Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Seu dinheiro pelo ralo.

As expressões meio ambiente, ecologia e sustentabilidade viraram moda, em alguns casos serve também de marketing para diferenciar empresas que se “preocupam” com o meio em que vivem.
Porem mais do que modismo já é hora de se levar estas questões a serio, fazer os infindáveis modelos de gestão ambiental e ecológica saírem do papel e se transformarem em benefícios reais não somente a população, mas principalmente ao próprio meio ambiente e não apenas deixar estas intensões virarem selos, e certificados expostos como troféu nas embalagens dos produtos desta empresas e nas campanhas politicas.
O tema já foi exaustivamente debatido e as propagandas demostrando que empresa x ou que a empresa y se tornou autossustentável em um universo de milhões de empresas isso é pífio.
Necessitamos de ações contundentes, sérias, que mudem comportamentos comerciais e sociais e que tenham um impacto imediato na natureza, precisamos de resultados e não de projetos.
Os Comitês Hidrográficos espalhados pelo país até hoje não obtiveram resultados realmente visíveis.
O CBH – SM sediado em Campos do Jordão é a prova disto.

As infindáveis reuniões e os gastos com inúmeros projetos que anualmente distribuem milhões de reais não estão sendo revertidos em benefícios diretos ao bioma da região e a população.
A Estação de Tratamento de Esgoto - ETE que já deveria ser uma realidade na cidade ainda se encontra no papel em mais um escândalo de negligencia e trafico de influencia.
A ingerência de pessoas entranhas a realidade do povo jordanense é presente e anula todas as conquistas no campo ambiental que a cidade obteve nos últimos anos.
Esta situação ridícula a que se esta prestando a administração, os órgãos públicos responsáveis pelo pela preservação do meio ambiente e o povo em geral de aceitar que milionários veranistas ditem o destino de nossa cidade já esta literalmente enchendo o saco.
Enquanto meia dúzia de palhaços endinheirados preocupados com o visual de suas fachadas tiveram mais força e direito dentro desta pocilga chamada de Campos do Jordao não teremos avanços reais nesta área.

Enquanto isso os rios que formão a nascente da Bacia do Rio da Prata estão morrendo e se tornando um esgoto a céu aberto como podemos verificar pelo odor pútrido que exala do Ribeirão Capivari, que corta todo o centro da cidade.
Ao invés de jogar nosso dinheiro pelo ralo estes entendidos que se reúnem em suas Câmaras Técnicas deveriam arregaçar as mangas e trabalhar mais e falar menos.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Coluna Passando a Limpo - Jornal Regional


O perigo mora ao lado.

Não sou um ecologista de carteirinha, mas tenho plena noção que não somos os donos do mundo e que nós seres humanos fazemos parte de um ecossistema cada vez mais frágil.


Tendo esta consciência definida muito me preocupou a informação que existe em andamento dentro do Governo do Estado de São Paulo um estudo para a transposição do Rio Paraíba do Sul com o objetivo de abastecer a macro-região de São Paulo.


Esta transposição pode vir a causar um desequilibro devastador dentro do Vale do Paraíba.


Caso este projeto seja implantado no Rio Paraíba o volume de água do rio será significativamente reduzido o que proporcionará uma maior contaminação de suas águas pelo simples fato de que mesmo com a diminuição do volume de água a descarga diária de esgotos e demais dejetos químicos continuarão no mesmo nível e com tendência de só a aumentar.


Esta contaminação provocará inúmeros impactos ambientais e econômicos á curto prazo a região, como a mortandade de peixes, a diminuição da qualidade da água potável, a redução na oferta de água a região e com a diminuição dos investimentos industriais que dependem da água para seu funcionamento.


E como em uma corrente onde todos os elos se interligam rapidamente este processo de intervenção na Bacia do Rio Paraíba se estenderá por toda a região da Mantiqueira e indubitavelmente a nossa cidade provocando mudanças térmicas, que influíram em nossa fauna, flora e economia gerando uma queda expressiva em nossa qualidade de vida.


Cabem as autoridades locais e em especial a CBHSM (Comitê das Bacias Hidrográficas da Serra da Mantiqueira) sediado em nossa cidade que fiscalize e deixe todos os cidadãos informados a respeito do andamento destes estudos.


Estamos de olho
!