Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Um partido para chamar de seu - A Tribuna

Hoje a fauna politica brasileira conta com nada menos do que 35 espécies e subespécies de partidos oficialmente registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Segundo eles, são 35 “diferentes” maneiras (ideologias) de se ver a democracia. E ainda temos quase uma dezena de outros grupos recolhendo assinaturas para oficializar seus partidos ideologicamente diferenciados, entre eles o PNC (Partido Nacional Corinthiano).

Esta falsa ideia de liberdade se transformou rapidamente em uma incontrolável orgia doutrinária, e alcançou seu ápice quando a REDE Sustentabilidade, um dos mais novos partidos a conquistar seu registro junto ao TSE, conseguiu a proeza de ter uma cisão “ideológica” em suas fileiras antes mesmo de alcançar seu registro oficial, o que prova que no Brasil a ideologia se tornou apenas uma desculpa conveniente para a fabricação de um novo partido justificando assim o seu acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda de radio e TV.

Jocosamente a desculpa dos criadores destas messiânicas siglas são as mesmas dos criadores das antigas: “Não se identificam ideologicamente com os velhos partidos e por tanto, não querem se misturar a maneira antiga (fisiológica) de fazer politica no país”.

Essa gaiolinha mental onde prosperam os discursos dos novos e polivalentes ativistas políticos, sociais e ambientais, nova moda entre os jovens descolados do Brasil, ao contrário do que imaginam, não contribui para o desenvolvimento da politica no país, tendo em vista que suas receitas milagrosas caem por terra logo na primeira disputa eleitoral que participam, pelo simples fato que apesar de serem criados com a desculpa de não se misturarem, não se acanham em construírem alianças esdrúxulas para alcançarem seus objetivos de tomada do poder.

Esta pulverização da democracia pode aparentar liberdade, mas no fundo não passa de pura libertinagem, na medida em que se um grupo de pessoas não possuem os argumentos e o poder necessários para mudar seu próprio partido como julgam ter argumentos suficientes para mudar um país inteiro?

Na verdade existem somente duas certezas na politica tupiniquim:

A primeira é que na luta pela conquista do voto dos sempre distraídos eleitores brasileiros sempre vale tudo!

E a segunda é que os componentes desta esquizofrênica sopa de letrinhas ideológicas sempre estarão juntos e misturados. Afinal o canto da sereia hipnotiza somente os que olham para o mar com arrogância e ambição.

Os reflexos desta proliferação criminosa de partidos, aliada as novas regras eleitorais instituídas pela minirreforma eleitoral recentemente sancionada, logo poderão ser sentidos em Campos do Jordão.

Estes novos “idealistas” fabricantes de ilusões deram novo folego para os políticos que por vários motivos perderam espaço em suas antigas agremiações partidárias, e criaram o ambiente perfeito para que novos interessados em investir no ramo da politica entrem com força nas negociações partidárias que se encontram em andamento, comprovando o que foi dito por um dos Ministros do STF recentemente: “Essa gente diferenciada, distintamente do que pregam querem somente um partido para chamar de seu”. 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Campos do Jordão às escuras - A Tribuna

Assim como a esmagadora maioria do povo brasileiro, as administrações públicas também cultivam o péssimo hábito de deixarem tudo para ser resolvido na última hora.

E desta vez esta indolência institucionalizada esta deixando os jordanenses literalmente nas trevas.

Diferente do que muitos prefeitos querem que a população acredite, a culpa pelo limbo administrativo em que se encontra a manutenção da iluminação pública em todo o país neste momento não é do governo federal. E a decisão que tirou das concessionarias de energia elétrica a obrigação de manter a iluminação pública e transferiu este dever aos municípios, tão pouco é uma determinação recente a ponto de ter pego os gestores públicos de surpresa.

Desde 2002 a geração de receita pelos municípios para o custeio da iluminação pública através da criação da CIP (Contribuição de Iluminação Pública) já estava prevista na emenda constitucional nº 39, portanto há treze anos! Isso comprova como este assunto vem sendo tratado com descaso pelas administrações municipais.

Oito anos depois da aprovação da emenda, ou seja, há cinco anos, a ANEEL somente estabeleceu o prazo de dois anos para a transferência definitiva da manutenção da iluminação pública aos municípios através da resolução nº 414/2010.

