Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Viva a “República dos Menudos”! - A Tribuna

Enfim! O fim. Depois do “incêndio” debelado, nos resta apenas fazer o rescaldo da eleição – cuidar dos feridos e dar um enterro descente aos mortos.

Em conversas mantidas antes do início da campanha com algumas pessoas que vivem a política diariamente e não esporadicamente, acabamos chegando a um consenso; politicamente falando, o atual prefeito não tinha um adversário a sua altura. Além disso, por mais uma vez, o menino contou com a sua enorme sorte. Por isso, se o resultado não foi o esperado, ele acabou sendo o imaginado.

Beneficiado pela onda antipetista que tomou conta de todo o país, o prefeito não precisou se esforçar muito para alcançar seu objetivo, principalmente em um reduto historicamente tucano como é Campos do Jordão.

Neste aspecto podemos afirmar que mesmo apeado do poder o PT contínua fazendo muito mal a população jordanense.

Mas se por um lado a margem de votos do prefeito reeleito foi bastante expressiva, cerca de 49% dos votos válidos, por outro, o índice de abstenção e de votos brancos e nulos (35%) também foi recorde, o que reafirma que apesar de seu aparente triunfo, o tucano ainda não conseguiu convencer a maioria dos mais de 39 mil eleitores da cidade.

O que não podemos negar é o fato da “República dos Menudos” estar definitivamente consolidada na cidade.

Agora nos resta apenas esperar, para saber se nos próximos quatro anos vamos colher os frutos de um bom trabalho, ou se vamos ter de nos amarrar as árvores da avenida principal para não sermos carregados pela tempestade.

Enquanto a festa no gabinete do prefeito não tem data para acabar, o clima fúnebre instalado na câmara é indisfarçável, e o cheiro de velório aos pouco invade todos os bairros da cidade.

Dos 13 vereadores eleitos em 2012, cinco abriram mão da reeleição, e dos oito que concorreram somente um conseguiu se reeleger.

Se o prefeito conseguiu agradar uma considerável parcela da população, a pífia atuação dos vereadores, que se comportaram nos últimos quatro anos como advogados do prefeito, e não como representes do povo, foi estrondosamente reprovada. E não foi por falta de aviso.

A submissão dos vereadores foi tão evidente e tão escandalosa que ficou praticamente impossível de se reverter o quadro negativo em apenas 45 dias de campanha.

Para estes vereadores que virarão as costas para a população nestes quatro anos, e por conta disto foram devidamente defenestrados da vida pública, cabe agora depender dos favores dos eleitos ou se satisfazerem com as migalhas que lhes restam.

Dentro desta realidade que a cidade viverá por mais quatro anos, me dou por satisfeito com o fato de que pelo menos no quesito Primeira Dama continuaremos muito bem, obrigado!


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Justiça, eleitores e políticos dessincronizados - A Tribuna.

Muitas coisas já mudaram no Brasil nos últimos anos. Ricos e poderosos começaram a sentir o peso da espada da Lei.
Milionários como os donos da mega construtora Odebrecht e o empresário que viabilizou o mensalão, Marcos Valério, foram condenados a quase 20, e a mais de 40 anos de prisão respectivamente.
Junto a estes ricos e famosos também se encontra cumprindo pena de mais de 20 anos de prisão, o poderoso José Dirceu, ex-homem mais influente da república.
Aparentemente o brasileiro se cansou de achar que corrupção e privilégios são coisas normais.
Ainda estamos engatinhando, e muita gente graúda ainda deve prestar contas a “Dona Justa”, mas é certo que o Brasil de hoje esta muito diferente do Brasil de ontem.
Na contramão de todas estas mudanças temos as campanhas que não conseguiram se renovar, apesar das novas regras.
Os ataques pessoais, o fanatismo exacerbado e as fábricas de boatos continuam a pleno vapor, contribuindo somente para a desinformação e deformação da vontade dos eleitores.
O debate político e a discussão das propostas, mais uma vez ficaram em segundo plano.
Aliás! As propostas de governo também continuam as mesmas... Simplesmente ridículas e inviáveis – desta maneira, a nova política e os novos políticos, mais uma vez provam que na hora de garantirem suas eleições em muitas situações se parecem com as raposas felpudas, e em muitas outras são até mais felpudas.
A nova formatação da campanha deverá sofrer modificações em breve por não ter se mostrado um sistema autossustentável.
Em pequenas cidades como Campos do Jordão, alguns CPFs diferenciados não se importam de ver seu nome vinculado a um candidato e ao valor doado, mas nas grandes capitais, onde o volume de investimento mesmo tendo sofrido um drástico corte ainda são consideravelmente vultosos ninguém até agora quis colocar seu CPF na reta.
Desta maneira, dois novos fenômenos foram evidenciados nesta campanha: o aparecimento dos candidatos milionários que saem na frente por terem recursos próprios para bancar suas campanhas, e a criação das “fazendas de laranjas”, onde podemos encontrar laranjas de todas as qualidades, camuflando os verdadeiros “benfeitores” dos candidatos.
O judiciário terá muito trabalho pela frente, até que a justiça, os eleitores e os políticos sincronizem seus relógios de moral, ética e principalmente de comportamento.       

