Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

quinta-feira, 27 de julho de 2017

As leis animais empacaram - A Tribuna

Não pegou! Pois é... Parece brincadeira, mais não é!

Diz um dito popular que não se pode elogiar político nem juiz de futebol antes do fim do mandato ou do jogo. É verdade.

Depois de um início de ano lento, sonolento e praticamente sem novidades, a única coisa que funcionou na Câmara e que saltou os olhos da população foram às aprovações das leis animais, aprovadas a toque de caixa, deixando os protetores dos animais da cidade com um sorriso de orelha a orelha, voltando todos os holofotes da fama e da competência para o vereador representante da causa.

Mas a alegria durou pouco, para não dizer que não durou absolutamente nada.

Apesar das boas intenções, todas as Leis precisam de fiscalização para funcionar, para sair do papel e fazer a diferença na vida dos cidadãos, neste caso em especial, dos animais. Para tanto, precisão ser adequadas as normas de fiscalização do município – Precisão ser regulamentadas pelo executivo.

É o que esta acontecendo tanto com a Lei de Maus-Tratos quanto com a Lei dos Fogos de Artifícios.

Depois de pouco mais de quatro meses de suas aprovações na Câmara, ninguém sabe como ou quem deve fiscalizar ou aplicar as sanções nelas previstas.

As Leis foram aprovadas, mas para variar, ninguém sabe, ninguém viu!

A solução achada para resolver este impasse foi a de propor uma emenda em ambas, solicitando ao executivo a regulamentação das duas Leis em 90 dias. Porém, apesar de as emendas determinarem o tempo, ela pode, ou não, ser regulamentada neste prazo, pois esta prerrogativa é exclusiva do executivo, que não pode ser pressionado ou obrigado a fazê-lo.

Em minha humilde opinião elas não serão regulamentadas neste prazo, se forem, a regulamentação deixará brechas para que na prática não funcione.

Fica a dica: enquanto os protetores dos animais não saírem da casinha e baterem bumbo dentro do gabinete, e não levarem a sua matilha para rosnar dentro da Câmara vai ser sempre assim... Uma frustração atrás da outra.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Esquerda esquizofrênica. - A Tribuna

(Negociata é um bom negócio para o qual não fomos convidados)
Barão de Itararé

O Brasil é um país inacreditável. Somente aqui, nesta terra onde o fundo do poço tem alçapão que os oprimidos conseguem oprimir seus opressores.

A ocupação ao estilo “Black bloc” da Mesa da Presidência do Senado pela tropa mambembe da “bancada da chupeta” espelha esta bizarrice que alguns gostam de chamar de “empoderamento feminino” – mais uma das teorias da jabuticaba defendida pelas feminazis tupiniquins que diz que para se tronar igual ao homem a mulher tem de ser tão ou mais tosca que ele.

Da direita não se espera nada, aliás, ela nunca foi grande coisa, não é hoje e nunca será amanhã! Sempre foi formada em sua esmagadora maioria por pessoas obtusas, grosseiras e arrogantes que eternamente vão correr atrás do próprio rabo.

Mas a esquerda... Ah, à esquerda! Esta tem de ser estudada pela NASA. Tomada de assalto pelos ricos encabulados e pelos artistas/ativistas, aqueles que em tese deveriam ser os pensadores e intelectuais do país, mas que resolveram contrariar a opinião pública rotulando a população brasileira de “golpista”, figurinhas apoiadoras de uma esquerda ridícula que recorreu a ONU e que foi até para o Festival de Cannes denunciar o “golpe” contra sua “presidenta inocenta”.

A mesma esquerda que agora, pouco mais de um ano depois dos toscos protestos mundo afora, pensou seriamente em recorrer ao Supremo Tribunal Federal para anular a decisão do Tribunal Eleitoral que confirmou a inocência de sua presidenta.

Isso mesmo! Os socialistas prafrentex brasileiros, a cabeças mais brilhantes de nosso país, aquelas pessoas privilegiadas que têm o poder de ver o mundo fora da caixinha queriam que o TSE derrubasse a sua “presidenta inocenta” por crime de estelionato eleitoral, abuso de poder político e econômico e por uso de dinheiro oriundo de corrupção em sua campanha.

Como esta estratégia bisonha para colocar Temer para fora do Palácio do Jaburu não deu certo, agora querem derrubar o presidente o acusando de pertencer a um esquema de corrupção que segundo eles mesmos nunca existiu.

Como podemos observar, a bipolaridade nas fileiras da esquerda é coisa velada muito a sério. Segundo muitos que se declaram ativistas de esquerda, a esquerda política do país não os representa, mas mesmo assim apoiam cegamente qualquer tipo de baderna encabeçada pela esquerda caviar.

