Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A festa esta acabando mesmo antes de começar.



É melhor ter um inimigo reconhecido do que um aliado forçado”
Napoleão Bonaparte

Festejado por onze em cada dez jordanenses por ser o mais bem relacionado e preparado político da cidade o novo prefeito mesmo antes de tomar posse já tem seu primeiro e importante revés político.

Alardeado como um atuante colaborador do gabinete do Prefeito Paulistano Gilberto Kassab ex DEM e fundador do PSD, nosso futuro prefeito com certeza contava com estes contatos para chegar mais rapidamente ao gabinete do governador e quem sabe até mesmo em Brasília e abrir varias portas para captação de importantes recursos e outras cositas mas.

Porem com a eleição na capital de Fernando Haddad do PT que é o inimigo mortal número um dos Tucanos e que tem como sua vice–prefeita nada menos do que Nádia Campeão do PCdoB partido de seu principal adversário nas eleições deste ano uma importante porta já se fecha mesmo antes do meninão se aboletar na cadeira de prefeito.

Tendo o apoio dos turistas de fim de semana e dos paulistanos que escolheram Campos do Jordão para seu refugio o candidato do PSDB jordanense tinha por certo um céu de brigadeiro no que diz respeito às facilidades que encontraria na capital, porem com a eleição do PT e do PCdoB em São Paulo a realidade pode se mostrar completamente diferente.

O irônico desta situação é que os verdadeiros donos da cidade, ou seja, os turistas que se empenharam de corpo e alma para se apoderar da cadeira de prefeito em Campos do Jordão, se esqueceram de garantir a chave do cofre em sua própria cidade. Um deslize que pode comprometer de forma significativa o andamento do governo jordanense já em seu primeiro ano.

E a mesma sigla que o elegeu com a promessa de transito fácil com quem realmente detém o dinheiro pode do dia para a noite se tornar seu maior entrave para tanto.

E se o Governador Geraldo Alckmin não arregaçar as mangas e fazer o Estado andar e sair desta letargia em que se encontra já ha bastante tempo com destaque para a segurança publica e para a saúde o comando do Estado também tende daqui a dois anos a trocar de mãos o que seria o golpe de misericórdia nas pretensões do PSDB na cidade.

O que aumentaria e muito as probabilidades do futuro governo se tornar um fiasco se não tão retumbante quanto o atual pelo menos bem próximo.

Fato que não deve servir de regozijo da oposição, mas de lição a população que acha que cara bonita e “influentes” amigos fazem mais diferença do que conhecimento a respeito do lugar onde se governará.

Diante deste quadro o novo prefeito com certeza terá de ter uma espinha bem mais flexível do que pretendia e devera em nome da governabilidade ampliar seu leque de alianças fato que ao longo de seu mandato lhe contabilizará mais prejuízo do que lucro diante da população.

Assim como no futebol a política só acaba quando realmente termina.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O começo de uma historia antiga.




"O poder sem moral transforma-se em tirania"
Jaime Balmes

Apesar das atenções de toda a cidade estar completamente voltadas para o 45 acompanhando passo a passo as suas decisões e também a falta delas, não podemos esquecer que quem comanda a bagaça ate o fim do ano ainda é o 23.

E bem diferente do começo do mandato o fim este mais melancólico do que poderíamos supor.

A tentativa de manter o sonho da reeleição em pé foi tão grande que algumas ações judiciais com certeza foram impensadas e alem de não ter ajudado em absolutamente nada pois a rejeição do eleitorado já estava consolidada e nada poderia mudar o quadro político acabou deixando um gosto amargo de derrota como foi no caso da ação anulatória de ato administrativo interposta por nossa alcaidessa na tentativa de anular a sua exoneração a bem do serviço publico.