Percebendo que mesmo prorrogando os prazos, estes não seriam cumpridos, a ANEEL, através da resolução nº 479 de 2012 estendeu este prazo para janeiro de 2014. Dando mais dois anos para que os municípios se adequassem as novas normas.

Em janeiro de 2013 mais uma vez sem a perspectiva dos prazos serem respeitados pelos prefeitos a pedido da AMM (Associação dos Municípios Mineiros) a ANEEL novamente dilatou o prazo final para a transferência definitiva da manutenção da iluminação pública aos municípios por mais um ano, passando então a data limite para dezembro de 2014.

Por este motivo podemos afirmar que a escuridão que toma conta do país se deve única e exclusivamente ao eterno amadorismo que permeia as administrações municipais.

Desta maneira, observamos que mesmo tendo treze anos para se planejar e se adequar a nova realidade, Campos do Jordão mais uma vez optou pelo caminho errado, apostando na morosidade e na benevolência da máquina pública federal e deixou o tempo escoar pelos vãos de seus dedos, sem tomar as devidas providências.

Prova maior de que o planejamento e a adequação do município para absorver este serviço essencial não é coisa de outro mundo, é que a nossa vizinha, a toda poderosa Santo Antonio do Pinhal (sem ironia), já conta com os serviços de uma empresa especializada para manter sua iluminação pública em dia.

A falta de iluminação nas ruas de Campos do Jordão não se trata somente da simples conservação de um patrimônio, mas principalmente de segurança pública, tendo em vista que em muitas vias a escuridão serve de aliada à crescente marginalidade que assola a cidade.

Por mais uma vez, as desculpas esfarrapadas, e a transferência de responsabilidades, são as únicas explicações que o poder público municipal tem a dar aos munícipes, que já se encontram em desespero diante da escuridão que dia a dia toma conta de toda a cidade e de suas vidas.

Se esta letargia continuar no município o último a sair não terá mais que se preocupar em apagar a luz.

Paraíso do caos.


Existe algo muito errado no reino das frondosas araucárias.

O estado de calamidade política e administrativa em que Campos do Jordão se encontra nestes últimos anos, e em especial nestes últimos oito meses não pode ser ignorado, e muito menos creditado somente na conta da crise que assola todo o país neste momento.

Os vários e vultosos gastos desnecessários com o aluguel de carros e com a contratação de terceirizadas a esmo, a merenda de péssima qualidade, os atrasos inexplicáveis na entrega de uniformes e materiais escolares, o enxugamento repentino dos gastos com a dispensa de funcionários em áreas essenciais como saúde e educação e o feroz arroxo na folha salarial dos funcionários públicos são inequívocos indícios de que algo de muito errado está acontecendo nas finanças da cidade.

Mas apesar de muito sério e preocupante nada disso se compara aos absurdos que sucessivamente estão acontecendo na saúde. A muito, os acontecimentos neste quesito em especial, saíram do campo da razão e descambaram para o campo da pirraça.

A decisão da justiça no caso do pedido de reintegração de posse do prédio do Hospital São Paulo feito pela Fundação e publicada no site do Tribunal de Justiça no último dia 25 nos deixa evidente que o executivo não tem a menor condição ou sequer a menor intenção de manter o Hospital São Paulo em funcionamento; a não ser pela simples e irresponsável determinação de provar a qualquer custo a população e principalmente aos críticos do governo, uma eficiência administrativa que a promotoria pública brilhantemente comprovou nos autos que nunca possuíram.

Somente se compara a este “descalabro administrativo” o inexplicável silêncio do legislativo, que através de sua indiferença diante da gravidade dos últimos acontecimentos insinua por mais uma vez a existência de uma implícita cumplicidade nas mazelas administrativas das quais a cidade vem sendo vitima.

Ao não assumirem a sua parcela de culpa, preferindo manter diante de tantos fatos desastrosos que tivemos conhecimento nos últimos dias um ensurdecedor silêncio, os atuais gestores públicos da cidade (executivo e legislativo), provam que depois de eleitos, os políticos da cidade são abduzidos para uma dimensão paralela completamente diferente da realidade vivida diariamente pelo resto da população.

