da sujeira com a pobreza.

Quando passamos por Capivari base dos ricos e famosos do país na alta temporada de inverno achamos normal a sujeira das ruas, calçadas e praças, porem se na mesma época do ano passamos por Abernéssia reduto dos jordanenses a mesma visão de ruas, calçadas e praças emporcalhadas nos causa perplexidade e a critica a falta de educação do povo pobre é contundente.

Todos sabem que a grande maioria dos clientes do Pão de Açúcar de Campos do Jordão é formada por turistas e pela classe média e rica residente na cidade.

Entretanto olhem como a funcionaria do supermercado preferido dos ricos da cidade encontra praticamente todos os dias a estação de reciclagem do Pão de Açúcar!

Apesar das embalagens serem de grife e os restos ali descartados serem de luxo, não deixam de ser o bom e velho lixo.

São os éco-chiques de araque que se vangloriam nas rodas de amigos de sua consciência socioambiental e adoram dar longas e boçais lições de moral verde nas redes sociais, mas na verdade a preocupação e a educação destes modinhas não passam dos portões de suas mansões.

São estas mesmas pessoas que engrossam o cordão dos desinformados que acham que a proibição do uso de sacolas plásticas em supermercados ira contribuir para a salvação do mundo.

Ignoram a opinião dos especialistas da área como o Professor Guilherme Jose Macedo Fechine da Universidade Makensie e do especialista americano Joseph Greene que asseguram que a eficiência das sacolas oxibiodegradáveis é obscura, chegando o Professor Fechine a dizer “que a única diferença entre o polímero oxibiodegradável e o comum é o tempo de fragmentação, menor no primeiro caso. Mas, em termos ambientais não existe benefício algum”.

Quanto às sacolas biodegradavies estudos também já comprovaram que os materiais realmente biodegradáveis são aqueles provenientes de fontes naturais, capazes de ser totalmente consumidos por microorganismos e que se degradam em até 180 dias.

O uso do termo na realidade serve somente para na maioria dos casos exercer uma função publicitária, para vender a imagem de que o item é ecológico.

Enquanto isso o população tem de arcar com a escandalosa cobrança destas porcarias gerando um estrondoso faturamento aos supermercados e aos chineses e vietnamitas fabricantes das sacolas retornáveis, o brasileiro realmente é muito bonzinho.

E como a vida é construída de pequenos e cotidianos aprendizados ai esta mais um que levarei comigo e tentarei passar as gerações futuras. A falta de educação e de higiene não tem nenhuma relação com o saldo da conta bancaria e sim um hábito que se adquire no berço seja ele de bambu ou de ouro.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Seu dinheiro pelo ralo.

As expressões meio ambiente, ecologia e sustentabilidade viraram moda, em alguns casos serve também de marketing para diferenciar empresas que se “preocupam” com o meio em que vivem.
Porem mais do que modismo já é hora de se levar estas questões a serio, fazer os infindáveis modelos de gestão ambiental e ecológica saírem do papel e se transformarem em benefícios reais não somente a população, mas principalmente ao próprio meio ambiente e não apenas deixar estas intensões virarem selos, e certificados expostos como troféu nas embalagens dos produtos desta empresas e nas campanhas politicas.
O tema já foi exaustivamente debatido e as propagandas demostrando que empresa x ou que a empresa y se tornou autossustentável em um universo de milhões de empresas isso é pífio.
Necessitamos de ações contundentes, sérias, que mudem comportamentos comerciais e sociais e que tenham um impacto imediato na natureza, precisamos de resultados e não de projetos.
Os Comitês Hidrográficos espalhados pelo país até hoje não obtiveram resultados realmente visíveis.
O CBH – SM sediado em Campos do Jordão é a prova disto.

As infindáveis reuniões e os gastos com inúmeros projetos que anualmente distribuem milhões de reais não estão sendo revertidos em benefícios diretos ao bioma da região e a população.
A Estação de Tratamento de Esgoto - ETE que já deveria ser uma realidade na cidade ainda se encontra no papel em mais um escândalo de negligencia e trafico de influencia.
A ingerência de pessoas entranhas a realidade do povo jordanense é presente e anula todas as conquistas no campo ambiental que a cidade obteve nos últimos anos.
Esta situação ridícula a que se esta prestando a administração, os órgãos públicos responsáveis pelo pela preservação do meio ambiente e o povo em geral de aceitar que milionários veranistas ditem o destino de nossa cidade já esta literalmente enchendo o saco.
Enquanto meia dúzia de palhaços endinheirados preocupados com o visual de suas fachadas tiveram mais força e direito dentro desta pocilga chamada de Campos do Jordao não teremos avanços reais nesta área.

Enquanto isso os rios que formão a nascente da Bacia do Rio da Prata estão morrendo e se tornando um esgoto a céu aberto como podemos verificar pelo odor pútrido que exala do Ribeirão Capivari, que corta todo o centro da cidade.
Ao invés de jogar nosso dinheiro pelo ralo estes entendidos que se reúnem em suas Câmaras Técnicas deveriam arregaçar as mangas e trabalhar mais e falar menos.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Coluna Passando a Limpo - Jornal Regional


O perigo mora ao lado.

Não sou um ecologista de carteirinha, mas tenho plena noção que não somos os donos do mundo e que nós seres humanos fazemos parte de um ecossistema cada vez mais frágil.


Tendo esta consciência definida muito me preocupou a informação que existe em andamento dentro do Governo do Estado de São Paulo um estudo para a transposição do Rio Paraíba do Sul com o objetivo de abastecer a macro-região de São Paulo.


Esta transposição pode vir a causar um desequilibro devastador dentro do Vale do Paraíba.


Caso este projeto seja implantado no Rio Paraíba o volume de água do rio será significativamente reduzido o que proporcionará uma maior contaminação de suas águas pelo simples fato de que mesmo com a diminuição do volume de água a descarga diária de esgotos e demais dejetos químicos continuarão no mesmo nível e com tendência de só a aumentar.


Esta contaminação provocará inúmeros impactos ambientais e econômicos á curto prazo a região, como a mortandade de peixes, a diminuição da qualidade da água potável, a redução na oferta de água a região e com a diminuição dos investimentos industriais que dependem da água para seu funcionamento.


E como em uma corrente onde todos os elos se interligam rapidamente este processo de intervenção na Bacia do Rio Paraíba se estenderá por toda a região da Mantiqueira e indubitavelmente a nossa cidade provocando mudanças térmicas, que influíram em nossa fauna, flora e economia gerando uma queda expressiva em nossa qualidade de vida.


Cabem as autoridades locais e em especial a CBHSM (Comitê das Bacias Hidrográficas da Serra da Mantiqueira) sediado em nossa cidade que fiscalize e deixe todos os cidadãos informados a respeito do andamento destes estudos.


Estamos de olho
!