Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

terça-feira, 5 de abril de 2016

Brasil! Nação rica, habitada por um povo pobre e dominada por pensadores miseráveis.

Agora a moda no Brasil é ser desonesto intelectual.

Eu já escrevi sobre este tema (honestidade) inúmeras vezes. Como nem sempre água mole em pedra dura tanto bate até que fura... Volto ao tema por mais uma vez; e voltarei quantas vezes forem necessárias até que a natureza seja respeitada... E a água com sua mansidão, mas também com sua persistência fure a pedra.

Vamos lá! A mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta.

Quem estiver interessado na origem desta afirmação que de um “Google” – a minha paciência em sempre explicar esta frase acabou junto com a minha vontade de esperar que exista alguma inteligência política no Brasil.

Inteligência política que infelizmente e definitivamente enterrei com pompa e circunstância depois de algumas declarações de supostos artistas/intelectuais em defesa de um governo tão corrupto e tão destroçado moralmente quanto o atual.

Fiquei perplexo quando muitos supostos artistas - e muitos logicamente não são poucos, e supostos não quer dizer em seu oficio de origem, pois como artistas são a fina flor da música, da literatura e da dramaturgia contemporânea tupiniquim - se arvoraram a “defender a democracia” como se ela realmente estivesse em perigo.

Atores como Wagner Moura que prestou um desserviço a nação e principalmente a sua própria biografia ao vir a público afirmar em um artigo veiculado no jornal de maior circulação no país onde o preocupado cidadão/artista diz com a maior naturalidade do mundo que: “Embora me espante o ódio cego por um governo que tirou milhões de brasileiros da miséria e deu oportunidades nunca antes vistas para os pobres do país, não nego, em nome dessas conquistas, as evidências de que o PT montou um projeto de poder amparado por um esquema de corrupção. Isso precisa ser investigado de maneira democrática e imparcial”.

Pois é! O tal intelectual reconhece a existência de um esquema de corrupção instalado no poder pelo PT, mas é contra a saída da presidente que permitiu por cumplicidade ou por incompetência que tal esquema prosperasse a ponto de hoje ser considerado o maior escândalo de corrupção que a humanidade tem conhecimento.

E dando cara a seu estelionato intelectual o ator oculto atrás do sucesso de suas personagens intitulou sua “peça teatral” de “Pela Legalidade”.

Então... Segundo a teoria do ator/ativista/anticapitalista que sonha com um Oscar, e que nas horas vagas também acumula as funções de conselheiro presidencial se eu roubar a mão armada uma loja em Abernéssia, mas dividir parte do produto de meu delito com as crianças pobres de minha comunidade eu não mereço castigo.

Como se diz aqui no interior de São Paulo: é de cair o cú da bunda!

E o que dizer de sua espantosa “ajudante de palco”? Outra estrelada artista? Letícia Sabatella. Que coisa hein! A renomada e talentosíssima atriz em um ato estritamente político veio a público dentro do Palácio do Planalto dizer como abertura de seu inflamado discurso em defesa da presidente que: “atualmente, faz oposição ao governo petista, mas fez questão de ir ao ato em defesa da presidente porque, na opinião dela, há em curso um "plano maquiavélico de tomada de poder na marra" por parte de partidos oposicionistas”.

Trata-se ai do segundo episodio do filme de terror iniciado por “Pablo Escobar”.

Sim! Em complemento as teorias de seu colega, segundo a descolada e vanguardista pensadora não interessa se para chegar onde chegou Dilma tenha falsificado seu currículo e mentido na entrevista de emprego. Se ela foi contratada, ela não pode mais ser despedida por justa causa, mesmo enfiando a “empresa” na lama, e de ter seus patrões descoberto o engodo.

Fiquei alguns minutos tentando entender tanto o texto do “Capitão Nascimento”, quanto à declaração de viva voz da “Yvone”.

E me dei conta que estava ali perante um dilema novelesco.

