Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Apagão político - A Tribuna

Assim que o sol se põe atrás das montanhas do Vale do Capivari, lentamente a escuridão vai tomando conta das ruas da bucólica cidade de Campos do Jordão, encravada no alto da Serra da Mantiqueira.

Esta poética alusão não é apenas romântica. É a mais realista das verdades por qual a população da cidade vem passando desde que a iluminação pública ficou a cargo da prefeitura e não mais da concessionaria de energia elétrica responsável pela cidade.

No final do ano passado como já é de praxe, a prefeitura veiculou em sua página oficial no Facebook a notícia que a empresa contratada para fazer a manutenção da iluminação pública já tinha reacendido 200 pontos de luz, e que a previsão para que toda a demanda da cidade fosse atendida seria de no máximo um mês.

Passados mais de seis meses, e mesmo pagando uma taxa mensal que é cobrada diretamente na conta de luz da concessionaria e repassada religiosamente à prefeitura, o que se vê nas ruas assim que a escuridão toma conta da cidade é exatamente o contrário do que dizia a nota oficial da prefeitura.

Multiplicam-se os pontos de iluminação pública que estão apagados pela cidade, deixando várias ruas até mesmo no entorno do centro da cidade praticamente às escuras, aumentando a sensação de insegurança e evidenciando o abandono da cidade pelo poder público.

Ao não conseguir dar conta nem mesmo da troca de lâmpadas das ruas da cidade, a equipe que cerca o prefeito escancara mais uma vez a sua completa incompetência colocando a população em risco diante de um possível colapso na iluminação pública.

Mas onde o blackout geral já é fato desde o inicio do governo tucano é na câmara de vereadores.

Mesmo diante de mais esta calamidade pública que coloca em risco real a segurança da população de toda a cidade, principalmente da população feminina que fica a mercê da bandidagem na escuridão que toma conta principalmente das ruas da periferia da cidade, nenhum vereador se posiciona firmemente exigindo que a prefeitura ou a empresa contratada resolva imediatamente mais este grave problema.

A escuridão das ruas da cidade paradoxalmente é o reflexo da escuridão política que tomou conta da cidade com a omissão dos vereadores que mantêm a sua firme posição de agirem como advogados do executivo, e não como representantes da população.

Se o apagão na iluminação pública ainda é uma probabilidade, o apagão político na cidade já é uma realidade. #cadevereador  



quinta-feira, 9 de junho de 2016

Ser político no Brasil ainda é um bom negócio - A Tribuna

Praticamente as portas das convenções partidárias informações dão conta que pelo menos 12 pré-candidatos se movimentam nos bastidores para levar suas campanhas às ruas da cidade.

Caso esta pulverização política venha realmente a se confirmar vários indicadores positivos e negativos devem ser levados em consideração pelos eleitores antes de escolherem seus candidatos.

Desde sempre a política local foi dominada por um número reduzido de famílias abastadas ou pelos protegidos destas famílias que se revezaram no poder nestes últimos trinta anos de eleições diretas – para quem não sabe, na época da ditadura militar por motivos de segurança nacional não havia eleições diretas na cidade, neste período os prefeitos de Campos do Jordão eram indicados pelo Governador do Estado. Eram os chamados prefeitos biônicos.

A se confirmar esta vasta gama de candidatos podemos afirmar que estas famílias perderam suas forças e novos grupos políticos, mais populares e menos elitistas estão se formando e se firmando dentro da cidade.

Por outro lado, à divisão excessiva do eleitorado aliada a uma alta taxa de abstenção no dia da eleição pode beneficiar um candidato em particular, e acabar demonstrando que esta suposta independência politica não passa de uma manobra muito bem articulada para compensar matematicamente nas urnas o alto nível de rejeição de alguns candidatos.

Algumas raposas felpudas impedidas por força da Leia da Ficha Limpa de participarem das próximas eleições, prevendo uma possível troca de mãos dos poderes políticos da cidade se articulam freneticamente na coxia dos partidos para mesmo sem cargos manterem seu poder político se aproximando e apadrinhando vários candidatos em vários partidos, tentando desesperadamente ampliar o máximo possível seus leques de possibilidades.