Cantada em prosa e verso, descrita e pintada mundo a fora por vários poetas e artistas como um paraíso terrestre, Campos do Jordão foi transformada pelos políticos ao longo do tempo no paraíso do caos. 

Ex-assessor ainda aguarda o pagamento de sua rescisão trabalhista.

Encontra-se em curso na Vara Itinerante do Trabalho de Campos do Jordão um processo trabalhista muito inusitado, pelo menos na região que compreende as cidades de Campos do Jordão, São Bento do Sapucaí e Santo Antonio do Pinhal.

Trata este curioso processo de uma reclamação trabalhista envolvendo um ex-assessor e um vereador da cidade.

Segundo o que foi apurado no site do Tribunal Regional do Trabalho da 15º Região (TRT15), sediado em Campinas, o ex-assessor de vereador Gilmar Miranda Romaguera, conhecido na cidade como Gilmar Carioca, propôs ação trabalhista contra o vereador Luciano Soares Honório, eleito pelo Partido Verde (PV) em 2012 e hoje vereador do Solidariedade (SD), alegando em síntese ter exercido a função de assessor parlamentar nas dependências da Câmara de Vereadores de Campos do Jordão por mais de  seis (6) meses sem registro, e de não ter recebido seus vencimentos em dia, fato este que também seria de conhecimento inclusive do Presidente da Casa.

O ex-assessor Gilmar Carioca ganhou a causa tendo em vista ter comprovado a sua reclamação já na primeira audiência realizada na Vara Itinerante do Trabalho em novembro de 2013, através do depoimento de outro vereador da cidade conhecido como Paulinho da Sobriedade também do Solidariedade (SD), que confirmou em juízo a versão do ex-assessor.

Apesar de as partes terem celebrado um acordo em julho do ano seguinte, a divida de cerca de R$ 4.165,35 (quatro mil cento e sessenta e cinco reais e trinta e cinco centavos), dividida em oito (8) parcelas, ainda não foi totalmente quitada, o que acarretou em fevereiro deste ano na determinação no bloqueio judicial dos bens do vereador do Solidariedade Jordanense para saldar a inusitada divida trabalhista contraída com seu ex-assessor.

O bloqueio dos bens do vereador compreende além de sua conta bancária, qualquer aplicação financeira, automóveis e até mesmo imóveis que possam estar em seu nome.

Além da divida pecuniária, o vereador Luciano Soares Honório teve de registrar a carteira de trabalho do ex-assessor pelo período em que este exerceu sem registro a atividade de assessoria dentro de seu gabinete.

Procurado pela reportagem o ex-assessor se limitou a dizer que o processo se encontra em estagio bem avançado e que confia na justiça.

A prefeitura não corta gastos em sua própria carne, mas escalpela os funcionários públicos.

No apagar das luzes do mandato legislativo de 2008, a Câmara de Vereadores de Campos do Jordão aprovou a Lei 3.180/08, que deu um aumento médio de 75% ao executivo local. O prefeito teve seu salário de R$ 9.000.00 reajustado para R$ 15.000,00, aumento de cerca de 66%, os vencimentos do vice-prefeito foram de R$ 4.500,00 para R$ 7.500,00 com aumento também de cerca de 66% de aumento e todo o primeiro escalão de secretários municipais tiveram seus vencimentos reajustados e quase 94% passando de R$ 3.090,00 para R$ 6.000,00.

Como na época da polemica aprovação, tanto o prefeito João Paulo Ismael, quanto seu vice Dynéias Fernandes Aguiar, não quiseram sancionar a Lei 3.180/08, quem acabou a sancionando em 3 de dezembro 2008 “oficializando” o substancioso aumento, foi o próprio presidente da Câmara o então vereador Ricardo Malaquias Pereira.

Não conformado com o aumento médio de 75%, concedido pela Câmara ao executivo jordanense, o Ministério Público do Estado de São Paulo propôs uma Ação Civil Pública em face do Município pedindo a anulação da Lei 3.180/08, alegando afronta a Lei Orgânica Municipal, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei da Ação Popular.