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Quem pariu Temer, que o embale - A Tribuna

Depois de um longo e muito desgastante processo para todo o país, Eduardo Cunha, o “gênio do mal” da Câmara dos Deputados, deu seu melancólico adeus a capital do poder dizendo que não entrará nos esquemas de delação premiada da justiça federal, mas que escreverá um livro, detalhando os bastidores do processo de impeachment da presidente Dilma. O que dá no mesmo.

Na esteira da higienização política iniciada pela Operação Lava Jato, passando pela defenestração da presidente e continuada pela cassação de Eduardo Cunha, as manifestações contra o agora presidente Michel Temer continuam, mas sua tendência aparente é de se enfraquecer com o tempo. Por quê?

Porque para a maioria dos brasileiros que apoiaram a saída da presidente e lotaram as ruas do país usando verde e amarelo legitimando o processo de impedimento, o Fora Temer não significa o volta Dilma, muito menos quer que sua imagem seja associada ao vermelho, e menos ainda, a gente que se presta ao papel de promover espetáculos grotescos como o “vomitaço” ou a degradante cena daqueles ativistas profissionais que defecaram e urinaram em fotos de políticos opositores em via pública. Apesar de viver em um país tropical, o brasileiro médio ainda é muito conservador, ou para quem deseja... Careta!

Além do receio de serem associados a estes comportamentos deploráveis em todos os seus aspectos, temos também as lamentáveis ações violentas dos “black blocs”, que se insurgem contra o patrimônio público e privado, promovendo quebra-quebra e destruição generalizada, e como aconteceu nas manifestações do “Passe Livre”, estas ações acabam tendo efeito contrário do desejado afastando a população ordeira e esvaziando o movimento.

Dentro desta realidade, e na medida que a população começar a abandonar as manifestações de rua, os componentes da esquerda rancorosa tendem a radicalizar cada vês mais suas ações contra quem não compactua com as suas vontades, gerando cada vez mais a antipatia da população pelo movimento o que legitimará gradativamente o atual governo e por conseqüência suas políticas sociais e econômicas.

O brasileiro tem consciência que Michel Temer não é uma boa opção para o país, mas também sabe que ele não é fruto da imaginação “coxinha”, mas da irracionalidade dos “mortadelas”.


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A Lei! Ora a Lei! - Jornal Regional

O longo processo de impedimento da presidente Dilma Vana Rousseff chegou ao seu fim neste último dia 31 de agosto.

Dilma se junta a Getúlio Vargas, Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek, outros presidentes que viram no mês de agosto o fim de seus sonhos políticos ou de suas próprias vidas.

Mas como estamos falando de Brasil... O fim desta história ainda esta longe de chegar.

Ao desrespeitar a Constituição, aceitando o fatiamento do julgamento proposto pelo Senador Randolfe Rodrigues da REDE Sustentabilidade (braço oculto do PT), o Presidente do STF, Ricardo Lewandowski, provou que o desaparelhamento do estado será o maior desafio do novo governo.

Por mais uma vez, a corte superior do judiciário brasileiro coloca em cheque a seriedade de seus membros, e deixa toda a nação estarrecida e envergonhada perante o mundo.

Não é a primeira vez que o presidente do STF participa ativamente de uma chicana jurídica, mas o atrevimento de usar desta manobra perante a nação e ao mundo dentro do Plenário do Senado Federal demonstra o quanto o sistema jurídico do país esta contaminado e comprometido com a banda podre da política.

O absurdo cometido no processo de impedimento fatiando o julgamento deverá ter um desdobramento já nas próximas semanas quando do julgamento do ex-presidente da Câmara, o Deputado afastado – outra jabuticaba jurídica produzida pelo STF – Eduardo Cunha, que deverá pleitear junto a seus pares um tratamento igual ao dado a ex-presidente Dilma.

