Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Eleições legislativo - A Tribuna

Na mesma esteira das especulações sobre os nomes dos prováveis candidatos a prefeito, surgem as especulações a respeito dos nomes que poderão compor a Câmara de Vereadores no próximo mandato.

A renovação tão desejada promovida pelos eleitores nas últimas eleições, não surtiram os efeitos desejados, e a população não esconde a sua insatisfação com o trabalho dos vereadores.

Abalada por inúmeros escândalos, a câmara viu nos últimos anos sua credibilidade ser bastante arranhada e o evidente alinhamento do legislativo com o executivo deixa claro que os vereadores não conseguiram se tornar independentes e mesmo com a realização de um concurso público para preenchimento dos cargos públicos na casa conseguiu legitimar os vereadores como fiéis representantes do pensamento e da voz da população.

Alguns nomes que surgiram como uma nova força política não conseguiram se firmar de maneira positiva no cenário político da cidade o que abriu uma nova oportunidade para a volta por cima de políticos mais experientes que não conseguiram se reeleger nas últimas eleições.

Consagrados nomes da política jordanense como Ivo Eventos, Dr. Floriano, Arlindo Branco, Zé Bia, Ricardo Malaquias e Maria Joaquina ressurgem das cinzas como a Fenix e podem retomar o poder das mãos dos jovens políticos que definitivamente derraparam feio nas perigosas curvas da política jordanense.

Mesmo com um cenário completamente indefinido alguns nomes merecem destaque, pois com toda certeza no próximo ano estarão nas ruas correndo atrás dos eleitores e muitos deles serão por quatro anos os únicos que terão força para barrar a sanha arrecadatória e o descontrole nos gastos do executivo.

Ivo Strass - Ivo Eventos.

Vereador por dois mandatos (2005/2008 e 2009/2012) Ivo Strass, mais conhecido como Ivo Eventos foi muito bem votado nas duas vezes em que se elegeu tendo 919 e 813 votos respectivamente.
Natural de Campos do Jordão é empresário da área de turismo e nas últimas eleições concorreu à prefeitura.

Em seu último mandato foi presidente da câmara e já tem know-hall o suficiente para fazer um bom mandato e por isso tem reais chances de ser um dos mais bem votados candidatos a vereador nas próximas eleições. É filiado ao PV.

Luiz Filipe Costa Cintra – Filipe Cintra.

É jordanense, e foi eleito pela primeira vez em 2012, com expressivos 739 votos, foi o mais votado e presidiu a sessão de posse de onde não saiu mais da cadeira da presidência, se tornando o mais novo presidente da câmara e o primeiro a ser reeleito consecutivamente.

Filho de um politico de peso na cidade, Filipe Cintra apesar dos vários contratempos por que tem enfrentado tem feito um trabalho regular a frente da presidência da casa de leis, e por conta de uma TAC Termo e Ajuste de Conduta, assinado junto a promotoria local por seus antecessores, acabou entrando também para a historia da cidade por ter se tornado o primeiro presidente a promover um concurso público para preenchimento de cargos na câmara da cidade.

Sondado por alguns pré-candidatos a prefeito para compor chapa como vice-prefeito deve se candidatar a reeleição para vereador pelo PHS.

Sebastião Antônio Bonifácio - Boni.

Um dos mais experientes vereadores da cidade vem se destacando através dos anos por suas sucessivas reeleições.

Funcionário aposentado da Caixa Econômica do Estado de São Paulo, hoje é empresário na área do turismo e professor.

É um dos mais atuantes vereadores e será candidato a reeleição mais uma vez pelo PSDB.

Carlos Roberto de Siqueira e Silva - Fedô.

Jordanense, funcionário público de carreira, tem obtido expressivas votações.

Mantem um bom nível de aprovação junto aos eleitores.

Foi vice-presidente da câmara e tem chances de permanecer na casa por mais quatro anos. É candidato do PMDB.

Luiz Ricardo Castelfranchi – Ricardo Castelfranchi.

Nascido em Ribeirão Preto, Ricardo Castelfranchi é muito conhecido na cidade onde foi o criador do Guia Castelfranchi.

Ativista ambiental foi um dos pioneiros na luta pela construção de uma estação de tratamento de esgoto na cidade, além de dar nome à única ciclovia da cidade.

Tem se destacado em sua primeira legislatura por ser um dos únicos vereadores a fazer oposição ao executivo.

Deverá concorrer a reeleição pelo PCdoB o mesmo pelo qual foi eleito.

Floriano Camargo de Arruda Brasil Filho – Dr. Floriano.

Fisioterapeuta muito conhecido na cidade, Floriano tem vasta experiência na câmara onde exerceu a vereança por vários mandatos chegando a presidir a casa.

