Uma das maiores lendas do jornalismo mundial, e principalmente do brasileiro corre em torno de uma suposta imparcialidade que um bom jornalista deveria ter para exercer sua atividade de maneira plena. Como se realmente fosse possível alguém, jornalista ou não, quando e como bem entender ligar ou desligar o botão de sua consciência.
Esta autocensura jornalística esperada pela população, ensinada nas faculdades, cobrada pelos próprios colegas de profissão e exigida pelos políticos principalmente os que se encontram no poder na verdade não passa de resquícios da ditadura que não admitia conviver com uma imprensa livre – inconscientemente todos desejam que os jornalistas brasileiros sigam o “padrão globo de qualidade”.
O dilema dos jornalistas que também são cidadãos comuns fica evidente diante deste momento de grave crise política e econômica por qual o país esta passando no último ano e meio.
Para o jornalista profissional da imprensa o fim de um governo fraco e completamente afundado em um oceano de escândalos que se reproduzem mais rapidamente que uma ninhada de coelho seria um completo desastre. Seria a seca da única fonte abundante de água fresca a cristalina no meio do deserto.
Mas para o jornalista pai ou mãe de família e cidadão comum que precisa pagar suas contas e criar seus filhos sem maiores sobressaltos ou sustos futuros a saída da presidente já passou e muito de sua hora.
Exigir ou esperar em pelo século 21 que os jornalistas separem sua profissão da politica é algo que soa hipócrita demais até mesmo para uma sociedade provinciana e extremamente atrasada com a nossa.
A política faz parte intrínseca da vida de qualquer pessoa e de qualquer profissional e não pode ser diferente com os jornalistas.
Deixar claro o que pensam e o que esperam de seu governo e de seu país não deveria ser visto como um crime, mas como uma evolução da profissão e principalmente da sociedade.
Se artistas, intelectuais, juristas e profissionais das mais diversas áreas tem o direito de expor seu juízo pessoal publicamente sem serem estigmatizados, nada mais normal que os profissionais que mais lutaram para que hoje todos os demais profissionais e cidadãos pudessem desfrutar de sua liberdade de opinião também tenham este direito.
O desafio jornalístico em épocas onde a democracia e a liberdade estão ameaçadas não se restringe somente a registrar e contar a história, mas principalmente fazer parte ativa dela.
Para mim que sou dependente única e exclusivamente do suor do meu trabalho e não de alguma vertente ideológica ou pior... De alguma vertente poderosa ou que se acha poderosa, toda sexta feira é dia comum, apenas o fim de uma semana litúrgica de trabalho, que em inúmeras vezes se estende fim de semana adentro, tendo em vista que trabalhador geralmente carrega pedras quando enquanto descansa.
Fundado a mais de 30 anos no chão da fabricas do ABC paulista o Partido dos Trabalhadores o PT se fez dividindo o povo em nichos das mais variadas matizes.
Patrão contra empregado, branco contra negro, político contra o povo, mulher contra homem, eteros contra homossexuais, estudantes contra qualquer um, eles contra nós, o bem contra o mal e ele o PT contra tudo, etc, etc, etc...
Pra formar esta consciência belicosa o PT semeou a discórdia no seio da sociedade brasileira por décadas a fio com a ajuda inestimável da chamada “sociedade organizada” e principalmente por falanges da igreja católica brasileira que apesar de completamente antagônica a sua doutrina nunca escondeu sua perigosa predileção pela ideológica comunista.
É verdade que todos eles e principalmente o PT obtiveram êxito na massificação de sua doutrina. Hoje milhares de militantes estão dispostos a lutar contra o resto da nação para manter a hegemonia doentia petista no poder. Envenenaram toda uma geração e degeneraram a moral do povo e nivelando a sua.
Mas é verdade também que esta divisão, assim como um poderoso feitiço se voltou contra eles próprios. Hoje o Brasil esta visivelmente dividido. Mas não da forma como eles e principalmente o PT imaginaram e muito menos pelo que trabalharam. Hoje o povo tomou as rédeas dos acontecimentos e cindiu a nação de cabo a rabo – hoje sonos todos contra o PT.
A forma arcaica, antiquada, desidiosa e principalmente desleal como os princípios socialistas foram aplicados em nosso país foram de tal forma desfigurados que o brasileiro hoje não vê diferença ou a possibilidade de haver uma significante diferença entre o socialismo e o comunismo.