Estava eu diante de artistas e não me restrinjo aos dois. Pois as redes sociais e os atos em apoio ao governo petista estão cheios de outros que comungam da mesma opinião - Artistas em sua esmagadora maioria que há muito tempo ganham seu pão de cada dia e devem boa parte de seus sucessos a uma das empresas que segundo eles mesmos é uma das maiores sonegadoras de impostos e a principal articuladora e manipuladora das vontades do povo; e por consequência, uma das responsáveis diretas pelas desgraças sociais do país.

Meu assombro acabou por ai. Lembrei que são atores. Os melhores da atual geração. São capazes de interpretar uma personagem diante das câmeras e das mídias sociais e depois voltar ao aconchego de seus lares como se aqueles que ali estavam diante das câmeras, nas páginas dos jornais, das revistas e demais mídias, nada! Absolutamente nada; tenham a ver com eles ou com suas famílias.

Vivem na vida real o que interpretam em seus trabalhos, e interpretam na vida real o que queriam viver em seus trabalhos.

Trabalhos estes muito bem remunerados tanto pelo governo quando interessa a ambas as partes, quanto pela segundo suas próprias afirmações; a maior representante da elite branca e opressora do país. A Rede Globo.

Não importa se os dois protagonistas desta patuscada “global” são honestos, eles tem a obrigação principalmente por serem figuras públicas de também se comportarem com honestidade. 

Quanto à “ex-CQC”. Ela provou que tem talento para nos fazer rir, não somente de suas personagens, mas principalmente dela mesma.

Pobre Brasil! Nação rica, habitada por um povo pobre e dominada por pensadores miseráveis.

quarta-feira, 30 de março de 2016

A Profecia - A Tribuna.


Em agosto de 2013 publiquei um artigo em meu Blog dizendo que estava completamente desapontado com os eleitores jordanenses por terem escolhido um “ilustre desconhecido” que só tinha conquistado a mais cobiçada cadeira da política da cidade por ter encontrado guarida nos mais altos e confortáveis ninhos da sociedade jordanense.

Disse também que a população por mais uma vez tinha se deixado levar por promessas vazias, e que tinha entregado de bandeja a administração da cidade a gente que simplesmente não tinha o mínimo conhecimento das reais necessidades e anseios do verdadeiro jordanense, aquele que nasceu, cresceu e que morrerá pisando geada, e não dos tais paraquedistas que usam o nosso gentílico somente por uma questão de moda. De estilo!

Além disso, afirmei peremptoriamente que as manchetes dos jornais que estariam por vir, estampariam em suas páginas em imagens e fatos a verdade sobre a equivocada escolha, e que antes que os “indignados profissionais” se arvorassem a apontar seus dedos podres para estes maus feitos, que lembrassem de que todos eles; vereadores e prefeito tinham sido eleitos dentro de um processo estritamente democrático, e que quem elege político incompetente não é vitima, é cúmplice.

Infelizmente tinha razão. Assustadoramente como se fosse uma profecia a história se repetiu em uma sequência tétrica digna de Alfred Hitchcock: saúde, educação, infraestrutura, turismo, segurança e comércio ficaram completamente abandonados nestes últimos anos, e o povo completamente iludido pela cara de bom moço do prefeito e pela suposta “jovialidade” dos vereadores.

As redes sociais que seriam uma importante fonte de resistência popular aos poucos foram sendo tomadas pela tropa de choque governista e pelos politicamente corretos, aquela fatia de supostos intelectuais que evitam a todo custo ficar mal com o poder, mas também não tem coragem o suficiente para dar uma solene banana para o resto da população.

Os grupos políticos que sobraram no Facebook também aos poucos caíram em descrédito, e hoje não passam de murais de recadinhos carinhosos, informativos institucionais ou discussões surreais que de tão trágicas acabam se tornando engraçadas.

Sinto que estamos passando por um período de grave paralisia social, que ainda estamos completamente anestesiados pelo resultado completamente absurdo das urnas que devolveu a cidade às oligarquias que deveriam a muito estar esquecidas e enterradas com a pompa e circunstancia que mereciam.

Hoje nosso prefeito continua sendo “ilustre” em respeito ao cargo que ocupa, mas já não é mais um desconhecido da população que já sabe muito bem do que ele é capaz.

