Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

quinta-feira, 7 de maio de 2015

E agora José?

Mais uma vez volto a postar a respeito dos supersalários do executivo jordanense.

Para quem não sabe vou resumir rapidamente o assunto:

No apagar das luzes do mandato de 2004/2008, mais precisamente em dezembro de 2008, a Mesa Diretora da Câmara de vereadores propôs um projeto de lei visando dar um substancial aumento de salários para o prefeito seu vice assim como para todo o primeiro e segundo escalão de subalternos (secretários e adjuntos).

O projeto foi levado ao plenário e aprovado em tempo recorde e enviado a sansão no gabinete do prefeito.

Nesta época o Prefeito era o Dr. João Paulo Ismael que não sancionou a Lei que voltando a Câmara foi sancionada pelo próprio Presidente o então vereador Ricardo Malaquias Pereira.

Tendo em vista os vários vícios contidos no diploma como promulgação por agente incompetente e ausência de estudo de impacto orçamentário, o Ministério Público do Estado de São Paulo impetrou Ação Civil Pública requerendo a nulidade da Lei, no que foi vencedor em primeira e demais instancias como consta no Acordão emitido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo neste último dia 06 de maio de 2015 negando mais um recurso da Prefeitura.


Os supersalários criados, aprovados e sancionados pela Câmara no apagar das luzes de 2008 são os seguintes:

Prefeito R$ 15.000,00 mensais;

Vice-prefeito R$ 7.500,00 mensais;

Secretários R$ 6.000,00 mensais e;

Adjuntos R$ 4.000,00 mensais.

Diante do exposto cabe agora ao executivo acatar a determinação do Tribunal de Justiça e devolver aos cofres públicos a diferença recebida até a data de hoje e requerer que seus antecessores que também foram indevidamente beneficiados que restituam aos cofres públicos a diferença salarial indevidamente paga.

Vamos ficar de olhos bem abertos no executivo para saber se vão acatar a determinação judicial e principalmente nos vereadores, para que não tenhamos no fim de 2016, mais uma pataquada com o mesmo intuito de aumentar os já nababescos subsídios do executivo, tendo em vista que a atual Câmara já aprovou um considerável aumento nos salários dos próximos vereadores (Lei nº 3.694/14 de 14 de novembro de 2014).

quarta-feira, 6 de maio de 2015

O poder é do povo, não dos políticos.

"Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição”
Artigo 1º, Paragrafo Único da Constituição Federal.

A atual câmara vem se destacando negativamente em várias ocasiões, mas duas especialmente são as que mais têm chamado a atenção da população neste inicio de ano.

A primeira é a forma como se relacionam com os eleitores nas redes sociais onde facilmente se deslumbram com elogios artificiais e mais facilmente ainda se irritam desmedidamente com as criticas sinceras.

E a segunda, e mais preocupante, é a total apatia demonstrada diante dos mais graves problemas da cidade, como os desastrados e onerosos contratos efetuados pelo executivo no ano passado, e principalmente com a total inércia frente a terrível crise da saúde que apesar de estar fora da mídia ainda é muito preocupante.

Infelizmente nenhum dos nossos representantes tem a mínima noção das dificuldades diárias por qual passam a maioria dos jordanenses.

Os nobres edis se enclausuraram dentro de sí mesmos e criaram um mundo de fantasias onde tudo funciona segundo as suas perspectivas, e nada, absolutamente nada, esta fora de controle.

Enquanto a situação social dos munícipes se agrava exponencialmente dia após dia, e as finanças da prefeitura entram lentamente em um irreversível colapso eles simplesmente agem como se nada de importante estivesse acontecendo na cidade.

Esqueceram-se de seus juramentos de servir a sociedade, e se tornaram os treze fiéis escudeiros do alcaide, que nunca é contrariado, mesmo quando demonstra estar andando completamente na contramão dos anseios da população.

Mas como não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe... Quem sabe eles tenham a sua última chance de se redimirem de seus erros, e retornarem ao seio da sociedade mais necessitada que lhes emprestaram temporariamente seus poderes – a mesma sociedade que eles juraram proteger e respeitar.

No último dia cinco de maio uma munícipe protocolou junto à secretaria da câmara um pedido de abertura de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) muito bem fundamentada e que pode com um pouco de vontade politica terminar com o pedido de cassação do prefeito.