Ferrenho opositor do governo Lélio Gomes (2001/2004), se destacou pelas varias denuncias feitas na tribuna da câmara que resultaram em inúmeros processos de improbidade administrativa ao prefeito de então.

Politico hábil e apaixonado pode trazer o espirito de luta novamente a casa.

Arlindo Moreira Branco – Arlindo Branco.

Político muito experiente além de exercer a vereança em Campos do Jordão em alguns mandatos também já foi candidato a vereador em outra cidade.

Cassado em julho de 2010, volta nas próximas eleições com força e tem grandes probabilidades de retomar a sua cadeira de vereador com a ajuda dos evangélicos da cidade.

Carlos Francisco da Silva - Zé Bia.

Um dos políticos mais carismáticos da cidade, o Zé Bia como é conhecido, é empresário bem sucedido no ramo da decoração e já foi vereador por varias vezes, jordanense de nascimento se destaca na área de esporte e tem boa aceitação entre os eleitores.

Maria Joaquina dos Santos – Maria Joaquina.

Atua na área social há muitos anos, foi conselheira tutelar e já teve a oportunidade de exercer o cargo de vereadora onde se destacou por ser uma obstinada debatedora.

Atualmente exerce o cargo de secretaria adjunta do Bem Estar Social surge como um forte nome para compor a próxima câmara.

Ricardo Malaquias Pereira – Ricardo Malaquias.

Empresário da área imobiliária e contábil na cidade já foi vereador e presidente da Câmara em algumas oportunidades.

No primeiro mandato como presidente da câmara mudo a sede do legislativo para o prédio onde até os dias de hoje a casa funciona.

Apesar de ser um serio concorrente algumas especulações dão conta que poderá abris mão de ser candidato em beneficio de seu filho caçula que poderá tentar herdar os votos e a experiência do pai.

José Matos da Costa - Matos.

Vereador em vários mandatos e candidato a prefeito derrotado nas ultimas eleições José Matos tem seu reduto eleitoral fiel e caso se candidate novamente tem grandes chances de vitória.

Paulo Carlos da Costa – Paulo Índio.

Fora da vida pública há algum tempo seu nome vem sendo ventilado com provável candidato a vereador e poderá tentar ser eleito por mais uma vez.

Pode ter contra as suas pretensões à marca de ser o vereador que elaborou a Lei Cidade Limpa, Lei que deu e ainda dá muita dor de cabeça para e executivo e principalmente para os comerciantes da cidade.

Sebastião Aparecido César Filho – Tião César.

O mais experiente político na ativa, Tião Cesar pode ter chegado ao fim de sua vida pública, algumas especulações dão conta que o veterano vereador pode deixar de concorrer a reeleição nas próximas eleições, para abrir espaço para a entrada de seu filho na vida pública.

Caso estas especulações não se concretizem, Tião César certamente estará no páreo e como sempre já tem uma das cadeiras garantidas.

Muito concorrida como sempre, a eleição para vereador em Campos do Jordão, que teve no último pleito 209 candidatos disputando 13 cadeiras, promete no próximo ano superar estes números o que vai acirrar ainda mais a disputa por uma vaga na câmara.

Apesar de ser uma espécie de sonho de consumo da maioria dos munícipes, poucos sabem realmente qual é o papel do vereador dentro da cidade, e na maioria das vezes esta importante função é confundida com a função dos assistentes sociais.

Talvez a principal coisa que candidatos e eleitores devam saber é que vereador não governo, portanto não podem prometer melhorias materiais aos eleitores em suas campanhas, porem se bem desempenhadas as suas funções são de extrema importância para o bom relacionamento entre executivo e população.

Basicamente as funções dos vereadores são divididas em quatro partes: Função legislativa; Função Fiscalizadora; Função de assessoramento do executivo e função julgadora.

Função legislativa – Consiste na elaboração e na apreciação dos projetos de Lei que podem ser transformadas ou não em leis para organizar a vida em sociedade e melhorar a qualidade de vida da população.

Função fiscalizadora – É o poder e o dever que o vereador tem de fiscalizar todos os atos do próprio legislativo, mas principalmente do executivo zelando pela aplicação correta do erário.

Função de assessoramento do executivo – Esta função se resume a discussão aprofundada a respeito de todas as politicas públicas que o executivo tem pretensão de implantar na cidade as adequando aos interesses única e exclusivamente da população.

Função julgadora – Praticamente esquecida esta função é uma das mais importantes conferida aos vereadores, pois esta função confere ao vereador o poder de julgar as contas publicas dos administradores da cidade assim como apurar possíveis irregularidades politica-administrativas por parte dos prefeitos e dos próprios vereadores.

