Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

terça-feira, 10 de março de 2015

Mega dor de cabeça.

Por mais uma vez a prefeitura de Campos do Jordão se encontra no centro de uma polemica, agora em nível nacional.

O embargo do Megacycle um dos maiores eventos de motos do Brasil e da América Latina, ainda provoca discussões e promete ter inúmeros desdobramentos negativos dentro e fora da cidade.

A clara falta de sintonia da atual administração com os demais poderes instituídos da cidade é evidente e já gera prejuízos de grandes proporções ao comércio e a população em geral.

A falta de documentação para o funcionamento do evento denota um “Q” de extremo amadorismo da prefeitura, mas também dos promotores do evento, que trabalhando na mesma área a mais de 20 anos, deveriam estar a par das normas e regras vigentes no município e principalmente estarem atentos e preparados para enfrentar qualquer tipo de contratempo.

Com o inevitável prejuízo os ânimos se exacerbaram e o responsável pelo evento em um arroubo de indignação em uma entrevista a uma rádio local chegou a insinuar uma má fé por parte da justiça e do Comandante da Policia Militar da cidade no episódio.

Sem ter como explicar de maneira clara o que realmente aconteceu o prefeito preferiu mais uma vez tergiversar sobre as responsabilidades do fracasso do evento, deixando como sempre todas as partes envolvidas a ver navios.

E os excessos não ficaram somente por ai. Com a noticia do embargo, inúmeros empresários da cidade resolveram compactuar com as irregularidades apontadas pelo Corpo de Bombeiros na vistoria e se rebelaram contra a decisão da promotoria e do juízo local.

E assim como no século XV no auge da Inquisição sem pestanejar incitaram a população a promover uma verdadeira caça às bruxas em busca do “denunciante” o acusando de ter tramado uma conspiração rasteira e premeditada contra a administração municipal, e de ser contra o desenvolvimento turístico e econômico da cidade.

As ilações a respeito dos prováveis responsáveis pelo fracasso do evento foram magistralmente manipuladas por uma parcela de cidadãos/empresários que se escondem atrás da bandeira do amor a cidade, e cirurgicamente apontaram os holofotes da desconfiança no grupo que a situação jordanense desqualifica e rotula de “quanto pior, melhor”.

Diante do quadro de um eminente enfrentamento desenhado na cidade um comunicado do Comando do Policiamento dando conta que o “denunciante” das irregularidades constatadas pela vistoria do Corpo de Bombeiros nas instalações do evento foram feitas pelo Capitão da Corporação no cumprimento de seus deveres os ânimos se esfriaram restabelecendo a ordem e a verdade na cidade.

Apesar de muito preocupante, a patuscada promovida pelos aloprados simpatizantes governistas serviu para deixar claro a população quem realmente são os radicais raivosos da cidade, e quem realmente esta do lado da lei e da ordem.

Como bem dizia Abraham Lincoln: “Podem enganar a todos por algum tempo; podem enganar alguns por todo o tempo; mas não podem enganar a todos todo o tempo”.

Infelizmente essa situação não tem prazo para acabar.

Por Beborah Cocci.

Tentativa de impor o poder da hipocrisia, o culto ao mal necessário, a condenação de direitos do cidadão de exercer seu dever e poder de cidadania, foram alguns dos temas abordados e defendidos cegamente nas redes sociais nos últimos dias. E quando a gente pensa que já viu de tudo, levamos um susto com algumas pessoas que perdem a oportunidade de ficar de boca fechada.

Houveram tantos adjetivos arcaicos,  cercados de propostas medievais nos últimos debates assistidos por todos nós nas redes sociais nos últimos dias,  por conta do fiasco ocorrido no Megacyclo que não aconteceu em campos do Jordão,  que nos deixa assustados.

Mas refletindo cá com meus botões; a política de toma lá da cá que temos instalada na cidade hoje, é apenas “um fruto semeado há décadas atrás, pelos mesmos personagens que hoje reclamam da situação”; Pelo que estamos vendo eles fizeram escola e a situação não tem prazo para acabar.