A forma tosca como o socialismo é exercido no Brasil inviabiliza o seu crescimento e mancha de negro todas as conquistas sociais conquistadas principalmente na Europa pelos verdadeiros socialistas.
Nenhum cidadão brasileiro em sâ consciência é contra uma sociedade mais igualitária, com uma distribuição de renda justa e com a possibilidade de todos os cidadãos por mais necessitados que sejam saber e principalmente sentir que esta amparado por um Estado forte é por uma sociedade unida por um bem comum.
Mas também a grande maioria não é idiota o suficiente para achar que isso vai acontecer pelas mãos dos atuais socialistas brasileiros.
Se a centro esquerda, a direita ou a extrema direita brasileira esta estagnada ou como os jovens esquerdistas gostam de filosofar “estão no morpho”, a esquerda e principalmente a extrema esquerda involuiu e voltou a primeira década o século passado. Onde os Bolcheviques realmente acharam que todos os seus problemas estariam resolvidos com o assassinato da Família Real e com a estatização das riquezas do povo.
A historia esta ai para quem quiser ver... Deu no que deu!E o mais triste. Em alguns países ainda esta dando.
“Depois da porta arrombada não adianta colocar cadeado”
Provérbio Português
Campos do Jordão passa por um momento muito delicado em sua segurança pública. Usar esta insegurança da população para amealhar algum tipo de beneficio politico a beira de mais uma eleição não me parece ser correto. Nem mesmo aos “bem intencionados”.
A insegurança não é um problema de hoje, do amanhã ou do passado. A insegurança no Brasil é um problema de sempre. E por isso mesmo deveria ser tratado assim como a saúde como um programa de Estado e não de governo (para quem sabe a diferença entre Estado e governo sabe do que estou falando).
Não quero criar polemica, e menos ainda questionar alguém ou alguma instituição em particular, mas creio que falta um pouco de foco e de seriedade institucional em nossa cidade.
Fazer reunião para decidir que marca de cadeado se deve comprar depois da porta arrombada é o que restou para os responsáveis por nossa segurança. Não lamento! Simplesmente me resigno. Esta é a realidade da cidade.
Ficam somente as perguntas: Depois de quatro anos de governo por que nenhuma vírgula do plano de governo tucano referente a segurança foi tirado do papel?
E o mais importante. Porque a Câmara nunca cobrou do executivo o cumprimento das promessas de governo na área de segurança até o dia de hoje?
Acho que estas instituições devem dar alguma satisfação a população, mas com o “material humano” que temos hoje vejo com ceticismo algum tipo de providencia eficaz a curto ou médio prazo.
Acabou neste último dia dois o prazo de filiação para quem quer disputar cargos eletivos. E no dia 18 de março, também se encerrou a “janela” para que os políticos já eleitos trocassem de partido sem correrem o risco de perderem seus mandatos.
Em Campos do Jordão o troca-troca de partidos foi intenso e confirmou o que sempre soubemos. Não existe identificação dos políticos com seus partidos, e menos ainda algum tipo de ideologia que os vincule.
Tanto partidos quanto candidatos agem como se fossem produtos hortifrutigranjeiros expostos em um tabuleiro de feira livre. Uma vergonha!
Preocupados única e exclusivamente com o coeficiente eleitoral, a “suruba” partidária dos últimos dias “vitaminou” uma sigla em especial e desnutriu a olhos vistos outra que além de passar por uma terrível crise interna em seu diretório municipal também se desgastou demais devido o envolvimento nos últimos escândalos políticos em Brasília.
Prova disto são os vereadores que foram eleitos por partidos de extrema-esquerda na cidade que temendo um boicote dos eleitores nas urnas, pularam para legendas de centro ou de direita sem esboçar nem um tipo de constrangimento.
O próximo passo agora é esperar as convenções que oficializarão os nomes dos candidatos que disputarão o cargo majoritário, e a lista das dezenas de candidatos a vereador.
Depois das convenções que deverão ocorrer entre julho e agosto, o relógio do tempo dispara, e a contagem regressiva para o dia “D” não para mais.
