Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Merry Christmas.


Merry Christmas Iron .

Escudo do São Paulo FC em 0:56 e uma bola de natal na árvore em 1:19 nas cores do SPFC.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015.


Festival da Viola - A Tribuna

Com as atenções completamente voltadas para Brasília onde os três poderes da república veem suas estruturas sendo abaladas por sucessivos escândalos, os jordanenses comuns assim como a imprensa tem deixado muitos e importantes assuntos da cidade em segundo plano.

Um destes importantes assuntos que passou completamente despercebido pela população e pela imprensa local e que foi estrategicamente “esquecido” pela Secretaria de Cultura, foi a realização do Festival da Viola “José Correa Cintra” que segundo a Lei Municipal nº 3.362 de 11 de agosto de 2010 deveria ser realizado no mês de novembro.

Apesar das sabidas dificuldades financeiras da Secretaria de Cultura cantada em prosa e verso por todos os secretários que já passaram pela pasta, a secretária manteve um calendário de eventos muito movimentado durante todo o ano, o que demonstra que os atuais responsáveis pela cultura na cidade são para o que lhes interessa muito competentes.

Não se trata de questionar as habilidades profissionais do secretario, muito menos de sua equipe, que já demostraram não somente neste ano, mas em todos os outros que possuem uma diferenciada capacidade para literalmente tirar leite de pedra - Tratasse de questionador o porquê desta sistemática politica de desconstruir a memória e a história da cidade.

O Festival da Viola que leva o nome não somente de um eminente jordanense mais da mais importante figura da cultura da cidade não é somente um evento musical. É um pedaço da historia da cidade que deveria antes de tudo ser preservado e respeitado.

Mesmo diante desta politica despojada da secretaria de cultura meu desapontamento maior não é com o responsável pela secretaria, pois ali não corre sangue misturado com pinhão e dele não se pode cobrar amor ou respeito maior pela cultura local.

Minha decepção se volta para seus colaboradores diretos, filhos da terra que confundiram grosseiramente quantidade com qualidade.

Se não podemos mais contar com a secretaria de cultura para preservar nossas raízes fica a pergunta: Por onde anda e o que tem feito o Conselho de Politicas Culturais de Campos do Jordão?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O dia em que o Brasil parou - A Tribuna

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”
Rui Barbosa.

Esta célebre frase foi cunhada em um inflamado discurso no Plenário do Senado Federal no inicio do século passado. Se Rui Barbosa ainda estivesse vivo com certeza se arrepiaria com a sua profecia.

Infelizmente chegamos neste dia. O brasileiro esta mostrando ser um povo incapaz de sentir o cheiro podre que exala de sua omissão vergonhosa e covarde.

O mal que a eleição de um analfabeto ignorante e de sua criatura fez a nação foi além das fronteiras políticas, avançou sobre a educação, infectou nosso caráter e agora faz galhofa de nossa honestidade.

Os últimos acontecimentos políticos envolvendo o presidente da câmara dos deputados e a presidente da república mostram o quanto esta gente esta atolada na lama da corrupção e da bandidagem.

Paralelo a este escândalo correm os estafetas profissionais, que interessados somente em capitalizar com a tragédia moral que arrasa o país, se vangloriam de um lado e de outro por algo que deveriam apenas ter vergonha.

Tanto o PT da moribunda Dilma, quanto o PMDB do morto vivo Eduardo Cunha se mostram incapazes de conduzir um país que agoniza.

Mas nada é tão ruim que não possa piorar não é mesmo? Se conseguirmos nos livrar deste câncer politico que dominou o país por 13 longos anos, provavelmente cairemos nas teias do PSDB, que também já nos provou que não tem as mãos limpas.

Nos resta então a tal terceira via. Hoje composta por radicais alucinados travestidos de ativistas sociais. Que Deus tenha piedade do povo brasileiro. 

Caso Santa Casa tem nova reviravolta.

Nem mesmo o mais criativo escritor de novelas mexicanas conseguiria imaginar uma trama com tantas reviravoltas e suspense quanto a historia recente da Santa Casa de Campos do Jordão.

Centro de uma interminável guerra de egos envolvendo curadores e políticos, permeada por várias administrações temerárias que se arrastaram por décadas, levando a entidade a um colapso falimentar e posterior fechamento em 2005, a Santa Casa volta a ter destaque negativo na cidade dez anos depois.

Levada a leilão judicial para pagamento de sua milionária divida trabalhista, a mesma teria enfim achado em junho de 2015 um comprador que se comprometeu a pagar os 2,5 milhões de reais propostos pela Justiça do Trabalho para a aquisição do imóvel.

O que aparentava ser o fim de um enorme problema e o inicio de uma nova fase, se tornou apenas em mais um capítulo obscuro de uma historia ainda muito mal contada e que parece estar longe de seu fim.

O comprador por motivos ainda não confirmados deixou de cumprir a sua parte no acordo e não efetuou até hoje o pagamento dos 2,5 milhões de reais, mesmo após a justiça ter lhe concedido sucessivas prorrogações de prazo para tanto.