Sem eira nem beira se aglomeram e se dispersam do nada e dizem sem enrubescer que não têm compromisso com nada nem com ninguém. Uma espécie de francos atiradores ideológicos.

Mas para desespero geral e irrestrito, Dilma, Temer e Lula são irmãos siameses, filhos de uma mesma ideologia imoral, condenados a morrerem grudados em um abraço de afogados.

Fico pensando como essa gente “chique” vai explicar esta bizarrice toda para seus amigos europeus no próximo champanhe no tapete vermelho.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Habemus Prefeito. - Jornaleco

Contrariando a realidade do país que contínua em vertiginosa  queda livre dentro da maior crise política, moral, ética e principalmente econômica de todos os tempos, à temporada de inverno em Campos do Jordão promete ser uma das melhores dos últimos anos. Até mesmo o frio que há muito tempo andava sumido do mês de julho resolveu dar as caras com todas às forças novamente.

O maior reforço da temporada, porém, não foi o frio ou a falta de poder aquisitivo da classe média para empreender viagens mais dispendiosas, obrigando os viajantes a escolherem destinos mais próximos e baratos, mas sim a presença de um novo prefeito pelos próximos trinta dias.

Para quem não sabe o menino de ouro do PSDB esta licenciado, nos presenteando com a sua ausência por um mês inteiro - em seu lugar, tomou posse desde o dia primeiro o vice-prefeito, Carlos Eduardo Pereira da Silva, o Cae.

Jordanense de 34 anos, Cae se revelou uma grata surpresa neste oceano de decepção em que se tornou a política nacional.

Diferente do titular da pasta, que tem como marca registrada a pirotecnia midiática e dialética, seu vice fez o básico nestes primeiros meses,  trocando o conforto do gabinete de Abernéssia pela realidade das ruas da cidade.

Presente e atuante dentro da cidade, mesmo depois de sua eleição, o vice-prefeito não se deslumbrou com sua rápida ascensão política e tem-se demonstrado bastante preocupado com a realidade da cidade.

Particularmente, não vejo absolutamente nenhum problema quanto ao pedido de licença do alcaide, mesmo que tenha “escolhido” o mês de maior agitação na cidade.

O inusitado nesta história toda não foi o pedido de licença ou o mês escolhido, mas sim as explicações/justificativas usadas quando da votação do requerimento da licença no plenário da câmara.

Segundo o entendimento de um vereador, entendimento este que foi seguido por todos seus pares, a presença do prefeito na cidade em plena temporada de inverno não é necessária, considerando-se que os principais pontos turísticos e demais atrativos da cidade não são de sua responsabilidade, mas sim de autarquias estaduais, de outros prefeitos ou da iniciativa privada.

Sobre a parcela de responsabilidade que cabe ao executivo local para a organização da temporada, a câmara também entendeu que o que tinha de ser feito na cidade, já foi feito, então... Seja o que Deus quiser! Simples assim.

Seguindo este raciocínio, creio que a licença do atual prefeito poderia muito bem ser estendida pela câmara até dezembro de 2020 que não acarretaria maiores transtornos a população.

Mas não nos deixemos levar pelo “mimimi” de sempre não é mesmo!

Sejamos gratos por podermos dizer que Campos do Jordão tem um prefeito, nem que seja por apenas trinta dias.

Ave, Cae!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Campos do Jordão: linda e resiliente. - Jornal Regional


Apesar de tudo e principalmente de todos, Campos do Jordão, resiste, persiste, acredita e renasce. Como uma flamejante Fênix, a cidade esta mais bela e preparada do que nunca para receber seus visitantes e acolher seus filhos nestes tempos tão dificultosos que os políticos e suas políticas nos infligem.

A gastronomia, o comércio, a hospitalidade dos nativos, o trade turístico e principalmente a natureza estão de braços abertos e pronta para oferecer tudo que os turistas procuram na mais charmosa cidade brasileira.

Superando o despreparado e até mesmo a indiferença dos poderes públicos, que deveriam estar atentos e presentes neste que é o mês de redenção de todos os seguimentos econômicos e sociais da cidade, os comerciantes e a população em uma silenciosa e nunca vista união estão dando conta do recado, provando que Campos do Jordão se vende sozinha, que não precisa do marketing equivocado e de gosto completamente duvidoso que insiste em vender a cidade somente como um destino fútil e puramente consumista.

Campos do Jordão é inspiradora, romântica, bucólica, serena e perfeita para se viver belas e inesquecíveis histórias. Ou simplesmente para recarregar as baterias desgastadas na loucura do dia-a-dia das grandes cidades.

