Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Alhures.

“Os homens deviam ser o que parecem ou, pelo menos, não parecerem o que não são”
William Shakespeare

Karuizawa no Japão desde 1967 é oficialmente cidade co-irmã de Campos do Jordão, mas o que poucos sabem é que por natureza, e sem a necessidade de uma Lei especifica para tanto Campos do Jordão se tornou ao passar dos últimos seis anos e meio com o imenso empenho da classe política, e inestimável ajuda dos adjacentes do poder em cidade irmã univitelina de Alhures.

Alhures para quem não sabe é a próspera capital de Lugar Nenhum. E em Lugar Nenhum assim como aqui tudo vai muito bem - E aqui assim como em Alhures a capital de Lugar Nenhum:

A justiça funciona;

Existe segurança;

A polícia é eficiente;

Existe escola de boa qualidade para todos;

O povo é consciente;

Existe emprego para todos;

O imposto é justo;

A saúde é excelente;

Os amigos são respeitados e os profissionais valorizados;

Os políticos cumprem a sua palavra;

O prefeito é competente;

O povo é considerado;

Os vereadores trabalham pela população;

Não existe corrupção;

Há justiça social;

Existe cultura e laser de alto nível;

A oposição é respeitada;

A mídia oficial é independente;

E existe liberdade de expressão.

E é por isso que Lugar Nenhum merece o povo e o governo que tem.

Se Alhures já não fosse com toda justiça a capital de Lugar Nenhum, com certeza Campos do Jordão seria.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Quanto pior, pior!

"Há momentos em que o governo perde a confiança do povo, mas não conheço momentos em que o governo possa confiar no povo. O povo concede o seu favor, nunca a sua confiança"
Antoine Rivarol

Da série o Corneteiro do Apocalipse...

UBS – Vila Britânia um esqueleto de trezentos e oitenta e seis mil reais!

Orçada em exatos R$ 385.900,00 (trezentos e oitenta e cinco mil e novecentos reais) e prometida para ser entregue a população em pleno funcionamento em 30 de dezembro de 2012 a Unidade Básica de Saúde – UBS da Vila Britânia após consumir esta pequena fortuna nem telhado chegou a receber antes de ser completamente abandonada e se compor a paisagem devastadora em que se tornou o complexo público da Vila Britânia que conta hoje com uma escola, uma quadra de esportes e o que restou da UBS totalmente deteriorados.

Prova inequívoca da incapacidade administrativa e da irresponsabilidade política dos governantes da cidade que mandato após mandato está tornando Campos do Jordão terra arrasada.
Idealizado, parcialmente construído e completamente abandonado pela gestão passada e passados praticamente um ano e meio da posse do novo governo sua realidade em nada mudou, o complexo continua inteiramente sujo, tomado pelo mato e servindo de ponto de encontro para desocupados.

É desnecessário dissertar a respeito da importância de uma UBS naquela região, são milhares de famílias que deveriam estar sendo atendidas naquela unidade e que hoje tem de se deslocar a unidade central ou se espremer no pequeno posto em funcionamento fora dos limites da vila.
Diferente do que os bajuladores profissionais dizem o Blog não serve de instrumento para ganhos escusos com criticas ou elogios de encomenda e não sofre da Síndrome de Estocolmo.

Neste espaço o que se avalia é a realidade embasada em documentos oficiais, imagens e fatos, não cabe ao Blogue diagnosticar ou receitar “remédios” para os males que assolam há décadas a cidade, mas sim acentuar os sintomas que estão corroendo como um câncer a sociedade jordanense e denunciar a omissão de socorro da classe política.

A denuncia do abandono da escola, da Unidade Básica de Saúde e da quadra de esportes da Vila Britânia assim como da cidade como um todo não se trata de desconstruir a imagem do executivo ou do legislativo, torcer contra ou semear infundadamente a discórdia dentro da cidade, mas sim de cobrar atitudes dos que por vontade própria se dispuseram a ser os salvadores da pátria.