Alem da denegação do pedido o Juiz local entendeu ser a tentativa litigância de má fé a assim proferiu a sua sentença:

“1ª Vara da Comarca de Campos do Jordão Autos n° 791/12 Vistos. A parte autora ajuíza ação anulatória de ato administrativo alegando, em suma, que o processo administrativo que resultou em sua demissão está eivado de nulidades, razão pela qual não pode subsistir. Esclareceu que impetrou mandado de segurança, por meio do qual em primeira instância houve a concessão da ordem. Contudo, em segundo grau a segurança foi denegada. Entretanto, não foi intimada da data do julgamento do recurso em virtude do falecimento de seu advogado, razão pela qual pleiteou a devolução de prazo para a interposição de recurso especial. Pleiteou a antecipação dos efeitos da tutela. Tendo em vista a existência de ação rescisória perante o E. TJSP para combater os mesmos fatos e fundamentos jurídicos da presente demanda (conforme extrato processual de fls. 481/483 e certidão de trânsito em julgado - fls. 457), determinou-se a emenda da inicial, sob pena de indeferimento, para que a parte autora explicasse os motivos do ajuizamento da presente demanda, uma vez que vedada a rediscussão de relação jurídica já acobertada pela coisa julgada material. Na oportunidade, salientou-se que a insistência no prosseguimento da demanda poderia caracterizar litigância de má-fé (fls. 480). Manifestação do Ministério Público às fls. 484, opinando pelo indeferimento da inicial. A parte autora se manifestou às fls. 487/493, juntando documentos às fls. 494/529. É O RELATÓRIO. FUNDAMENTO. Impõe-se o indeferimento da inicial, tendo em vista a falta de interesse de agir. Verifico que extinção da presente ação é medida que se impõe, pois inadequada a via eleita. Com efeito, a parte autora ajuizou a presente ação visando à desconstituição de decisão judicial já transitada em julgado. Ora, como é cediço, apenas por meio de ação rescisória, e desde que respeitados os limites legais, é que se permite a tentativa de modificação de uma sentença ou acórdão. No caso, os fatos e os fundamentos jurídicos apresentados já estão acobertados pela coisa julgada material, tendo em vista o acórdão de fls. 445/455, cujo trânsito em julgado foi certificado às fls. 457. Veja que no caso não se está a discutir qualquer pressuposto processual de existência, o qual permitiria o ajuizamento de ação declaratória (querela nullitatis), mas apenas e tão somente vícios ocorridos no procedimento administrativo que resultou na demissão da parte autora (situação essa já analisada por intermédio da decisão rescindenda). Assim, evidente que o meio utilizado para atacar decisão já acobertada pela coisa julgada material não se apresenta adequado, razão pela qual o indeferimento da inicial é medida de rigor. Ao escolher a via inadequada, caracterizada está a carência da ação, pois ausente o interesse de agir, na modalidade adequação. Saliente-se, por oportuno, que em análise a respeito do andamento da ação rescisória já ajuizada pela parte autora, verifico que foi concedido o efeito ativo à sua pretensão, consoante extrato cuja juntada ora determino. Ora, em que pese o hercúleo esforço do nobre patrono da parte autora, o certo é que a pretensão aqui deduzida é idêntica àquela outra apresentada (em mandado de segurança, cuja decisão judicial já foi acobertada pela coisa julgada), sendo que na presente demanda há apenas mero jogo de palavras para a vã tentativa de não caracterizá-la como ofensiva à coisa julgada. Destarte, ao contrário do que sustentado pela parte autora, além de já ter ocorrido a coisa julgada material (tanto que já ajuizada ação rescisória), sua pretensão aqui deduzida busca única e exclusivamente a reaquisição da condição de elegível. Ressalte-se que, considerando-se os fatos e os fundamentos jurídicos do pedido, à hipótese também se aplicaria o quanto disposto no artigo 474 do Código de Processo Civil (eficácia preclusiva da coisa julgada), pois todas as alegações apresentadas no mandado de segurança que tratou dos mesmos fatos reputam-se deduzidas e repelidas. Inadequada a via para a desconstituição da coisa julgada material (ainda que sob a denominação de declaratória de inexistência de ato jurídico), a insistência para o prosseguimento da ação resulta evidente dedução contra expresso texto de lei, caracterizando a litigância de má-fé, como muito bem salientado pelo Douto Presentante do Ministério Público. Com efeito, mesmo ciente da existência da coisa julgada material a parte autora buscou induzir este juiz em erro, apresentando ação contra texto expresso de lei, pois deveria (como realmente o fez) ter ajuizado apenas ação rescisória, meio adequado para a desconstituição da preclusão máxima. Em tais hipóteses, resta configurada a litigância de má-fé, nos precisos termos do artigo 17, I, do Código de Processo Civil, razão pela qual a parte autora deverá ser condenada às penas respectivas. Nesse sentido: TJSP 0133949-43.2011.8.26.0000 Agravo de Instrumento Relator(a): Renato Nalini Comarca: São Paulo Órgão julgador: Câmara Reservada ao Meio Ambiente Data do julgamento: 20/10/2011 Data de registro: 28/10/2011 Outros números: 01339494320118260000 Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA AMBIENTAL ANTECIPAÇÃO DA TUTELA PARA EXECUÇÃO DE OBRAS EMERGENCIAIS POR PARTE DE PROPRIETÁRIOS RESPONSÁVEIS PELA DEGRADAÇÃO DE IMÓVEL TOMBADO NA AVENIDA PAULISTA - ADMISSIBILIDADE EXISTÊNCIA DOS REQUISITOS AUTORIZADORES - PREPONDERÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA PRECAUÇÃO E DA PREVENÇÃO - DESPACHO MANTIDO - AGRAVO DESPROVIDO LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ - QUEM DEDUZ PRETENSÃO CONTRA FATO INCONTROVERSO, É LITIGANTE DE MÁ- FÉ, DE ACORDO COM A PREVISÃO DO ARTIGO 17, INCISO I, DO CPC. HIPÓTESE, ADEMAIS, QUE SE ADEQUARIA À DISPOSIÇÃO DO INCISO VII DO MESMO ARTIGO, A CONTEMPLAR A INTERPOSIÇÃO DE RECURSO PROTELATÓRIO - LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ CARACTERIZADA - MULTA DE 1% SOBRE O VALOR ATUALIZADO DA CAUSA - AGRAVO DESPROVIDO O ideal da Justiça célere, tão enfatizado pelo constituinte e pela normatividade infra-constitucional, impõe a todos os partícipes da cena judicial um protagonismo calcado na adequada utilização do instrumental do processo e não pactuar com práticas protelatórias ou contrárias a fato incontroverso, pois injustificável a resistência à observância das decisões proferidas pelo Estado-juiz em trâmite regular da demanda. TJSP 9000259-32.2007.8.26.0506 Apelação Relator(a): José Tarciso Beraldo Comarca: Ribeirão Preto Órgão julgador: 14ª Câmara de Direito Privado Data do julgamento: 26/10/2011 Data de registro: 28/10/2011 Outros números: 90002593220078260506 Ementa: DANO MORAL Cobrança de dívida já paga Afirmação de existência de desabonos anteriores Prova nos autos que demonstra o contrário, sem contar que tal alegação somente foi veiculada nesta Instância Dedução de defesa contra fato incontroverso e alteração da verdade dos fatos Litigância de má-fé configurada Imposição de multa de 1% sobre o valor da causa - Indenização razoavelmente fixada pela r. sentença em R$-5.000,00, dadas as peculiaridades do caso Sentença mantida Apelação improvida. Ainda que ínfimo o valor da condenação ao se considerar o valor dado à causa, o certo é que a condenação aqui determinada possui evidente caráter pedagógico. DECIDO. Em face do exposto, INDEFIRO a inicial (art. 295, III do CPC) e JULGO EXTINTO o processo sem resolução do mérito, com base no inciso VI, do artigo 267, do Código de Processo Civil. Tendo em vista a patente litigância de má-fé, condeno a parte autora a pagar multa de 1% sobre o valor da causa, devidamente atualizada pela tabela prática do TJSP a partir do ajuizamento do feito. P.R.I.C. Campos do Jordão, 02 de outubro de 2012. Evaristo Souza da Silva Juiz Substituto”.