Infelizmente nenhum vereador, nem os consagrados leões, e muito menos os iniciantes gatinhos, conseguiram levar estas prerrogativas a sério, e o que se vê após as eleições é um amontoado de políticos desarticulados somente a procura de um lugar ao sol.  

Se por um lado já sabemos que se tornar prefeito de Campos do Jordão se tornou um bom negócio, por outro podemos supor que ser eleito vereador pode ser o segundo melhor.

Falta de sintonia - Hoje em Notícias


O fim da filarmônica.

Com grandes cortes em seu orçamento, o 46º Festival de Inverno de Campos do Jordão, o maior em seu gênero na América Latina passou por sérios problemas financeiros e teve uma edição muito aquém de sua tradição, e acabou terminando de forma melancólica neste ano.

Na apresentação de encerramento do Festival, a maestrina Renata Cristina Ortiz de Villate, responsável pela Filarmônica de Campos do Jordão, para espanto de todos os presentes, anunciou que aquela apresentação não se tratava apenas do encerramento da 46º edição do Festival de Inverno, mas também da apresentação de encerramento da própria Campos Filarmônica.

Pego totalmente de surpresa o Secretario Municipal de Cultura da cidade, Benilson Toniolo, se retirou do auditório antes mesmo do inicio da apresentação em protesto contra a decisão da maestrina que segundo ele foi tomada de forma precipitada e unilateral.

Em tom de desabafo a maestrina agradeceu os incentivos da prefeitura e os patrocínios recebidos dos empresários da cidade nestes cinco anos de existência da Campos Filarmônica, mas concluiu seu breve comunicado afirmando que os incentivos públicos e os patrocínios empresariais recebidos até então não eram suficientes para manter o projeto em andamento.


Sem um entendimento entre a prefeitura que se diz surpresa com a decisão, e com a regente responsável pelo projeto que afirmou em um comentário ter entrado em contato diretamente com o prefeito para expor todas as dificuldades por qual vinha passando antes de tomar sua decisão, a Campos Filarmônica encerra suas atividades até segunda ordem.

Falta de sintonia.

O desabafo da Maestrina Renata Cristina no encerramento do festival e a reação do secretario de cultura do município apesar das negativas deixou clara a falta de sintonia que existia entre a Campos Filarmônica e a prefeitura.

Apesar de o secretario se demostrar bastante surpreso e afirmar que trabalhava em sintonia com o projeto, e que prospectava parcerias para viabilizar os compromissos contraídos pela Filarmônica, a verdade é que ninguém acaba com um trabalho de cinco anos e desta magnitude unilateralmente e sem um bom motivo.

O pronunciamento feito antes da apresentação apesar de sucinto não deixou margem de duvidas a respeito da falta de comprometimento do poder público para com o projeto.

Apesar dos funcionários ligados a secretaria e até mesmo o secretario se esforçarem para manter o calendário da secretaria, e viabilizar novos projetos, a realidade é que a verba destinada à secretaria em sua grande parte é consumida pela própria folha de pagamento inviabilizando a manutenção de qualquer projeto destinado à cultura na cidade, o que deixa claro que a pasta da cultura apesar de muito importante, não é levada a serio pela administração, que cumpre aparentemente a contra gosto a Lei que a criou em 2009.

A decisão de anunciar em público o encerramento de suas atividades pode não ter sido a mais conveniente para as autoridades politicas presentes no evento e para algumas pessoas que acham que em Campos do Jordão a cultura deve ser produzida somente com boa vontade e o voluntariado dos artistas, mas foi com certeza a maior contribuição que um artista fez a cultura da cidade desde o inicio do Festival de Inverno em julho de 1970, pois expôs de maneira concreta o antagonismo dos discursos políticos dos gestores públicos da cidade.


Sonho abortado.

Apesar da cidade servir de cenário para o maior evento de musica erudita da América Latina a mais de 40 anos, a Filarmônica de Campos não é o primeiro projeto cultural dirigido aos moradores da cidade a ser vitima da insensibilidade das autoridades públicas municipais e estaduais.

Há muito tempo o único Centro Cultural que também abriga o único cinema da cidade, funciona de maneira precária, e seu histórico prédio sem manutenção adequada se deteriora anos após ano não oferecendo boas condições para receber espetáculos ou exibir filmes.
No inicio dos anos dois mil foi à vez da Banda Sebastião Gomes Leitão ser extinta sem maiores explicações deixando dezenas de músicos da cidade a ver navios.