Não cabe a mim e menos ainda a eles conjecturar o porquê do pedido, mas tão somente levar a cabo um legítimo pedido de uma munícipe de investigação de graves fatos relatados e fartamente documentados e fundamentados.

Se nossos representantes perceberem a gravidade dos acontecimentos e acolherem a solicitação e abrirem a CEI, talvez não tenhamos um final de historia tão terrível na cidade.

Mas se por mais uma vez virarem as costas a população e se alinharem ao alcaide, estarei infelizmente comprovando a minha tese que em uma cidade do tamanho de Campos do Jordão uma câmara de vereadores, seja ela composta por quem quer que seja mais atrapalha do que ajuda.

Por enquanto dou mais um voto de confiança a casa e aguardo ter muito boas noticias em breve.

terça-feira, 5 de maio de 2015

A teoria da jabuticaba e os políticos jordanenses.

Nem todos os formadores de opinião são políticos, mas todos os políticos são formadores de opinião.

Políticos são pessoas que conseguem através de suas ideias reunir centenas e até milhares de pessoas a seu redor.

Com as eleições para prefeito se avizinhando os bastidores da politica se agitam, e inúmeros nomes já são abertamente cogitados para encabeçar ou compor as chapas que disputarão o próximo pleito.

Novos nomes, e de velhos conhecidos, estão na lista de prováveis “prefeituráveis”, e até a definição dos nomes que aparecerão nas urnas, muitos outros nomes surgirão, e outros tantos nomes da mesma forma que apareceram do nada, ao nada retornarão.

Dentro desta natural efervescência os políticos jordanenses inovam e criam um novo tipo de politico formador de opinião – O politico formador de opinião que não opina. E assim nasce mais uma jabuticaba no frondoso pomar de esquisitices jordanenses.

Nenhum dos possíveis candidatos citados nos jornais, ou nas rodas de bate papo da cidade veio a público confirmar ou desmentir estas noticias, e pior... Estes pseudos “formadores de opinião” por diversos motivos não emitem opinião a respeito de absolutamente nada, e evitam a todo custo entrar em polemicas ou debater qualquer tipo de assunto nas redes sociais. Agem como simples observadores da desgraça alheia, esperando o melhor momento para dar o “bote” nos incautos eleitores.

Ninguém sabe o que estes candidatos a candidatos a prefeito realmente pensam a respeito dos diversos problemas que assolam a cidade, e quais seriam as suas alternativas para sair deste imenso pântano em que Campos do Jordão se transformou.

Ao invés de aproveitarem as facilidades que as redes sociais proporcionam, e juntamente com a população debaterem os atuais problemas, apurando em tempo real quais são as prioridades, e quais seriam as alternativas realmente viáveis para solucioná-las, eles preferem se esconder nas sombras, e certamente mais uma vez seremos vitimas de seus famigerados “planos de governo”, escritos às pressas, entre um café expresso e outro, em algum café chique da cidade.

Planos de governo esdrúxulos, que ofendem a inteligência do eleitor como o do ultimo eleito se espalharam pela cidade, prometendo tudo o que não podem fazer.

Já passou da hora destes “formadores de opinião” que não tem conhecimento ou coragem para opinar sobre absolutamente nada, tirarem a cabeça da areia, e começarem a dar a cara a tapa, para que a população tenha pelo menos a chance de conhecer as suas mirabolantes ideias, para não correrem o risco de novamente elegerem um ilustre desconhecido e seu plano monstro.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Campos do Jordão: 141 Anos de trabalho, suor e lagrimas.

No próximo dia 29 de abril em meio a um imenso fogo cruzado entre o judiciário e o executivo local, Campos do Jordão comemora seu aniversário de 141 anos de fundação totalmente imersa em um oceano de incertezas e inseguranças.

Visceralmente dependente do turismo a cidade vem nos últimos anos vivendo aos sobressaltos devido à insegurança administrativa instalada na cidade com o cancelamento via judicial de inúmeros eventos que proporcionariam um importante fomento a economia local se bem organizados e gerenciados.