Cabe agora saber se isso vai ser bom ou não para ele nas próximas eleições.

sábado, 19 de março de 2016

Crise politica 2016.

Senador Critovam Buarque conciso e consciente faz a sua mea-culpa e didaticamente explica o porquê do fracasso da esquerda no Brasil.

Um dos melhores discursos feitos no plenário do Senado desde a sua criação em 1824.

Discurso 18/03/2016.

sexta-feira, 18 de março de 2016

R.I.P PT - A Tribuna

É fato! Não é mais um sonho da elite branca, ou um conluio da mídia golpista. A esquerda brasileira esta se canibalizando.

O sangramento do desgoverno Dilma chegou ao seu ápice com a nomeação do ex-presidente investigado como Ministro Chefe da Casa Civil – ou não!? – No que se refere aos petistas tudo o que é ruim, sempre pode piorar; inclusive para eles mesmos.

A esquerda brasileira que domina a cena politica nacional há quatorze anos agoniza, e leva consigo todo o país.

Esbirro da ideologia comunista que assola todo o continente sul-americano, o PT conseguiu a proeza de se transformar em um curtíssimo espaço de tempo de esteio moral e ideológico de toda uma geração em uma entidade tão contaminada, que ninguém mais quer ter contato.

Mais espertos que o mestre, alguns gafanhotos já saltaram da nau a deriva e formaram uma frota esfarrapada de “partidecos” sofistas sociais, que apesar da insistência em afirmar que não fazem parte da esquadra pirata governista, fazem descaradamente sua escolta.

Diante deste quadro estarrecedor de corrupção generalizada e institucionalizada, e com as recorrentes tentativas de manipulação dos poderes instituídos com a distribuição de verbas e cargos ao legislativo, e com o aparelhamento do judiciário com o único intuito de manter o plano de poder lulupetista em funcionamento – temos uma oposição acanhada e assustada que não consegue se mover ou esconder o seu temor de também ser tolhida de uma hora para outra pelo tsunami de escândalos que gracejam o Planalto.

Devastado por gerações de brasileiros descompromissados com sua pátria, o país não tem mais uma regra moral definida pela qual deve se nortear, e como disse o Ministro da Educação da Pátria Educadora, flagrado em mais uma gravação comprometedora: na politica do Brasil de hoje, tudo pode.

Aproveitando-se deste hiato moral que permeia a sociedade, políticos de caráter duvidoso acoitados em siglas “místicas” sem ideologias claras, produzem uma geleia de ideias e conceitos políticos desconexos que são usados em larga escala para cooptar as mentes de uma juventude que acha que a politica pode ser absorvida por osmose, ou fumada como se fosse uma espécie de baseado ideológico.

Neste momento me sinto um tanto curioso e muito ansioso por saber o que será feito da esquerda horizontal, quando a esquerda vertical implodir de vez.

terça-feira, 1 de março de 2016

STF na contramão - Jornal Regional

Não é segredo para ninguém que o Brasil nunca foi um país admirado por sua seriedade, nem no primeiro e nem no segundo império, e menos ainda na república velha ou na nova. Muito pelo contrário! Sempre se empenhou em criar situações embaraçosas onde nossa credibilidade como nação e principalmente como cidadãos civilizados fossem questionados mundo afora.

E quem mais esta se empenhando em levar esta “tarefa” às últimas consequências tem sido o Supremo Tribunal Federal, que vem criando nestes últimos anos enormes constrangimentos e insegurança não somente a classe jurídica, mas principalmente a população.

A última perola do STF, foi produzida na tarde do último dia 17 de fevereiro, e rapidamente se tornou destaque de todos os meios de comunicação do país.

Segundo o novo entendimento da Suprema Corte Brasileira, todo réu pode começar a cumprir pena depois de decisão de segunda instância, o que contraria o princípio da presunção da inocência previsto no artigo 5º, inciso LVII da Constituição, e tornando inútil o instituto do trânsito em julgado dos processos.