Os doutrinadores Nelson Nery Junior e Rosa Maria Andrade Nery conceituam o litigante de má-fé como:

“A parte ou interveniente que, no processo, age de forma maldosa, como dolo ou culpa, causando dano processual à parte contrária. É o improbus litigator, que se utiliza de procedimentos escusos com o objetivo de vencer ou que, sabendo ser difícil ou impossível vencer, prolonga deliberadamente o andamento do processo procrastinando o feito. As condutas aqui previstas, definidas positivamente, são exemplos do descumprimento do dever de probidade estampado no art. 14 do CPC".

É finda a eleição, é finda a administração porem o que fica é a historia e esta jamais poderá ser reescrita ou apagada dos anais da justiça ou da memória de quem viveu e conviveu com as mazelas dos últimos quatro anos.

É prematuro, injusto e até leviano qualquer tipo de comparação desta com a futura administração porem da mesma forma é impossível não ficar um tanto sismado ou no mínimo desconfortável com a situação que se vislumbra em nosso horizonte tendo em vista que um significativo percentual dos assessores e homens fortes desta administração fez parte da campanha e com certeza se não cargos pelo menos terão voz na nova administração.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Na prática e teoria é outra.


"Verifica se o que prometes é justo e possível, pois promessa é dívida."
Confúcio

Diz a sabedoria popular que quem ganha dinheiro com conversa é político ou advogado, exemplo perfeito desta máxima se tornou nosso novo prefeito que uniu o útil ao agradável. É advogado por formação e político por vocação.

E no quesito bate papo tenho de admitir. O cara é bom!

Nesta terça (23/10) nosso novo prefeito deu uma entrevista ao Jornal da Band Vale (entrevista completa aqui) onde por cerca de sete minutos falou das prioridades de seu governo.

O tema de nosso prefeito foi saúde, turismo e emprego, nesta ordem.

Muito eloqüente se mostrou bastante a vontade diante das câmeras e deve ter agradado bastante aos jordanense que esperam sempre de seus representantes um toque de requinte e sofisticação.

Bom... É isso ai! Campos do Jordão é glamour, e tanto turistas como moradores acabam embarcando neste conto de fadas tipo programa fim de noite do Amauri Jr onde tudo é chique e perfeito. Se embreagem com as citações e colocações elegantes e não notam a verdade dos fatos nas entrelinhas.

E como eu não estou na cidade a passeio ou por esporte vou direto ao que interessa sem rodeios.

Apesar da postura de político bem sucedido e competente qualidades estas que realmente espero que não sejam somente aparência e coisa de marqueteiro, duas citações do prefeito como sempre passaram despercebidas.

1º O que na teoria da campanha era a promessa de reabertura da Santa Casa se tornou na pratica pós eleição em um assunto a ser analisado com “   muito carinho” pela próxima administração.

2° A UTI do plano de governo antes mesmo da posse já desceu alguns degraus e mais realista se tornou, se o Governo do Estado realmente ajudar em uma semi UTI. (integra das propostas de governo aqui).

O discurso já tem um tom bem diferente dos inflamados discursos de campanha e a realidade da cidade já bate a porta do novo prefeito e como a verdade não tem dois lados muito do que foi dito durante estes últimos meses por força das circunstancias irão fica somente no papel e no imaginário dos desavisados.

É isso ai galera eu sei que a grande maioria acha que eu reclamo demais e sou muito pessimista, mas diante da realidade não adianta perfumaria, o trem aqui em baixo na terra dos trabalhadores assalariados é tenso!

Mas para apaziguar a tropa de choque tucana e demonstrar o quanto estou de boa vontade com o próximo reinado a musica de hoje vou oferecer ao novo prefeito e a sua primeira dama como um símbolo de boa vontade.

A Litlle less conversation, a litlle more action please.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A democracia de cada um.


“O poder do cidadão, o poder de cada um de nós, limitasse na esfera política a tirar um governo do qual não gostamos, para por outro de que talvez venhamos a gostar”
José Saramago

Existem hoje mais de vinte grupos no Facebook dirigidos a Campos do Jordão e todos eles alem do nome e do declarado amor a cidade também ostentam a bandeira da democracia e da liberdade de expressão.

Porem na pratica a realidade se torna bem diferente dos discursos liberais e de respeito às opiniões e livre pensamento pregados por seus administradores.

Sempre que alguém (fake ou não) posta uma opinião que não vá de encontro com os dogmas subliminarmente impostos pelos “donos” dos grupos literalmente a casa cai.