O culto da ilegalidade, também conhecido como jeitinho brasileiro, o tal do mal necessário, foi vergonhosamente defendido de maneira assustadora, pelos indivíduos que pregam os valores   da política correta e honesta, mas quando o assunto afeta os bolsos, a conversa é bem outra, isso me parece que ficou bem claro, mas em fim…

O direito de cidadania que todos nós temos foi duramente condenado e criticado, porem se esqueceram de mencionar que a justiça só acata denuncia quando a mesma tem fundamento, ou seja, se não houvessem irregularidades,  o evento não teria sido embargado, simples assim.

E porque tudo não foi resolvido com ao menos uma semana de antecedência?

O problema do fiasco em duas rodas, ou melhor, em milhares de rodas, é muito mais sério do que se pode imaginar, visto que o desgaste da imagem da cidade que será levado de boca em boca aos quatro cantos do país,  por todos que participaram (ou melhor, não participaram),  é um fato que vai demorar muito para ser restabelecido; a credibilidade de investidores no município,  tanto em alta,  como em baixa temporada despencou, os gestores,  se é que transmitiam alguma confiança, depois desta situação fica pouco provável que continuem transmitindo.

Um evento super bacana, todos estávamos na maior expectativa de participar; hotéis, pousadas, bares, restaurantes, empregados, e empregadores e acabamos sendo vitimas da incapacidade, pois ficou mais que provado que atualmente a cidade não tem capacidade e nem maturidade para cuidar dos seus cidadãos, que dirá dos de fora.

Existiria uma política de oposição pesada como afirmam alguns, se houvessem parlamentares posicionados como contra as ações do executivo, porem, como meu amigo subversivo costuma dizer; nosso prefeito administra a cidade, ou pelo menos tenta, em Céu de Brigadeiro e nem assim as coisas se desenvolvem.

A única oposição que o atual governo enfrenta nos dias de hoje é ele mesmo.

Mediante todo esse quadro histórico que temos exposto hoje, e até mesmo a omissão dos que deveriam ter se posicionado mais na situação; fica claro que embora seja muito desagradável avaliar as condições de futuro de maneira negativa, a visão de futuro que tenho para nossa cidade nos próximos cinquenta anos no mínimo, tendem a ser ainda pior do que temos hoje, pois se colhemos o que plantamos, basta olhar o que estamos plantando hoje e saberemos o que vem por aí.

A pasta da saúde virou responsabilidade de Deus, e assim segue tudo mais em nossas vidas hoje em Campos do Jordão.

Integra do por em Kuca Cocci Wordpress


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sapo de fora não chia.

Assim como todo o país, Campos do Jordão também passa por uma turbulenta crise política, ou melhor, dizendo: De falta de bons políticos. E para se protegerem das críticas da população, e enfraquecer os argumentos dos descontentes as raposas felpudas da cidade polarizam os debates entre os que “trabalham pelo desenvolvimento da cidade” e entre os que torcem pelo “quanto pior, melhor”. 

Apesar de estes rótulos serem simplistas, desgastados e manjados pela maioria da população eles sempre se tornam a tábua de salvação dos que tomam o poder político na cidade a cada eleição.

É a forma mais rápida, barata e rasteira de desacreditar e desqualificar quem ousa discordar dos poderosos da vez.

Porém antes de mudar a política da cidade ou até mesmo seu governo o eleitor deve decidir o que realmente quer.

Não podemos mais viver reféns de discursos dissimulados e politicamente corretos de difícil compreensão, que aplaudem efusivamente uma simples obrigação como a programação de um carnaval de proporções miseráveis, e criticam acanhadamente o caos da saúde, discursos que tem a única intenção de manter seus interlocutores na mídia, mas com o devido cuidado de não desagradar a ninguém. 

Não se trata de radicalidade, mas sim de coerência. Afinal, não se pode acender uma vela para Deus e outra para o Capeta para sair sempre bonito da foto.

Já podemos verificar após dois anos de sucessivos fracassos, que determinados “intelectuais” da cidade que pregavam a excelência profissional da nova administração nas redes sociais e em rodas de bate-papo pela cidade já começam a empregar a tática da dissimulação, mudando sutilmente suas linhas de raciocínio, procurando aos poucos se descolarem da imagem negativa do governo. E em doses homeopáticas estes parlapatões estão conferindo a eles próprios, entre linhas, uma maturidade crítica e política que definitivamente não possuem.