Contra fatos não existem argumentos o esqueleto da UBS da Vila Britânia esta lá para quem quiser ver, assim como a escola e a quadra de esportes, só não podemos mostrar com a mesma clareza onde foram parar os quase quatrocentos mil reais ali “gastos”.
Talvez a única coisa que realmente devo admitir fazendo uma mea culpa é o caso de não ser por natureza (de educação e de caráter) simpático a figura da autoridade, seja ela qual for, o que me deixa sempre insatisfeito com os atos e fatos produzidos pelos políticos da cidade que teimam em exigir da população um respeito que em momento algum desta ou da outra administração demonstraram ter direito.


terça-feira, 1 de abril de 2014

Filhos de Frederico - Capítulo 01

“O mal do governo não é a falta de persistência, mas a persistência na falta”
Barão de Itararé

Galera Este vídeo é simplesmente imperdível. Um trabalho de muito bom gosto do meu ex-redator chefe Manoel Carlos Conti que hoje se encontra de volta a sua terra natal a capital de São Paulo, mas que nunca se esquece de seus amigos e de Campos do Jordão.

Em tempos de muita tensão no alto da Serra da Mantiqueira pela inoperância política, econômica e de cidadania onde a tropa de choque governista vem avançando a passos largos sobre o inconsciente coletivo propagandeando um sucesso que simplesmente não existe, nada melhor do que relaxar e rir um pouco de nós mesmos.

Trata-se do primeiro capitulo da novela em quadrinhos “Filhos de Frederico”.


Assista e divirta-se.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Blog Sujo, porem livre!

“Para os que sofriam da pobreza, o ouro sempre fazia mais milagres do que as rezas”
Papa Alexandre VI, nascido Rodrigo Borgia

Em tempos de Black Blocs, Mídia Ninja, Passe Livre, PIG, extremistas de esquerda e de direita se digladiando pela rede afora e agora com os adoradores dos militares colocando as manguinhas de fora é bom deixar bem claro o que significa o baner “Blog Sujo” aqui.

Quem me conhece sabe muito bem que se não tenho todos os defeitos do mundo tenho quase todos, mas megalomania não é com certeza um deles.

Sei perfeitamente o alcance e o peso que meu Blog tem e sei que não passa dos limites da cidade.

Desta maneira não me iludo com aquela conversa modorrenta de ser um formador de opinião.

O baner não tem significado maior do que lá esta escrito.

O sugestivo adjetivo “Blogueiro Sujo” me foi conferido pela tropa de choque da ultima governanta jordanense que sem argumentos (como sempre) resolveram rotular de maneira pejorativa a atuação informativa e critica deste espaço e o baner nada mais é do que um “agradecimento” por ser agraciado por tal “elogio” e que me separa definitivamente do convívio desta gente.

Não pertenço a nenhum tipo de correte política e muito menos faço parte de gangs cibernéticas voltadas a algum obscuro objetivo.

O baner fica. O baner não me liga a coisa alguma, menos ainda a patética corrente dos que acham que com mentiras se chega a algum lugar.

Resumo da ópera: Não me misturo com os tucanalhas e menos ainda com os petralhas.

E não se fala mais nisso.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Com gás ou sem gás, eis a questão.

“Á imprensa cabe vigiar o Estado, nunca o contrário”
Ministro Carlos Ayres Britto

Se levarmos em consideração a postagem da prefeitura em sua página oficial no Facebook, a celeuma criada em torno do anuncio da implantação do sistema de gás natural encanado em Campos do Jordão, sistema que deverá segundo o anuncio estar a disposição de toda a população já em 2015, deverá se alongar por um bom tempo.

Segundo informação da assessoria de imprensa da prefeitura: “Medidas judiciais cabíveis estão sendo estudadas sobre o assunto”.
Tudo porque um vereador colocou em duvida a data para implantação do empreendimento em uma entrevista ao Jornal Tribuna de Campos do Jordão e em sua página no Faceboock .

Será que o prefeito e a sua assessoria jurídica não tem coisas mais importantes para se preocuparem, como as licitações de compra de uniforme e materiais escolares que foram cancelas, por exemplo, ao invés de ficar batendo tambor?

O anuncio feito por um deputado estadual em companhia do prefeito da cidade as vésperas de uma eleição causou estranheza e uma natural desconfiança, afinal, não se pode negar que a classe política não passa pelo seu melhor momento principalmente depois do escandaloso desfecho do julgamento do mensalão e dos recorrentes casos de escândalos políticos/financeiros espalhados por todo território nacional.

Mesmo com a confirmação da empresa em implantar o sistema de fornecimento de gás encanado na cidade através de um oficio encaminhado a prefeitura, a verdade é que o tema ainda gera muito desconforto entre os moradores.