Porem o que poucas pessoas sabem é que a extinção destas corporações musicais e o abandono do Espaço Cultural Dr. Além não foram os maiores cortes em investimentos culturais dirigidos a cidade.

Um grandioso projeto cultural avaliado em mais de 20 milhões de reais que já se encontrava em avançada fase de licitação pelo Governo do Estado estranhamente foi engavetado da noite para o dia.

Trata-se da construção do Centro de Vivencia Musical que deveria ser construído próximo ao Auditório Claudio Santoro a partir de 2010.

O Centro de Vivencia Musical era um ambicioso projeto que objetivava a construção de um conservatório de música na cidade, construção estimada em mais de 20 milhões de reais.

A construção deste conservatório não somente alavancaria a cultura na cidade como também fomentaria toda a sua economia.

Depois de passar por vários estágios licitatórios o projeto segundo informações passadas pela própria ouvidoria da Secretaria de Cultura do Estado, foi arquivado pelo gabinete do secretário sem maiores ou melhores explicações.

Com estas constatações podemos afirmar sem medo que investir na cultura em Campos do Jordão não é de interesse nem do município e muito menos do estado.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O Fim da Campos FIliarmônica.

Com grandes cortes em seu orçamento, o 46º Festival de Inverno de Campos do Jordão, o maior em seu gênero na América Latina passou por sérios problemas financeiros e teve uma edição muito aquém de sua tradição, e acabou terminando de forma melancólica neste ano.

Na apresentação de encerramento do Festival, a maestrina Renata Cristina Ortiz de Villate, responsável pela Filarmônica de Campos do Jordão, para espanto de todos os presentes, anunciou que aquela apresentação não se tratava apenas do encerramento da 46º edição do Festival de Inverno, mas também da apresentação de encerramento da própria Campos Filarmônica.

Pego totalmente de surpresa o Secretario Municipal de Cultura da cidade, Benilson Toniolo, se retirou do auditório antes mesmo do inicio da apresentação em protesto contra a decisão da maestrina que segundo ele foi tomada de forma precipitada e unilateral.

Em tom de desabafo a maestrina agradeceu os incentivos da prefeitura e os patrocínios recebidos dos empresários da cidade nestes cinco anos de existência da Campos Filarmônica, mas concluiu seu breve comunicado afirmando que os incentivos públicos e os patrocínios empresariais recebidos até então não eram suficientes para manter o projeto em andamento.

Sem um entendimento entre a prefeitura que se diz surpresa com a decisão, e com a regente responsável pelo projeto que afirmou em um comentário ter entrado em contato diretamente com o prefeito para expor todas as dificuldades por qual vinha passando antes de tomar sua decisão, a Campos Filarmônica encerra suas atividades até segunda ordem.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Historia abandonada. - Hoje em Notícias.

Mesmo passando por uma grande reforma iniciada em 2005 e com data de término ainda não definida a Vila Abernéssia, centro financeiro, administrativo e econômico de Campos do Jordão continua em segundo plano para as administrações.

Milhões de reais já foram investidos pelo Governo do Estado nas calçadas, praças e próprios públicos e a promessa é de mais alguns milhões de reais ainda a serem investidos na região central de Abernéssia, porem após as várias etapas das obras serem concluídas a região volta a seu estado de abandono de sempre.

Ruas sujas e visivelmente descuidadas, calçadas recém-construídas alagadas em época de chuvas, falta de lixeiras e bancos nas praças e no único calçadão da Abernéssia, chafariz em precário estado de conservação na praça principal, placas das obras terminadas há meses abandonadas poluindo a paisagem e diversos moradores de rua espalhados e desamparados são alguns dos indícios de que apesar da importância da Vila Abernéssia para o cotidiano da população o Capivari continua sendo a única preocupação dos administradores da cidade.

Símbolo máximo do descuido por qual passa a região de Abernéssia é o completo abandono em que se encontram os monumentos históricos da cidade que estão concentrados principalmente nas praças Marcos Damas Caldeira e da Bandeira.



O Tori erguido na Praça Marcos Damas Caldeira em 2008 em homenagem ao centenário da Imigração Japonesa no Brasil e em especial a colônia japonesa radicada na cidade apresenta grandes rachaduras, e esta servindo para a colagem de panfletos de propagandas, e sua placa comemorativa está completamente danificada.

Tori é um portal encontrado nas entradas dos templos ou santuários xintoístas. Representa para os que ali se adentram a separação do mundo físico do espiritual. Tradicionalmente construído em madeira de lei, é formado por duas colunas que sustentam o céu e por vigas transversais que representam a terra. É um símbolo de poder e fé para os povos orientais.