Em uma sociedade de consumo e adoração a imagem como é a de Campos do Jordão que se transformou nas ultimas décadas em uma copia mal feita dos feudos nobres da capital a pobreza sempre foi associada à ignorância e a subserviência; E quando um membro da classe “desprivilegiada” ousa pensar por sua própria cabeça e não se intimida em tornar público seus pensamentos isso alem de inadmissível se torna um problema e o desconforto em ter em seus grupos alguém que não aceite rezar na mesma cartilha dos pseudos intelectuais e descolados da cidade ou usar cabresto se torna um insulto, uma agressão e uma ameaça a “família, a moral e aos bons costumes”.

Mas para “respeitar” a democracia Millôr Fernandiana imposta por estes enrustidos pequenos burgueses, não no sentido ideológico da palavra (nem de longe sou comunista) e sim no literal a partir de hoje vou administrar minhas belicosas opiniões em doses homeopáticas para não dar um choque nas estruturas emocionais e sociais dos demais membros destes “distintos” grupos... Afinal pelo visto democracia e respeito à liberdade de expressão em Campos do Jordão não passa de propaganda eleitoral e itens facilmente descartáveis.

Quanto aos posts com palavras de baixo calão, expressões chulas ou com alto teor de cinismo, mas sem nenhum conteúdo pragmático a mim dirigidos nestes últimos dias no Facebook, nada mais são que a prova que contra fatos não existem argumentos.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ação entre amigos...



“Você mentiu para mim me contando a verdade!”
Jack Sparrow

Segundo o Jornal Tribuna de Campos do Jordão em sua ultima edição a prefeita da cidade vetou a Lei Ficha Limpa de Campos do Jordão e este ficara para a história como um dos últimos e com certeza inesquecíveis atos da administração Campos do Jordão para nossos filhos.

A Lei criada pelo vereador do PSDB Sebastião Bonifácio depois de ficar engavetada por quase um ano após a sua primeira apreciação em plenário voltou à pauta da casa depois de vários questionamentos da população nas redes sociais e foi no ultimo dia 10 aprovado por unanimidade pela Câmara.

A Lei Municipal ampliaria as restrições da Lei Complementar 135/10 Lei da Ficha Limpa as nomeações de cargos pelo poder administrativo da cidade.

A medida se aceita pela prefeita de imediato colocaria em risco vários cargos dentro de seu governo e alijaria no mínimo uma dezena de políticos que mesmo perdendo as eleições já articulam a conquista de alguma boquinha dentro da maquina da prefeitura no próximo mandato.

Em uma clara ação entre amigos a prefeita barrou o que seria um enorme passo para a higienização dos quatros administrativos da prefeitura e em muito beneficiaria o próximo prefeito que calcado por esta Lei poderia sem problemas descartar inúmeros apoios importantes para a sua eleição, mas completamente indesejáveis para quem almeja uma administração transparente.

Desta maneira a batata quente deve voltar ao plenário da Câmara que devera apreciar o veto da Prefeita e votar pelo acolhimento do veto e enterrar de vez esta medida moralizadora ou derrubar o veto e manter a dignidade que lhes faltou nos últimos quatro anos.

Seja qual for o desfecho de mais este imbróglio uma coisa ficou bem clara: o corporativismo político da cidade ainda é forte e a população tem de ficar mais do que nunca de olhos bem abertos na escalação do time do próximo governo, dos titulares até os gandulas.

Afinal que país é estes? É a porra do Brasil!!!!!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Agora é tarde.


"Leis são como salsichas. É melhor não ver como elas são feitas"
Otto Von Bismarck

Fruto da inteligência e criatividade ctrl+c crtl+v dos vereadores de Campos do Jordão quesito aparentemente indispensável no currículo de todo político que quer ser eleito, a Lei Municipal 3.192/09 a conhecida Lei Cidade Limpa, que foi na maior cara de pau copiada na integra da Câmara de São Paulo chega em fim ao seu melancólico e inevitável fim com a entrada neste ultimo dia 16 do Projeto de Lei 52/12 pedindo a sua revogação.