Estas anomalias jurídicas que estão sendo criadas no plenário maior do STF nestes últimos anos, merece uma pesquisa mais aprofundada por parte dos cientistas de todo mundo, afim de saber se não existe oculto no DNA brasileiro uma espécie de microcefalia ainda não identificada que ataca principalmente o intelecto dos componentes dos três poderes.

Vejam bem. Não se trata aqui de proteger a impunidade, ou exaltar as chicanas jurídicas, mas sim de respeitar a Constituição, Lei maior e irrevogável no que se refere aos direitos e garantias fundamentais e individuais inscritas em cláusulas pétreas.

Estas monstruosidades jurídicas irão aos olhos do resto do mundo produzir daqui alguns anos cidadãos brasileiros com biografias realmente incompreensíveis, tipo: “Fulano nasceu, cresceu e morreu. E de 2020 a 2040 cumpriu vinte anos de pena em regime fechado por um crime que a justiça mais tarde o "julgou" inocente”.

Desculpem-me, mas não precisa ser Ph.D. em direito para saber que o problema não esta em que instância o réu deve ser preso, e sim no enxugamento dos ritos processuais que oferecem centenas de recursos, principalmente para aqueles que tem condições de contratar bons advogados.

Certos acontecimentos na historia de uma nação não dizem respeito à justiça, mas sim a sua moral.

E isso fica evidente quando destacamos que muito antes de serem Ministros do STF todos eles são cidadãos brasileiros, e por consequência são o fruto da moral e da justiça doente que nossa sociedade produz diariamente.

A genuflexão dos poderes diante do clamor popular nem sempre é digno de aplausos – considerando que nem sempre a população tem desejo de justiça, mas sim “desejo de camarim”.

Legislando abaixo do volume morto - A Tribuna

Sem mais nenhuma representatividade junto à população, e com um indisfarçável alinhamento com as questionáveis políticas públicas empreendidas na cidade pela atual administração, principalmente na área da saúde, a Câmara de Vereadores de Campos do Jordão, passou os últimos anos atuando como coadjuvante de uma tragédia anunciada, quando tinha tudo para ser a protagonista de uma história de superação.

Ao abrirem mão de sua principal função que é a de fiscalizar de perto o trabalho do executivo, tornaram-se todos em nada mais do que meros chanceladores oficiais das vontades do alcaide – transformaram a Câmara em uma discreta extensão do Gabinete do Prefeito.

O balanço dos trabalhos do legislativo jordanense nestes últimos anos se resume a duas únicas ações: A realização de um concurso público, e a devolução de alguns milhares de reais aos cofres do executivo. Dinheiro este, diga-se de passagem, que depois de devolvido ninguém sabe ao certo que destino tem.

Para os desavisados de plantão e para os aduladores profissionais duas relevantes ações, para quem se aprofunda só um pouco no assunto, duas grandes decepções.

A primeira porquê não se trata de uma inovação, e menos ainda de uma iniciativa dos atuais vereadores, mas apenas de cumprir um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assumido anteriormente pela casa junto ao Ministério Público, e a segunda, porquê é a prova de que os vereadores das gestões passadas estavam gastando muito e mal o nosso dinheiro.

Nenhum dos sérios problemas vividos pela população durante os últimos anos na educação, segurança, habitação, infraestrutura, transporte ou na saúde conseguiram sensibilizar nenhum dos vereadores a ponto de fazer algum deles se indispor com o prefeito.

Podemos definir os últimos três anos de atuação da Câmara como uma importante reserva política que deveria estar a serviço da população, mas que funcionou sempre abaixo do volume morto.

Por estes motivos a saída dos treze cavaleiros do apocalipse se tornou uma condição sine qua non para que a cidade reencontre o caminho do desenvolvimento.

De qualquer maneira é sempre bom ter muita cautela quando tecemos críticas ao legislativo, pois como muito bem nos avisou Ulisses Guimarães, “a próxima sempre pode ser pior”.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Complexo Municipal de Saúde: Avanço ou voo da galinha? - A Tribuna.