Diante de todas estas informações conflitantes o Blog resolveu entrar em contato com a Assessoria de Imprensa da empresa para saber sobre a segurança na implantação do sistema em tão pouco tempo (nove meses), custo para adaptação dos equipamentos industriais e domésticos a rede, possível cobrança de taxa mínima de consumo, manutenção precária das ruas o que pode deixar extremamente vulnerável a tubulação, topografia típicamente desafiadora e claro, o fato de Campos do Jordão ter todo seu território inserido em uma Área de Proteção Ambiental – APA.

Mesmo diante de todos estes questionamentos a assessoria limitou-se a repassar com outras palavras as mesmas informações constantes no oficio enviado ao prefeito.

Porem, os fatos mais interessantes e esclarecedores dos ofícios e das notas dirigidas a imprensa não são o que elas dizem, e sim o que elas não dizem.

Assim que a prefeitura disponibilizou em sua página oficial o oficio da empresa me perguntei o porquê que em um documento oficial de uma mega empresa reiterando a uma minúscula prefeitura a sua intenção em expandir seus negócios até aquela provinciana localidade mencionaria e destacaria que sua intenção é puramente econômica, e que não tem nenhum viés político, apesar de ter sido anunciado por um deputado estadual as portas de uma eleição?
Depois de ler e de reler por pelo menos umas dez vezes o tal oficio, a nota da assessoria de imprensa e a matéria do vereador veiculada no jornal que causou tanta discórdia, a única coisa que me veio à cabeça foi um ensinamento que tive assim que sai da infância para entrar na adolescência lá nos anos 70. Minha mãe sempre dizia a mim e aos meus irmãos que quem dizia a verdade não merecia castigo.

Fico aqui pensando com meus botões - será que este sábio ensinamento ainda vale para os dias de hoje?

quarta-feira, 12 de março de 2014

Cidade fantasma.

“Se você destrói um bem público na hora, você é vândalo. Se você deixa destruir aos poucos, é político”
 Alessandro Martins – Blogueiro

Passados dois carnavais e já na porta da segunda temporada de inverno termômetro permanente e inconteste da economia local, o governo tucano em Campos do Jordão coleciona micos e economiza sucessos.

Apesar das negativas oficiais e do emprenho da corte governista em maximizar pequenos acertos e minimizar monumentais fracassos a verdade é que Campos do Jordão se encontra em um avançado processo de desmanche, que se não foi iniciado neste governo, esta se acelerando muito com ele.

Prova desta afirmação é o abandono em que se encontra o prédio público que há pouco tempo atrás abrigava a NIMEI e a Creche São Francisco de Assis em plena Vila Britânia uma das mais antigas e tradicionais vilas da cidade e centro de uma das áreas mais populosas de Campos do Jordão.

O prédio que é um próprio público, portanto de responsabilidade única e exclusiva do executivo se tornou abrigo de toda sorte de maus elementos que ali se aninham ao cair da noite com o único propósito de usar o local como dormitório, consumir drogas, e até para praticas de atos sexuais.

Tudo isso ao lado da única quadra de esportes da vila e a metros da Escola Amadeu Carletti Jr passagem de centenas de crianças e adolescentes diariamente.

Em se juntando com a Santa Casa e com os diversos Sanatórios desativados e abandonados Campos do Jordão está aos poucos se transformando em uma cidade fantasma.

Alheios a tudo isso uma boa parcela da população da cidade e alguns pára-quedistas sociais (aquelas figurinhas que por aqui resolvem fixar residência e ao fazer meia dúzia de amizades acham que conhecem a verdadeira historia da cidade e de seus moradores) exatamente aqueles que não necessitam do estado para dar educação, saúde, laser, emprego e dignidade a eles e para os seus se movimentam freneticamente para solucionar o abandono do Clube Abernéssia ícone da belle époque social jordanense.

É a consagração da inversão de valores onde a indignação por ter a sede um clube social particular (é importante salientar que tanto seu fechamento quanto sua improvável reabertura diz respeito somente aos seus proprietários, seus sócios remidos) degradado se torna maior do que o abandono de uma Santa Casa, de uma creche ou de uma escola.