Com um passado glamoroso e com um futuro promissor Campos do Jordão devido aos recorrentes equívocos cometidos por seus políticos e por seus administradores parou no tempo e vem colecionando um número relevante de fracassos e nos últimos seis anos vêm patinando em uma funesta estrada que saiu do nada e tem como destino certo lugar nenhum.

Nesta importante e tão simbólica data para a cidade seria interessante que os filhos da terra e os que se dizem jordanenses de coração fizessem uma sincera reflexão para avaliar se o que estão fazendo pela cidade realmente é o suficiente para entregá-la melhor as próximas gerações.

De natureza exuberante e de clima inigualável Campos do Jordão vem no decorrer dos últimos anos sendo vitima de uma população indiferente aos seus problemas e que não da o devido valor as suas riquezas naturais e culturais, e de migrantes descompromissados que veem na cidade apenas uma grande oportunidade para ganhar dinheiro.

Centro e quarenta e um anos após a sua fundação Campos do Jordão ainda é uma joia rara encravada no alto da Serra da Mantiqueira a espera de alguém que a lapide e que de a ela o real valor que ela merece.

Se não podemos por vários motivos escolher os caminhos trilhados do passado, e se hoje não temos poderes suficientes para mudar o presente, temos o dever como jordanenses de coração de lutar para decidir o futuro.

Parabéns Campos do Jordão pelos seus 141 anos e que seus próximos 141 anos sejam de grandes conquistas e motivo somente de orgulho para todos os seus filhos.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Tudo que começa errado termina errado.


De forma negativa, Campos do Jordão esta se notabilizando nacionalmente pelo cancelamento conturbado de grandes eventos.

Depois do “mega mico” do Megacyclo, tivemos agora o cancelamento do Show da dupla Matheus Minas & Leandro que deveria ser realizado no feriado da Semana Santa e Pascoa na boate Vila Mix no centro de Capivari.

Assim como no Megacyclo o caso da Vila Mix também tem varias versões e desculpas, porem a única versão que realmente interessa é a versão da Lei.

O DULI (Documento Único de Liberação) emitido no mínimo de forma equivocada pelo órgão competente da prefeitura a Vila Mix em evidente desacordo com o artigo 207 do Código de Posturas da cidade que diz de forma clara que: “não serão fornecidas licenças para a realização de diversões ou jogos ruidosos em locais compreendidos em área até um raio de 200 (duzentos) metros de distância de hospitais, casas de saúde, sanatórios, maternidades, escolas, hotéis e pousadas, quando em funcionamento” - demonstra o escandaloso amadorismo dos funcionários públicos e de seus superiores diretos e por muitas vezes “indiretos”, que são responsáveis pelas liberações destes documentos.

O diferencial do caso Vila Mix porem se deu pelo sínico desrespeito a uma ordem judicial que determinava o fechamento da casa de shows já na sexta feira, fato que denota o desprezo do executivo para com as decisões do judiciário comprovando o desgaste e a total decomposição das relações institucionais entre estes dois poderes públicos na cidade.

Devemos também destacar o fato que estes dois graves acontecimentos que acarretaram um prejuízo incalculável a imagem da cidade foram gerados por erros do executivo que incoerentemente com os ditames das Leis vigentes na cidade vem liberando de maneira até irresponsável eventos que não se ajustam as normas legais.

Diante de tantos fatos e atos insensatos protagonizados pelo executivo local nestes dois graves e recentes acontecimentos, ficamos com a certeza que a maquina publica jordanense se encontra completamente acéfala assim como disse o Desembargador Marrey Uint em seu despacho onde solicitou até reforço policial para que sua ordem fosse cumprida.

Mesmo que tardiamente a ordem judicial foi cumprida, e por mais uma vez a Lei e a ordem se sobrepôs a arrogância de alguns políticos locais que se acham acima de tudo e de todos.

Como diz o dito popular: “Tudo que começa errado termina errado”.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Dividindo as responsabilidades.


Com mais da metade de seu mandato cumprido, o já quase velho governo tucano jordanense não tem um balanço positivo para apresentar a população, muito pelo contrario, conseguiu juntar nestes dois anos e três meses de percurso um grande numero de problemas, e pior... O pouco tempo que lhe resta não tem a mínima possibilidade de ser melhor.

O desperdício do erário neste período foi evidente e vários contratos firmados de forma completamente equivocada contribuiu para o agravamento da crise financeira por qual passa a administração de Campos do Jordão.