A saúde contínua sendo o calcanhar de Aquiles do “Novo Jeito de Governar”, mesmo depois de passados trinta e oito meses de sua posse. E faltando apenas dez para seu fim, nada nos dá indícios que vai parar de piorar, quiçá melhorar!

Dias após a inauguração do novo Complexo Municipal de Saúde, várias noticias dão conta que a maquiagem feita no antigo prédio que ocupava as instalações do Sanatorinhos Ação Comunitária de Saúde, e que estava fechado há quase três anos, esta se derretendo diante do calor das reclamações.

O prédio conhecido como S3 foi reformado as pressas, depois de a justiça ter determinado a imediata reintegração de posse do prédio do Hospital São Paulo a Fundação mantenedora, e ainda não reúne condições para abrigar um complexo de saúde.

As famosas improvisações permanentes, que carinhosamente batizamos de gambiarras, segundo algumas fontes, podem ser vistas até mesmo dentro da sala de cirurgia, o que eleva os níveis de preocupação já suscitadas a respeito da higiene e segurança hospitalar do prédio ás alturas.

As adaptações e improvisações são tão constantes no atendimento do novo complexo hospitalar, que médicos, enfermeiras e atendentes do Hospital S3 foram apelidados na cidade de “MacGyver’s de branco”.

Os furos que vão aparecendo diariamente, tanto no atendimento, quanto na infraestrutura do prédio são tantos, que não existe peneira no mundo que de conta de tapá-los.

Prova da dificuldade que o executivo vem tendo de explicar o inexpiável, foi um vídeo veiculado na página do Deputado Estadual pelo PV, Padre Afonso Lobato, que tinha por objetivo acalmar a população e acabou tendo resultado completamente contrário.

O vídeo gravado na porta do hospital, mostra um prefeito que apesar do sorriso não consegue esconder seu semblante de preocupação, pois sabe que esta diante de sua última e ainda incerta cartada na saúde, e um deputado completamente constrangido com a situação.

O prefeito que durante a sua campanha, aparece em outro vídeo, afirmando que a prefeitura devia a Santa Casa naquela ocasião mais de cinco milhões de reais por serviços prestados, é o mesmo que hoje afirma que a prefeitura não deve absolutamente nada ao Hospital São Paulo, mesmo a justiça já tendo batido o martelo dizendo que: “houve acentuado declínio nos valores de repasses no período anterior ao ato extremo praticado pela administração” (sic).

E dizer o que de um deputado que mesmo constrangido, participa em silencio de um vídeo com este conteúdo? Silêncio obsequioso este que o torna nas melhores das hipóteses conivente com uma administração que segundo a justiça praticou descalabros administrativos dentro do Hospital São Paulo.

Vítima de uma administração pública que há décadas vem provando que tem o dedo podre para a saúde, a população de Campos do Jordão observa impotente e calada a completa destruição de seu sistema hospitalar.

Cabe agora saber quantos óbitos serão necessários para que o judiciário proíba de uma vez por todas que essa gente continue brincando de Deus.

Enquanto isso, nossos vereadores gastam seu tempo e nossa paciência discutindo inútil e calorosamente se devem ou não proibir o tráfego de charretes na cidade, o que comprova empiricamente a “teoria” do Barão de Itataré que diz que de onde menos se espera alguma coisa, daí é que não sai nada mesmo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Charretes: Proibir ou regulamentar? - A Tribuna

Teve início nesta quarta-feira, dia três de fevereiro, a primeira de uma série de três audiências públicas que deverão ser realizadas pela Câmara Municipal de Campos do Jordão para discutir o polêmico projeto de lei que propõe a proibição do tráfego de charretes na cidade.

Nunca uma audiência pública atraiu tanto o interesse da população da cidade quanto esta. Tal interesse se dá por conta do ativismo dos protetores dos animais que apoiaram em massa o abaixo-assinado que deu origem ao polemico projeto, e por ser as charretes, uma das mais antigas e tradicionais atividades econômicas e turísticas da cidade.