Após dar um prejuízo gigantesco aos comerciantes de Abernéssia, ser totalmente desrespeitada pelos “comerciantes” de Capivari e esculachada pela própria prefeitura vai desaparecer dos anais da Câmara sem deixar saudades.

No apagar das luzes a Lei que foi a marca registrada de uma inconseqüente administração e de uma desleixada câmara é devidamente enterrada pelas mãos de seu próprio “autor”.

Se passados quatro anos nada de relevante saiu de dentro daquela casa pelo menos o vereador Paulo Índio sabedor deste fiasco correu para enterrar todos os vestígios de sua e da desastrosa passagem de todos os seus pares pelo plenário da Câmara de Campos do Jordão nos últimos quatro anos.

Nunca é tarde para se pedir desculpas ou para reparar uma cagada, mas já é muito tarde para desassociar o seu e os demais nomes desta patética trajetória parlamentar.

A Lei Cidade Limpa nos moldes em que foi aprovada não tinha remendo e foi tarde, cabe agora aos próximos vereadores tratar de criar outra que se adéqüe a cidade, senão isso aqui vai virar uma zona visual do dia para a noite.

A para aqueles que se acharam diretamente afetados pelas criticas que este espaço sempre fez aos vereadores e a este Frankenstein jurídico criado da noite para o dia dentro dos corredores daquela casa de leis o pedido de revogação desta aberração pelo próprio criador não poderia ser melhor resposta.

Assim como a rejeição da atual prefeita; Assim como a higienização nos quadros legislativos promovido pelos eleitores nesta ultima eleição e agora com a revogação da Lei Cidade Limpa este espaço vem mostrando aos céticos burgueses da cidade que esta no caminho certo.

domingo, 21 de outubro de 2012

A tecnologia a serviço da democracia.


“A democracia brasileira é um sistema político que mais parece um cálculo matemático: soma os votos, subtrai as receitas, divide os cargos e multiplica a miséria”
Fogovivo

Período pós eleição e de transição entre governos é um terror boatos e mais boatos circulam pela cidade dando e retirando cargos a rodo.

Todos querem agradar o novo alcaide para garantir um cargo ou algum tipo de facilidade futura, assim políticos de quase todas as agremiações tratam de espalhar pela cidade a noticia de seu apoio irrestrito a nova administração e o já manjado discurso de união onde a única coisa que realmente deve interessar é a cidade.

Seguindo esta tendência natural característica de um povo fraco que não consegue sustentar sua palavra sequer um dia inteiro após uma eleição os oito mil e poucos votos conquistados nas urnas se multiplicam de forma estrondosa e hoje é praticamente impossível achar um eleitor que não tenha votado no ganhador.

A dança das cadeiras esta mais acirrada do que nunca, e montar um time dentro deste caldeirão de interesses políticos não é tarefa fácil principalmente quando a oposição está mais forte e coesa do que nunca.

Um pequeno deslize na montagem do quebra cabeça das secretarias e cargos de assessoria pode comprometer de forma irremediável o desempenho de um governo, mas como descartar aquele incompetente que subiu e desceu morro atrás de voto para a eleição do prefeito?

Como passar a cadeira de secretario para um desconhecido, mas competente técnico?

Como explicar para os correligionário que aquele fulano que há muito tempo nem mora mais na cidade merece um cargo na alta cúpula da administração em detrimento daqueles que lutaram diariamente na cidade dando a cara a tapa e levando a bandeira e o nome do candidato nas costas?

Perguntas realmente inquietantes e que aos poucos vamos descobrindo as respostas.

Enquanto a maioria da população já se acomoda em suas poltronas para ver as finais do campeonato de futebol e se prepara para as festas de fim de ano e aos poucos vão deletando de suas vidas o cotidiano político da cidade o Corneteiro vai se aparelhando para correr atrás destas e de mais respostas que ao longo dos próximos quatro anos irão surgir.

sábado, 20 de outubro de 2012

Horto Florestal em alerta.