Em maio de 2014, o Ministério Público logrou êxito em suas retenções e em sentença de primeira instancia a Lei 3,180/08 foi declarada nula. A prefeitura recorreu da sentença em segunda instancia onde teve nova derrota em abril do ano seguinte. Ainda inconformada com a decisão a prefeitura a fim de manter seu beneficio propôs novo recurso a Procuradoria Geral de Justiça, onde por mais uma vez viu cair por terra seus argumentos vendo ser mantida a sentença original anulando a Lei 3.180/08.

Passando por uma de suas piores crises financeiras, a prefeitura neste segundo semestre vem implementando inúmeros cortes em suas despesas, com a única intenção de economizar até o final do ano cerca de 8 milhões de reais.

Os cortes estão atingindo varias áreas essenciais como a educação e a saúde, mas os fundamentais cortes atingem principalmente os funcionários públicos, que estão sofrendo com cortes em contratações e em benefícios, como horas extras e com as complementações salariais.

O que espanta neste episodio sãs os dois pesos e as duas  medidas utilizados pela prefeitura, que não se intimida em promover cortes em despesas de áreas essenciais de atendimento como a saúde e a educação, reduzindo ao máximo seu corpo de funcionários, e da mesma forma não se acanha em reajustar e reduzir os salários dos demais funcionários públicos, com cortes de horas extras e em outros benefícios, mas não cumpre uma decisão judicial que manda reduzir praticamente pela metade os mais altos salários da administração pública, que são do prefeito, do vice-prefeito e do primeiro e segundo escalão do governo que já foram julgados e declarados irregulares.

Em uma época onde a população esta pressionando os políticos a reduzirem seus salários como aconteceu nas cidades paranaenses de Santo Antonio da Platina e Jacarezinho Campos do Jordão prova mais uma vez que anda sempre na contra mão da historia e luta para manter seus altos salários e suas regalias, uma atitude ambígua dos políticos jordanenses que demostram que o exemplo de austeridade e de respeito ao erário em Campos do Jordão não vem de cima como deveria.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Nem tudo é culpa da Dilma - Jornal Regional.

Coluna Passando a Limpo.

Nem tudo é culpa da Dilma.

O impeachment que era uma ideia muito distante, começa a tomar corpo dentro do congresso nacional; E a instalação da Frente Parlamentar Pro – Impeachment é a prova que a batalha já começou.

Dona de uma rejeição histórica, a presidente Dilma tem muito a explicar aos brasileiros, e a crise financeira contrariamente do que pensa a maioria dos brasileiros não é o mais importante, mas apenas mais um tempero para entronar de vez o caldo.

Nossa presidente tem de explicar a todos os reais motivos que a levaram a cometer o maior estelionato eleitoral da historia recente da republica.

E principalmente a origem do dinheiro que financiou a sua campanha.

Diferente do discurso esquizofrênico do PT e dos partidos aliados, classificando a oposição de golpista, é bom saber que o processo de impeachment esta previsto na constituição brasileira e, além disso, democracia não consiste somente em contar votos e entregar o país ao mais votado.

Democracia também consiste em legitimidade, legitimidade que o PT e a presidente perderam por mentir em sua campanha, e por ocultar a origem dos recursos usados em sua campanha.

Porem, se é injusto comparar um pedido de impeachment com golpe, também é desonesto creditar tudo de ruim que esta acontecendo no país na conta da desastrada governanta petista.

E ai se encaixa o governo jordanense, que assim como a presidenta, foi irresponsável em seus gastos, e hoje tenta apertar o cinto dos funcionários públicos e da população para equacionar as contas públicas, creditando somente ao governo federal tudo de ruim que esta acontecendo na cidade.

Eleito pelo maior partido de oposição, o prefeito jordanense deveria saber mais do que ninguém que o “Titanic” federal viria a pic.

Se o governo federal dilapidou os cofres públicos o governo municipal também não ficou atrás, desta maneira nem tudo o que os jordanenses estão passando hoje é culpa direta dos desmandos petistas.

O Brasil mudou, o brasileiro mudou, mas infelizmente os políticos não! E por isso continuamos sem lideranças politicas confiáveis e serias em nosso país.

Pobre Brasil, pobre Campos do Jordão...

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Tragédia grega ou Jordanense? - A Tribuna.