É bom lembrar que este ano teremos uma novidade que poderá fazer a diferença para muitos candidatos. Principalmente para quem pretende correr atrás de uma cadeira na Câmara. Nas próximas eleições, o tempo de campanha e de propaganda eleitoral, será reduzido pela metade. Terá apenas 45 dias.
Quem já não tiver feito um bom trabalho durante estes últimos anos, o chamado trabalho de formiguinha, vai ter grandes dificuldades para convencer o eleitor em apenas 45 dias de campanha.
Já a campanha para o cargo majoritário é um assunto à parte. Não se tem como cravar meses antes das eleições quem vencerá, mas se tivermos mais de cinco candidatos concorrendo, o atual prefeito sem dúvidas sai na frente com grandes chances de emplacar pela primeira vez uma reeleição na cidade.
Para evitar desgastes absolutamente desnecessários, depois das convenções procurarei não me manifestar sobre os eventuais candidatos, tendo em vista que nesta época costumam aparecer muitos entendidos em política na cidade, aqueles experts sazonais que aparecem somente de quatro em quatro anos e que não passam de asnos metidos a cavalo de raça embaralhando ainda mais a cabeça já complica dos eleitores.
E já sabemos muito bem o que acontece quando os eleitores jordanenses já sem uma boa opção nas urnas e completamente ludibriados pelos salvadores da pátria costumam fazer no dia da eleição.
Agora a moda no Brasil é ser
desonesto intelectual.
Eu já escrevi sobre este tema
(honestidade) inúmeras vezes. Como nem sempre água mole em pedra dura tanto
bate até que fura... Volto ao tema por mais uma vez; e voltarei quantas vezes
forem necessárias até que a natureza seja respeitada... E a água com sua mansidão,
mas também com sua persistência fure a pedra.
Vamos lá! A mulher de César não
basta ser honesta, tem de parecer honesta.
Quem estiver interessado na origem
desta afirmação que de um “Google” – a minha paciência em sempre explicar esta
frase acabou junto com a minha vontade de esperar que exista alguma inteligência
política no Brasil.
Inteligência política que infelizmente
e definitivamente enterrei com pompa e circunstância depois de algumas
declarações de supostos artistas/intelectuais em defesa de um governo tão
corrupto e tão destroçado moralmente quanto o atual.
Fiquei perplexo quando muitos
supostos artistas - e muitos logicamente não são poucos, e supostos não quer
dizer em seu oficio de origem, pois como artistas são a fina flor da música, da
literatura e da dramaturgia contemporânea tupiniquim - se arvoraram a “defender
a democracia” como se ela realmente estivesse em perigo.
Atores como Wagner Moura que
prestou um desserviço a nação e principalmente a sua própria biografia ao vir a
público afirmar em um artigo veiculado no jornal de maior circulação no país onde
o preocupado cidadão/artista diz com a maior naturalidade do mundo que: “Embora
me espante o ódio cego por um governo que tirou milhões de brasileiros da
miséria e deu oportunidades nunca antes vistas para os pobres do país, não
nego, em nome dessas conquistas, as evidências de que o PT montou um projeto de
poder amparado por um esquema de corrupção. Isso precisa ser investigado de
maneira democrática e imparcial”.
Pois é! O tal intelectual reconhece
a existência de um esquema de corrupção instalado no poder pelo PT, mas é
contra a saída da presidente que permitiu por cumplicidade ou por incompetência
que tal esquema prosperasse a ponto de hoje ser considerado o maior escândalo
de corrupção que a humanidade tem conhecimento.
E dando cara a seu estelionato
intelectual o ator oculto atrás do sucesso de suas personagens intitulou sua
“peça teatral” de “Pela Legalidade”.
Então... Segundo a teoria do
ator/ativista/anticapitalista que sonha com um Oscar, e que nas horas vagas também
acumula as funções de conselheiro presidencial se eu roubar a mão armada uma
loja em Abernéssia, mas dividir parte do produto de meu delito com as crianças
pobres de minha comunidade eu não mereço castigo.
Como se diz aqui no interior de São
Paulo: é de cair o cú da bunda!
E o que dizer de sua espantosa “ajudante
de palco”? Outra estrelada artista? Letícia Sabatella. Que coisa hein! A
renomada e talentosíssima atriz em um ato estritamente político veio a público
dentro do Palácio do Planalto dizer como abertura de seu inflamado discurso em
defesa da presidente que: “atualmente, faz oposição ao governo petista, mas fez
questão de ir ao ato em defesa da presidente porque, na opinião dela, há em
curso um "plano maquiavélico de tomada de poder na marra" por parte
de partidos oposicionistas”.
