Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Rebelde sem causa.

Então o baile da posse chegou ao fim... O prefeito virou sapo, os carangos oficiais voltaram a ser aboboras e os sete anões viraram treze.

O conto de fadas da ultima eleição nem bem chegou a sua metade e a paciência da população já chegou ao seu limite.

A contratação milionária da frota de carros que estão sendo removidos aos poucos para não alarmar a população, o desgaste dos sucessivos imbróglios envolvendo a prefeitura e um comerciante local com direito até a abuso de poder na tentativa de reintegração de posse sem o devido respaldo da justiça ao mais fiel estilo da grande pensadora contemporânea Valesca Popozuda - “tiro, porrada e bomba” - foram alguns dos motivos determinantes para que a população reagisse negativamente a nova forma de governar.

Mas o que realmente encurtou a lua de mel do prefeito com o seu eleitor foram os sucessivos problemas envolvendo a saúde - o abandono das dezenas de trabalhadores que levaram um enorme calote da ultima empresa responsável pela saúde, o ainda mal explicado processo seletivo da nova empresa, as falhas nos pagamentos de funcionários e médicos que culminou na desordem generalizada no atendimento não somente no Pronto Socorro, mas em varias unidades de saúde espalhadas pela cidade nos últimos dias e a ameaça de ter mais um hospital fechado na cidade acabaram de vez com humor do jordanense e escancarou a inabilidade administrativa do atual governo.

Mais aterrorizados que minhoca em galinheiro os simpatizantes governistas se desdobram para entender o porquê de tantas atrapalhadas e se superam como nunca nas desculpas e explicações.

Sem muitos argumentos para reagir aos sucessivos erros defendem a tese de que o povo resolveu “sacisar” o governo.

Segundos eles as empresas contratadas recebem seus repasses e se esquecem de pagar os funcionários, os médicos resolveram do dia para a noite coletivamente dar uma solene banana ao seu juramento e estão fazendo beicinho para atender a população, pais e mães de toda a cidade combinaram na calada da noite de invadirem juntos o Pronto Socorro e os postos de saúde para tumultuar o ambiente.

Se partirmos do principio que cada povo tem o governo que merece podemos neste caso afirmar sem medo de ser feliz que cada governo também tem o povo que merece e pelo menos neste quesito a coisa parece que esta em empate técnico.

O diferencial da atual e mais grave crise instalada no Gabinete da Abernéssia é que os antagonistas desta vez não são pertencentes ao grupo carinhosamente apelidado pela administração de “quanto pior, melhor”, mas sim cidadãos comuns que estão sendo vitimas das mesmas armas normalmente utilizadas contra os críticos da administração: ao invés de esclarecer os acontecimentos e resolver os problemas desqualificam as reclamações e simplificam as graves dificuldades encontradas pelos usuários do sistema de saúde rotulando pais e mães de família que recorrem às redes sociais para desabafar de oposicionistas irresponsáveis.

Diante de tantas informações desencontradas apenas de uma coisa eu tenho absoluta certeza... O povo mais uma vez acertou na cabeça!

Nas ultimas eleições apostou todas as suas fichas na Zebra.


E realmente esta dando ela.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A Batalha do Morro do Elefante.

Findo o primeiro turno das eleições presidenciais a vida provinciana da cidade normalmente voltaria ao seu curso normal não fosse o inusitado episódio da malograda tentativa de invasão do Morro do Elefante protagonizada pelas tropas da Guarda Municipal e por “agentes” do Gabinete do prefeito.

Aparentemente o prefeito em um ato impensado resolveu “fazer democracia com as próprias mãos” e tomar a força seu antigo Gabinete para mostrar a população jordanense que ela vive em um regime de liberdade. Parece coisa de maluco, mas resumidamente foi o que aconteceu.

Oficialmente não temos nada, somente a versão da família que teve sua propriedade atacada e que foi bastante contundente não economizando adjetivos depreciativos ao chefe do executivo.

Por seu lado a prefeitura faz um silencio no mínimo constrangedor e sua assessoria de imprensa com ares republicanos se recolhe as suas notinhas caseiras dando conta somente dos afazeres “domésticos” do Gabinete fingindo não saber de nada, mesmo depois da bombástica declaração publicada em rede social de um funcionário concursado que na época dos acontecimentos ocupava cargo de confiança do governo dando conta que a versão mais próxima da verdade realmente é a da família acossada pelas tropas municipais.

Seria muito engraçado digno até de um capitulo inteiro da trilogia FEBEAPÁ (Festival de Besteira que Assola o País) de Stanislaw Ponte Preta se não fosse trágico em seus desdobramentos cívicos.

O caso apesar de hilário do ponto de vista efetivo da ação é extremamente sério do ponto de vista institucional.

O executivo por mais que tenha as suas razões e seus “poderes” constitucionais simplesmente não pode passar como um trator por cima da justiça e espedir um memorando interno como se fosse uma ordem judicial.

O judiciário e o legislativo local juntamente com a família instalada no Morro do Elefante foram agredidos pela ação patética da prefeitura e cabe agora saber se tanto um quanto outro tomará alguma previdência sobre o caso, ou se colocaram panos quentes para abafar mais este escândalo.

Como a prefeitura e sua assessoria de imprensa insistem em manter seu obsequioso silencio resta somente a nós pobres mortais imaginar o que realmente pode estar por trás deste constrangedor acontecimento – por enquanto vou ficar com a versão de uma grande amiga que sabe muito bem o que fala e tem um feeling afinadíssimo para analisar o comportamento dos políticos locais; E segundo ela: “Existe alguma substancia química estranha na água da cidade”. 
   
Seja quem for o verdadeiro proprietário da área em litigio no Morro do Elefante o certo é que neste episodio ouve somente um perdedor que foi a democracia, aquela que achávamos que tínhamos conquistado a duríssimas penas nos anos de chumbo.