Não é mais segredo para nenhum dos quase cinquenta mil habitantes da cidade que apesar de estar praticamente no fim de seu mandato, a atual administração não conseguiu “descer do palanque” e colocar em prática seu suntuoso plano de governo.

Assim como a escadaria do estacionamento do Gabinete do Prefeito, o Jeito Novo de Governar saiu do nada, e depois de quase três anos de muitas polemicas esta chegando a lugar nenhum.

Por este comportamento midiático e festivo, completamente fora da realidade, típico das campanhas eleitorais a historia da atual administração autointitulada de “Jeito Novo de Governar” se assemelha em muito a tragédia grega de Narciso.

Conta a Mitologia Grega que Narciso era um jovem de extrema beleza, filho do Deus-rio Cephisus e da ninfa Liriope. No entanto, apesar de sua inquestionável beleza Narciso preferia viver só, pois não julgava ninguém merecedor de seu amor. E foi exatamente o seu desprezo pelos outros que o derrotou.

Assim como na tragédia grega o governo tucano da cidade é formado por uma plêiade de deuses e semideuses que até hoje não se deram ao luxo de manter uma aproximação sincera com os pobres mortais jordanenses, e por pura vaidade se recusam a fazer uma mea-culpa admitindo sequer para si mesmos seus inúmeros fracassos.

Se por um lado todo o reconhecimento pelo sucesso de uma administração sempre cai no colo do chefe do executivo, nada mais justo que toda a cobrança pelo fracasso do governo também recaia sobre os seus ombros, mas por outro lado é sempre bom lembrar que a culpa das ações do prefeito acaba quando começa a culpa pela omissão de seus assessores.

Por este motivo é evidente que se o governo jordanense hoje se encontra acéfalo, seus tentáculos formados por seus assessores e secretários também não consegue manter o equilíbrio necessário para manter o resto do corpo administrativo em relativa estabilidade.

A fusão das crises política, administrativa e financeira por qual passa a cidade neste momento nada mais são do que os frutos da guerra de egos instalada no alto escalão da politica local.

Vista por este novo angulo talvez esta crise prove que o grande erro cometido pelo prefeito não esteja somente em suas ações administrativas, mas também, e até mesmo principalmente por suas péssimas escolhas corporativas.

É evidente que nestes últimos anos os secretários e os assessores diretos e indiretos do prefeito não provaram sua eficiência e não conseguiram reagir às diversas dificuldades que surgiram ao longo destes três anos de administração e sucumbiram levando consigo toda a cidade.

Sempre engessados pelas “regras” do politicamente correto secretários e assessores não foram suficientemente capazes de surpreender a população com ações inovadoras e de baixo custo provando que diante de graves crises a falta de dinheiro não justifica a falta de criatividade.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Com um pé em cada canoa - A Tribuna.

O Vereador Paulo Francisco dos Santos, o conhecido Paulinho da sobriedade, apesar de aparentar ser um dos mais discretos políticos de Campos do Jordão participou de diversos e polêmicos acontecimentos da politica jordanense.

Uma das curiosidades a respeito de sua trajetória politica é que apesar de estar em seu segundo mandato o nobre edil conseguiu se eleger somente uma vez.

Suplente nas eleições de 2008, Paulinho da Sobriedade se tornou vereador após á histórica cassação do vereador Arlindo Branco em sete de julho de 2010.

Após conquistar 689 votos nas eleições de 2012 concorrendo pelo PHS consegue enfim ser eleito diretamente pela primeira vez, porem logo após sua eleição deixa a sua legenda e se filia a outro partido recém fundado o que lhe permite manter seu mandato sem correr o risco de perder seu mandato por infidelidade partidária.

Em 2013 se torna novamente personagem central de uma polemica politica na cidade. Convocado para ser testemunha em um processo trabalhista envolvendo um colega de legenda e um ex-assessor, Paulinho da Sobriedade confirma em juízo a existência de pelo menos um assessor fantasma dentro da Câmara.

Apesar de todas estas polemicas nada se compara a sua mais nova “inovação”.

Informações dão conta que o vereador do Solidariedade estaria usando Campos do Jordão como trampolim politico para alcançar seu maior sonho.