Com seus polidos textos, e suas poderosas retóricas tentam atribuir a aqueles que sempre se dispuseram a colocar a cara a tapa e destacar em letras garrafais os fiascos das últimas administrações, a pecha de radicais de aluguel mantidos as expensas de uma oposição desleal e irresponsável.

Oposição esta que, diga-se de passagem, simplesmente não existe!

Para estas mentes brilhantes que povoam a cidade, e que em sua maioria são figuras que despencam do nada, no meio da cidade, e que de um dia para o outro, decidem que são profundos conhecedores dos problemas e dos usos e costumes locais, não existe a possibilidade de existir alguém que possa querer fazer a diferença sem querer levar nenhuma vantagem em troca, pois pesam a consciência alheia conforme pesam as suas.

Já é hora dos filhos da terra tomarem as rédeas da situação e posse do que lhes pertence, pois os forasteiros já provaram depois de inúmeras chances que não são capazes de administrar a cidade com a seriedade e com a transparência que merecemos.

Para resumir em poucas palavras: sapo de fora não chia! 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Até quando esperar?

Logo após o carnaval de 2014 a prefeitura em mais uma de suas notas oficiais anunciou um “pacote” de investimentos da ordem de 10 milhões de reais em obras e melhorias na cidade.

Passados quase um ano do anuncio muito pouco foi entregue a população, e a maioria das obras anunciadas ou estão andando a passos de tartaruga, como é o caso da pista de skate do lado do Ginásio Esportivo, ou mesmo antes de acabarem já estão dando problemas como as obras da Rua Santos Sanches na Vila Nossa Senhora de Fátima. E muitas outras pararam como é o caso da UBS da Vila Britânia. E se já não fosse bastante preocupante, outras nem do papel saíram, como a reforma do Ginásio Esportivo.

Se juntarmos estes fatos aos acontecimentos deste inicio de ano como a grave crise na saúde, a falta de merenda nas escolas e o colapso na coleta de lixo, sem falar no desperdício de dinheiro público com o milionário aluguel da frota de carros e com a malfadada contratação da ACCB, podemos constatar que a espinha dorsal da administração municipal esta completamente paralisada, para não dizer perdida.

O despejo mesmo que por algumas horas do lixo coletado as pressas do eixo central da cidade pelos próprios funcionários da prefeitura junto a Zoonose após a paralisação da empresa contratada para a coleta por falta de pagamento evidenciou a falta de bom censo e de comando por qual passa a administração neste momento.

O descontrole orçamentário, a ineficiência da maquina administrativa e a sonolência do corpo de assessores e de secretários da “nova” administração já estão devidamente comprovados. Aguardamos agora o tiro de misericórdia que deverá ser dado na economia da cidade com o já anunciado fracasso da terceira temporada de inverno consecutivamente.

Com o futuro politico/administrativo e econômico da cidade completamente comprometido já passou da hora dos vereadores da cidade começarem a legislar para a cidade, e para o povo, e não para poucos, e para eles, como vem ocorrendo desde a posse.

Não é mais um caso de politica, mas sim de sobrevivência!

Os vereadores precisam mostrar a que vieram e um mínimo de independência do executivo e intervir energicamente neste processo acelerado de dilapidação por qual passa a cidade antes que seja tarde demais. Ou que arquem com o ônus da cumplicidade.

A lenda da UBS.

Segundo a Wikipédia, lendas urbanas são mitos ou lendas contemporâneas, são pequenas historias de caráter fabuloso ou sensacionalista, amplamente divulgadas de forma oral, digital ou pela imprensa e constituem em uma forma de folclore moderno e frequentemente são narradas como sendo fatos acontecidos a um “amigo de um amigo” ou simplesmente de conhecimento público.

E é exatamente isso que esta acontecendo com a construção da UBS de Vila Britânia. Ela esta virando uma lenda urbana!

Orçada em quase 400 mil reais suas obras foram iniciadas em outubro de 2010 com previsão de ser entregue a população em dezembro de 2012, porem, após ter suas paredes levantadas, sua construção foi suspensa, e permaneceu abandonada juntamente com todo o complexo ao seu redor que compreendem uma quadra de esportes, e o que sobrou da Escola Infantil São Francisco de Assis, passando a servir de ponto de consumo de entorpecentes e de abrigo para práticas sexuais de usuários de drogas.