Trata-se ai do segundo episodio do
filme de terror iniciado por “Pablo Escobar”.
Sim! Em complemento as teorias de
seu colega, segundo a descolada e vanguardista pensadora não interessa se para
chegar onde chegou Dilma tenha falsificado seu currículo e mentido na
entrevista de emprego. Se ela foi contratada, ela não pode mais ser despedida
por justa causa, mesmo enfiando a “empresa” na lama, e de ter seus patrões
descoberto o engodo.
Fiquei alguns minutos tentando
entender tanto o texto do “Capitão Nascimento”, quanto à declaração de viva voz
da “Yvone”.
E me dei conta que estava ali perante
um dilema novelesco.
Estava eu diante de artistas e não
me restrinjo aos dois. Pois as redes sociais e os atos em apoio ao governo
petista estão cheios de outros que comungam da mesma opinião - Artistas em sua
esmagadora maioria que há muito tempo ganham seu pão de cada dia e devem boa
parte de seus sucessos a uma das empresas que segundo eles mesmos é uma das
maiores sonegadoras de impostos e a principal articuladora e manipuladora das
vontades do povo; e por consequência, uma das responsáveis diretas pelas
desgraças sociais do país.
Meu assombro acabou por ai. Lembrei
que são atores. Os melhores da atual geração. São capazes de interpretar uma
personagem diante das câmeras e das mídias sociais e depois voltar ao aconchego
de seus lares como se aqueles que ali estavam diante das câmeras, nas páginas
dos jornais, das revistas e demais mídias, nada! Absolutamente nada; tenham a
ver com eles ou com suas famílias.
Vivem na vida real o que interpretam
em seus trabalhos, e interpretam na vida real o que queriam viver em seus
trabalhos.
Trabalhos estes muito bem
remunerados tanto pelo governo quando interessa a ambas as partes, quanto pela segundo
suas próprias afirmações; a maior representante da elite branca e opressora do
país. A Rede Globo.
Não importa se os dois protagonistas
desta patuscada “global” são honestos, eles tem a obrigação principalmente por
serem figuras públicas de também se comportarem com honestidade.
Quanto à “ex-CQC”. Ela provou que
tem talento para nos fazer rir, não somente de suas personagens, mas
principalmente dela mesma.
Pobre Brasil! Nação rica, habitada
por um povo pobre e dominada por pensadores miseráveis.
Em
agosto de 2013 publiquei um artigo em meu Blog dizendo que estava completamente
desapontado com os eleitores jordanenses por terem escolhido um “ilustre
desconhecido” que só tinha conquistado a mais cobiçada cadeira da política da
cidade por ter encontrado guarida nos mais altos e confortáveis ninhos da
sociedade jordanense.
Disse
também que a população por mais uma vez tinha se deixado levar por promessas
vazias, e que tinha entregado de bandeja a administração da cidade a gente que
simplesmente não tinha o mínimo conhecimento das reais necessidades e anseios
do verdadeiro jordanense, aquele que nasceu, cresceu e que morrerá pisando
geada, e não dos tais paraquedistas que usam o nosso gentílico somente por uma
questão de moda. De estilo!
Além
disso, afirmei peremptoriamente que as manchetes dos jornais que estariam por
vir, estampariam em suas páginas em imagens e fatos a verdade sobre a equivocada
escolha, e que antes que os “indignados profissionais” se arvorassem a apontar
seus dedos podres para estes maus feitos, que lembrassem de que todos eles;
vereadores e prefeito tinham sido eleitos dentro de um processo estritamente
democrático, e que quem elege político incompetente não é vitima, é cúmplice.
Infelizmente
tinha razão. Assustadoramente como se fosse uma profecia a história se repetiu
em uma sequência tétrica digna de Alfred Hitchcock: saúde, educação,
infraestrutura, turismo, segurança e comércio ficaram completamente abandonados
nestes últimos anos, e o povo completamente iludido pela cara de bom moço do
prefeito e pela suposta “jovialidade” dos vereadores.
