Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Biografias

Procurei Saber...

Roberto Carlos assim como todas as demais personalidades públicas do Brasil se tornou refém do personagem que criou através do qual enriqueceu e por trás de quem agora quer se esconder.

Assim como todos as demais celebridades o personagem se tornou maior e mais importante que o homem, que o ser humano, se por um lado todas as virtudes são da personagem o “Rei” os defeitos são do Roberto.

E como ser humano Roberto os tem como qualquer outro, mas neste caso destacarei apenas dois: O narcisismo e a ganância.

Narcisista porque acha que a sua imagem é realmente mais perfeita do que o original e ganancioso porque se a maior fatia de qualquer coisa que se relacione ao personagem for para a sua conta bancaria suspeito que não tenha a mesma fibra para manter intacta a sua privacidade.

Paula Lavigne é a estranha no ninho, pois ninguém com certeza têm o menor interesse em sua vida e principalmente na sua privacidade, se amanha alguém se aventurar em biografá-la terá em mãos um livro de mil paginas totalmente em branco.

Esta onde esta porque um dia caiu nas graças de Caê.

Caetano é capitulo á parte. Dono de uma historia sui generis dentro da musica sempre se destacou por ser independente, antenado e principalmente liberal.

Mas também foi traído pelo personagem e tragado pelos mesmos desfeitos do Rei - achou seu reflexo maior que ele próprio, se perdeu dentro de seu ego e literalmente capotou na reta final de sua historia.

Completamente surpreendidos pela péssima repercussão da tentativa de censura e amedrontados por ter manchada e logicamente depreciada a sua imagem/marca de maneira irreversível o grupo retrocedeu.

O Rei foi o primeiro a deixar o barco, Erasmo segue o mestre, Chico ainda não se deu conta da besteira e continua ao largo dos acontecimentos alojado em seu hotel de luxo em Paris, Caetano irá bancar a sua arrogância por algum tempo e esperará um momento estratégico para também pular do barco esperando manter a sua imagem de “rebelde” o menos desgastada possível.

Paulinha ficara como sempre falando sozinha em nome de ninguém.

Mas que não nos enganemos nossos ilustres artistas não se darão por vencidos facilmente e em tempo voltarão à carga para preservar suas imagens e logicamente seus bolsos.

O resto? O resto continuará sendo apenas o resto.


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Coluna Caricatura Escrita - Jornal O Povo.

Parem o mundo que eu quero descer!

Nunca me importei de ser o único a apontar a nudez do rei e nunca dei ou dou ouvidos aos deslumbrados do poder momentâneo e menos ainda costumo bater tambor para maluco dançar, mas depois de décadas bancando o inocente útil da sociedade e de mais de cinco tentando estimular o debate político na cidade fora das campanhas em meu Blog, confesso que cansei.

Não tem corneteiro por mais persistente que seja que aguente cornetar ad eternum um país como o Brasil contemporâneo.

É muita desafinação para uma corneta só!

Nunca é tempo demais e dizer que desta água nunca mais beberei também não é a expressão da verdade, por outro lado creio que mereço um descanso; E se não mereço vou tê-lo mesmo assim.

A gota d’água, a pá de cal o último suspiro foi no último dia 18, se o nariz vermelho ainda não foi distribuído ao respeitável público pelo supremo é certo que a lona e o picadeiro do circo já foram devida e tecnicamente montados.

Que a política lulopetista instalada em terra brasílis aparelhou a máquina pública a ponto de expor ao mais completo ridículo instituições seculares de nosso país como os Correios, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil todos já sabíamos e que era somente uma questão de tempo para que este aparelhamento se estendesse ao legislativo idem.

Mas certificar-se que os tentáculos do molusco vermelho também alcançaram a mais alta corte de justiça deste país jogando por terra todas as esperanças de uma nação inteira para livrar a cara de somente um cidadão já condenado, diga-se de passagem, me parece motivo mais do que suficiente para abandonar por hora a utopia de um dia viver em um país sério.

Admito que ter provas cabais da subserviência da magistratura nacional aos partidos políticos em alta escala foi sem dúvida o último prego no caixão do corneteiro.

Depois do voto do Eminente Ministro do STF Celso de Mello, acolhendo os embargos infringentes e dando sobrevida aos quadrilheiros apenados do mensalão me tornei apenas uma cobra que perdeu o veneno, e nada mais.