Dificuldades com os uniformes e materiais escolares, pronto socorro a míngua, ruas esburacadas, turismo estagnado e agora aparelhos municipais servindo de ferramenta para marginais entre tantos outros problemas são fonte de uma permanente dor de cabeça aos munícipes e por mais simples que sejam a sua imediata solução aparentemente se tornam problemas insolúveis para nosso prefeito super star.

Diante desta realidade decadente e de tantas promessas de campanha que já foram esquecidas sem ter saído do papel e outras tantas anunciadas e não cumpridas em sua gestão realmente nada mais surpreende este Blogueiro.

)

quinta-feira, 6 de março de 2014

Skate não é crime! (Post com atualizações*)

  
“De onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo”
Barão de Itararé

A muito venho dizendo que nossa cidade não necessita de mais leis e sim de pessoas corajosas o bastante para fazer as já existentes saírem do papel.

O aparato político/administrativo e financeiro criado para dar suporte ao legislativo jordanense é sabidamente oneroso as finanças da cidade, mesmo levando em consideração o “extorno“ de fim de ano.

São muitos vereadores, assessores, funcionários e regalias e nenhum retorno a população.

E quando digo nenhum retorno não é figura de linguagem é sem retorno mesmo, zero, nada!

Uma prova do que venho dizendo são os projetos de leis “guti-guti” propostos as dezenas todos os anos na Câmara – são projetos de leis destinados somente para inflar o ego dos vereadores recheando seus currículos parlamentares, apaziguar eleitores desconfiados, ampliar seu leque de apoiadores e enfeitar paredes com diplomas, certificados, comendas e mais um sem fim de agradinhos sem produzir sequer um legado real a população ou ao grupo que as tais leis e afagos deveriam beneficiar.

Pura perca de tempo e desperdício de dinheiro.

Vejam bem! A critica não é ao objeto das leis e sim a ineficácia que elas após aprovadas produzem na realidade diária vivida pelos grupos que supostamente elas deveriam favorecer.

Uma destas leis (existem dezenas delas na cidade) é a Lei 3.626/13 de 27 de dezembro de 2013 que dispõe sobre a criação do “Dia Municipal do Skate” e inclui a sua comemoração no calendário oficial de eventos da cidade a ser comemorado no dia 04 de março de cada ano.

O skate apesar de ser a muito um esporte reconhecido mundialmente e gerar uma grande renda ainda é visto por muitos no Brasil como um esporte de meninos e meninas um tanto rebeldes.

Suas roupas e atitudes são invariavelmente confundidas com vestimentas e atitudes suspeitas tanto que são o principal alvo das batidas policiais como foi no famoso caso da GCM paulista que tentou truculentamente proibir o esporte na Praça Roosevelt na capital.


São crianças, adolescentes e jovens que como todo e qualquer cidadão tem direito de praticar seu esporte favorito afinal, skate não é crime!

Por este prisma a criação da lei municipal criando seu dia e o inserindo no calendário oficial de eventos da cidade pode até ser visto com bons olhos, mas e a atitude?

A lei foi criada no ano passado e já na sua primeira comemoração foi esquecida, não ouve na cidade nenhum evento destinado aos meninos e meninas skatistas e duvido que algum órgão da imprensa, a municipalidade ou mesmo a Câmara tenha feito alguma menção alusiva ao seu dia.

Lei promulgada a menos de quatro meses e já esquecida.

Esquecida porque já produziu seu real efeito. Abasteceu a dispensa dos egos, amainou a incredulidade de alguns eleitores e colocou no hall de eternos devedores alguns abnegados que levam o esporte realmente a serio.

E o que sobrou no “Dia Municipal do Skate” aos skatistas?

O de sempre. O esquecimento de sua única pista em processo de desmantelamento e com uma enorme pilha de entulhos a sua volta.


E o estigma de ainda serem tratados em ambientes públicos como personas non gratas.


E é exatamente aqui que eu quero chegar. 

Será que Campos do Jordão realmente necessitava de uma Lei instituindo um dia especial para os skatistas para logo depois os mesmos ainda serem tratados como cidadãos de terceira categoria?

Ou Campos do Jordão precisa de vereadores que exijam através de atitudes contundentes e reais que a prefeitura através da Secretaria de Esportes mantenha em um estado mínimo de conservação a única pista de skate e seu entorno e que proíbam que os adeptos deste e de demais esportes sejam sistematicamente constrangidos e marginalizados?