As longas conversas ao pé das lareiras dos hotéis, das pousadas ou dos restaurantes, assim como um simples passeio pelo gélido amanhecer da cidade é um momento inesquecível que merecer ser vivido por todos.

Campos do Jordão não é uma cidade para ser apreciada somente nos agitos das boates ou nos eventos barulhentos, ela foi feita para ser apreciada aos poucos... “Despacito”.

Campos deve ser lembrada por seus visitantes pelo que ela é, e não pelo que alguns querem que ela seja.

Campos do Jordão é fria, é quente, é saudável, é sossegada, é pacífica, é segura, tem ar puro, tem boa gastronomia, é hospitaleira, é dona de belas paisagens e seu povo é simples, mas principalmente, Campos do Jordão é vida! Vida que pode ser vivida por todos.

Sejam todos bem-vindos a minha linda cidade, sejam bem-vindos aos Campos do Jordão!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O brasileiro não gosta de quem faz sucesso.

A demissão de Rogério Ceni mais uma vez evidenciou o peso que seu nome exerce dentro e fora das paredes da instituição São Paulo Futebol Clube.

Dentro ficou clara a insatisfação de conselheiros enciumados que sempre se sentiram preteridos dentro do clube quando o assunto é Rogério Ceni, nunca foi tão grande e evidente o complexo de vira-latas dos dirigentes e a situação ficou insuportável quando perceberam que mesmo jogado aos leões a torcida mais do que nunca se enfileirou ao lado da maior lenda do clube e pela primeira vez conseguiu enxergar de quem realmente é a culpa por tantos fracassos.

Fora a cizânia também se instalou entre a torcida, que se dividiu entre aqueles que têm em Rogério Ceni a certeza de que a dedicação e a seriedade dão bons frutos e entre aqueles que acham que dedicação e seriedade são coisas de gente chata.

A dedicação e a seriedade de Rogério Ceni ao passar dos anos se transformou em sucesso, em números que serão por décadas e talvez para sempre insuperáveis e para suportar esta verdade - a de que é possível uma pessoa se transformar em uma lenda viva somente com seu esforço pessoal, sem depender das “bênçãos” de dirigentes, torcedores e principalmente da imprensa - seus detratores tanto fora quanto dentro da própria torcida resumiram esta trajetória vitoriosa em apenas uma palavra... Arrogância!

Para o brasileiro médio o sucesso alheio é insuportável porque evidência o seu fracasso pessoal e cuspir nas luvas de quem vestiu a camisa do clube por 26 anos não mancha a historia do ídolo, mas suja a historia da instituição.

A justificativa para tentar diminuir a relevância de Rogério Ceni são muitas e a mais usada é a de que ele não é maior que a instituição, mas o que é a instituição se não a sua historia?! E o que é a historia do São Paulo sem Rogério Ceni?

A verdade insuportável para todos aqueles que têm na figura vencedora de Rogério Ceni o reflexo de seu fracasso é que ninguém nunca será maior que o São Paulo Futebol Clube, da mesma maneira que ninguém nunca mais será maior que Rogério Ceni.


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Vós que entrais, perdei toda a esperança...

Tanto a verdade como o poder, não são revelados através de atos apoteóticos, mas nos pequenos detalhes.

Sabendo disso, é incrível como alguns atos oficiais passam completamente despercebidos aos olhos da maioria da população.

Atos que sutilmente provam nas mãos de quem realmente se encontra o tão almejado poder.

Pessoas que aos olhos da maioria são invisíveis, mas que quando é necessário sabem como fazer a sua vontade prevalecer, sabem como exercer o seu poder na medida e na hora certa. Tem sempre um “zap” na manga.

Enquanto outras, que se julgam autoridades e que jactam poder por todos os porros, não conseguem impor respeito nem mesmo dentro de seu “quintal”, não passam de leões de papel. Fanfarrões profissionais.

Quando um ato público, oficial e de direito monocrático é anulado, apenas 130 dias depois de sua publicação, das duas, uma: ou o primeiro ato foi tomado de forma aloprada, sem um mínimo de cuidado o que denota imaturidade e incompetência, ou a primeira decisão era a correta e a sua anulação prova que quem a tomou não teve força ou coragem o suficiente para sustentar sua decisão, o que demonstra fraqueza e subserviência. Resumindo... “Rabo preso”!

Ave o corporativismo do baixo clero!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Sinal vermelho - A Tribuna

É incrível como tudo que é de responsabilidade da administração pública na cidade acaba se tornando uma enorme dor de cabeça para a população e por cosequencia aos turistas.