O que estava em julgamento nesta sessão não era apenas a tecnicidade do regimento interno do STF ou a avaliação fria e isonômica das leis e sim o conjunto de valores morais, éticos e sociais de todo o povo brasileiro.

Não estávamos atrás do respeito alheio, mas de respeito próprio, atrás da certeza que a suposta democracia construída até hoje assim como a anistia que a instituiu era ampla geral e irrestrita – Perdemos todos. Mas perdeu principalmente o povo que por mais uma vez se vê encurralado entre se submeter bovinamente a uma “paz” que nunca teve ou insurgir-se contra o estado, atitude que ninguém quer, mas que aos poucos esta se tornando a única saída para restabelecer senão a democracia em sua essência pelo menos nosso orgulho.

Enfim! Se Shakespeare já dizia a mais de quatrocentos anos que todos são homens honrados no funeral de César quem sou eu para dizer o contrário hoje?

Vou recolher-me a minha insignificância como cidadão comum e dar mais atenção a assuntos que podem até ser menos importantes, mas que com certeza neste momento são tratados com mais seriedade e responsabilidade por seus participes.

Vou dar mais valor ao seriíssimo e organizado DDTank do meu caçula e ao CALL OF DUTY do mais velho.

Vou gastar meu tempo em longos debates com minha esposa para montarmos o cardápio dos almoços da família aos domingos.

Volto a me dedicar às resenhas esportivas e ao meu São Paulo que mesmo passando por sua pior crise esta longe de me decepcionar como os homens públicos deste país.

Não é uma despedida e sim uma retirada estratégica para desopilar o fígado.


E é sempre bom lembrar que nada acontece por acaso, por isso cada povo tem o governo que merece.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Coluna Caricatura Escrita - Jornal O Povo.

"Não se pode exigir das pessoas qualidades que elas não possuem"

Lendo as ultimas edições dos dois jornais de maior circulação na cidade e na região me veio à mente um escândalo ocorrido a mais de dois mil anos cujo protagonista nada mais era do que o homem mais poderoso do mundo na época o Augusto Imperador Romano Júlio César.

Enquanto o Imperador ficava fora de Roma com suas legiões sua esposa Pompéia era insistentemente cortejada pelo nobre Clódio, aproveitando esta oportunidade os inimigos de Júlio César levaram a Imperatriz a julgamento no Senado Romano acusando-a de adultério mesmo não tido ela nenhum tipo de envolvimento com seu admirador.

Sabedor da integridade moral e da fidelidade que a esposa dedicava a ele, Júlio César voltou a Roma compareceu ao julgamento e depôs a favor de sua consorte.

O desdobramento deste episódio, no entanto rendeu a máxima romana que serve como uma luva ao atual momento político por que passa a câmara de vereadores jordanense – Ao ser acusado por Pompéia de ser incoerente por defendê-la perante o Senado a absolvendo da acusação de adultério, mas de levá-la dali por diante ao total ostracismo disse-lhe então em resposta o Imperador: “A mulher de César não basta ser honesta, é preciso que sequer seja suspeita”.

Desde então esta máxima é usada para alertar governantes e políticos em geral que não adianta serem honestos, precisam perante a sociedade comportar-se como.

Os vereadores envolvidos nas recentes desavenças amplamente divulgadas pela mídia escrita da cidade não respeitaram a liturgia do cargo que ora ocupam e desgastaram por demais suas imagens perante a população ao exporem publicamente as vísceras e as intimidades do cotidiano parlamentar.

Pior... Arrastaram juntamente com eles seus pares e toda a casa para o mais baixo degrau da vida pública.

O estrago maior foi feito e nunca mais poderá ser reparado, se os problemas ainda estão por começar seu fim já é sabido. Todos sairão perdendo, principalmente o poder legislativo, pois o que ficará além da verdade que mais cedo ou mais tarde aparecerá, serão as marcas na reputação do parlamento que nunca mais poderá ser restabelecida.

Nossos políticos precisam aprender que na mesma caixa de veludo que vem o colar de brilhantes do poder, vem a fatura das responsabilidades.

Que estas querelas sirvam de lição aos que lá estão e de exemplo aos que virão.

No mais o tempo e a justiça tratarão de separar o joio do trigo. 