Lei feita, lei esquecida. E lá se vão mais alguns milhares de reais e um ano e meio de absolutamente nada de concreto produzido dentro da Câmara para os cidadãos jordanenses e muito menos para os skatistas.

Nota do Blog: O Adjunto da pasta de Esportes entrou em contato com o Blog para esclarecer alguns pontos do post e deixar preciosas informações a respeito do tema Skate.

E deixou este Blogueiro feliz por estar errado em algumas considerações e por saber que de hoje em diante os skatistas da cidade além de seu dia enfim terão seu espaço e quem sabe mais respeito.

E para aqueles que acham que este espaço esta aberto somente para a ala radical da cidade o contato do Adjunto esclarecendo pontos e informando os reais acontecimentos de forma simples, clara e direta mostra que quem trabalha de maneira seria e respeita o trabalho da mídia independente também será respeitado e terá todo o espaço necessário para as suas considerações.

Desta maneira O Blog parabeniza a atitude do executivo através das ações da Secretaria de Esportes e mantém sua opinião a respeito do legislativo.

Segue a integra do comunicado do Adjunto:

*Boa noite meu amigo Reginaldo, sabe que acompanho sempre seu blog e li agora pouco uma postagem sua e como sempre foi feliz nas palavras parabéns!

Só queria te passar a informação que a Prefeitura através da Secretaria de Esportes não deixou passar batido o dia do Skate já venho conversando com os meninos desde janeiro, para fazer valer o dia deles. E este evento será realizado neste final de semana na Praça da Telefônica, não realizamos antes devido a data cair durante a semana e devido o carnaval, mais já esta sendo divulgado através de cartazes etc...

Caro amigo posso dizer que estou cuidando disso pessoalmente e concordo plenamente com vc skate não é crime é um esporte e apesar de algumas pessoas desta cidade ter um grande preconceito, acho que temos que respeitá-los até porque é uma das atividades esportivas que mais cresce no mundo abração amigo. O evento terá inicio neste dia 09/02 das 10:00 as 19:00 na Praça Telefônica, se puder dar uma passada lá seria legal amigo. Parabéns mais uma vez pelo blog... Abraço.

Tenho mais uma informação importante Regi, no fim do ano passado pedi para que fosse montado entre eles uma comissão dos skeitistas para conversarmos com o Prefeito e eles poderem organizadamente solicitar ao prefeito a construção de uma nova pista, este projeto já foi entregue ao Prefeito e acredito que em breve eles terão sua pista!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Na saúde dos outros é refresco.

“Até a virtude precisa de limites”
Barrão de Montesquieu

Com toda pompa, circunstância e pirotecnia a que de direito, já marca registrada da nova administração, com a presença de todo o corpo administrativo do hospital, do gabinete, do legislativo e de toda a mídia da cidade (menos este espaço que não foi convidado por motivos óbvios, mas não aceitáveis em uma “social democracia”) no último dia 30 de janeiro foi assinado o novo convênio entre a prefeitura jordanense e o Hospital São Paulo.

O aporte total da prefeitura junto à entidade segundo um “informativo” que circulou na cidade, gira agora em torno de $6,8 milhões de reais ao ano, cerca de $570 mil por mês.

Apesar das caras e bocas durante o coquetel que seguiu o evento e do aparente significado do acordo para o jordanense comum que necessita dos serviços de saúde na cidade o repasse assim como tudo ou praticamente tudo no governo tucano jordanense é espetacularmente acanhado e extremamente paliativo.

Hoje temos na cidade dois hospitais em funcionamento e garanto que nenhum dos administradores destes hospitais conseguem manter os atendimentos ao SUS com o mínimo de tranqüilidade sem pelo menos o dobro que é repassado hoje pela prefeitura ao Hospital São Paulo - já contando com o festivo aumento.

Para se ter uma leve noção de como a administração da saúde na cidade ainda manca das duas pernas é só se comparar o montante repassado em 2011, portanto já há três anos atrás a antiga empresa encarregada de gerir somente o pronto socorro local.

Foram exatos R$ 6.247.500,60 por 12 meses ou R$ 520.625,05 mensais somente para gerir um departamento; o pronto atendimento.

Naturalmente não sou uma pessoa fácil de agradar, mas quando me deparo com discrepâncias desta natureza não diria que é apenas um caso de ser da turma do quanto pior melhor, mas sim de ter um mínimo de discernimento matemático.