Os Ministros do STF criaram a figura do réu que mesmo declarado culpado, não precisa cumprir a sua pena. Um Frankenstein, uma aberração que promove acima de tudo a insegurança jurídica em todo o país.

Apesar de todos os avanços, o Brasil contínua sendo o país cantado por Renato Russo: “Nas favelas, no senado. Sujeira pra todo lado. Ninguém respeita a Constituição. Mas todos acreditam no futuro da nação. Que pais é esse?”.


Prêmio Destaque do Ano - Jornal Regional.

Em um jantar realizado no último dia 19 de agosto o Jornal Regional homenageou empresários, trabalhadores, empreendedores e agentes sociais com o prêmio Destaque do Ano.


O Jornalista Reginaldo Marques foi um dos agraciados na categoria Redator Chefe.

Aos organizadores do evento nossos agradecimentos pelo reconhecimento de nosso trabalho jornalístico.

O Golpe Jabuticaba - A Tribuna

O brasileiro é um dos povos mais criativos do mundo. Uma prova incontestável desta afirmação é a criação de um golpe de estado à brasiliana - o “Golpe Jabuticaba”.

Um golpe que assim como a fruta exótica, só existe em terras brasileiras.

Um golpe que mantêm o golpeado em sua residência oficial, com todas as regalias dignas da Rainha da Inglaterra como salário, funcionários, cartão corporativo, viagens, despesas pessoais e até mesmo seguranças particulares.

Um golpe que permite que o deposto se desloque pelo país sem restrições à custa do estado fazendo oposição ao novo governo e inflamando a população.

Um golpe que permite que o deposto se defenda perante as instituições parlamentares e jurídicas do país a exaustão inclusive com o uso de chicanas.

Golpe que nem mesmo os socialistas de apartamento de cobertura que estão sendo apeados do poder sabem muito bem definir se é militar, parlamentar ou se é uma obra da tal elite branca, por hora, e sem um discurso mais consistente apenas gritam que é um golpe dos coxinhas.

Para os menos esclarecidos e para os doutrinados, a teoria do golpe é factível, já para aqueles que conhecem um pouco da história recente é indiscutivelmente um factoide.

Nem mesmo o apelo histórico e sentimental do último discurso da presidente Dilma no plenário do senado foi capaz de trazer um pouco de luz sobre a nebulosa tese golpista.

O discurso da presidente Dilma se auto intitulando uma guerrilheira heroína que “lutou” pela democracia caiu por terra no momento em que se constata que ela esta sendo julgada por vários ex-companheiros de luta armada.

Se houve um golpe no país, este golpe se deu em 2003, quando o povo foi ludibriado por um grupo político que tinha como única intenção perpetuar seu projeto particular de poder.

Por mais uma vez as pessoas de bem foram salvas no último minuto da prorrogação, sem antes pagar muito caro por seu erro.

Sobre a gritaria que ainda ouviremos... É muito pó pó pó para pouco ovo.

Tchau, querida!   

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Agosto: O mês do desgosto.

Agosto, do latim augustus, é o oitavo mês do calendário gregoriano. É assim chamado por decreto em honra do imperador César Augusto. Antes desta mudança, agosto era denominado Sestilis ou Sextil, visto que era o sexto mês no calendário de Rômulo.

Para alguns, agosto é o mês do desgosto, para outros, apenas um mês como qualquer outro, mas para os políticos brasileiros agosto é literalmente o mês do “cachorro louco”.

Para se ter uma ideia de como agosto é um mês marcado pelas tragédias, foi neste mês que se deu início aos combates da Primeira Guerra Mundial, que morreram a Princesa Diana Spencer e o Rei do Rock Elvis Presley, foi também em agosto que as bombas nucleares dizimaram as cidades japonesas de Nagasaki e Hiroshima na Segunda Grande Guerra.

Particularmente no Brasil, agosto não é um bom mês para a política e principalmente para os políticos.

Getúlio Vargas deu fim a sua história política, e a sua vida na madrugada do dia 24 de agosto de 1954, com um tiro no peito, dentro do Palácio do Catete, então sede do Governo Brasileiro - deixando uma carta testamento que celebrizou a seguinte frase: Deixo a vida para entrar na história”.

Seu sucessor, Juscelino Kubtschek, também encontrou em agosto o fim de seus dias, mais precisamente no dia 22 de agosto de 1976, em um acidente automobilístico na Via Dutra, na altura da cidade de Resende.