O Povo.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sexta-feira 13!

Triscaidecafobia

O palavrão ai em cima é o nome dado ao medo irracional do número 13 e pode ser considerada uma doença.

O numero 13 em praticamente todas as culturas é sinônimo de azar e é envolto por toda sorte de mitos e superstições e nem mesmo os cristãos se livram deste estigma sendo que uma das explicações para o mau agouro deste numero é a Santa Ceia onde os 12 apóstolos se reuniram com Jesus (13 pessoas) para a última ceia antes do mestre ser traído e crucificado.

Na mitologia nórdica 13 a mesa também não é visto com bons olhos, pois reza a lenda que Loki Deus do fogo e da trapaça ao chegar em um banquete sem ser convidado onde mais 12 Deuses se reuniam portanto com ele 13 Deuses iniciou-se uma discussão que acabou com o assassinato de Balder o favorito de Odim.

Por estas razões os conjuntos de mesa são sempre vendidos aos pares e nunca em numero impar.

A triscaidecafobia piora quando ao 13 se associa a sexta-feira criando o mito da sexta-feira 13 que teve inicio em 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira quando o Rei Felipe IV da França ordenou a chacina de todos o Cavaleiros pertencentes a Ordem dos Templários.

Em Campos do Jordão o primeiro ano com final 13 do milênio e do século e que tem em seu calendário duas sextas-feira 13 começou com o numero 13 em destaque também na política.

Treze são os vereadores, 13 são as cadeiras e 13 são as cabeças...

E assim como nas lendas onde 13 se reúnem aumentam em muito a probabilidade de algo ou absolutamente tudo sair errado.

Alguém tem duvida?

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ilustre desconhecido.

“País rico é país veloz e furioso”
Dilma Bolada

Quem acompanha este espaço deve ter percebido que neste ano perdi completamente o tesão de escrever e de publicar atos e fatos acontecidos na coxia da política jordanense.

A eleição de um desconhecido que encontrou guarida nos mais altos e confortáveis ninhos da sociedade jordanense foi sem duvidas um balde de água fria não só no corpo, mas principalmente na alma.

Depois de quatro anos de um governo desastroso e devastador e que pode ter sido um dos mais terríveis da historia de Campos do Jordão, a população por mais uma vez se deixou levar por promessas vazias, e entregou de bandeja a administração a gente que simplesmente não tem o mínimo conhecimento das necessidades e dos anseios do verdadeiro jordanense, aquele que nasceu, cresceu e que morrerá pisando geada, e não os tais paraquedistas que usam o nosso gentílico somente por uma questão de moda, estilo.

A história se repete somente com a troca dos personagens: saúde, educação, infraestrutura, turismo e comércio completamente abandonados, e o povo se iludindo com a carinha de anjo do prefeito e com a “jovialidade” dos vereadores.

Os grupos do facebook dirigidos as discussões políticas e de cidadania da cidade que eram uma fonte de inspiração e de fomento ao debate e troca de informações, e principalmente de ideias, aos poucos foram sendo tomados pela tropa de choque governista, e pelos politicamente corretos, que evitam a todo custo ficar mau com o poder, mas também não tem coragem o suficiente para dar uma solene banana para o resto da população.

Todos os grupos foram sendo abandonados e relegados ao mais absoluto esquecimento, e caíram em descrédito, os poucos que sobraram não passam de murais de recadinhos carinhosos, informativos institucionais e discussões surrealistas que de tão trágicas se tornam engraçadas.

Assim como o meu tesão de lutar por uma cidade melhor, a seriedade destes grupos brochou...

Vivemos um período de paralisia social, estamos todos ainda anestesiados pelo resultado completamente absurdo das urnas que devolveu a cidade as oligarquias que deveriam a muito estar esquecidas e enterradas com a pompa e circunstancia que mereciam.

Voltamos a estaca zero. E esta realidade é absolutamente desmoralizante para quem sempre lutou para que a política e a sociedade andassem sempre para frente, sempre com olhos para o horizonte.

As manchetes dos jornais passados e as que estão por vir trarão em imagens e fatos a realidade da política jordanense e antes que os “indignados profissionais” se arvorem a apontar seus dedos podres seria bom, muito bom que se lembrassem que todos eles; vereadores e prefeito, foram eleitos dentro de um processo estritamente democrático e quem elege político corrupto ou incompetente não é vitima, mas cúmplice.