Se já não fosse ruim saber que apesar de todo o “esforço” tucano, muito pouco no atendimento da saúde na cidade terá um ganho real em sua qualidade, este repasse além de não atender satisfatoriamente as reais necessidades da saúde local pode ser o prego que faltava no caixão da Santa Casa.

Se levarmos em consideração a festa com que este minúsculo aumento de $200 mil reais ao mês para manter o único hospital conveniado (SUS) de uma das mais badaladas estâncias de inverno do país que conta com quase 50 mil habitantes foi recebido por todos, eu diria que dificilmente este governo terá prestigio o suficiente para convencer o governo estadual e menos ainda o federal para investir milhões na construção de uma nova Santa Casa na cidade.

E apesar de a Santa Casa ainda ser segundos as próprias palavras do então candidato tucano e agora prefeito eleito, credora junto à prefeitura de uma divida de mais de $5 milhões de reais, divida ainda sem previsão de pagamento, seu futuro será o mesmo do finado Clube Abernéssia. Outro irreversível ícone do abandono ao qual a população jordanense esta relegada há quase duas gestões.

Candidato tucano confirmando divida da prefeitura com a Santa Casa na campanha de 2012

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Zona de conforto.

“Bondade tem limite. Ingenuidade enjoa. Coração quente se esfria. E vingança meu bem, vicia”
Autor Desconhecido

A foto da minha mesa acima, ilustra bem mais um fim de dia comum de trabalho. Mesa ainda cheia de planilhas, orçamentos, notas de entrada e saída a serem lançadas, francesinha bancária a conferir e gráficos de produção e desempenho a ser analisado pela chefia.

Minha função (departamento financeiro) me obriga a estar online durante todo o período de trabalho com clientes, fornecedores e com as instituições financeiras com as quais a empresa opera, sendo que muitos clientes se utilizam dos meios mais comuns e rápidos de comunicação que vai desde o Skype, passando pelo Facebook até o Whatsapp.

Esta disponibilidade de estar durante praticamente duramente o dia inteiro e a semana toda conectado acaba causando estranheza e espanto por parte da grande maioria dos demais trabalhadores que por força de suas funções não podem ter este acesso diário a internet. Fato este que acaba passando uma imagem de facilidades e ócio que não condizem com a realidade diária de quem tem a responsabilidade de responder pelo departamento financeiro de uma loja com mais de vinte anos de tradição em um dos mais importantes segmentos econômicos da cidade.

A jornada de trabalho de segunda a sábado começa as sete da manhã quando já tenho de estar com as maquinas da loja ligadas e termina somente com o fechamento do caixa lá pelas seis e vinte da noite, a hora e meia de almoço por muitas vezes passa desapercebida pelo crescente volume de trabalho diário.

Apesar da rotina cansativa eu gosto. Preparei-me para isso, sou formado na área há vinte anos – turma de Técnicos em Contabilidade de 94 FUNCAMP – nesta época estava casado há quatro anos, já tinha um filho e dava os passos iniciais no ativismo social na cidade.

Nesta caminhada além dos afazeres profissionais fui voluntario e colaborador de inúmeras entidades e sempre me coloquei a disposição de qualquer causa que tivesse o social como objetivo, foram muitos os anos empenhados em fazer a diferença, não posso dizer que foram anos em vão, mas posso dizer que não foram uma pálida sombra do que esperei.

Nestes anos apesar da assoberbada rotina diária de trabalho e de voluntariado não posso dizer que fui um pai ausente, mas deixei sem duvidas de viver muitas emoções e perdi muitos momentos do crescimento de meus dois filhos.

Quando decidi em meiados de 2011 que não desperdiçaria mais o pouco tempo que tenho para dedicar a mim e a minha família e aos afazeres domésticos de um pai de família comum como a limpeza de seu jardim, reparos corriqueiros que uma casa necessita diariamente, sem deixar de lado a minha vocação de critico social, que defenderia somente as minhas convicções e de mais ninguém e que não seria mais um inocente útil não demorou para eu ser enquadrado no hall dos frustrados e alienados habitantes de uma tal “zona de conforto” que admito ter até hoje extrema dificuldade em saber direito o que significa.