O que restou do Monumento “Marco das Quatro Nações” representado por um Bandeirante e que foi erguido para registrar que aqui se encontram as mais altas nascentes que compõe o Rio da Prata, está instalado no canto superior da Praça Marcos Damas Caldeira junto ao cruzamento da Avenida Dr. Januário Miráglia com a Rua Brigadeiro Jordão. O monumento também se encontra bastante danificado e a placa com suas referencias foi retirada. 


Abandonado da mesma forma também se encontra o monumento construído na Praça da Bandeira e que homenageia os três heróis jordanenses da segunda grande guerra mundial. Simbolizado pelos três pinheiros plantados na praça e por um pequeno monumento aos pés do chafariz. O monumento está sem pintura e com sua placa pichada. Este símbolo maior de heroísmo apesar de ser uma das mais tristes e heroicas páginas da historia jordanense, ainda não é conhecido de muitos jordanenses e não por estar em precárias condições de manutenção passa completamente despercebido pelos turistas.

Enquanto a historia da cidade e os ideais de seu povo e de seus antepassados forem tratados com tamanha negligência, as novas gerações nunca terão a oportunidade de criar uma identidade própria, e menos ainda uma relação de respeito e amor pela cidade.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Os desafios do próximo prefeito de Campos do Jordão - A Tribuna

Depois da inauguração da Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP 123) no final da década de 70, Campos do Jordão sofreu um “bum” em seu crescimento populacional que não foi acompanhado pelas administrações.

Nestes últimos anos a cidade foi vítima de administrações fracas e incompetentes, que acarretou a população da cidade um enorme déficit social que será o grande desafio que o próximo prefeito terá de enfrentar a partir de sua posse no dia 1º de janeiro de 2017.

O Jornal A Tribuna destaca a partir de agora quais são os principais desafios do próximo prefeito de Campos do Jordão:

Economia: O Brasil se aproxima de sua pior crise financeira desde a implantação do Plano Real em 1994, somando isso as administrações temerárias que a cidade foi vitima nos últimos anos, o próximo prefeito muito provavelmente herdará uma divida astronômica e uma prefeitura completamente desorganizada economicamente.

Sem recursos próprios e sem ter de onde tirar, a primeira ação da nova administração deverá ser no enxugamento da maquina pública, diminuindo seu quadro de servidores e cortando gastos e secretarias. Um remédio amargo, mas necessário que deverá ser parcimoniosamente dosado para não matar o paciente.

Educação: Com a redução no quadro de professores e funcionários, a educação tem sofrido um desgaste e uma perca de qualidade sensível nas últimas décadas, os professores ainda lutam por seu plano de carreira e a merenda não tem uma qualidade permanente, e os investimentos em uniformes e matérias didáticos ainda deixam muito a desejar.

O maior problema a ser enfrentado nesta área pode não ser o econômico, mas sim de gestão.

Infraestrutura: Com seu departamento de obras completamente desmantelado há anos, o próximo prefeito não contará com maquinário e nem com mão de obra o suficiente para fazer frente às necessidades prementes da cidade.

O novo prefeito terá e reinvestir rapidamente em máquinas e equipamentos e reconstruir seu quadro de servidores; o grande desafio a ser encarado é como equacionar esta necessidade com os cortes em investimentos e funcionários.

Esporte: Apesar dos resultados relevantes em alguns esportes coletivos e individuais, o esporte da cidade se encontra em estado de calamidade.

O único ginásio de esportes da cidade não tem condições de receber grandes eventos e necessita a muito tempo de uma reforma geral, e os dois campos de futebol da cidade a muito tempo não tem uma manutenção a altura.

Os investimentos na área de esporte na cidade são praticamente inexistentes, chegando ao ponto de ter de cancelar tradicionais torneios e campeonatos por falta de verbas.

Além de todos estes obstáculos, o maior problema a ser enfrentado no esporte e o término da construção do Centro de Esportes de Alto Rendimento, que ao invés de estar recebendo atletas para a próxima Olimpíadas, e estar servindo de atrativo para outros investimentos na cidade, se tornou em um enorme elefante branco.

Cultura: Com um dos menores orçamentos a pasta de cultura tem grande parte de seu orçamento anual comprometido com a folha de pagamento, o que inviabiliza um aporte de peso aos projetos culturais da cidade.

A dificuldade de se manter o Espaço Cultural que é o símbolo maior da cultura jordanense em bom estado de conservação e de funcionamento representa bem o momento difícil por qual passa a cultura da cidade.

Nesta pasta o grande desafio do próximo administrador é adequar o quadro de funcionários ao seu orçamento para abrir espaço para investimentos nos vários projetos que se encontram ou engavetados ou em fase de desmantelamento, como é o caso da Filarmônica da cidade.