Sem ter recebido o pagamento, o juiz trabalhista não teve alternativa a não ser a de aplicar ao proponente comprador identificado nos autos como Toshio Yamaguchi, a multa prevista em Lei de 10% sobre o valor total da compra, cerca de R$ 250.000,00.

Após ter postergado inúmeras vezes a data para o pagamento, sem ter alcançado sucesso, no dia 20 de novembro deste ano, a Justiça do Trabalho tornou indisponível os bens imóveis do pretenso comprador para garantir se não o pagamento integral da alienação, pelo menos, o pagamento da multa de R$ 250.000,00 que lhe será aplicada caso realmente não consiga concretizar o pagamento.

Porem informações extraoficiais dão conta que o comprador em momento algum se arrependeu da compra, ou se recusou a efetuar o pagamento, alegando em síntese estar enfrentando varias dificuldades burocráticas para efetuar a transferência dos valores a Justiça do Trabalho tendo em vista que a fonte de sua receita se encontra fora do país.

Diante de mais este impasse envolvendo a Santa Casa, e com as supostas justificativas do comprador em estar passando por problemas apenas burocráticos e não financeiros para efetivar em definitivo a compra do imóvel penhorado, o juiz achou por bem conceder mais um prazo, que deve se extinguir no primeiro dia do próximo ano, para que o comprador honre o seu compromisso junto a Justiça Trabalhista depositando o valor acordado, cancelando a multa e dando definitivamente fim a mais este capítulo triste na historia da Santa Casa.

Para os funcionários que tinham por certo o pagamento de seus direitos, para a justiça que via próximo o fim de um longo processo, para o comprador que pode ser no final desta historia penalizado a pagar uma pequena fortuna caso não consiga cumprir o acordo de compra e para a população que além de se ver desamparada com o fechamento da Santa Casa acompanha desde o inicio a sua agonia, esta expectativa deixa no ar um suspense insuportável e a nítida sensação que algo de muito negativo pode existir naquele local – levando o desenrolar desta historia ao patamar de lenda urbana.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

2015: Um ano de reflexão - Jornal Regional


Nos dias atuais não é fácil não se corromper. Tanto é que são poucas as pessoas que não se corrompem. Quem são estas pessoas que não se corrompem? Aquelas que se determinam a permanecer longe da imundície deste mundo. Que se determinam a permanecer limpas. Essas são dignas. São honradas. São essas pessoas que o Senhor considera nobres e dignas de andarem junto a Ele.

Elas não são perfeitas, são passiveis de erros e expostas às facilidades que a modernidade oferece, são presas fáceis da ganancia e da soberba que assola os dias atuais.

E mesmo diante de tantas adversidades estas pessoas se esforçam, se sacrificam diariamente para não sucumbirem e manter sua dignidade diante de Deus. Ainda que o preço para ter o amor dEle seja abrir mão de tudo aquilo que mais presem, elas fazem a escolha certa. Querem ser dignas. Praticam a compaixão e buscam incansavelmente sua prosperidade espiritual. Querem manter suas vestes brancas e suas mãos e sua consciência limpa diante de Deus.

Os sinais da degradação espiritual por qual a humanidade esta exposta podem ser vistas nas noticias recorrentes de corrupção politica que leva milhões e milhões de pessoas a uma situação de extrema pobreza e consequentemente a uma fragilidade psicológica que enfraquece principalmente a alma.

O apodrecimento da consciência ecológica que coloca acima da vida o lucro desmedido, como recentemente aconteceu na cidade de Mariana mostra que estamos chegando ao limite de nossas forças e que o fim não se encontra tão longe quanto supomos.

Diante deste dilema que persegue a humanidade desde a sua criação, o homem é diariamente provado. Diariamente convidado a começar de novo. Diariamente acolhido por Deus. E diariamente apresentado a verdade.

Diante de Deus nada e nem ninguém é perfeito. O maior aprendizado do homem é saber que o mais importante não é acertar, mas sim querer com todas as suas forças acertar.

O mais importante diante de Deus não as suas virtudes e qualidades humanas e sim a sua pureza de alma. A sua pureza de intenções.

Tenham todos neste ano de muitas agruras um Feliz Natal.

Reginaldo Marques e Gilberto Alexandre de Souza. 

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Je suis France - A Tribuna

A nova série de barbáries cometidas em território francês por radicais religiosos que se dizem muçulmanos, expôs de maneira grotesca a verdadeira face vulgar de boa parte dos brasileiros que por mais uma vez se mostraram rasos em suas comparações, e muito profundos em suas leviandades.

Comparar o atentado terrorista na França às mazelas tupiniquins de Mariana pode até parecer patriótico, mas não é nada inteligente, nem razoável.

Mariana era tragédia anunciada, o atentado de paris foi produto da covardia.

O atentado terrorista na França não é o fruto de uma sociedade corrupta ou incompetente. O massacre parisiense é o fruto da loucura coletiva de um grupo de pessoas que usam Deus para justificarem a sua sede de sangue e sua intolerância religiosa.