Por mais que possa parecer nunca habitei e ainda não habito a tal zona de conforto que tanto incomoda os ativistas de grife da cidade e como a imagem que abre o post mostra, não me sobra mais muito tempo e menos ainda paciência para posar de feliz voluntario de uma sociedade que por três vezes em menos de 12 anos entregou de bandeja a minha cidade e o futuro de todos nós a três aventureiros.

E por incrível que possa parecer consegui ser mais útil a Campos do Jordão e aprendi muitos mais a respeito de seus moradores exatamente quando dei uma solene banana ao nhém-nhém-nhem dos pseudos intelectuais da sociedade local e literalmente chutei o pau da barraca.

Quanto ao Rodger's Special 30 anos... Eu mereço!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Desmatamento.

“Não sei o que é pior, se uma arma de fogo que mata ou uma motosserra que desmata”
Juahrez Alves

A correria do dia a dia nos deixa tão focados nos pequenos afazeres cotidianos que importantes coisas que acontecem a nossa volta simplesmente não são percebidas.

E eis que batendo um papo com meu concunhado neste fim de semana ele me lembrou de um significante acontecimento.

Faço a mesmo caminho a pé pra ir e voltar do trabalho a pelo menos 17 anos e apesar de á época este fato ter me chamado a atenção por minutos, logo o fato desapareceu por completo da minha mente.

A residência que hoje abriga a empresa terceirizada responsável pela frota de carros oficiais da cidade passou recentemente por uma reforma que contou com o corte de inúmeras arvores e entre elas pelo menos duas Araucárias centenárias que a primeira vista não se inserem em nenhum dos critérios excepcionais que autorizam o seu corte.

Antes.



Para quem não sabe a Araucaria é uma arvore nativa pertencente ao Bioma da Mata Atlântica e é uma espécie em extinção e por isso protegida por leis federais e estaduais sendo que o seu corte depende de autorização especifica e desde que se enquadre em algumas situações peculiares como quando estão causando risco de dano eminente às pessoas e residências, quando comprovadamente plantadas ou para obra de utilidade pública ou interesse social e mesmo quando seu corte for liberado ele fica suspenso nos meses de abril, maio e junho época da queda das suas sementes (Portaria Normativa IBAMA DC 020/1976).

Alem das leis federais, estaduais, das normas e portarias a Araucaria também é protegido pela Lei Municipal 12960/81 (Código de Posturas) que diz:

Artigo 288 – A derrubada de matas dependerá de licença da Prefeitura, além dos demais órgãos competentes.

Parágrafo 3º - A araucária somente será derrubada nos casos de extrema necessidade, apuradas em processo regular e específico para cada caso.

Parágrafo 4º - O interessado na derrubada da araucária, desde que obtenha a autorização de que trata o parágrafo anterior, estará obrigado a fazer o plantio, dentro de 30 (trinta) dias, de 20 (vinte) mudas de araucária, em terreno próprio ou, na impossibilidade concreta, naquele que for indicado pela Prefeitura.
Parágrafo 5º - (acrescido pela Lei nº 1.466/84). Se ocorrer derrubada de araucárias, sem a devida autorização dos órgãos competentes, ficará o infrator obrigado a plantar 40 (quarenta) mudas de araucária, por unidade derrubada, nas condições expressas no parágrafo anterior” 

Tendo em vista que existem inúmeras Leis e dentre elas uma municipal que protege e regulariza o corte das Araucárias o Blog deixa aqui as seguintes perguntas:

1 – A quem pertence a casa onde hoje se localiza a empresa responsável pela frota da cidade?

2 – O seu proprietário a época do corte das Araucárias tinha a autorização dos órgãos competentes?

3 – Se tinha, esta autorização estava devidamente dentro dos requisitos que a lei exige?

Depois. 



Este fato não acontece ou aconteceu somente neste caso em vários outros locais da cidade Araucárias protegidas por leia estão sendo abatidas indiscriminadamente sem um mínimo de critério técnico somente com o intuito de atender a estética do crescente mercado imobiliário.

Mas neste caso em especial se trata da sede de uma empresa que presta serviço exclusivamente a municipalidade e por tanto seria de muito bom tom que ela atenda todas as normas regulamentares da cidade em especial as ambientais por se tratar Campos do Jordão além de uma cidade turística de uma Área de Preservação Ambiental – APA.

Com a palavra os poderes públicos constituídos da cidade.