Habitação: A habitação não tem um investimento relevante desde a década de 90 quando dois conjuntos habitacionais e um residencial destinado à população de baixa renda foram construídos na cidade.

A cidade não tem recursos próprios para investir nesta área, e depende de investimentos federais e estaduais, neste item o maior desafio será convencer tanto o governo federal quanto o estadual que a cidade carece de um plano habitacional de grande porte para reduzir o déficit habitacional da cidade.

Segurança pública: A segurança pública é de responsabilidade única e exclusiva do governo do estado, porem a cidade necessita urgentemente de um aumento tanto no efetivo militar quanto no civil, a delegacia da cidade apesar de ter um prédio praticamente novo sofre com os frequentes cortes em sua logística, e merece uma especial atenção tanto do governo local quanto do estadual.

Por outro lado o prefeito pode aumentar a segurança da cidade investindo pesado na Guarda Municipal e no Corpo de Bombeiros, que se encontram em funcionamento de forma precária e amadora.

A solução dos problemas da segurança neste sentido passa tanto pelo investimento direto do município, como pelo bom relacionamento que o próximo prefeito deverá de ter com o governo do estado para que este também faça a sua parte.

Transporte público: O transporte público na cidade é um assunto bastante delicado. O monopólio do transporte público se encontra concentrado nas mãos de uma única empresa, o que inviabiliza a instalação de novas linhas, investimento em novos ônibus e no conforto dos passageiros.

A solução deste empasse talvez esteja na realização de uma nova licitação, tendo em vista que o Tribunal de Contas do Estado considerou a contratação da atual empresa irregular e na liberação de formas alternativas de transporte dentro da cidade.

Turismo: A mola mestra da economia local aparentemente nunca foi levada a sério por nenhuma administração. Seu orçamento esta dentro os menores de todas as secretarias, e seus administradores nunca foram qualificados ou interessados em realmente fazer a diferença.

Dependente somente da região do Capivari e do Festival de inverno e com seus principais pontos turísticos completamente degradados Campos esta aos poucos perdendo seu atrativo.

Além da descentralização do atrativo turístico e da recuperação dos pontos turísticos abandonados a nova administração se deparará com outro grande problema a ser relacionado nesta área: A enorme divisão que existe entre os empresários que exploram o turismo e reduzir o custo Campos do Jordão que é considerado um dos mais altos do país.

Por fim chegamos ao maior desafio a ser enfrentado pelo próximo prefeito: A saúde.

A falência da saúde não é exclusividade de Campos do Jordão. Os cortes nos recursos federais e estaduais nunca foi tão grande,  o que dificulta a manutenção dos serviços essenciais como o do pronto atendimento.

O sonho de ter a Santa Casa novamente em funcionamento pode ter definitivamente acabado com a venda de seu prédio para o pagamento de dividas trabalhistas, além deste grave problema o funcionamento do único hospital da cidade esta em xeque.

Mal administrada durante décadas, à saúde da cidade declinou de forma preocupante, e nos últimos meses corre o sério risco de ser declarada em estado de calamidade pública e de sofrer uma intervenção.

Sua recuperação sem duvidas será o maior desafio do próximo prefeito, que deverá além de investir recursos próprios também terá de conseguir o que nenhum outro prefeito conseguiu até hoje, recursos federais e estaduais de grande porte suficientes para recuperar e manter em funcionamento sem sobressaltos o último hospital da cidade bem como o pronto socorro.

Os principais desafios a serem encarados de frente pela próxima administração são os expostos acima, mas o próximo prefeito não pode deixar de dar atenção a inúmeros outros desafios menores que também não poderão ser deixados de lado.

Desta maneira não adianta o próximo prefeito ser apenas um bom politico e ótimo administrador, terá também de contar com um secretariado eficiente e comprometido com a recuperação da cidade, e claro, com muita sorte.

Eleições 2016 - A Tribuna

O leonino Código Eleitoral brasileiro não permite que ninguém se declare candidato, ou mesmo candidato a candidato antes dos prazos fixados em lei, mas como as peças de xadrez do tabuleiro politico jordanense já estão em movimento nos bastidores, o Jornal A Tribuna como é de tradição antecipa o debate e analisa os principais nomes que estão despontando como os prováveis candidatos que disputarão a próxima corrida eleitoral em Campos do Jordão.

Alguns nomes estão se sedimentando e ganhando corpo, outros da mesma forma que apareceram também já estão completamente descartados, alguns outros surgem correndo por fora com grandes chances de competir em alto nível.