É publico e notório que o prefeito e seu ineficiente corpo de assessores se perderam completamente mesmo antes de encontrar uma saída para os graves problemas sociais e financeiros deixados pela desastrosa administração do PPS.

Diante do evidente quadro de absoluto abandono por que passa a educação, a segurança, o turismo e principalmente a saúde da cidade a população já percebeu que por mais uma vez errou de maneira grosseira em sua avaliação e novamente depositou suas esperanças de ter uma cidade com melhores condições de vida em mãos erradas.

Inexplicavelmente ao largo de toda esta tragédia anunciada seguem a vida como se absolutamente nada estivesse acontecendo de grave na cidade nossos treze representantes, que tendo o mesmo tempo de mandato do prefeito também não justificaram até hoje os seus altos salários e o pesado e caríssimo staf que os cercam.

Completamente alheios aos problemas da cidade e a realidade dos munícipes os vereadores continuam desperdiçando seu tempo, o nosso dinheiro e principalmente a nossa paciência elaborando e aprovando um sem número de leis esdruxulas que caem no total ostracismo assim que sancionadas e como peixes ensaboados se esquivam a mais de dois anos de sua principal responsabilidade que é a de fiscalizar o executivo.

A responsabilidade pelo fracasso administrativo e das politicas publicas da cidade não podem ser creditados somente na conta dos tucanos do executivo, mas dividido proporcionalmente com todos os vereadores por conta de sua omissão.

Se hoje a realidade nos mostra que nos tornamos vitimas de um governo fraco e despreparado, temos de admitir que também erramos na escolha do legislativo que por conta de sua fragilidade politica também se tornou responsável por boa parte de nossos problemas, seja pela sua omissão, ou seja, pela sua dissimulada cumplicidade.

Justiça do Trabalho pede bloqueio de bens de Vereador de Campos do Jordão.


A disputa judicial que se arrasta desde agosto de 2013 e que parecia estar completamente solucionada sofreu uma grande reviravolta no inicio deste ano com um bombástico despacho proferido pela justiça do trabalho.

No ultimo dia 13 de março a juíza responsável pela Vara Itinerante do Trabalho de Campos do Jordão mandou bloquear todos os bens do Vereador Luciano Soares Honório (SDD) dando sequencia a mais um capitulo na queda de braço entre o vereador e seu ex-assessor Gilmar Miranda Romaguera.

Segundo o despacho da juíza, o pedido se deu por conta da quebra unilateral do acordo firmado entre as partes em 29 de julho de 2014 que dividia o pagamento das verbas rescisórias devidas ao ex-assessor.

A reportagem teve acesso a Ata do acordo e apurou que os débitos trabalhistas devidos à época pelo vereador foram divididos em sete parcelas.

O bloqueio dos bens do vereador se estende desde as suas contas bancarias até carros, aplicações financeiras e imóveis que possam se encontrar em nome do edil até atingir o limite da execução total da divida.

Depois de praticamente morto e enterrado o escândalo dos assessores sem registro da Câmara Municipal de Campos do Jordão deflagrada pelo processo trabalhista movido pelo ex-assessor do vereador do partido Solidariedade volta a ser assunto recorrente nas ruas de Campos do Jordão.

terça-feira, 10 de março de 2015

Mega dor de cabeça.

Por mais uma vez a prefeitura de Campos do Jordão se encontra no centro de uma polemica, agora em nível nacional.

O embargo do Megacycle um dos maiores eventos de motos do Brasil e da América Latina, ainda provoca discussões e promete ter inúmeros desdobramentos negativos dentro e fora da cidade.

A clara falta de sintonia da atual administração com os demais poderes instituídos da cidade é evidente e já gera prejuízos de grandes proporções ao comércio e a população em geral.

A falta de documentação para o funcionamento do evento denota um “Q” de extremo amadorismo da prefeitura, mas também dos promotores do evento, que trabalhando na mesma área a mais de 20 anos, deveriam estar a par das normas e regras vigentes no município e principalmente estarem atentos e preparados para enfrentar qualquer tipo de contratempo.

Com o inevitável prejuízo os ânimos se exacerbaram e o responsável pelo evento em um arroubo de indignação em uma entrevista a uma rádio local chegou a insinuar uma má fé por parte da justiça e do Comandante da Policia Militar da cidade no episódio.