Apesar de serem em número infinitamente menor que os protetores dos animais, que tiveram um expressivo reforço de parlamentares e ativistas de outra cidade, os charreteiros também conseguiram sem maiores esforços ou campanhas em redes sociais arrebanhar um bom número de simpatizantes, que acompanharam atentamente os argumentos apresentados por ambos os lados nesta primeira audiência.

Depois de um início bastante produtivo e cortês, os debates inevitavelmente caíram na vala comum dos ataques pessoais, o que evidenciou que o cerne da discussão vai muito além do simples amor aos animais.

Um “Q” de política, misturada a antigas rixas pessoais pairou no recinto assim que alguns debatedores sem muitos argumentos plausíveis a serem apresentados, desviaram o foco da discussão, e miraram apenas seus desafetos pessoais.

Seguindo o fluxo dos acontecimentos alguns vereadores presentes viram ali uma grande oportunidade de angariar alguns votos agradando a maioria dos presentes, sem se importarem com as consequências finais que a aprovação ou não do projeto possam gerar dentro da cidade.

O debate nesta primeira audiência ficou claramente polarizado entre a racionalidade dos charreteiros, que foram à audiência atrás de um consenso que permita melhorar o desempenho de sua atividade sem sofrerem o ônus da proibição, e pela emoção exacerbada dos protetores dos animais, que por enquanto, não deram sinal que desejam retroceder em suas intenções de acabar definitivamente com este tipo de atividade na cidade.

Ninguém em sã consciência é contra os animais, ou aceita que maus-tratos sejam considerados normais, ou apenas uma exceção que deva ser tolerada, porém, ninguém também é ingênuo a ponto de achar que a simples proibição da circulação de charretes será a definitiva salvação dos cavalos da cidade.

Se os protetores dos animais tiverem coerência em seu discurso, e em suas atitudes, a proibição das charretes será apenas o início de uma série de outras proibições, que inviabilizará futuramente outras atividades ligadas ao manejo de cavalos na cidade.

Naturalmente na esteira da proibição das charretes, terá de vir à proibição dos aluguéis de cavalos para passeios e cavalgadas, tendo em vista que um cavalo sofre mais com um homem em seu dorso do que puxando dois, três ou quatro em uma charrete.

Ainda teremos mais duas audiências antes de o projeto ser levado a votação em plenário, mas já ficou bastante claro que se o projeto continuar com a mesma redação de hoje, simplesmente não será aprovado.

E para solucionar mais este impasse, cirurgicamente criado entre charreteiros e protetores dos animais as portas de uma eleição, o projeto inevitavelmente sofrerá uma série de emendas para agradar a gregos e troianos. Emendas estas que descaracterizarão o projeto a ponto de torná-lo completamente inútil.

Caso os ativistas tenham sucesso em sua empreitada, e consigam a proibição das charretes, cabe saber se os mesmos terão força e apoio o suficiente dos endinheirados da cidade para levar a sua luta as últimas consequências, proibindo que os haras e demais estabelecimentos de luxo da cidade, que também se beneficiam do trabalho dos cavalos, tenham o mesmo destino dos pequenos criadores - pelo simples fato que bem cuidados ou não, escravos são escravos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Um carnaval de hipocrisias - A Tribuna

É fato que o país, e por consequência todos os estados e todas as cidades estão passando por uma das mais sérias crises financeiras dos últimos anos. Mas também é fato que Campos do Jordão vêm passando por uma carestia financeira há muito tempo, e nem toda ela foi gerada por fatores externos ou recentes.

O buraco financeiro jordanense não é culpa do carnaval, e sua origem é bem mais embaixo – ele é o resultado da soma da incompetência dos eleitores de dos administradores por eles escolhidos a cada eleição.

Anunciar em ano eleitoral o cancelamento dos aportes financeiros públicos para a realização do carnaval de rua em uma cidade turística, somente as vésperas de seu acontecimento, dando como desculpa cortes em gastos “desnecessários”, sugerindo um esmero com o dinheiro público que todos sabem muito bem nunca ter existido, não passa de manobra eleitoreira e burra.