Segundo fontes, Paulinho da Sobriedade que é natural da cidade mineira de Maria da Fé, apesar de ainda ser vereador em Campos do Jordão com mandato previsto para terminar somente em 31 de dezembro de 2016 já teria costurado um acordo politico em sua cidade natal viabilizando a sua candidatura à prefeitura da cidade mineira já nas próximas eleições. O que deixará o vereador com um pé em cada canoa no próximo ano. Ou melhor dizendo, com um pé em cada cidade!

O mais interessante é que a mesma fonte também afirma que o vereador não se sabe por que teria total apoio de outros políticos da cidade paulista para se tornar prefeito da cidade do estado vizinho.

A legislação eleitoral não é clara a respeito deste assunto o que abre brecha para este tipo manobra politica incomum.

Se esta inusitada campanha envolvendo apoios políticos de cidades distintas realmente vingar caberá aos eleitores mineiros da cidade de Maria da Fé julgar se a manobra politica apesar de legal também é moral.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Centro de Vivência Musical de Campos do Jordão.

Apesar da cidade servir de cenário para o maior evento de música erudita da América Latina a mais de 40 anos, a Filarmônica de Campos não é o primeiro projeto cultural dirigido aos moradores da cidade a ser vitima da insensibilidade das autoridades públicas municipais e estaduais.

Há muito tempo o único Centro Cultural que também abriga o único cinema da cidade, funciona de maneira precária, e seu histórico prédio sem manutenção adequada se deteriora anos após ano não oferecendo boas condições para receber espetáculos ou exibir filmes.

No inicio dos anos dois mil foi à vez da Banda Sebastião Gomes Leitão ser extinta sem maiores explicações deixando dezenas de músicos da cidade a ver navios.

Porem o que poucas pessoas sabem é que a extinção destas corporações musicais e o abandono do Espaço Cultural Dr. Além não foram os maiores cortes em investimentos culturais dirigidos a cidade.

Um grandioso projeto cultural avaliado em mais de 20 milhões de reais que já se encontrava em avançada fase de licitação pelo Governo do Estado estranhamente foi engavetado da noite para o dia.

Trata-se da construção do Centro de Vivência Musical que deveria ser construído próximo ao Auditório Cláudio Santoro a partir de 2010.

O Centro de Vivência Musical era um ambicioso projeto que objetivava a construção de um conservatório de música na cidade, construção estimada em mais de 20 milhões de reais.

A construção deste conservatório não somente alavancaria a cultura na cidade como também fomentaria toda a sua economia.

Depois de passar por vários estágios licitatórios o projeto segundo informações passadas pela própria ouvidoria da Secretaria de Cultura do Estado, foi arquivado pelo gabinete do secretário sem maiores ou melhores explicações.

Com estas constatações podemos afirmar sem medo que investir na cultura em Campos do Jordão não é de interesse nem do município e muito menos do estado.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Eleições legislativo - A Tribuna

Na mesma esteira das especulações sobre os nomes dos prováveis candidatos a prefeito, surgem as especulações a respeito dos nomes que poderão compor a Câmara de Vereadores no próximo mandato.

A renovação tão desejada promovida pelos eleitores nas últimas eleições, não surtiram os efeitos desejados, e a população não esconde a sua insatisfação com o trabalho dos vereadores.

Abalada por inúmeros escândalos, a câmara viu nos últimos anos sua credibilidade ser bastante arranhada e o evidente alinhamento do legislativo com o executivo deixa claro que os vereadores não conseguiram se tornar independentes e mesmo com a realização de um concurso público para preenchimento dos cargos públicos na casa conseguiu legitimar os vereadores como fiéis representantes do pensamento e da voz da população.

Alguns nomes que surgiram como uma nova força política não conseguiram se firmar de maneira positiva no cenário político da cidade o que abriu uma nova oportunidade para a volta por cima de políticos mais experientes que não conseguiram se reeleger nas últimas eleições.

Consagrados nomes da política jordanense como Ivo Eventos, Dr. Floriano, Arlindo Branco, Zé Bia, Ricardo Malaquias e Maria Joaquina ressurgem das cinzas como a Fenix e podem retomar o poder das mãos dos jovens políticos que definitivamente derraparam feio nas perigosas curvas da política jordanense.