Diante deste cenário completamente embolado e imprevisível uma coisa esta bem definida. O descontentamento da população com a fraca atuação dos últimos prefeitos é evidente.

A completa incompetência administrativa das últimas gestões responsáveis pela decadência da cidade pode se voltar contra os políticos profissionais da cidade abrindo caminho para a eleição de um novato.

Aconteça o que acontecer nas próximas eleições uma coisa é certa. Apesar da permanente crise por qual passa a cidade, ser prefeito de Campos do Jordão contínua sendo um ótimo negócio.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Assessor parlamentar - Jornal Regional

O que faz este cidadão que é tão famoso quanto o vereador e que apesar do nome pomposo praticamente ninguém sabe realmente qual é a sua utilidade, tendo em vista que na maior parte das vezes, nem mesmo eles ou os políticos que os colocam lá sabem qual é o seu dever, ou as suas atribuições?

O assessor é uma espécie de secretário ou secretaria de luxo, ou um office-boy ou office-girl com nome esquisito?

Nem um, muito menos o outro - No mundo de hoje onde cada vez mais pessoas despreparadas estão tomando o poder político do país e na cidade os assessores são figuras indispensáveis para que o mundo não seja exterminado pelas nobres toupeiras que habitam nosso legislativo.

Bom caros leitores! Justifiquei a nobre figura, mas não expliquei nada, não é mesmo?!

Como não existe uma definição exata sobre o que é de competência ou não de um assessor (caso alguém tenha, por favor, me enviem) resolvi criar a minha:

Pra mim um assessor tem por objetivo filtrar as informações das mais diversas áreas de atuação de seu assessorado, encaminhando a ele somente as de relevância, manter-se informado a respeito dos assuntos gerais do cotidiano e aprofundar-se nos assuntos da área de atuação de seu assessorado.

Levar ao seu assessorado a maior gama possível de opções para a tomada das decisões e principalmente evitar ao máximo a exposição negativa, opinando e revisando todas as declarações e ações de seu assessorado.

Portanto, um assessor é por definição o para raio, a babá, o primeiro dos críticos, e o último dos puxa sacos do parlamentar. Somente assim o bom trabalho do vereador terá pelo menos 50% de chances de dar certo.

Pode parecer pouca coisa, mas um mau vereador pode se tornar útil a população se for assessorado de maneira profissional e eficiente; Já um bom vereador pode ter seu trabalho muito comprometido, se tiver ao seu lado uma equipe desqualificada ou descompromissada com suas bases politicas.

E para você? Para que serve um assessor parlamentar?

terça-feira, 24 de maio de 2016

O Odorico Paraguaçu da Montanha Magnífica. - A Tribuna

O original tinha o sonho de construir um cemitério, o genérico... Um hospital!

Mesmo a contragosto, o alcaide da Montanha Magnífica não teve outra escolha; Teve de se vergar ante as exigências dos manifestantes que tentaram invadir seu gabinete com um caixão em protesto pela total falta de condições de atendimento de seu recém-inaugurado Complexo de Saúde (a menina dos olhos do Novo Jeito de Governar), e acabou exonerando neste último dia 13 de maio (data do decreto) o desairoso Secretário de Saúde. Por obra do acaso a data do sinistro é a mesma em que o povo brasileiro comemora a abolição da escravatura.

Nem mesmo seus olhos azuis e sua excelente interpretação de “Odorico Paraguaçu” diante das lentes da “Vênus Platinada” foi o suficiente para salvar o pescoço de seu fiel escudeiro da guilhotina – o alcaide teve de servir ao povo o que o povo exigiu: a cabeça de um “nobre” de sua corte servida em uma bandeja de prata com uma maçã na boca.

Cabe saber agora se somente uma cabeça será o suficiente para aplacar a fúria da população que descobriu que não é só de praças, calçadas e notas oficiais que vive o homem.