“A única verdade é que continuaremos a mentir. E, demagogos que somos, continuaremos a exigir honestidade do mundo”
Rodolfo Viana

Noticias que circulam pela cidade dão conta que mudanças drásticas na administração do Parque Estadual do Horto Florestal como o enxugamento do quadro de funcionários e o cancelamento de contratos com lojistas que exploram comércios dentro do Parque podem acarretar até mesmo no fechamento em definitivo do Parque.

Segundo o Guia Castelfranchi maior guia turístico da cidade e região órgão conceituadíssimo no meio turístico alem do aumento do ingresso e da ameaça dos lojistas terem de deixar o local ate o dia 5 de novembro deste ano o Parque também já esta fechando suas portas entre as segundas e quartas de cada semana.

Um dos locais mais visitados por moradores e turistas o Horto Florestal como é conhecido é uma das mais antigas e tradicionais atrações turísticas da cidade contando com um considerável fluxo de visitantes durante todos os dias da semana e do ano.

O Parque hoje é administrado pela Fundação Florestal órgão ligado a secretaria de Meio Ambiente do Estado comandado pelo Tucano Bruno Covas e pelo Governador Geraldo Alkmim também Tucano.

No dia 17 deste mês o Blog entrou em contato com a Ouvidoria da Fundação a respeito do assunto e a informação é de que o espaço esta em manutenção e passando por um processo de revitalização e por este motivo tem de ser temporariamente fechado nestes dias da semana, mas que a entidade não tem a intenção de fechar o local à visitação publica por hora esta é a única informação oficial que conseguimos da entidade:
“Prezado Sr. Reginaldo,

Em atenção ao quanto solicitado informamos que: sobre o horário de funcionamento do Horto, temporariamente o fechamento ocorrerá também às segundas e terças-feiras para que possam ser realizadas ações de manutenção e revitalização necessárias ao bom funcionamento da unidade.Comunicamos que o Parque Estadual de Campos do Jordão, também conhecido como Horto, não tem a previsão de fechar suas portas para a população, mas sim vem trabalhando de forma consistente ,para oferecer um ambiente cada vez mais acolhedor , seguro e agradável aos seus visitantes.

Colocomo-nos à sua disposição para maiores esclarecimentos.

Att,

Erika Faccin Casari – Ouvidoria”
Deste disse me disse a única coisa que podemos ter certeza é que alguma coisa de muito seria esta acontecendo dentro da administração do Parque e que a “manutenção” ou “revitalização” do espaço como queiram os responsáveis pelo Parque trará algum tipo de mudança no cotidiano de funcionários, comerciantes e visitantes e o Estado aparentemente não tem a mínima intenção de compartilhar com o cidadão os problemas e nem mesmo as suas possíveis soluções.

Esta ai uma grande oportunidade para o novo prefeito mostrar que toda a sua rede de contatos na corte do Palácio dos Bandeirantes são realmente verdadeiros e consistentes e não somente propaganda eleitoral, afinal nosso novo alcaide alem da alardeada amizade de “infância” com os mandatários do Estado foi eleito pelo mesmo partido e somente com um telefonema poderia dissipar este véu de incertezas que cerca um dos, se não o mais valioso e tradicional ponto turístico da cidade.

É assim que a população se encontra nos dias de hoje quando não esta nas garras dos esquerdofrenicos raivosos do PT fica patinando nas bravatas dos Tucanos.

Dai tem uma parcela da população politicamente correta que fica com a faca nos dentes quando eu falo que este país é uma verdadeira bosta.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Liberdade a beira da extinção.


Um passo para a barbárie.
Por Marcelo Abdul

O diretor do Google brasileiro, Fábio José Silva Coelho foi preso acusado de não cumprir uma ordem judicial do TRE do Mato Grosso do Sul.

O candidato à prefeitura de Campo Grande, Alcides Bernal (PP) foi o autor da ação em que pedia a retirada imediata de dois vídeos divulgados no canal Youtube, em que graves acusações foram divulgadas contra o político.

Por atitudes torpes e ditatoriais como essa devemos questionar firmemente se estamos realmente numa democracia ou caminhamos a passos largos para uma nova ditadura camuflada.