Eleitoreira porque a crise financeira jordanense sempre existiu e ela nunca foi empecilho para a realização de outros eventos culturais na cidade com ajuda da prefeitura, como foi o caso do Megacycle no ano passado.

E burra porque Campos do Jordão têm sua economia baseada única e exclusivamente no turismo, e a realização de um evento com visibilidade mundial que tem um grande potencial de atrair mais visitantes para a cidade, não pode ser classificado pela população e menos ainda pela administração pública como gasto, mas sim como investimento.

Se a prefeitura realmente acha que investir na cidade visando atrair mais turistas não é importante para alavancar a economia local, então ela deveria fomentar a criatividade da sociedade civil organizada e empresarial durante todo o ano, criando todas as condições possíveis para que ela absorvesse naturalmente todos estes eventos, oferecendo em troca incentivos e todo o suporte logístico público necessário para a realização destes eventos, sem maiores burocracias ou empecilhos.

Apesar do apelo social e extremamente piegas de não gerar gastos com carnaval em época de extrema carestia na saúde e em outros serviços essenciais, a verdade é que ninguém garante que o dinheiro “economizado” no carnaval terá um destino mais nobre.

Na realidade, este corte nos investimentos no carnaval de Campos do Jordão, usando este viés de responsabilidade administrativa, beneficiará somente os políticos da cidade, que as portas de mais uma campanha eleitoral estão posando de senhores responsáveis, e zelosos protetores dos cofres públicos; E como sempre passaram a batata quente para as mãos dos comerciantes da cidade, que não terão tempo hábil para organizar um evento de qualidade para oferecer aos turistas, e arcarão sozinhos com todo o ônus de mais um fracasso anunciado, amargando mais uma vez enormes prejuízos já no início do ano.

O carnaval não precisa de Campos do Jordão, mas Campos do Jordão mais do que nunca precisa do carnaval - Santo Antônio do Pinhal e São Bento do Sapucaí agradecem.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A República dos Menudos - A Tribuna

Deixamos 2015 para trás com a nítida sensação de que foi um ano completamente perdido em todos os sentidos, e entramos em 2016 com a certeza que também não será um ano diferente, tendo em vista que ele marca o fim de um governo que nunca começou.

Eleitos sob uma enorme expectativa de renovação, a nova geração de políticos jordanenses não conseguiu apresentar nada de novo, e se tornaram para a decepção de todos, políticos novos com hábitos antigos.

Nem mesmo o enorme volume de propaganda “proativa” despejada diariamente pela bem remunerada assessoria de imprensa da prefeitura durante estes primeiros três anos foram suficientes para convencer os jordanenses, muito menos foi capaz de varrer para debaixo do tapete a incompetência generalizada que tomou conta de todos os setores da administração pública jordanense nos últimos anos.

Apesar das bravatas que se tornaram marca registrada dos componentes do gabinete do prefeito nenhuma obra de iniciativa do atual governo entregue nestes últimos anos tem alguma relevância na vida cotidiana do jordanense.

Bons na teoria, mas péssimos na prática os últimos dois governos jordanenses se notabilizaram pela péssima avaliação dos reais problemas a serem enfrentados, pela morosidade nas tomadas de decisão e principalmente pela sua presunção.

Com uma inegável simpatia pelo executivo e com uma atuação das mais inexpressíveis dos últimos anos o legislativo foi a reboque da politica sensacionalista empregada pelo governo e deixou correr frouxo uma das mais frouxas administrações que a cidade já teve.

As sucessivas desaprovações das contas públicas da cidade pelo Tribunal de Contas do Estado são provas mais do que suficientes de mais uma administração desastrosa que se abateu sobre Campos do Jordão, e que custará caro às gerações futuras.

E assim o executivo cozinhou toda a população em banho-maria por três anos com a cumplicidade da câmara de vereadores, que de vez em quando ensaia uma rebelião que não convence nem mesmo a “Velhinha de Taubaté”.

Desta maneira a orgulhosa “República dos Menudos” chega ao seu melancólico fim nos ensinando a duras penas que renovação politica não tem absolutamente nada a ver com idade, e que ela só tem sentido quando estiver aliada a competência.