O caos instalado em toda a administração com destaque para a segurança e principalmente para a saúde, nada mais é do que o reflexo das decisões e escolhas equivocadas tomadas logo após a tomada do poder pelos tucanos, que apesar de terem um marketing do nível de um Barcelona têm um desempenho em campo de envergonhar até a torcida do Íbis.

Desde o apoteótico anúncio de sua secretaria quem teve o bom senso de me dar ouvidos sabia que eu já alertava para a fragilidade de sua equipe, que apesar de ser formada por homens de bem, também era formada por homens sem iniciativa. Uma equipe meramente decorativa.

E não adianta tentar se justificar, diante de fatos não existem argumentos. Dizer o quê, ou avaliar como uma administração pública cuja equipe não consegue dar conta nem de uma infestação de piolho de cobra?

Mas que uma coisa fique bem clara! De maneira alguma coloco em dúvida a honestidade e a honradez de nossos representantes ou de seus assessores, que em minha humilde opinião já deram muitas provas do esmero com que trabalham com o erário como ficou evidente no caso do dinheiro brilhantemente investido no aluguel da superfrota de carros oficiais logo no início da atual administração. Mas diante de números negativos tão expressivos na área de segurança e principalmente na saúde, creio que pelo menos posso questionar a competência destes senhores como gestores públicos.

Como diria Odorico Paraguaçu o folclórico Prefeito da lendária Sucupira: já passou da hora desta gente bonita, inteligente, cheirosa e sarada botar de lado os entretantos e partir para os finalmentes. #cadevereador

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Os sacos podem até ser de partidos diferentes, mas a farinha... Com certeza é a mesma! - A Tribuna

Política nunca foi sinônimo de seriedade no Brasil. Mas os políticos mais antigos faziam questão de manter as aparências, a tal “liturgia do cargo”, hoje... Nem isso! A nova geração faz questão absoluta de tratar a coisa pública com um desleixo de deixar morador de república estudantil ruborizado.

Hoje, os detentores de cargos públicos em todas as instâncias se comportam como se estivessem em um “baile funk” - com todo o respeito aos bailes funk que com certeza são muito mais organizados e sérios.

A chicana do Presidente interino da Câmara, o Deputado Waldir Maranhão (PP MA), tentando anular a sessão do impeachment após um longo encontro mantido na calada da noite com o Ministro Chefe da AGU, é a prova da desqualificação política, moral, ética e intelectual de nossos representantes.

Tanto o Advogado Geral da União quanto o Presidente interino da Câmara assinaram a sua sentença de morte política, e jogaram as suas já patéticas biografias no lixo da historia como a mais atrapalhada dupla de aloprados a ocuparem cargos públicos no governo petista.

Espantosamente Waldir Maranhão conseguiu a proeza de em tempo recorde ser mais medíocre que Severino Cavalcante. É o Brasil expandindo a sua estupidez e encolhendo seu senso de ridículo.

Mas como no Brasil todo fundo de poço tem um alçapão, a palhaçada institucional foge das fronteiras da esquerda histérica e invade as fileiras da direita dissimulada com a mesma eficácia.

Aqui em Campos do Jordão são os tucanos que não têm o mínimo pudor de tratar a população como completos idiotas.

Com a segurança e a saúde totalmente sucateadas e sem condições mínimas de justificar o caos instalado na cidade nestas duas áreas, o alcaide apela para sua já tradicional retórica dissimulada e jocosa alegando em entrevistas e em notas oficiais que nunca na historia da cidade a segurança e a saúde do jordanense foi tão respeitada ou esteve em condições tão boas.

No mínimo um desrespeito com os familiares dos falecidos no complexo de saúde e com as vitimas de assaltos e homicídios.

Respeito à indignação dos que protestam contra a miséria em que se encontra a saúde, e concordo que o descaso com que o secretario de saúde, a prefeitura e os vereadores vêm tratando este assunto é um tapa da cara do trabalhador jordanense, mas como já disse em várias outras oportunidades: não se pode exigir das pessoas virtudes que elas não possuem.

No mais: os sacos podem até ser de partidos diferentes, mas a farinha... Com certeza é a mesma!

terça-feira, 26 de abril de 2016

Tá ruim, mas tá bom.