Sem ter como explicar de maneira clara o que realmente aconteceu o prefeito preferiu mais uma vez tergiversar sobre as responsabilidades do fracasso do evento, deixando como sempre todas as partes envolvidas a ver navios.

E os excessos não ficaram somente por ai. Com a noticia do embargo, inúmeros empresários da cidade resolveram compactuar com as irregularidades apontadas pelo Corpo de Bombeiros na vistoria e se rebelaram contra a decisão da promotoria e do juízo local.

E assim como no século XV no auge da Inquisição sem pestanejar incitaram a população a promover uma verdadeira caça às bruxas em busca do “denunciante” o acusando de ter tramado uma conspiração rasteira e premeditada contra a administração municipal, e de ser contra o desenvolvimento turístico e econômico da cidade.

As ilações a respeito dos prováveis responsáveis pelo fracasso do evento foram magistralmente manipuladas por uma parcela de cidadãos/empresários que se escondem atrás da bandeira do amor a cidade, e cirurgicamente apontaram os holofotes da desconfiança no grupo que a situação jordanense desqualifica e rotula de “quanto pior, melhor”.

Diante do quadro de um eminente enfrentamento desenhado na cidade um comunicado do Comando do Policiamento dando conta que o “denunciante” das irregularidades constatadas pela vistoria do Corpo de Bombeiros nas instalações do evento foram feitas pelo Capitão da Corporação no cumprimento de seus deveres os ânimos se esfriaram restabelecendo a ordem e a verdade na cidade.

Apesar de muito preocupante, a patuscada promovida pelos aloprados simpatizantes governistas serviu para deixar claro a população quem realmente são os radicais raivosos da cidade, e quem realmente esta do lado da lei e da ordem.

Como bem dizia Abraham Lincoln: “Podem enganar a todos por algum tempo; podem enganar alguns por todo o tempo; mas não podem enganar a todos todo o tempo”.

Infelizmente essa situação não tem prazo para acabar.

Por Beborah Cocci.

Tentativa de impor o poder da hipocrisia, o culto ao mal necessário, a condenação de direitos do cidadão de exercer seu dever e poder de cidadania, foram alguns dos temas abordados e defendidos cegamente nas redes sociais nos últimos dias. E quando a gente pensa que já viu de tudo, levamos um susto com algumas pessoas que perdem a oportunidade de ficar de boca fechada.

Houveram tantos adjetivos arcaicos,  cercados de propostas medievais nos últimos debates assistidos por todos nós nas redes sociais nos últimos dias,  por conta do fiasco ocorrido no Megacyclo que não aconteceu em campos do Jordão,  que nos deixa assustados.

Mas refletindo cá com meus botões; a política de toma lá da cá que temos instalada na cidade hoje, é apenas “um fruto semeado há décadas atrás, pelos mesmos personagens que hoje reclamam da situação”; Pelo que estamos vendo eles fizeram escola e a situação não tem prazo para acabar.

O culto da ilegalidade, também conhecido como jeitinho brasileiro, o tal do mal necessário, foi vergonhosamente defendido de maneira assustadora, pelos indivíduos que pregam os valores   da política correta e honesta, mas quando o assunto afeta os bolsos, a conversa é bem outra, isso me parece que ficou bem claro, mas em fim…

O direito de cidadania que todos nós temos foi duramente condenado e criticado, porem se esqueceram de mencionar que a justiça só acata denuncia quando a mesma tem fundamento, ou seja, se não houvessem irregularidades,  o evento não teria sido embargado, simples assim.

E porque tudo não foi resolvido com ao menos uma semana de antecedência?

O problema do fiasco em duas rodas, ou melhor, em milhares de rodas, é muito mais sério do que se pode imaginar, visto que o desgaste da imagem da cidade que será levado de boca em boca aos quatro cantos do país,  por todos que participaram (ou melhor, não participaram),  é um fato que vai demorar muito para ser restabelecido; a credibilidade de investidores no município,  tanto em alta,  como em baixa temporada despencou, os gestores,  se é que transmitiam alguma confiança, depois desta situação fica pouco provável que continuem transmitindo.