Três anos depois em abril de 2014 foi anunciada a continuidade de suas obras como parte integrante de um enorme “pacote de novos investimentos”, agora com novo prazo para ser entregue a comunidade, junho de 2015, e com um acréscimo de mais 314 mil reais em seu orçamento, o que elevou o valor da obra até que se prove o contrario a mais de 700 mil reais, alçando a UBS da Vila Britânia à categoria da mais cara UBS já construída no Brasil.

Passados seis meses da retomada da construção pouco ou quase nada foi feito, após seu telhado ser erguido e seu entorno parcialmente cercado por um muro e por grades a construção da UBS de 700 mil reais hoje se encontra paralisada e o local novamente abandonado, sem portas, janelas, piso ou qualquer outro tipo de acabamento, e novamente esta servindo de refugio de drogados e vândalos que por mais uma vez estão frequentando o local para suas praticas criminosas.

Infelizmente a realidade das ultimas gestões de Campos do Jordão são extremamente similares em sua incompetência administrativa, cinco anos para erguer um esqueleto de concreto a um valor absurdo não pode ser considerado coisa de gente seria e comprometida com a transparência e menos ainda com a população.

Aos moradores da região resta aguardar por mais um reforço em seu orçamento, e por mais um prazo, que provavelmente não será cumprido, e assim nossas próximas gerações oralmente vão manter viva a lenda da UBS da Vila Britânia.

Não existe politico meio honesto, nem ficha meio limpa.

Por Gilmar Miranda Romaguera.

O cidadão brasileiro comum, principalmente o de menos recursos financeiros, que fazem parte da esmagadora maioria de nosso País, caso cometa qualquer delito, seja ela de natureza leve, grave, ou gravíssima, vai arcar com as consequências perante a justiça e dependendo do crime que cometeu, pode ficar de meses a anos preso, pagando pelo erro que cometeu.

Até aí nada demais, e o que se espera da justiça é exatamente isto.

Quem viola a lei que pague pelo delito que cometeu.

Este elemento ao cumprir a sua pena e sair da prisão reabilitado, se quiser se inserir novamente na sociedade, vai encontrar uma série de dificuldades, sendo a mais árdua a sua recolocação no mercado de trabalho.

Muitas empresas de médio porte para cima, costumam exigir o atestado de bons antecedentes em sua relação de documentos indispensáveis a contratação de seus funcionários.

E então este cidadão começa a passar por uma série de constrangimentos e humilhações até que a sorte ou a generosidade de alguém lhe permita recomeçar a sua vida e sua luta diária.

Conhecemos vários casos de ladrões de galinha que passam anos presos por erros judiciais ou mesmo por falta de recursos ou informação. Mas para um seleto grupo de Brasileiros, os políticos, a lei funciona com mais generosidade.

Desvio de verbas públicas, roubos na saúde e na educação, superfaturamento de obras públicas e toda a sorte de maracutaias, são crimes punidos com a perda dos direitos políticos por meros oito anos e mesmo assim isto só acontece em casos de muita repercussão na mídia e após seus pares esgotarem todos os recursos para defendê-los.

E com toda a liberdade do mundo para enquanto estiverem cumprindo a "dolorosa pena", continuarem intermediando superfaturamentos, fazendo campanhas para presidentes de partido, lobby com empresários, construtores e empreiteiros e toda sorte de maracutáias usando o conhecimento e o prestígio de quando exerciam cargos no governo.

Imagine você trabalhar durante 4 anos em uma joalheria, roubar anéis, colares, cordões e pulseiras durante este período, ser descoberto e denunciado pelo patrão, ficar preso por oito anos e quando sair da cadeia querer ser readmitido na mesma joalheria? E lógico que quando você se aproximar o alarme da joalheria vai tocar e você vai ter que sair batido se não quiser voltar pra cadeia.