Mesmo passando pelo seu pior momento no turismo, na saúde, na segurança e até mesmo em sua limpeza pública, ainda encontramos quem ache que esta tudo bem em Campos do Jordão e que o povo é que reclama de tudo e exige de mais.

Segundo os argumentos de um ex-político publicado no jornal de maior circulação na cidade, pessoas como eu que não se envolvem diretamente na politica ou que não abrem postos de trabalho na cidade não sabem o que falam e por isso não tem direito de reclamar.

Onde já se viu criticar governos que foram e são compostos pelas mais dedicadas pessoas!

Pessoas que deixam suas vidas de lado para se dedicar a causa pública; Para ouvir e socorrer os mais humildes e que ainda encontram tempo em suas agitadas agendas para se dedicar a suas famílias perfeitas!

Ora! Criticar é muito fácil!

Para que pegar no pé da prefeitura por conta do não recolhimento do lixo? Custa você sair um pouco mais cedo de casa e levar pessoalmente seu saco de lixo no lixão da cidade?

Para que se estressar com a Secretaria de Saúde se você não encontra um bom atendimento no pronto socorro? Não custa quase nada uma consulta particular!

Se o único hospital da cidade for para o beleléu é só organizar sua agenda e levar a sua esposa ali em Taubaté para dar a luz a seu filho. E isso ainda tem as suas vantagens, seu filho será um cidadão taubateano em vez de jordanense, olha que chique!

Sua rua está esburacada? Custa você organizar uma vaquinha na vizinhança e contratar você mesmo uma empresa pra fazer os reparos?

As praças da cidade estão que é puro mato? Para de ficar de olho no terreno dos outros e vai tomar conta do seu meu camarada!

A escola do seu filho esta afundando? É só se reunir no final de semana com outros pais e escorar as salas de aula com varas de eucalipto, dá certo na construção civil! Porque não vai dar certo na escola de seu filho?

Aquele centro gastronômico que daria uma oportunidade de emprego para você ou para seu filho não saiu do papel? Para com isso cara! O jordanense nunca precisou de escola para atender os turistas e olha aonde chegamos!

Falta limpeza no seu bairro? Quem tem de tomar conta do lugar que mora é você, não os outros!

O brasileiro reclama de mais, exige de mais, e o que dá em troca? Nada! Só paga a conta.

Você só paga a conta e não faz mais nada, e vem reclamar do fulano que está lá se dedicando de corpo e alma para gastar seu dinheiro? Povo ingrato.

Como muito bem lembrou o ex-prefeito, não pense no que a cidade pode fazer por você, mas sim no que você pode fazer pela sua cidade.

Resumindo - Se a cidade está esta porcaria o culpado é você!

Então meu filho! Pague o seu imposto em dia e deixe o menino trabalhar.

142 Anos de Campos do Jordão - Jornal Regional

Apesar de tudo, e principalmente de todos, Campos do Jordão chega aos seus 142 anos ainda podendo ostentar com certo direito e com um envergonhado orgulho, o título de Joia do Alto da Serra.

Com seus rios e principais pontos turísticos, que há décadas atrás atraíam turistas de todos os rincões do Brasil e até mesmo do mundo, completamente abandonados, a cidade ainda consegue se manter no topo do ranking de estâncias climáticas mais badaladas do país única e exclusivamente por conta de seu clima.

Campos do Jordão apesar de todas as transformações climáticas por que passam o mundo, ainda mantem intacto seu clima ameno e continua oferecendo todos os dias a seus moradores e seus visitantes um clima de um frescor e de um céu azul invejável.

Com pouco mais de 50 mil habitantes, a cidade apesar das radicais mudanças vividas depois da abertura da “estrada nova” que liga a cidade a Via Dutra, ainda conserva um “clima” bucólico de cidade pequena do interior.

Sua praça ainda abriga o velho chafariz, e mesmo completamente descaracterizado por uma reforma modernista de “extremo mau gosto”, seus jardins continuam sendo o ponto de encontro de casais e da família jordanense.