As
redes sociais que seriam uma importante fonte de resistência popular aos poucos
foram sendo tomadas pela tropa de choque governista e pelos politicamente
corretos, aquela fatia de supostos intelectuais que evitam a todo custo ficar
mal com o poder, mas também não tem coragem o suficiente para dar uma solene
banana para o resto da população.
Os
grupos políticos que sobraram no Facebook também aos poucos caíram em
descrédito, e hoje não passam de murais de recadinhos carinhosos, informativos
institucionais ou discussões surreais que de tão trágicas acabam se tornando
engraçadas.
Sinto
que estamos passando por um período de grave paralisia social, que ainda
estamos completamente anestesiados pelo resultado completamente absurdo das
urnas que devolveu a cidade às oligarquias que deveriam a muito estar
esquecidas e enterradas com a pompa e circunstancia que mereciam.
Hoje
nosso prefeito continua sendo “ilustre” em respeito ao cargo que ocupa, mas já
não é mais um desconhecido da população que já sabe muito bem do que ele é
capaz.
Cabe
agora saber se isso vai ser bom ou não para ele nas próximas eleições.
É fato! Não é mais um sonho da elite branca, ou um conluio da mídia golpista. A esquerda brasileira esta se canibalizando.
O sangramento do desgoverno Dilma chegou ao seu ápice com a nomeação do ex-presidente investigado como Ministro Chefe da Casa Civil – ou não!? – No que se refere aos petistas tudo o que é ruim, sempre pode piorar; inclusive para eles mesmos.
A esquerda brasileira que domina a cena politica nacional há quatorze anos agoniza, e leva consigo todo o país.
Esbirro da ideologia comunista que assola todo o continente sul-americano, o PT conseguiu a proeza de se transformar em um curtíssimo espaço de tempo de esteio moral e ideológico de toda uma geração em uma entidade tão contaminada, que ninguém mais quer ter contato.
Mais espertos que o mestre, alguns gafanhotos já saltaram da nau a deriva e formaram uma frota esfarrapada de “partidecos” sofistas sociais, que apesar da insistência em afirmar que não fazem parte da esquadra pirata governista, fazem descaradamente sua escolta.
Diante deste quadro estarrecedor de corrupção generalizada e institucionalizada, e com as recorrentes tentativas de manipulação dos poderes instituídos com a distribuição de verbas e cargos ao legislativo, e com o aparelhamento do judiciário com o único intuito de manter o plano de poder lulupetista em funcionamento – temos uma oposição acanhada e assustada que não consegue se mover ou esconder o seu temor de também ser tolhida de uma hora para outra pelo tsunami de escândalos que gracejam o Planalto.
Devastado por gerações de brasileiros descompromissados com sua pátria, o país não tem mais uma regra moral definida pela qual deve se nortear, e como disse o Ministro da Educação da Pátria Educadora, flagrado em mais uma gravação comprometedora: na politica do Brasil de hoje, tudo pode.
Aproveitando-se deste hiato moral que permeia a sociedade, políticos de caráter duvidoso acoitados em siglas “místicas” sem ideologias claras, produzem uma geleia de ideias e conceitos políticos desconexos que são usados em larga escala para cooptar as mentes de uma juventude que acha que a politica pode ser absorvida por osmose, ou fumada como se fosse uma espécie de baseado ideológico.
Neste momento me sinto um tanto curioso e muito ansioso por saber o que será feito da esquerda horizontal, quando a esquerda vertical implodir de vez.
Não é segredo para ninguém que o
Brasil nunca foi um país admirado por sua seriedade, nem no primeiro e nem no
segundo império, e menos ainda na república velha ou na nova. Muito pelo
contrário! Sempre se empenhou em criar situações embaraçosas onde nossa credibilidade
como nação e principalmente como cidadãos civilizados fossem questionados mundo
afora.
E quem mais esta se empenhando em
levar esta “tarefa” às últimas consequências tem sido o Supremo Tribunal
Federal, que vem criando nestes últimos anos enormes constrangimentos e
insegurança não somente a classe jurídica, mas principalmente a população.
A última perola do STF, foi
produzida na tarde do último dia 17 de fevereiro, e rapidamente se tornou
destaque de todos os meios de comunicação do país.