No mais é sempre bom lembrar-se das sábias palavras de Ulisses Guimarães: “Se você acha esta Câmara é ruim, tenha certeza a próxima será pior”.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Coluna Caricatura Escrita - Jornal O Povo.

“Se falar bem fosse sinônimo de boa administração Willian Bonner seria presidente da república!”
Leandro Nascimento

Do nada a lugar nenhum.

É fato histórico que a vida política jordanense nunca foi fácil para ninguém. Prova disso é que nenhum prefeito conseguiu alcançar a façanha de ser reeleito - Nem mesmo os prefeitos biônicos do período da ditadura quando eram indicados pelos militares e não eleitos diretamente pelo voto popular.

Pela administração passaram militares, médicos, engenheiros, advogados e até mesmo um taxista sem que conseguissem manter sua popularidade e simpatia em níveis suficientes para lhes garantir a reconquista do cargo publico máximo da cidade.

Alguns conseguiram retomar o titulo de alcaide alternadamente, porem consecutivamente nunca.

Logicamente que o amanhã a Deus pertence e ninguém por mais que seja conhecedor dos meandros políticos da cidade e do que se passa pela cabeça os milhares de eleitores jordanenses pode saber ou até mesmo arriscar a dizer quem será o próximo prefeito principalmente por ainda restar mais de três anos para tal escolha.

Mas passados bem mais dos tais cem dias, e até mesmo a primeira temporada já podemos dizer com certeza que foram sem sombra de duvidas os piores seis primeiros meses de uma administração e se levarmos em consideração aquele velho ditado que diz que a primeira impressão é a que fica... Atrevo-me a imaginar quem não será o próximo prefeito.

A emblemática imagem que ilustra esta coluna pode ser encontrada no estacionamento do novo gabinete do prefeito de Campos do Jordão instalado e recentemente inaugurado no centro de Vila Abernéssia, no prédio agora reformado que abrigou por anos o antigo Centro de Saúde da cidade.

E assim como a escada do estacionamento do novo gabinete nossa atual administração chefiada por um ainda Ilustre Desconhecido esta indo do nada a lugar nenhum, tendo em vista que ele e nem a sua equipe até a presente data mostrou a seus 8.783 simpatizantes e muito menos aos demais 39.006 jordanenses a que veio.

Ninguém poderia imaginar paralisia tão grande quanto esta que se abateu sobre a máquina publica jordanense nestes primeiros oito meses, se herdada moribunda da administração Campos do Jordão para Nossos Filhos, hoje com certeza jaz morta nas mãos do Jeito Novo de Governar.

E enquanto a cidade agoniza e despenca em um profundo abismo envolta em uma nuvem escura de problemas insolúveis nossos treze nobres vereadores comportam-se como se nada, absolutamente nada estivesse acontecendo de relevante na cidade, completamente submersos em seu mundinho a parte cheio de normas e regras regimentais obsoletas desconhecem completamente os reais problemas do cotidiano jordanense aparentando não mais viverem na mesma cidade pela qual foram eleitos e sim na tal Suíça, mas não a brasileira.

Quem sair por último que apague a luz. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sessão na Câmara Mortuária de Campos do Jordão.

“Chamamos de Ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O conjunto de coisas que as pessoas fazem quando ninguém está olhando chamamos de Caráter”
Oscar Wilde

Enquanto o mundo gira e o povo cada vez mais fica sem paciência para com tudo explodindo em revoltas e violência por todos os cantos aqui em Campos do Jordão a rotina não muda, Ou melhor... As pessoas não mudam.

Não fui a Câmara e não acompanhei a sessão pela net por alguns fatores. Um deles é que esta fazendo um frio do c* em Campos e ninguém merece ficar naquela câmara mortuária para acompanhar conversa de doido, mas a principal continua sendo a mesma. Falta de paciência.

Lei da laqueadura, debate sobre aluguel de cavalo e por ai vai. Coisas sem nexo e que nem deveriam ser pautas ou problemas do século 21.