Mas na política é exatamente isto que acontece. APÓS CUMPRIR A DOLOROSA PENA de oito anos, os regenerados retornam, pregando honestidade, competência, conhecimento, experiência, para se habilitarem a mais quatro anos de governo no executivo ou legislativo e quem sabe, mais oito anos de impugnação.

E assim é a dura, severa e inflexível lei para crimes políticos. No próximo ano teremos eleições para prefeitura e câmara, e com o desastrado e inconsequente governo do atual prefeito, com o aval e a inoperância da atual câmara, já temos diversos nomes se habilitando a concorrer ao executivo e legislativo, e um grande número destes candidatos retornam após cumprir os oito anos de inegibilidade.

O ideal seria que todo eleitor, fizesse uma análise dos crimes e da capivara do seu candidato e caso houvesse condenação por desvio ou mau uso do dinheiro público, não votasse nesta pessoa por mais próxima que fosse.

Sabemos que vivemos em uma cidade pequena, com diversos tipos de vícios e favorecimentos, compra de votos e assistencialismo em época eleitoral e este quadro não é fácil de ser alterado, mas se olharmos para os dados da última eleição chegaremos a conclusão de que o jovem com toda a sua informação e capacidade e rapidez de obtê-la, decidiu a eleição para prefeito e renovou a câmara municipal com nove novos nomes.

E só o jovem e esta renovação do eleitorado que temos em nossa cidade pode reverter este quadro.

E a maioria dos indignados com o atual prefeito e vereadores são jovens, não tem medo de admitir que erraram e deixam isto escancarado nas redes sociais, e a minha esperança de que nas próximas eleições  não tenhamos candidatos com fichas higienizadas recai exatamente neste público que vem declarando que vão tentar mudar até acertar.

Mas precisamos ficar atentos também a alguns candidatos com a ficha imaculada e brilhando de limpa, mas com muita propensão a ficar facilmente suja. É o caso do atual prefeito, que trabalhou no governo Oswaldinho, se pós graduou com o Kassab, e inicia o terceiro ano de governo pressionado após uma sucessão de erros primários, muita inconsequência e um ego com um apetite voraz resultando no descrédito e na desesperança da população em reverter o quadro atual.

E pouca gente na cidade tinha conhecimento na época das eleições de que o atual prefeito tinha sido um dos carrascos da Santa Casa. Então é necessário de que se pintar uma cara nova no pedaço se habilitando a comandar a cidade, jurando competência prometendo inovação e novos jeitos, que o eleitor averigue a procedência desta pessoa, se já foi condenado ou impugnado ou preso e aí sim decidir em quem votar e ignorar os candidatos que ficaram oito anos inelegíveis por terem desviado dinheiro público, seja ele da prefeitura ou câmara em governos anteriores e que declaradamente já surgem em nossa cidade como os novos salvadores da pátria.

E ainda temos aqueles que ainda estão recorrendo de punições para se habilitarem as próximas eleições, mas sabemos não conseguirão e na época eleitoral aparecerão com o discurso de que estão cansados da política, vão apoiar fulano de tal, estão decepcionados com a política já deram a sua contribuição para o progresso da cidade e por aí vai.

Está na hora de tomarmos a vacina contra o 171 dos candidatos, e acreditar que assim como não existe politico meio honesto também não existe ficha meio limpa.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Prefeito, onde está você!

A população e os funcionários do Hospital São Paulo se reuniram em uma manifestação pacifica diante do gabinete do prefeito de Campos do Jordão, Frederico Guidoni (PSDB), nesta ultima terça feira, para pedir maiores explicações a respeito da grave crise por qual passa não somente o único hospital SUS da cidade, o Hospital São Paulo, mas toda a área da saúde. Os manifestantes pediram a presença do prefeito, mas não foram atendidos. Ele simplesmente não apareceu, preferiu se manifestar horas mais tarde, no luxo de seu gabinete em uma entrevista por telefone a uma rádio local, onde a sua versão dos fatos sempre aparenta ser a mais correta.

De outro lado o silêncio obsequioso da direção do Hospital deixa a entender que os problemas nos repasses dos convênios com o poder público foi somente a ultima gota em um oceano de incompetência administrativa, problemas estes que mais cedo ou mais tarde viram a tona.