Dando seguimento a série de tragédias políticas brasileiras acontecidas no mês de agosto, foi também neste mês, no dia 25, que Jânio Quadros, sucessor de Juscelino, renunciou a Presidência da República, dando início a ditadura militar, a mais negra das páginas da historia política brasileira.

Nos dias atuais, agosto contínua sendo uma asa negra na biografia dos políticos brasileiros, no próximo dia 25 terá início o julgamento de impeachment da Presidente afastada Dilma Rousseff.

É também em agosto, segundo as novas regras e ao novo calendário eleitoral, que as campanhas eleitorais terão início.

Se a Presidente Dilma tiver seu mandato cassado ainda neste mês, dando continuidade a série de tragédias e maus agouros “agostinos”, é bom os políticos colocarem as barbas de molho, principalmente os que estiverem em plena campanha, pois em breve, agosto pode não ser mais conhecido como o mês do “cachorro louco”, mas sim como o mês dos “políticos loucos”.


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A política é importante, os políticos nem tanto! Jornal Regional

Diz um dito popular dos mais antigos que palavra é prata e silêncio é ouro. Mas jornalista que se presa prefere ser alvejado mortalmente por uma “bala de prata”, do que ser eternamente reconhecido pelo “ouro” acumulado.

Há muito tempo, e por inúmeros motivos deixei de entrar em discussões banais nas redes sociais, não por me julgar melhor ou pior que alguém. Muito pelo contrario! Mas em tempos onde se constrói e se desconstrói um herói mais rapidamente que um celular de última geração se torne obsoleto, e onde todas as fontes de informações vivem sob xeque, nada mais justo, e até mesmo sensato estarmos sempre dispostos a rever posições e a mudar de ideia.

O problema hoje, é que a metamorfose ambulante pregada pelo velho Raul, que sabiamente dizia ser necessário abrir a “janela” para contemplar o horizonte, esta sendo confundida com a metamorfose dos oportunistas, que ao invés de mudarem de opinião para ajustar o seu discurso a sua moral, mudam de opinião para ajustar o seu discurso as suas necessidades.

Gente que convenciona a sua ignorância ou a sua sabedoria conforme as necessidades do momento.

E é exatamente deste meio que surge a esmagadora maioria dos candidatos a cargos eletivos do país, principalmente ao legislativo.
E é deste mesmo solo podre, revolto de modos diferentes há séculos, e com o mesmo arado da direita e da esquerda, com a mesma desculpa de oxigenar a sociedade que brotam os samaritanos e os salvadores da pátria, que aparecem de quatro em quatro anos para prometer o que nem Deus prometeria.

Gente que se faz de frágil, vítima de um sistema opressor, mas que na primeira oportunidade não titubeia em usar das mesmas ferramentas para triturar seus seguidores, usando o suor alheio para atingir seus objetivos, que nada mais são do que fazer parte, e principalmente! Serem aceitos pela tal “elite branca” - que nem mesmo eles sabem mais como identificar ou diferenciar.

Gente que se fantasia de “gente boa” para se misturar ao povo, toma café na canequinha, come churrasco com as mãos, toma cerveja no bico da latinha - gente que se diz da “comunidade” só porque passou um dia inteiro na periferia sem nunca ter sabido o que é ver um filho com um tênis furado nos pés sem poder fazer nada!

Desta guerra fictícia criada entre os burgueses fakes e os proletários de mentira, quem continua pagando a conta são os empresários e os trabalhadores de verdade.

A verdade é que estamos perdendo mais uma chance de discutir seriamente sobre política e estamos voltando a vala comum da discussão politiqueira.

Os discursos não mudam, as promessas se repetem, as mentiras se avolumam, a descrença só aumenta, a impunidade se perpetua, a “Lei de Gerson” a cada campanha se afirma e os eleitores a cada dia estão mais perecidos com os candidatos.

Hoje eu continuo gostando de política, mas a cada dia gosto menos dos políticos.

O Brasil tem de mudar. Diga-se de passagem, já passou muito da hora desta mudança acontecer.

Não é mais uma questão de quem é o mais esperto ou mais paspalho, mas sim, de quem quer realmente um país digno de orgulho, ou não! Se não para nós ou para nossos filhos, quem sabe para nossos netos.


O futuro de nossos filhos, e dos filhos de nossos filhos começa a ser construído hoje e não amanhã.