Aqui em terras jordanenses tudo tem de ser por força de lei, tudo tem de ser por iniciativa ou do executivo ou do legislativo. Coisas que dizem respeito somente a um grupo especifico e reduzido da sociedade que deveriam se organizar internamente e se estabelecer por merecimento vira problema de uma cidade inteira que me desculpem tem outros bem mais graves a resolver.

Laqueadura uma iniciativa ate que simpática no que diz respeito a proporcionar as mulheres uma forma de planejamento familiar, porem um procedimento caro para o estado e que não deixa de ser violento contra a mulher.

Se sou contra a possibilidade de uma mulher fazer a laqueadura? De jeito algum! Somente acho que ao invés de jogar toda a responsabilidade sobre este assunto que é do casal e não somente da mulher o vereador em questão deveria propor uma verba para a secretaria de saúde fazer uma mega campanha de conscientização para o homem se propor a fazer a vasectomia. Um procedimento infinitamente mais barato para o estado e que não traz maiores desconfortos a saúde do homem.

Alem, destas ponderações a respeito do custo beneficio e claro conscientização social o que fica é a merda de sempre, os velhos e chatos projetos copy-cola a la cidade limpa do Paulo Indio e que já provaram que servem somente para encher linguiça e enfeitar currículo de vereador deslumbrado, afinal todos sabem que depois de aprovadas e promulgadas simplesmente são esquecidas.

No que se refere aos cavalos nem merece maiores comentários quem conhece a situação de alugadores e cavalos sabe muito bem que é uma questão de boa vontade dos alugadores e maior senso de responsabilidade da prefeitura e de seu órgão competente uma questão interna da administração que nunca deveria chegar a ser debatido na Câmara.

Enquanto vereadores gastam o erário com conversas absolutamente sem proveito coletivo a coleção de gaiatices governamentais jordanenses fica cada dia maior.

Ao invés de leis inconstitucionais e problemas administrativos como ponto de aluguel de cavalo este senhores tinham de estar debatendo o que aconteceu com a verba de quase 300 mil reais que foi destinado a reforma do prédio da central de abastecimento – merenda escolar (detalhes aqui), ou dos 170 mil reais destinados a corte de grama nas escolas (detalhes aqui).

Mas este tipo de debate não interessa nem aos vereadores muito menos aos seus aspones.

No mais! Aluguel de cavalo...A coisa mais importante, das menos importantes de Campos do Jordão.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pacato cidadão?

“Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”
Bob Marley

Dizia minha mãe com toda a sua sabedoria interiorana: “Guerra é guerra, não existe mocinho ou bandido nas trincheiras”.

Com vagas, mas marcantes lembranças da Revolução Constitucionalista de 32 onde a casa que morava ficava a menos de quilômetro das trincheiras entre São Paulo e Minas e com muitas e dolorosas da Segunda Guerra Mundial onde teve muitos conhecidos nos campos da Itália onde de lá alguns nunca voltaram minha mãe sempre argumentava que quando o homem desiste dos argumentos e empunha uma arma perde a sua razão seja ela qual for.

O mundo sempre viveu tomado por guerras e revoltas por todos os cantos, porem nos últimos anos os conflitos étnicos e religiosos por seu alto poder de destruição e pelo grau de ódio entre seus oponentes está tomando proporções no mínimo preocupantes.

Se a guerra entre povos culturalmente diferentes não é admissível o que podemos dizer quando irmãos de pátria se matam em nome de um regionalismo burro ou de uma religiosidade assassina?

As cenas de matança no Afeganistão e no Iraque já comuns nos noticiários se soma as cenas de fratricídio em território Sírio que agora se alastra como rastilho de pólvora no Egito.

Irmãos de pátria se matando em nome de Deus e em nome do homem.

O que preocupa o resto do mundo de forma longínqua me assombra no quintal.

Depois das manifestações populares onde milhões de brasileiros saíram as ruas de forma pacífica tendo como palavra de ordem a redução das tarifas do transporte publico tinham em seu objetivo bem mais do que os simples vinte centavos – O que a nação brasileira gritou em alto e bom som é que não quer apenas as migalhas dos reajustes de taxas e ou tarifas, mas sim respeito.

O povo brasileiro não quer mais ser desrespeitado como criança, adolescente, adulto ou idoso. O brasileiro não quer mais ser desrespeitado em seus direitos básicos. O brasileiro não quer mais ser tratado pelo estado e ai se incluem os servidores públicos como pessoas de terceira categoria, um estorvo, uma dificuldade a ser driblada diariamente para receber seus polpudos salários.