E uma destas dores de cabeça que parecem não ter solução é o transito.

Com topografia complicada e com crescimento desordenado e sem nenhum planejamento, as duas únicas avenidas que cortam o eixo central da cidade não apresentam mais condições de absorver o numero de automóveis da cidade, menos ainda para receber os milhares que sobem a serra nos finais de semana, feriados e temporada.

Os fatores agravantes são incontáveis, já as soluções... Praticamente nenhuma!

Avenidas principais com sinalização arcaica, vicinais e paralelas sem nenhum tipo de sinalização e em péssimo estado de conservação impedindo o escoamento de veículos das vias principais.

Construções irregulares que avançam sobre as calçadas, jogando pedestres e ciclistas nas ruas.

Terceira pista inexplicavelmente inacabada até hoje.

Blitz policiais em horários de pico prejudicando ainda mais o fluxo do tráfego nas vias principais.

Falta de um polo receptivo para absorver os ônibus de excursão na entrada da cidade.

Transporte público ineficiente e incapaz de interligar todos os bairros e pontos turísticos da cidade.

Reurbanização irresponsável, desrespeitando o Plano Diretor e suprimindo vagas de estacionamento com a construção de calçadões, estrangulando ainda mais o tráfego de veículos no centro de Capivari.

Agentes de transito despreparados, em número reduzido e mal posicionados nas vias centrais em dias e horários de transito intenso.

Todos estes fatores aliados à facilidade econômica de se adquirir um veiculo, seja ele carro ou moto, transformaram o transito da cidade em um caos.

Mas o maior problema do transito de Campos do Jordão não são nenhum dos muitos acima mencionados; O maior problema do transito na cidade é que a chefia da organização e do controle do trafego na cidade nunca foi entregue a um conhecedor, mas sempre para um curioso.

Estes são somente alguns dos inúmeros problemas que transformaram o transito de Campos do Jordão em uma grande dor de cabeça e que por tabela também acabam contribuindo para o alto índice de acidentes registrados na cidade, muitos deles com vítimas fatais.

Não existe “mágica” para resolver este problema a curto e em médio prazo, a não ser medidas radicais, porém paliativas - como é o caso da implantação de restrições de mobilidade aos motoristas - como já acontece na capital com o sistema de rodízio de placas.

Enquanto o poder público não encarar o trânsito como um problema real a ser enfrentado, tão real que ceifa vidas, mas apenas como mais um ambiente disponível para acomodar os paletós dos amigos dos amigos, a coisa tende somente a piorar.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O Brasil é um país de cultura rica e de artistas pobres.

O destempero machista e preconceituoso do “Rei do Forro” Alcymar Monteiro, artista do qual praticamente ninguém nunca ouviu falar, o que prova a sua grande importância para a sobrevivência do forró no Brasil, em um áudio vazado onde o dito artista destila todo seu ódio regionalista pela cultura sertaneja, representada pela cantora Marília Mendonça e  toso seu desrespeito pelo resto do país, quando afirma que ela canta somente para “cachaceiros”, prova o quanto nossos artistas são rasos em suas avaliações e despreparados intelectualmente para tecer comentários fora dos palcos e sobre assuntos que não dominam.

Talvez seja por isso que a grande maioria dos artistas defensores de Dilma resolveram enfiar suas violas no saco e tirar seu time de campo, assim que perceberam que a população não se submete mais a manipulação de seus “ídolos”.
    
O tal “Rei do Forró” deveria saber que o Brasil não é dividido entre nordeste e o resto, somos uma única nação e todas as tradições são antes de tudo e acima de tudo brasileiras.

Impor a sua cultura a fórceps ao público presente as festas joaninas no nordeste demonstra somente o quão pequenos estão dentro de seu próprio ambiente. Ao invés de proibirem outros artistas de divulgarem a sua cultura, deveriam se perguntar o que fizeram com a sua.

Mesmo pego em flagrante, o forrozeiro não sustentou sua postura grosseira, machista e preconceituosa, o que torna a postura desta figura mais lamentável ainda, principalmente por se tratar de uma pessoa que não demonstra firmeza nem mesmo em suas próprias palavras, mesmo que gravadas.

O verdadeiro artista não impõe fronteiras em sua obra, não impõe censura ou define se o trabalho de outro artista é bom ou ruim e sabe muito bem que os únicos que têm o direito de escolher o querem ouvir, quando ouvir e onde ouvir é o público.