99% Santo - A Tribuna

Depois de muitas especulações com o lançamento de pelo menos uma “kombi” lotada de pré-candidatos a prefeito, o cenário político na cidade esta se acomodando, e mais da metade destes supostos salvadores da pátria já conseguiram alcançar o seu objetivo que era de se agasalhar em ninhos mais confortáveis, outros nem conseguiram alçar voo.

Com o tempo de campanha cortado pela metade e com muitas mudanças nas regras do jogo, os candidatos serão usados pela Justiça Eleitoral como uma espécie de cobaia, para o aperfeiçoamento das outras campanhas que virão.

Dentro de um espectro gigantesco de mudanças dou atenção especial aos caixas de campanha que devido os sucessivos e infindáveis escândalos de caixa dois que estão tirando o sono de políticos graúdos de todo o país será sem duvidas a menina dos olhos do judiciário.

O TSE finalmente definiu os limites máximos de gastos que os candidatos aos cargos majoritários e proporcionais de 2016 (Resolução nº 23.459, de 15 de dezembro de 2015) podem apresentar no final de suas campanhas: para os candidatos a prefeito o limite no primeiro turno em Campos do Jordão será de exatos R$ 150.043,38 (cento e cinquenta mil e quarenta e três reais e trinta e oito centavos), já os candidatos a vereadores não poderão declamar mais que R$ 17.913,20 (dezessete mil novecentos e treze reais e vinte centavos).

Apesar dos valores parecerem expressivos, dentro de uma campanha eleitoral podem se tornar irrisórios diante da demanda de cada partido, coligação ou candidato.

Muitos políticos estão refazendo suas contas tentando encaixar suas campanhas dentro deste “minguado” orçamento, mas quem realmente devem estar aliviados com a determinação deste teto máximo de gasto sãos os “doadores”, em especial aqui em Campos do Jordão os conhecidos campestres.

As cartas estão na mesa, e as regras apesar de ainda um pouco confusas estão definidas.

O jogo começou, e desta vez o juiz será o alvo da atenção das torcidas e não seus craques, muito provavelmente o resultado deste campeonato será decidido não nas urnas, mas sim no rescaldo das contas de campanha.

Afinal como disse o grande filosofo contemporâneo Wesley Safadão: os brasileiros são 99% santos, mas aquele 1%...   

terça-feira, 19 de julho de 2016

Campanha política: O Maior espetáculo da terra!

Senhoras e senhores. Respeitável público, vai começar o maior espetáculo da terra!

Preparem-se para muitas emoções, inovações, piruetas e principalmente para boas risadas.

Em breve teremos no picadeiro: domadores de feras, malabaristas, ilusionistas e muitos, muitos palhaços.

A analogia do circo com a política é antiga, talvez tão antiga quanto à política e o próprio circo.

Mas nesta época é praticamente impossível não relacionar os espetáculos circenses com as campanhas.

É nesta época que todo mundo entende de política, todo mundo tem compromisso com a população, todo mundo é honesto, todo mundo tem a receita para fazer a cidade crescer e aparecer e que todo mundo se torna o salvador da pátria. Nesta época todos se tornam ilusionistas ou palhaços.

E é nesta época também que sempre nos esquecemos que tão ou mais importante que a escolha do prefeito, é a escolha do legislativo, pois quando conseguimos formar uma câmara mais ou menos, podemos nos dar ao luxo de eleger um prefeito ruim, mas quando damos o poder para uma câmara ruim, temos o dever de eleger um prefeito no mínimo perfeito, do contrário, a coisa pode terminar como estamos vendo hoje.

Seguindo esta linha de raciocínio, a lista de candidatos a prefeito apesar de ser objetivamente mais importante, não será tão reveladora quanto à lista de candidatos a vereadores.

Esta lista de candidatos que deverá ser uma das mais extensas dos últimos tempos trará a baila muitos candidatos de ocasião, aqueles que passam quatro anos completamente alheios aos acontecimentos políticos da cidade e que veem as eleições como uma espécie de concurso público para preenchimento de vagas de emprego, e não como uma possibilidade de se tornarem agentes públicos representantes da população.

Também trará aqueles que investem pesado em suas candidaturas por muitos anos, posando de bem feitores da sociedade. Aqueles que criticam não por ideologia, mas como um investimento a longo prazo.

Nas próximas eleições nós eleitores jordanenses esperamos muito mais do que apenas honestidade dos candidatos.

Esperamos no mínimo que os próximos eleitos se desfaçam de quaisquer benefícios espúrios que o poder inerente aos cargos que ocuparão possa vir a lhes proporcionar. 

Afinal, ser honesto não é virtude, é obrigação.