A prisão do diretor do Google, mesmo que temporária foi um dos maiores absurdos que esse país já noticiou. Um ato perigoso, fascista e que demonstra um autoritarismo anacrônico de magistrados e políticos que ainda desconhecem o poder de divulgação da internet.

A atitude foi trágica. Em muitos países mais autoritários que o Brasil, os diretores do Google não sofreram tal abuso. Foi um ato vergonhoso e imprudente.

O Google que era um bom parceiro do Brasil na era digital vai começar a ver o país com outros olhos. Um desastre do ponto de vista comercial.

Caso os nobres juízes e candidatos não saibam existe um direito constitucional chamado liberdade de expressão. Esse é um dos nossos mais sagrados mandamentos. E nenhum candidato de fundo de quintal deve ter o poder de nos calar.

Se por acaso Alcides Bernal foi atingido moralmente pelas acusações, que se defenda com provas e que acione o autor do vídeo na justiça. Mas nunca tente em hipótese alguma retirar o direito à liberdade constitucional de nos expressarmos.

Democracia é direito e também responsabilidade. Que cada um arque com a sua.

Se não aguenta Bernal, beba leite. Todos nós temos o direito de saber em quem votamos. A internet é uma poderosa arma contra políticos corruptos e parece que certos candidatos não se conformam com isso.

Não custa lembrar, vivemos numa democracia. Se não está satisfeito pegue o primeiro avião para Cuba ou Coréia do Norte.

Com certeza eles estarão esperando alguns políticos e homens de toga brasileiros com os braços abertos.

Fonte: Blog do Abdul.

Nota do Blog: Aconteceu no Mato Grosso do Sul, mas que sirva de lição para nós jordanenses.

Liberdade de expressão, não é direito do cidadão e nem dever do estado. Liberdade é a essência do ser humano.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A alta sociedade jordanense.


“A burguesia fede. Mas tem dinheiro para comprar perfume”
Falcão

Ser pobre não é defeito, da mesma forma que ser ou ficar rico não é crime, principalmente quando vivemos em um sistema capitalista como o do ocidente.

Eu mesmo adoraria acertar aqueles seis numerozinhos mágicos da mega sena ou conseguir aquele salário capaz de dar todo o conforto que a minha família merece.

Não sou amigo, mas conheço muitos do meu meio que hoje conquistaram seu espaço dentro da alta sociedade da cidade, com seu trabalho e sua competência, podem hoje sem problema algum desfilar pela cidade com seus carrões e moram muito bem assim como podem dar uma vida bem diferente para seus filhos daquela que tiveram. Fruto único e exclusivamente de seus trabalhos.

Mas poucos, posso contar nos dedos de uma única mão, não viraram as costas para suas famílias e amigos escondendo seu passado de dificuldades e de luta e é exatamente neste contesto que o termo pequeno burguês cabe como uma luva.

A vida regada a facilidades e conforto vale a sua dignidade, seu berço, suas origens?

Vale enterrar lembranças amargas de uma vida de privações, mas que denotam seu caráter de retidão e perseverança?

O pequeno burguês é aquele que adota os valores e os padrões da vida burguesa, mas não tem o capital que tem o burguês.

O termo hoje é amplamente usado pelos esquedofrenicos para denegrir o sistema capitalista o que acabou banalizando e distorcendo o seu verdadeiro significado.

O pequeno burguês não é de direita, de esquerda ou de centro por excelência é aquele que vira as costas as suas Orígenes, é aquele que acha que pertence a uma casta da sociedade realmente diferente das demais. 

No passado eram os pequenos comerciantes e artesões que viviam uma vida essencialmente urbana, rejeitando os valores rurais, mas que não conseguiam ter o poder dos grandes capitalistas.

Em geral o pequeno burguês ânsia viver, validar e copiar os valores burgueses.

Como você pode perceber estes padrões continuam perpetuados pela classe média que nem mesmo sabe a origem do termo, mas que acaba legitimando estes valores "pequeno burgueses" com suas ações e omissões.

O pequeno burguês não é aquele que é rico ou que fica rico; O pequeno burguês é aquele que se acha realmente melhor do que alguém simplesmente porque tem mais dinheiro.

(...)Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha... Só no filé! Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha... Tem o que quer. (...)