No mais, informo a este senhor que apesar de ele e de alguns outros artistas, alguns deles admirados em todo o país, terem fechado as portas do nordeste – como se tivessem poderes para isso - para as tradições e para os artistas do resto do Brasil, o resto do Brasil continua de portas e braços abertos para todos os ritmos e todos os artistas deste grande país, como sempre foi, como é e como sempre será.

Ainda bem que o forró e o nordeste são muito maiores que este senhor.


terça-feira, 13 de junho de 2017

O transporte público e o monopólio da incompetência. - A Tribuna

Mais do que um serviço oferecido à população, a mobilidade urbana é direito do cidadão e um dever do estado. Porém, como sempre, Campos do Jordão contínua acelerando na contramão da história.

Apesar de ser um monopólio, o transporte público jordanense contínua deixando muito a desejar.

A baixa qualidade dos serviços oferecidos pela única empresa de transporte coletivo da cidade vai desde o sucateamento de sua minúscula frota, que ainda não oferece aos usuários serviços básicos como ar condicionado e wi-fi, passando pela superlotação dos veículos nos horários de pico até os constantes atrasos que acarretam enormes transtornos e prejuízos a estudantes e trabalhadores da cidade, que sem alternativa têm de se submeterem aos caprichos da empresa.

Além destes problemas que são velhos conhecidos dos usuários do sistema, a falta de novas linhas para alguns bairros também são problemas que se arrastam há décadas.

Mesmo tendo uma das mais altas tarifas do Vale do Paraíba, a empresa responsável pelos serviços não consegue oferecer um serviço de qualidade a população, e as desculpas são as mais variadas possíveis, sendo as principais: o desgaste dos veículos, o gasto elevado com combustível devido a topográfica da cidade e a falta de manutenção das ruas.

Apesar de verídicas e razoáveis, estas alegações não podem servir de desculpas pelo péssimo serviço oferecido, exatamente por conta do monopólio que esta nas mãos da referida empresa.

Se por um lado os usuários estão presos eternamente a uma única empresa que determina segundo as suas vontades as regras do transporte público dentro da cidade, por outro, como sempre, temos uma Comissão Tarifaria displicente.

Constituída por força do Decreto Municipal 7513/15 de 18 de Dezembro de 2015, ninguém nunca teve notícias dos trabalhos desta comissão, que apesar de contar com 10 membros, assim como todas as demais comissões e conselhos da cidade é somente para inglês ver, pró-forma.

Serve somente para chancelar e dar “ares de legalidade” as vontades tanto do executivo quanto da empresa.

Da mesma forma que toda unanimidade é burra, todo monopólio é indecente.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

TSE x TSE

"A escolha de Sofia?” - Se derrubarem o “golpista" tem de derrubar a mãeDilma pelo mesmo crime; o de estelionato eleitoral, confirmando a denúncia dos tucanos e em particular do desafeto Aécio Neves.

Se ficarem quietos e acharem um bom arranjo deixar o "golpista" no cargo, sangrando como sangrou a Dilma (e dane-se o Brasil como fizeram os tucanos), desde que a mãeDilma não tenha seus "direitos" políticos cassados vão se rebaixar ao mesmo nível do TSE (coveiros de prova viva).

Na minha humilde opinião, se não recorrerem e se não demonstrarem o mesmo empenho para retirar de cena o Temer e Aécio que tiveram para defender a Dilma em sua longa missa de corpo presente, nem se for para jogar para galera, estes partidos nanicos e os integrantes da “bancada da chupeta” decretarão sua morte política, ora, vejam! Por fisiologismo (como acusam o PMDB).

E tem gente que até hoje se mata nas ruas por causa destes respeitáveis senhores e senhoras e tem o desplante de acusar trabalhador de "coxinha covarde" só porque eles querem cadeia para todos os ladrões independente da sigla que os abriguem.

Mas o mais estarrecedor neste caso não é a submissão sega desta legião de acéfalos idiotizados que se acham acima do bem e do mal apenas e tão porem, por serem “xoxialistas”, nem a flexibilidade moral e ética dos partidos ou dos políticos, coisa comezinha como gosta de salientar Gilmar Mendes. O que realmente preocupa é a confirmação que o judiciário adotou os mesmos métodos de “elasticidade moel e ética” em seus julgamentos – Aliás elasticidade esta que já foi demonstrada em outras oportunidades, como nos recursos infringentes do mensalão e no fatiamento do impeachment da Dilma no senado, por exemplo.

A manutenção do presidente Temer no poder a revelia da vontade da maioria desmonta o discurso que a imprensa tem o poder de manipular a opinião pública e prova o que sempre disse: Impeachment não é processo jurídico e sim político, quem tem maioria política dentro do congresso fica e quem não tem vaza. Simples assim.