E são polpudos sim! Pois se assim não o fosse ser funcionário publico não seria o maior sonho da grande maioria da população.


Na contramão deste sentimento misto de revolta e nojo que o povo brasileiro sente hoje temos os políticos que se no começo assustados não sabiam o que fazer, hoje dois meses após estas manifestações claramente tomaram a postura do confrontamento com a população dando uma solene banana a opinião publica mantendo as suas regalias e falcatruas e atiçando seus cães fardados e amestrados na população que reivindica o que lhes foi prometido. Respeito!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Igreja x Estado.

"Sempre que procura defender os sem-vez e sem-voz, a Igreja é acusada de fazer política"
 Dom Hélder Câmara

Aconteceu em maio deste ano o ultimo desdobramentos da contenda entre a Igreja de São Benedito em Capivari com a Prefeita na época Ana Cristina fomentada e patrocinada por alguns comerciantes do entorno da igreja.

Incomodados com o movimento nas lojinhas no entorno da igreja e com os lucros aferidos tanto pelos comerciantes como pela igreja alguns empresários em uma manobra que se mostrou desastrosa induziram a prefeitura a elaborar um decreto que interferia na administração da igreja.

Inconformada com a forma autoritária e acintosa com que a prefeitura resolveu interferir em sua administração interna a Mitra Diocesana de Taubaté responsável pela Igreja de São Benedito resolveu recorrer à justiça para restabelecer seus direitos.

Em analisa ao processo que foi a segunda instancia o Tribunal de Justiça do Estado deu novamente causa ganha a Mitra derrubando por vez o infame decreto municipal 6703/11.

A prefeitura passou vergonha o que já era esperado e os empresários que motivaram a treta se fizeram de mortos.

Fica ai mais uma lição de como não se deve fazer as coisas.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Prefeito ou turista?

“A democracia muitas vezes significa o poder nas mãos de uma maioria incompetente”
George Bernard Shaw

Passados mais de oito meses da posse, isso mesmo; oito meses e não oito dias a coisa parece que realmente tende somente a piorar.

Vendido pela oligarquia jordanense como o político mais preparado nosso Ilustre Desconhecido prefeito vem dando mostras que não adianta ser educado a pão de ló nas melhores escolas do país, ser estagiário nos primeiros escalões do poder publico ou o queridinho dos poderosos da vez do estado se não tiver a boa e velha competência.

Como disse uma vez a Pop Star Madona: “Minha carinha linda com certeza abriu muitas portas, mas é o meu talento que me mantém dentro da sala até hoje”.

E se a primeira impressão é a que fica olhando o absoluto abandono em que ainda se encontra a cidade já entregue como terra arrasada pelo governo anterior posso dizer com muita segurança que a população da cidade por mais uma vez fez a pior das escolhas.

O “novo” secretariado ainda esta embriagado pelo poder e afundado até o pescoço em sua arrogância e apesar das caras e bocas, dos ternos e dos pomposos nomes são incapazes de gerir suas pastas de outro lado demonstrando completa e absurda fraqueza política, inexperiência profissional e muita, mas muita soberba o alcaide da cidade a tudo assiste passivamente.

As atrapalhadas já neste inicio de mandato são muitas e se avolumam em progressão geométrica.

Prova desta incompetência pode-se verificar no despacho do TC (Tribunal de Contas) publicado no ultimo dia 08 onde a Conselheira Cristiana de Castro Moraes ao aceitar o pedido de prorrogação de prazo para que a prefeitura de maiores esclarecimento aquela corte a respeito da malfadada licitação do lixo avisa o advogado da prefeitura que os documentos por ele solicitados ao tribunal para elaborar os tais esclarecimentos podem ser acessados eletronicamente e que este serviço se encontra a disposição dos advogados desde 2011, ou seja, o advogado da prefeitura sequer sabe onde e como encontrar material necessário a sua defesa.(Despacho)

Enquanto nosso prefeito desfila pela cidade como se fosse mais um dos muitos turistas que sobem a serra atrás de sombra e água fresca, vendendo à imagem de político moderno seus subordinados metem os pés pelas mãos e enfiam a cidade em um buraco que pelo visto não tem fim.