Se nos próximos meses tivermos a confirmação que nenhum tradicional nome da política estará no páreo, o próximo pleito promete ser um dos mais disputados da história da cidade, caso contrário, novamente teremos uma disputa polarizada. Por este motivo apresentamos aos nossos leitores os nomes que já se articulam nos bastidores e tem realmente grandes chances de viabilizar a sua candidatura em 2016.

Provável candidato do PSB o Dr. Edgard Nunes de Carvalho Júnior, tem 61 anos, é médico e natural de São José do Rio Preto, já foi vereador em Campos do Jordão onde ocupou a cadeira de presidente entre os anos de 2001 e 2002.

Político experiente e médico muito conhecido na cidade, teve sua candidatura impugnada nas últimas eleições e acabou apoiando o candidato do PSDB na reta final, hoje se encontra com todos seus direitos políticos garantidos e segue como um dos nomes mais fortes para a disputa das próximas eleições.

Dr. Oswaldo Gomes da Silva Filho, o Dr. Oswaldinho é dentista e já foi prefeito de 1997 a 2000. Eleito com 6.929 votos em mais uma eleição muito disputada teve um bom desempenho em sua administração, principalmente na área da habitação, é carismático e tem largas chances de ver seu nome novamente lançado como candidato a prefeito, muito provavelmente pelo PSD.

Carla Machado natural do Rio de Janeiro tem 43 anos e é a atual presidente do PRB jordanense.

Personagem completamente desconhecida da vida pública de Campos do Jordão por enquanto é uma enorme incógnita, mas pode assim como outros tantos desconhecidos candidatos que já disputaram a prefeitura surpreender nas urnas na reta final.

Marcelo Lauria ainda sem partido definido é empresário de sucesso e proprietário de um dos maiores escritórios de contabilidade da cidade, jovem e dinâmico Marcelo Lauria nunca foi candidato a cargos públicos na cidade e terá pela frente um grande desafio onde terá de colocar a prova todo seu carisma e popularidade.

Frederico Guidoni Sacaranelo atual prefeito e provável candidato a reeleição pelo PSDB tem 41 anos é advogado e natural de Ribeirão Preto.

Participou da vida pública da cidade na administração Osvaldo Gomes (1997-2000), ganhou o último pleito por uma diferença mínima de 542 votos em uma disputa acirradíssima.

Político jovem e experiente, tem feito uma administração marcada por altos e baixos, tem enfrentado muitos problemas na área de saúde e educação. Não conseguiu tirar do papel praticamente nenhuma de suas promessas de campanha, por outro lado deu seguimento a muitos projetos abandonados por outros prefeitos e tem se destacado principalmente pelo bom trabalho realizado no embelezamento da cidade.

Hélio Abel da Silva, radialista, tem 50 anos de profissão e já ocupou uma das cadeiras da Câmara de Vereadores. Político sério e competente é nome muito bem recebido entre os jordanenses. Representa uma nova via na política local. Ainda está sem partido definido.

José Ribeiro da Silva conhecido como Zé Ribeiro, tem 74 anos, é jordanense e participou das últimas eleições pelo PRTB.
Empresário da área de turismo, Zé Ribeiro apesar de ser novato na política conseguiu atrair a atenção dos eleitores nos debates realizados na última campanha e demonstrou que apesar da idade pode sim ter folego para chegar à reta final com alguma possibilidade de sucesso.

Dr. Luiz Carlos Moreira Costa, advogado, jordanense participou ativamente da administração Ana Cristina (PPS), tem bom conhecimento dos problemas da cidade e apesar de ser da terra também não é muito conhecido politicamente na cidade e terá de correr contra o relógio para reverter este quadro. Tenta viabilizar sua candidatura pelo PSC.

Armênio Soares Pereira Filho, Dr. Armênio, médico muito conhecido é de família tradicional da cidade, tem 51 anos e pode ser novamente o candidato do PR em 2016.

Participou da última eleição como candidato a prefeito obtendo quase oito por cento dos votos válidos, ficando em quinto lugar. Teve seu nome bem aceito no meio político e pela população. Caso consiga alavancar sua candidatura dentro de seu partido pode sem duvidas sonhar com perspectivas bem melhores na próxima campanha.

Muita água ainda correrá por debaixo da ponte antes de todos os acordos políticos estarem devidamente costurados, e da justiça eleitoral deferir todas as candidaturas, porem muito dos rostos aqui publicados certamente estarão estampados nas urnas eletrônicas.