A verdade é que um verdadeiro estadista, um líder nato aparece em momentos de crise, e não somente em palanques festivos como no desfile do dia da cidade, ou em festas populares, como na distribuição de ovos de chocolate na Pascoa, pois em dias de glória, até mesmo um “Zé Ruela” se sai bem.

Enquanto o povo exige, e espera, uma explicação plausível, de como a saúde da cidade conseguiu em tão pouco tempo chegar nesta situação de sucateamento, o prefeito vira às costas a população e governa através de “notas oficiais” publicadas na pagina da prefeitura em uma rede social. E que a sua assessoria de imprensa que se vire!

E ela se vira. E como se vira! Tanto se vira, que uma das assessorias que mais se passava por despercebida nos outros governos se tornou na mais “badalada” da nova administração. Assessoria que não é mais requisitada somente pelos profissionais da imprensa, mais principalmente pelos cidadãos, que tem ali as únicas explicações, mesmo que inócuas e completamente fora de contesto e da realidade dos acontecimentos da cidade, notas estas que por muitas vezes acabam até por ofender a inteligência do cidadão jordanense.

A atuação da responsável pela assessoria de imprensa na ausência de seu chefe em tempos de crise está começando a fazer uma incomoda sombra no enorme staf de assessores que orbitam o gabinete do prefeito e que juntamente com ele simplesmente desapareceram das ruas, fato que está aos poucos transformando à assessora em uma espécie de “celebridade” dentro da cidade.

Completamente abandonados pelo poder público, pelos vereadores, que em sua esmagadora maioria compactuam com o “modus operandi do Novo Jeito de Governar” e pela direção do Hospital que se encolhe e esconde da opinião publica a verdade a respeito de suas finanças, a única esperança da população se encontra repousada na mesa do 1º Promotor de Justiça que abriu um Inquérito Civil (IC) para apurar os fatos que estão ocorrendo na saúde da cidade.

E enquanto tudo isso, e muito mais acontece na cidade, onde esta o prefeito? Respondo! Nosso prefeito ainda esta em campanha, prometendo mundos e fundos como se não fosse dele boa parte da responsabilidade pelos últimos desastrosos acontecimentos.

Enquanto a saúde dá seus últimos suspiros, o tucano ainda não se deu conta que é o prefeito de Campos do Jordão a mais de dois anos, e que é obrigação do poder publico oferecer uma saúde de qualidade a população independente de qualquer outra instituição.

Máscaras e mascarados.

A nuvem escura estacionada em cima do Gabinete da Prefeitura, desde primeiro de janeiro de 2009, parece não ter mais fim. Já faz parte integrante da paisagem do polêmico próprio público.

Completamente ofuscado pela eminente catástrofe que ronda o sistema de saúde da cidade, o Carnaval que nunca foi lá grandes coisas em Campos do Jordão, se depender do desempenho da Secretaria de Cultura periga nem acontecer neste ano.

Totalmente apreensivos com o futuro do Pronto Socorro, e principalmente com o futuro do único hospital da cidade, os jordanenses definitivamente não estão nem um pouco preocupados com a “Festa de Momo”, muito pelo contrário!

O Carnaval de Máscaras regado a Moët & Chandon neste momento extremamente delicado para a cidade não caiu nada bem no meio da população.

A única iniciativa divulgada até agora com vistas à festa que para o país inteiro por quatro dias gerando um ativo turístico único no Brasil, apesar de não ter investimento público, definitivamente ainda não caiu no gosto “dos foliões” serranos.

Independente do momento e dos problemas porque passam a cidade é bom salientar que este evento faz parte de um calendário turístico elaborado e programado já no fim do ano passado pelo Comitê de Turismo, e sua realização apesar de aparentar estar completamente fora da realidade da cidade neste momento precisa ser amplamente divulgado e abraçado pela população por ser um evento totalmente realizado pela iniciativa privada, e principalmente por Campos do Jordão ser uma cidade inteiramente dependente do turismo.

Infelizmente o Comitê aparenta estar correndo um sério risco de ver por agua abaixo todo o seu árduo trabalho na programação e no investimento do Carnaval por um problema paralelo de única e exclusiva responsabilidade do poder executivo que esta empurrando há meses seríssimos problemas sociais com a barriga comprometendo seriamente a saúde da população e azedando de maneira irreversível o humor do cidadão comum que a menos de vinte dias do Carnaval não esta vendo motivo nenhum para “rasgar a fantasia” pelas ruas da cidade.