Mesmo com um cenário completamente indefinido alguns nomes merecem destaque, pois com toda certeza no próximo ano estarão nas ruas correndo atrás dos eleitores e muitos deles serão por quatro anos os únicos que terão força para barrar a sanha arrecadatória e o descontrole nos gastos do executivo.

Ivo Strass - Ivo Eventos.

Vereador por dois mandatos (2005/2008 e 2009/2012) Ivo Strass, mais conhecido como Ivo Eventos foi muito bem votado nas duas vezes em que se elegeu tendo 919 e 813 votos respectivamente.
Natural de Campos do Jordão é empresário da área de turismo e nas últimas eleições concorreu à prefeitura.

Em seu último mandato foi presidente da câmara e já tem know-hall o suficiente para fazer um bom mandato e por isso tem reais chances de ser um dos mais bem votados candidatos a vereador nas próximas eleições. É filiado ao PV.

Luiz Filipe Costa Cintra – Filipe Cintra.

É jordanense, e foi eleito pela primeira vez em 2012, com expressivos 739 votos, foi o mais votado e presidiu a sessão de posse de onde não saiu mais da cadeira da presidência, se tornando o mais novo presidente da câmara e o primeiro a ser reeleito consecutivamente.

Filho de um politico de peso na cidade, Filipe Cintra apesar dos vários contratempos por que tem enfrentado tem feito um trabalho regular a frente da presidência da casa de leis, e por conta de uma TAC Termo e Ajuste de Conduta, assinado junto a promotoria local por seus antecessores, acabou entrando também para a historia da cidade por ter se tornado o primeiro presidente a promover um concurso público para preenchimento de cargos na câmara da cidade.

Sondado por alguns pré-candidatos a prefeito para compor chapa como vice-prefeito deve se candidatar a reeleição para vereador pelo PHS.

Sebastião Antônio Bonifácio - Boni.

Um dos mais experientes vereadores da cidade vem se destacando através dos anos por suas sucessivas reeleições.

Funcionário aposentado da Caixa Econômica do Estado de São Paulo, hoje é empresário na área do turismo e professor.

É um dos mais atuantes vereadores e será candidato a reeleição mais uma vez pelo PSDB.

Carlos Roberto de Siqueira e Silva - Fedô.

Jordanense, funcionário público de carreira, tem obtido expressivas votações.

Mantem um bom nível de aprovação junto aos eleitores.

Foi vice-presidente da câmara e tem chances de permanecer na casa por mais quatro anos. É candidato do PMDB.

Luiz Ricardo Castelfranchi – Ricardo Castelfranchi.

Nascido em Ribeirão Preto, Ricardo Castelfranchi é muito conhecido na cidade onde foi o criador do Guia Castelfranchi.

Ativista ambiental foi um dos pioneiros na luta pela construção de uma estação de tratamento de esgoto na cidade, além de dar nome à única ciclovia da cidade.

Tem se destacado em sua primeira legislatura por ser um dos únicos vereadores a fazer oposição ao executivo.

Deverá concorrer a reeleição pelo PCdoB o mesmo pelo qual foi eleito.

Floriano Camargo de Arruda Brasil Filho – Dr. Floriano.

Fisioterapeuta muito conhecido na cidade, Floriano tem vasta experiência na câmara onde exerceu a vereança por vários mandatos chegando a presidir a casa.

Ferrenho opositor do governo Lélio Gomes (2001/2004), se destacou pelas varias denuncias feitas na tribuna da câmara que resultaram em inúmeros processos de improbidade administrativa ao prefeito de então.

Politico hábil e apaixonado pode trazer o espirito de luta novamente a casa.

Arlindo Moreira Branco – Arlindo Branco.

Político muito experiente além de exercer a vereança em Campos do Jordão em alguns mandatos também já foi candidato a vereador em outra cidade.

Cassado em julho de 2010, volta nas próximas eleições com força e tem grandes probabilidades de retomar a sua cadeira de vereador com a ajuda dos evangélicos da cidade.

Carlos Francisco da Silva - Zé Bia.

Um dos políticos mais carismáticos da cidade, o Zé Bia como é conhecido, é empresário bem sucedido no ramo da decoração e já foi vereador por varias vezes, jordanense de nascimento se destaca na área de esporte e tem boa aceitação entre os eleitores.