Por enquanto a única coisa que o eleitor da cidade tem certeza é que mais do que uma guerra politica e de um grande desafio administrativo, à corrida pela cadeira da prefeitura de Campos do Jordão se tornou um bom negócio.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Todo tsunami começa como uma marolinha em alto mar - A Tribuna


Em 2008 enquanto o mundo mergulhava em uma profunda crise financeira nosso então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o folclórico Lula, desdenhou da preocupação mundial e do povo brasileiro, e além de dizer que o Brasil ia muito bem obrigado, também afirmou que o tsunami econômico que havia atingido em cheio a Europa e os Estados Unidos chegaria por aqui apenas como uma marolinha.

Sete anos depois deste emblemático pronunciamento e mergulhados em uma das mais sérias crises politica, moral e principalmente econômica dos últimos tempos, descobrimos a duras penas que o mundo e a oposição estavam certos e o governo errado.

Os reflexos deste descontrole nas contas públicas estão sendo sentidos agora, e todos os estados e por consequência todas as cidades estão sofrendo severos cortes em diversas áreas, com destaque para a educação, saúde, infraestrutura e habitação.

Se os governos municipais petistas ou ligados a sua base governista se deixaram levar pelas fanfarronices do presidente Lula e de sua sucessora, e gastaram irresponsavelmente o dinheiro público, podemos dizer que estes são as vitimas de seu próprio veneno.

Mas o que dizer dos prefeitos oposicionistas que já sabendo da enorme crise que se avizinhava também gastaram de forma irresponsável?

A última edição do Jornal A Tribuna mostrou que os tucanos jordanenses correm contra o tempo e tentam enxugar a maquina pública a qualquer custo, diminuindo postos de trabalho na educação e na saúde, cortando benefícios dos funcionários públicos como as horas extras e reduzindo gastos com contratos como a redução nos aluguéis de carros. Tudo com a única intenção de economizar nos próximos cinco meses oito milhões de reais e tentear fechar o caixa dentro dos parâmetros exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Anunciada com o costumeiro glamour, estes ajustes, ao contrario do que a assessoria de imprensa quer vender a população, não são frutos de um governo responsável, muito pelo contrário, são os reflexos de um governo que gastou muito e pior... Gastou mal!

Herdeiro de um desastroso governo e de uma divida impagável o atual governo mesmo sabendo dos problemas que teria de enfrentar, e da crise que se aproximava, inexplicavelmente contraiu vários contratos supérfluos e onerosos aos cofres públicos.

Sem dinheiro em caixa, e sem ter de onde tirar, a atual administração, assim como todas as outras antes dela, esta empurrando a crise para debaixo do tapete, tentando a todo custo manter a cabeça fora d’agua na reta final de seu mandato, transparecendo uma eficiência que já provou não possuir.

Sem ter como mensurar o tamanho do terremoto que os tucanos estão provocando nas contas públicas, o próximo prefeito pode ser surpreendido por um tsunami logo no primeiro dia de sua posse.


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Editorial de volta do Jornal Regional - Jornal Regional

Campos do Jordão e região em festa!

Afastado por algum tempo das rotativas, o Jornal Regional que indubitavelmente já faz parte da historia jornalística da cidade, retorna ao convívio diário da população de Campos do Jordão e região, completamente repaginado e revigorado em sua vocação de bem informar e servir a população. 

Sob o comando do competente e prestigiado Jornalista e Radialista Jurandyr Cosmos, a nova fase do Jornal Regional mantém a sua postura isenta no jornalismo, e a sua vocação na prestação de relevantes serviços a toda a comunidade.

O Jornal Regional durante toda a sua trajetória se notabilizou pela sua linha editorial completamente imparcial e comprometida com a verdade, com foco na qualidade, credibilidade e comprometimento, baseado nos princípios do jornalismo, levando aos seus leitores os fatos mais relevantes de Campos do Jordão e região, abrindo espaço para jornalistas e colunistas locais que encontram em suas páginas total liberdade para explorar qualquer assunto levando sua opinião ao conhecimento da população sem nenhuma forma de censura.

As páginas do novo Jornal Regional preservarão as suas características informativas, comerciais e sociais que o consagraram como um dos veículos de informação de maior credibilidade já veiculados em nossa região.

Demonstrando um grande espirito empreendedor e de arrojo comercial, o Jornal Regional retoma suas atividades abrindo um importante espaço ao comércio, que poderá a partir de agora contar com mais uma ferramenta para expor suas empresas, produtos e marcas de maneira ágil e confiável atingindo rapidamente seu público alvo.

O retorno de tão prestigiado Jornal as ruas da cidade e região neste momento significa muito a classe jornalística brasileira que se encontra em momento bastante delicado no que se refere a liberdade de expressão, e bastante carente de novos veículos de comunicação realmente independentes.

Bravo jornalistas brasileiros, bravo jornalistas jordanenses, bravíssimo Jornalista Jurandyr Cosmos!