Um evento super bacana, todos estávamos na maior expectativa de participar; hotéis, pousadas, bares, restaurantes, empregados, e empregadores e acabamos sendo vitimas da incapacidade, pois ficou mais que provado que atualmente a cidade não tem capacidade e nem maturidade para cuidar dos seus cidadãos, que dirá dos de fora.

Existiria uma política de oposição pesada como afirmam alguns, se houvessem parlamentares posicionados como contra as ações do executivo, porem, como meu amigo subversivo costuma dizer; nosso prefeito administra a cidade, ou pelo menos tenta, em Céu de Brigadeiro e nem assim as coisas se desenvolvem.

A única oposição que o atual governo enfrenta nos dias de hoje é ele mesmo.

Mediante todo esse quadro histórico que temos exposto hoje, e até mesmo a omissão dos que deveriam ter se posicionado mais na situação; fica claro que embora seja muito desagradável avaliar as condições de futuro de maneira negativa, a visão de futuro que tenho para nossa cidade nos próximos cinquenta anos no mínimo, tendem a ser ainda pior do que temos hoje, pois se colhemos o que plantamos, basta olhar o que estamos plantando hoje e saberemos o que vem por aí.

A pasta da saúde virou responsabilidade de Deus, e assim segue tudo mais em nossas vidas hoje em Campos do Jordão.

Integra do por em Kuca Cocci Wordpress


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sapo de fora não chia.

Assim como todo o país, Campos do Jordão também passa por uma turbulenta crise política, ou melhor, dizendo: De falta de bons políticos. E para se protegerem das críticas da população, e enfraquecer os argumentos dos descontentes as raposas felpudas da cidade polarizam os debates entre os que “trabalham pelo desenvolvimento da cidade” e entre os que torcem pelo “quanto pior, melhor”. 

Apesar de estes rótulos serem simplistas, desgastados e manjados pela maioria da população eles sempre se tornam a tábua de salvação dos que tomam o poder político na cidade a cada eleição.

É a forma mais rápida, barata e rasteira de desacreditar e desqualificar quem ousa discordar dos poderosos da vez.

Porém antes de mudar a política da cidade ou até mesmo seu governo o eleitor deve decidir o que realmente quer.

Não podemos mais viver reféns de discursos dissimulados e politicamente corretos de difícil compreensão, que aplaudem efusivamente uma simples obrigação como a programação de um carnaval de proporções miseráveis, e criticam acanhadamente o caos da saúde, discursos que tem a única intenção de manter seus interlocutores na mídia, mas com o devido cuidado de não desagradar a ninguém. 

Não se trata de radicalidade, mas sim de coerência. Afinal, não se pode acender uma vela para Deus e outra para o Capeta para sair sempre bonito da foto.

Já podemos verificar após dois anos de sucessivos fracassos, que determinados “intelectuais” da cidade que pregavam a excelência profissional da nova administração nas redes sociais e em rodas de bate-papo pela cidade já começam a empregar a tática da dissimulação, mudando sutilmente suas linhas de raciocínio, procurando aos poucos se descolarem da imagem negativa do governo. E em doses homeopáticas estes parlapatões estão conferindo a eles próprios, entre linhas, uma maturidade crítica e política que definitivamente não possuem.

Com seus polidos textos, e suas poderosas retóricas tentam atribuir a aqueles que sempre se dispuseram a colocar a cara a tapa e destacar em letras garrafais os fiascos das últimas administrações, a pecha de radicais de aluguel mantidos as expensas de uma oposição desleal e irresponsável.

Oposição esta que, diga-se de passagem, simplesmente não existe!

Para estas mentes brilhantes que povoam a cidade, e que em sua maioria são figuras que despencam do nada, no meio da cidade, e que de um dia para o outro, decidem que são profundos conhecedores dos problemas e dos usos e costumes locais, não existe a possibilidade de existir alguém que possa querer fazer a diferença sem querer levar nenhuma vantagem em troca, pois pesam a consciência alheia conforme pesam as suas.

Já é hora dos filhos da terra tomarem as rédeas da situação e posse do que lhes pertence, pois os forasteiros já provaram depois de inúmeras chances que não são capazes de administrar a cidade com a seriedade e com a transparência que merecemos.

Para resumir em poucas palavras: sapo de fora não chia!