Segundo o novo entendimento da
Suprema Corte Brasileira, todo réu pode começar a cumprir pena depois de
decisão de segunda instância, o que contraria o princípio da presunção da
inocência previsto no artigo 5º, inciso LVII da Constituição, e tornando inútil
o instituto do trânsito em julgado dos processos.
Estas anomalias jurídicas que estão
sendo criadas no plenário maior do STF nestes últimos anos, merece uma pesquisa
mais aprofundada por parte dos cientistas de todo mundo, afim de saber se não
existe oculto no DNA brasileiro uma espécie de microcefalia ainda não
identificada que ataca principalmente o intelecto dos componentes dos três
poderes.
Vejam bem. Não se trata aqui de
proteger a impunidade, ou exaltar as chicanas jurídicas, mas sim de respeitar a
Constituição, Lei maior e irrevogável no que se refere aos direitos e garantias
fundamentais e individuais inscritas em cláusulas pétreas.
Estas monstruosidades jurídicas
irão aos olhos do resto do mundo produzir daqui alguns anos cidadãos
brasileiros com biografias realmente incompreensíveis, tipo: “Fulano nasceu,
cresceu e morreu. E de 2020 a 2040 cumpriu vinte anos de pena em regime fechado
por um crime que a justiça mais tarde o "julgou" inocente”.
Desculpem-me, mas não precisa ser
Ph.D. em direito para saber que o problema não esta em que instância o réu deve
ser preso, e sim no enxugamento dos ritos processuais que oferecem centenas de
recursos, principalmente para aqueles que tem condições de contratar bons
advogados.
Certos acontecimentos na historia
de uma nação não dizem respeito à justiça, mas sim a sua moral.
E isso fica evidente quando
destacamos que muito antes de serem Ministros do STF todos eles são cidadãos
brasileiros, e por consequência são o fruto da moral e da justiça doente que
nossa sociedade produz diariamente.
A genuflexão dos poderes diante do
clamor popular nem sempre é digno de aplausos – considerando que nem sempre a
população tem desejo de justiça, mas sim “desejo de camarim”.
Sem mais nenhuma representatividade junto à população, e com um indisfarçável alinhamento com as questionáveis políticas públicas empreendidas na cidade pela atual administração, principalmente na área da saúde, a Câmara de Vereadores de Campos do Jordão, passou os últimos anos atuando como coadjuvante de uma tragédia anunciada, quando tinha tudo para ser a protagonista de uma história de superação.
Ao abrirem mão de sua principal função que é a de fiscalizar de perto o trabalho do executivo, tornaram-se todos em nada mais do que meros chanceladores oficiais das vontades do alcaide – transformaram a Câmara em uma discreta extensão do Gabinete do Prefeito.
O balanço dos trabalhos do legislativo jordanense nestes últimos anos se resume a duas únicas ações: A realização de um concurso público, e a devolução de alguns milhares de reais aos cofres do executivo. Dinheiro este, diga-se de passagem, que depois de devolvido ninguém sabe ao certo que destino tem.
Para os desavisados de plantão e para os aduladores profissionais duas relevantes ações, para quem se aprofunda só um pouco no assunto, duas grandes decepções.
A primeira porquê não se trata de uma inovação, e menos ainda de uma iniciativa dos atuais vereadores, mas apenas de cumprir um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assumido anteriormente pela casa junto ao Ministério Público, e a segunda, porquê é a prova de que os vereadores das gestões passadas estavam gastando muito e mal o nosso dinheiro.
Nenhum dos sérios problemas vividos pela população durante os últimos anos na educação, segurança, habitação, infraestrutura, transporte ou na saúde conseguiram sensibilizar nenhum dos vereadores a ponto de fazer algum deles se indispor com o prefeito.
Podemos definir os últimos três anos de atuação da Câmara como uma importante reserva política que deveria estar a serviço da população, mas que funcionou sempre abaixo do volume morto.
Por estes motivos a saída dos treze cavaleiros do apocalipse se tornou uma condição sine qua non para que a cidade reencontre o caminho do desenvolvimento.
De qualquer maneira é sempre bom ter muita cautela quando tecemos críticas ao legislativo, pois como muito bem nos avisou Ulisses Guimarães, “a próxima sempre pode ser pior”.
Subversivo é todo aquele que pretende mudar o mundo destruindo conceitos, quebrando paradigmas transformando a ordem política, social e econômica estabelecida.