Os problemas vividos por Campos do Jordão não são diferentes dos problemas vividos por todas as demais cidades do Brasil, diferente é a forma como sua população e seus administradores os enfrentam.

Todos se agarram as maravilhas naturais e ninguém se responsabiliza pelo progresso de seus habitantes.

Uma cidade que consegue a menos de 200 km da maior cidade da América do Sul unir um clima invejável e uma clientela de altíssimo poder aquisitivo, mas que ainda não encontrou uma fórmula para fazer este potencial financeiro e de investimentos gerar trabalho e uma melhora mínima na condição de vida de seus habitantes prova que ainda tem muito o que aprender.

Resta desejar a Campos do Jordão dias melhores, e que seus próximos 142 anos sejam lembrados de maneira mais positiva.

Reginaldo Marques
Jornalista

Com a proximidade do dia das mães aproveito para desejar a todas as mães de Campos do Jordão e do mundo um dia de paz e felicidade.

Jornalista também tem opinião - Jornal Regional

Uma das maiores lendas do jornalismo mundial, e principalmente do brasileiro corre em torno de uma suposta imparcialidade que um bom jornalista deveria ter para exercer sua atividade de maneira plena. Como se realmente fosse possível alguém, jornalista ou não, quando e como bem entender ligar ou desligar o botão de sua consciência.

Esta autocensura jornalística esperada pela população, ensinada nas faculdades, cobrada pelos próprios colegas de profissão e exigida pelos políticos principalmente os que se encontram no poder na verdade não passa de resquícios da ditadura que não admitia conviver com uma imprensa livre – inconscientemente todos desejam que os jornalistas brasileiros sigam o “padrão globo de qualidade”.

O dilema dos jornalistas que também são cidadãos comuns fica evidente diante deste momento de grave crise política e econômica por qual o país esta passando no último ano e meio.

Para o jornalista profissional da imprensa o fim de um governo fraco e completamente afundado em um oceano de escândalos que se reproduzem mais rapidamente que uma ninhada de coelho seria um completo desastre. Seria a seca da única fonte abundante de água fresca a cristalina no meio do deserto.

Mas para o jornalista pai ou mãe de família e cidadão comum que precisa pagar suas contas e criar seus filhos sem maiores sobressaltos ou sustos futuros a saída da presidente já passou e muito de sua hora.

Exigir ou esperar em pelo século 21 que os jornalistas separem sua profissão da politica é algo que soa hipócrita demais até mesmo para uma sociedade provinciana e extremamente atrasada com a nossa.

A política faz parte intrínseca da vida de qualquer pessoa e de qualquer profissional e não pode ser diferente com os jornalistas.

Deixar claro o que pensam e o que esperam de seu governo e de seu país não deveria ser visto como um crime, mas como uma evolução da profissão e principalmente da sociedade.

Se artistas, intelectuais, juristas e profissionais das mais diversas áreas tem o direito de expor seu juízo pessoal publicamente sem serem estigmatizados, nada mais normal que os profissionais que mais lutaram para que hoje todos os demais profissionais e cidadãos pudessem desfrutar de sua liberdade de opinião também tenham este direito.

O desafio jornalístico em épocas onde a democracia e a liberdade estão ameaçadas não se restringe somente a registrar e contar a história, mas principalmente fazer parte ativa dela.

Para o PT (esbirro da esquerda) toda sexta-feira é 13.

Para mim que sou dependente única e exclusivamente do suor do meu trabalho e não de alguma vertente ideológica ou pior... De alguma vertente poderosa ou que se acha poderosa, toda sexta feira é dia comum, apenas o fim de uma semana litúrgica de trabalho, que em inúmeras vezes se estende fim de semana adentro, tendo em vista que trabalhador geralmente carrega pedras quando enquanto descansa.

Fundado a mais de 30 anos no chão da fabricas do ABC paulista o Partido dos Trabalhadores o PT se fez dividindo o povo em nichos das mais variadas matizes.