Maria Joaquina dos Santos – Maria Joaquina.

Atua na área social há muitos anos, foi conselheira tutelar e já teve a oportunidade de exercer o cargo de vereadora onde se destacou por ser uma obstinada debatedora.

Atualmente exerce o cargo de secretaria adjunta do Bem Estar Social surge como um forte nome para compor a próxima câmara.

Ricardo Malaquias Pereira – Ricardo Malaquias.

Empresário da área imobiliária e contábil na cidade já foi vereador e presidente da Câmara em algumas oportunidades.

No primeiro mandato como presidente da câmara mudo a sede do legislativo para o prédio onde até os dias de hoje a casa funciona.

Apesar de ser um serio concorrente algumas especulações dão conta que poderá abris mão de ser candidato em beneficio de seu filho caçula que poderá tentar herdar os votos e a experiência do pai.

José Matos da Costa - Matos.

Vereador em vários mandatos e candidato a prefeito derrotado nas ultimas eleições José Matos tem seu reduto eleitoral fiel e caso se candidate novamente tem grandes chances de vitória.

Paulo Carlos da Costa – Paulo Índio.

Fora da vida pública há algum tempo seu nome vem sendo ventilado com provável candidato a vereador e poderá tentar ser eleito por mais uma vez.

Pode ter contra as suas pretensões à marca de ser o vereador que elaborou a Lei Cidade Limpa, Lei que deu e ainda dá muita dor de cabeça para e executivo e principalmente para os comerciantes da cidade.

Sebastião Aparecido César Filho – Tião César.

O mais experiente político na ativa, Tião Cesar pode ter chegado ao fim de sua vida pública, algumas especulações dão conta que o veterano vereador pode deixar de concorrer a reeleição nas próximas eleições, para abrir espaço para a entrada de seu filho na vida pública.

Caso estas especulações não se concretizem, Tião César certamente estará no páreo e como sempre já tem uma das cadeiras garantidas.

Muito concorrida como sempre, a eleição para vereador em Campos do Jordão, que teve no último pleito 209 candidatos disputando 13 cadeiras, promete no próximo ano superar estes números o que vai acirrar ainda mais a disputa por uma vaga na câmara.

Apesar de ser uma espécie de sonho de consumo da maioria dos munícipes, poucos sabem realmente qual é o papel do vereador dentro da cidade, e na maioria das vezes esta importante função é confundida com a função dos assistentes sociais.

Talvez a principal coisa que candidatos e eleitores devam saber é que vereador não governo, portanto não podem prometer melhorias materiais aos eleitores em suas campanhas, porem se bem desempenhadas as suas funções são de extrema importância para o bom relacionamento entre executivo e população.

Basicamente as funções dos vereadores são divididas em quatro partes: Função legislativa; Função Fiscalizadora; Função de assessoramento do executivo e função julgadora.

Função legislativa – Consiste na elaboração e na apreciação dos projetos de Lei que podem ser transformadas ou não em leis para organizar a vida em sociedade e melhorar a qualidade de vida da população.

Função fiscalizadora – É o poder e o dever que o vereador tem de fiscalizar todos os atos do próprio legislativo, mas principalmente do executivo zelando pela aplicação correta do erário.

Função de assessoramento do executivo – Esta função se resume a discussão aprofundada a respeito de todas as politicas públicas que o executivo tem pretensão de implantar na cidade as adequando aos interesses única e exclusivamente da população.

Função julgadora – Praticamente esquecida esta função é uma das mais importantes conferida aos vereadores, pois esta função confere ao vereador o poder de julgar as contas publicas dos administradores da cidade assim como apurar possíveis irregularidades politica-administrativas por parte dos prefeitos e dos próprios vereadores.

Infelizmente nenhum vereador, nem os consagrados leões, e muito menos os iniciantes gatinhos, conseguiram levar estas prerrogativas a sério, e o que se vê após as eleições é um amontoado de políticos desarticulados somente a procura de um lugar ao sol.  

Se por um lado já sabemos que se tornar prefeito de Campos do Jordão se tornou um bom negócio, por outro podemos supor que ser eleito vereador pode ser o segundo melhor.