Neste momento fica aqui a dica para a prefeitura: “Muito ajuda quem não atrapalha”.


O fim do A.F.C.

Depois de seu trágico fim tendo sido completamente consumido pelas chamas do descaso o que restou do edifício do Clube Abernéssia foi demolido, e seu entulho removido, apagando para sempre sua presença da paisagem, e da memoria da cidade.

Construído a mais de 30 anos o Clube se encontrava em uma área muito valorizada da Vila Abernéssia, porem por força de uma recente Lei ambiental o local onde se encontrava edificado o Clube não pode mais receber qualquer outro tipo de edificação por estar as margens do Ribeirão Capivari.

Hoje pouco se sabe a respeito do destino final que deverá ser dado ao terreno, mas muito provavelmente no local será feito uma extensão da Praça da Amizade que já esta em construção bem ao seu lado, construção esta que tinha uma previsão de gasto de quase $ 500 mil reais e que com certeza terá um aditivo no seu valor final, tendo em vista, que o espaço aberto pela demolição do clube chega quase à metade do espaço ocupado pela Praça em construção.

O que resta aos jordanenses agora é ficar atentos ao que será feito do terreno do Clube Abernéssia e principalmente quanto será gasto pela administração pública para sanar um problema que em sua origem era de particulares.

Com a extinção do Circulo Operário (C.O) no fim dos anos 80, e com a demolição dos restos do Clube Abernéssia e do Campos do Jordão Futebol Clube conhecido apenas por “CJ” neste ano, Campos do Jordão dá por encerrado para sempre uma rica historia cultural e social.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Praça Monsenhor José Vita.

A Praça Monsenhor José Vita localizada em frente ao Banco Santander, no centro da Vila Abernéssia, fez parte das obras de revitalização do calçamento por qual passou todo o complexo central da cidade há dois anos, reforma que compreendeu além da Praça Monsenhor José Vita, a Praça da Bandeira, o Fórum, o Banco do Brasil, e a sede da CBH-SM.

A obra de calçamento custou aos cofres públicos, quase 1,3 milhões de reais, conforme mostra a placa existente até hoje no local. 

Tendo suas obras concluídas a mais de dois anos, a Praça Monsenhor José Vita continua sendo um enigma para a maioria dos jordanenses.

Os dois quiosques construídos na praça, nunca foram utilizados, permanecendo fechados até os dias de hoje, se deteriorando e deixando tanto para os moradores da cidade, quanto para os visitantes, uma aparência de abandono, e de desperdício de dinheiro público.

Além dos quiosques “abandonados”, a Praça Monsenhor José Vita também tem outra particularidade muito curiosa. Deve ser a única praça de uma cidade do interior do Brasil que não tem banco!

Quem visita a praça pela primeira vez, ou quem a conhecendo, queira se refugiar por algum tempo debaixo de seu lindo pergolado de glicínias, tem de ficar em pé, ou levar seu próprio banquinho.

A placa indicando o motivo, e o gasto da obra abandonada no local até hoje, evidencia o descaso da administração publica para com a Praça, comércios circunvizinhos, visitantes e com a população. Além é claro, para com a memória do Monsenhor José Vita, que da nome a Praça.

Historicamente, os maiores investimentos em turismo em Campos do Jordão são feitos somente em Capivari, privilegiando um pequeno e seleto grupo de comerciantes, porem, nunca a Vila Abernéssia, que sempre ficou em segundo plano, ficou tão abandonada como nos dias de hoje.

Enquanto tivermos gestores com visão limitada, o turismo da cidade sempre vai se resumir ao eixo central de Capivari, o que restringe as opções de laser dos turistas, desestimula empreendimentos comerciais em outras áreas da cidade, diminuindo a oferta de empregos e por consequência a arrecadação de impostos.

O que deveria ser um centro de excelência receptiva fora do “centrinho” turístico já saturado de Capivari continua sendo mal utilizado, abandonado, e relegado ao completo ostracismo.