Patrão contra empregado, branco contra negro, político contra o povo, mulher contra homem, eteros contra homossexuais, estudantes contra qualquer um, eles contra nós, o bem contra o mal e ele o PT contra tudo, etc, etc, etc...

Pra formar esta consciência belicosa o PT semeou a discórdia no seio da sociedade brasileira por décadas a fio com a ajuda inestimável da chamada “sociedade organizada” e principalmente por falanges da igreja católica brasileira que apesar de completamente antagônica a sua doutrina nunca escondeu sua perigosa predileção pela ideológica comunista.

É verdade que todos eles e principalmente o PT obtiveram êxito na massificação de sua doutrina. Hoje milhares de militantes estão dispostos a lutar contra o resto da nação para manter a hegemonia doentia petista no poder. Envenenaram toda uma geração e degeneraram a moral do povo e nivelando a sua.

Mas é verdade também que esta divisão, assim como um poderoso feitiço se voltou contra eles próprios. Hoje o Brasil esta visivelmente dividido. Mas não da forma como eles e principalmente o PT imaginaram e muito menos pelo que trabalharam. Hoje o povo tomou as rédeas dos acontecimentos e cindiu a nação de cabo a rabo – hoje sonos todos contra o PT.

A forma arcaica, antiquada, desidiosa e principalmente desleal como os princípios socialistas foram aplicados em nosso país foram de tal forma desfigurados que o brasileiro hoje não vê diferença ou a possibilidade de haver uma significante diferença entre o socialismo e o comunismo.

A forma tosca como o socialismo é exercido no Brasil inviabiliza o seu crescimento e mancha de negro todas as conquistas sociais conquistadas principalmente na Europa pelos verdadeiros socialistas.

Nenhum cidadão brasileiro em sâ consciência é contra uma sociedade mais igualitária, com uma distribuição de renda justa e com a possibilidade de todos os cidadãos por mais necessitados que sejam saber e principalmente sentir que esta amparado por um Estado forte é por uma sociedade unida por um bem comum.

Mas também a grande maioria não é idiota o suficiente para achar que isso vai acontecer pelas mãos dos atuais socialistas brasileiros.

Se a centro esquerda, a direita ou a extrema direita brasileira esta estagnada ou como os jovens esquerdistas gostam de filosofar “estão no morpho”, a esquerda e principalmente a extrema esquerda involuiu e voltou a primeira década o século passado. Onde os Bolcheviques realmente acharam que todos os seus problemas estariam resolvidos com o assassinato da Família Real e com a estatização das riquezas do povo.

A historia esta ai para quem quiser ver... Deu no que deu!E o mais triste. Em alguns países ainda esta dando.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Insegurança pública em Campos do Jordão

“Depois da porta arrombada não adianta colocar cadeado”
Provérbio Português

Campos do Jordão passa por um momento muito delicado em sua segurança pública. Usar esta insegurança da população para amealhar algum tipo de beneficio politico a beira de mais uma eleição não me parece ser correto. Nem mesmo aos “bem intencionados”.

A insegurança não é um problema de hoje, do amanhã ou do passado. A insegurança no Brasil é um problema de sempre. E por isso mesmo deveria ser tratado assim como a saúde como um programa de Estado e não de governo (para quem sabe a diferença entre Estado e governo sabe do que estou falando).

Não quero criar polemica, e menos ainda questionar alguém ou alguma instituição em particular, mas creio que falta um pouco de foco e de seriedade institucional em nossa cidade.

Fazer reunião para decidir que marca de cadeado se deve comprar depois da porta arrombada é o que restou para os responsáveis por nossa segurança. Não lamento! Simplesmente me resigno. Esta é a realidade da cidade.

Ficam somente as perguntas: Depois de quatro anos de governo por que nenhuma vírgula do plano de governo tucano referente a segurança foi tirado do papel?

E o mais importante. Porque a Câmara nunca cobrou do executivo o cumprimento das promessas de governo na área de segurança até o dia de hoje?

Acho que estas instituições devem dar alguma satisfação a população, mas com o “material humano” que temos hoje vejo com ceticismo algum tipo de providencia eficaz a curto ou médio prazo.