Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Jordanense...Um povo sem cultura!

Estamos chegando ao fim de 2014, um ano que tinha tudo para ser inesquecível, mas que acabou em absolutamente nada.

Não tivemos uma comemoração do Centenário da EFCJ à altura de sua historia e importância, não tivemos a realização da Feira Literária “Dr. Pedro Paulo Filho” (Lei Municipal 3370/10) que poderia ser a ultima e grande homenagem ainda em vida deste que doou praticamente toda a sua vida a preservação das memórias e da cultura jordanense, e agora o tradicional Festival da Viola “José Corrêa Cintra” que leva o nome de outra grande personalidade jordanense também esta sendo esquecido aos poucos.

Uma pena? Não! Maktub...

Dia destes quando “disparei” um post aqui reclamando das paupérrimas ações envolvendo as comemorações do Centenário da Estrada de Ferro fui “fuzilado” pela eloquência de um secretario que para denotar a sua superioridade e dar consistência as suas colocações disse que minha única ocupação era a de “ficar atrás de um computador falando mal e procurando atrapalhar ao invés de oferecer alternativas para os problemas da cidade”.

Diante disso devo dizer que se minha única ocupação realmente fosse a de falar mal da administração ela seria a mais fácil do mundo, tendo em vista o vasto arsenal que as “mentes brilhantes” da cidade diariamente me fornecem.

Perguntaria ao tal secretario se realmente tivesse tanto tempo quanto ele julga eu ter: Diante de fatos o que fazer?

Ser conivente? Calar-se? Ou apontar a “nudez” do Rei, sem medo se de ser acusado de bruxaria pelos santos inquisidores do “alto clero” do primeiro escalão tucano?

Então... Cadê o Festival da Viola “Jose Corrêa Cintra”?

E a Lei 3219/09 que oficializa o Festival da Viola na Estancia de Campos do Jordão?

E o que fazer com a Lei 3362/10 que dá na pior das hipóteses até o dia 30 de novembro para a realização do Festival?

Vejam bem! Não que eu seja chato! Apenas meu nível de exigência que é maior que a média.

Perante estes “esquecimentos” das Leis Municipais eu até poderia pedir maiores explicações e até mesmo a ajuda dos 13 vereadores da cidade, mas como bem diz o dito popular: Quando não se espera nada de um lugar, dali é que não sai nada mesmo!

Mas eu não vou terminar meu ano com tiro, porrada e bomba como diz a grande pensadora contemporânea Valesca Popozuda - só para contrariar eu vou encerrar meu ano com um alento.

Apesar de tudo e de todos tem gente de qualidade trabalhando na administração pública, e vou encerrar meu ano dando meus sinceros parabéns a todos os funcionários públicos que são realmente comprometidos com a coisa pública.

Trabalhadores que literalmente tiraram leite de pedra e por mais um ano provaram que falta de dinheiro não justifica a falta de criatividade.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Jordanense: Um povo sem cultura!


“Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pressupõe, a sociedade, por mais perfeita que seja, não passa de uma selva. É por isso que toda a criação autêntica é um dom para o futuro”
Albert Camus

Como diz meu caçula: “palavra de homem não faz curva”.

Como prometi dar um tempo para o Meninão ajeitar o terreiro vou cumprir a palavra, mas como não disse nada a respeito da administração passada... Não posso fazer nada se minhas observações a respeito de problemas “passados”, mas recorrentes respingarem nesta administração por uma questão de osmose.

Uma das pastas mais abandonadas na ultima administração foi a da Cultura que tem como retrato fiel deste abandono o multicolorido Espaço Cultural que só conseguiu uma sobre vida no ultimo ano graças exclusivamente a boa vontade dos funcionários ali lotados, e o descaso com a cultura jordanense não fica somente na manutenção de seus prédios históricos, a lista de acontecimentos no mínimo inusitados é extensa, mas hoje vou falar somente a respeito do Festival da Viola Jose Correa Cintra.

Tradicional festival de viola que a mais de 30 anos vinha acontecendo na cidade ininterruptamente reunindo violeiros da cidade e região em 2012 teve a sua 33º edição cancelada; os responsáveis pela organização a época alegaram falta de patrocínio.

Salientando que a realização do Festival da Viola Jose Correa Cintra na cidade não é apenas um capricho da população. A realização deste Festival esta prevista pela Lei  No  3.362/10, de 11 de agosto de 2.010!

Apesar de todos os “esforços” que tenho certeza foram empreendidos pela Secretaria de Cultura da cidade para captação dos parcos recursos necessários para a realização de tão tradicional festival na cidade ter sido em vão incrivelmente segundo informações oficiais do Governo do Estado através de sua ouvidoria à empresa Confraria da Comunicação Ltda – ME se mostrou mais “eficiente” que todo o staf de nossa Secretaria que é paga a peso de ouro e teve no ano passado aprovada pela Comissão de Analise de Projetos da Secretaria Estadual de Cultura a liberação de uma verba de R$ 296.171,60 para a realização do I Festival de Viola do Vale do Paraíba (cadastrado no ProAC sob o nº 6.363) que deverá acontecer neste ano e que substituirá o Festival da Viola Jose Correa Cintra.

A contrapartida da empresa Confraria da Comunicação oferecida para a obtenção da verba governamental é a realização de 24 (vinte e quatro) apresentações de viola, 01 (uma) exposição fotográfica e 06 (seis) oficinas de viola, na Cidade de Campos do Jordão, em um período de 30 (trinta) dias.

Lembrando que a empresa proponente do projeto do I Festival da Viola do Vale do Paraíba é a mesma que captou somente da Secretaria do Estado da Cultura R$ 584.491,30 para realizar o I Festival de Cinema de Campos do Jordão no ano passado e que deu como contrapartida ingressos grátis a população.

Fica a minha duvida: por que se manter uma Secretaria que não tem verba sequer para realizar um festival tradicional da cidade, mas que paga a peso de ouro “profissionais” que não conseguem pintar um prédio público, captar um centavo de verba do Estado ou da Federação, ou sequer competência para trocar o toldo de entrada da Biblioteca Municipal que esta mais esburacado que uma peneira?

E como explicar o uso do nome da cidade por uma empresa que consegue em apenas dois anos arrecadar somente da Secretaria Estadual da Cultura quase 1 milhão de reais para eventos na cidade, mas que não deixou ou deixará nem um legado cultural real a sua população a não ser a distribuição gratuita de ingressos e a realização de oficinas audiovisuais?

Enquanto tudo isso acontecia nas barbas da população o que estavam fazendo nossos nove vereadores na gestão passada?