Não se pode generalizar, mas também não podemos mais tapar o sol com peneira. Chegou a hora da verdade tanto para o ocidente, quanto para o oriente, e neste momento é bom lembrar a toda a comunidade muçulmana de bem do mundo que nem todo muçulmano é jihadista, mas todo jihadista é muçulmano.

A barbárie francesa não se trata de um ajuste de contas entre dois países isoladamente, mas sim de uma declaração de guerra contra o estilo de vida de todo o ocidente.

Erroneamente algumas mentes brilhantes da cidade tem difundido nas redes sociais a ideia que esta e outras guerras instaladas no oriente médio são as consequências de um colonialismo cruel do acidente contra o oriente.

Estes ativistas irresponsáveis se esquecem que o maior império muçulmano do mundo, o Império Otomano, controlou com mãos de ferro boa parte da Europa por mais seiscentos anos, tendo o seu fim somente em 1922.

Não se justificam mortes com outras mortes, mas neste momento de dor temos de deixar o politicamente correto de lado e culpar a quem de direito. Apesar das lamuriais de alguns insensatos protetores das “minorias” a culpa não é dos franceses, mas dos terroristas.

É por estas e por outras que ainda não somos uma grande nação, e a cada oportunidade perdida de ficarmos do lado certo no campo de batalha, ou de pelo menos, de nos mantermos calados, é que ficamos cada vez mais distantes de em algum dia ser.

E para aqueles que ainda acham que não temos nada a ver com o atentado na França, lembro que brasileiros também foram atingidos em Paris.

Corrida Eleitoral - A Tribuna

A minirreforma eleitoral aprovada pelo congresso, e sancionada pela Presidente Dilma no último mês de setembro, promoveu mudanças substanciais nas regras eleitorais que devem ser observadas já nas próximas eleições majoritárias no país. Mudanças estas que transformaram totalmente o cenário politico jordanense.

Com a possibilidade dos candidatos a cargos públicos se filiarem, ou até mesmo trocarem de legenda até seis meses antes das eleições, e não mais um ano antes como era anteriormente exigido, a janela de negociações se dilatou de forma que hoje é praticamente impossível afirmar ou até mesmo prever qualquer coisa a respeito das composições partidárias.

Assim como ocorre na Formula Indi quando o “safety car” entra na pista, todos os pré-candidatos a prefeito em Campos do Jordão estão embolados na pista, e qualquer um deles pode assumir a liderança da corrida eleitoral de uma hora para outra.

Alguns nomes que estavam se destacando na cidade e já tinham por certo a formação de seus grupos foram pegos de surpresa com este novo período de transferências de legendas estão perdendo folego e principalmente apoio, deixando assim que nomes que tinham se enfraquecido ganhem novas forças e voltem a sonhar com a possibilidade de se firmarem como nomes certos nas urnas.

Timidamente alguns já estão nas ruas expondo suas intenções a população, outros de maneira mais agressiva já se posicionam como candidatos certos de seus partidos e já negociam apoios e possíveis coligações para fortalecerem suas campanhas.

Dentro desta efervescência politica o que não falta são boatos dando conta de alianças e acordos das mais variadas intenções.

O certo é que enquanto os nomes não estiverem oficialmente definidos pelos partidos e pela justiça eleitoral, a população aguarda e observa atenciosamente cada movimento dos pré-candidatos que surgem e desaparecem na cidade como se fosse um toque de mágica.

Se ser prefeito de uma cidade financeiramente falida  e politica e socialmente dividida é um abacaxi que muitos não querem descascar de jeito nenhum, para outros tantos esta possibilidade se tornou um sonho de consumo e talvez a última tábua de salvação.

Diante deste novo quadro politico que se forma na cidade, o Jornal Tribuna cumprindo a sua missão de informar de maneira imparcial os jordanenses, novamente trás a relação dos prováveis nomes que podem disputar voto a voto a cadeira mais poderosa da cidade nas próximas eleições para que a população faça a sua própria avaliação.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A lista de "Guará" - A Trinuna

Logo depois do feriado de finados a população de Campos do Jordão foi surpreendida pela veiculação de um relatório da unidade de fiscalização do Tribunal de Contas do Estado lotado em Guaratinguetá, dando conta que foram pagos no ano passado (2014), cerca de novecentos mil reais em horas extras a quase cem funcionários públicos locados em cargos de confiança.

A lista vai de “A” a “W”, e os valores pagos variam de pouco mais de cem reais, a quase 67 mil.

Segundo o relatório da unidade de fiscalização de Guaratinguetá, o pagamento de horas extras a funcionários que ocupam cargo de confiança fere a Lei, e desta forma evidencia desrespeito ao princípio da moralidade e da economicidade.

Tanto a administração pública, quanto os funcionários mencionados na lista da fiscalização do Tribunal de Contas deverão ser citados para justificar tais pagamentos e recebimentos.

Independente da alegação do Tribunal de Contas e das explicações dos envolvidos, o mal já foi feito, e os quase cem funcionários mencionados no relatório já foram expostos à expiação pública. E mesmo que façam jus as horas extras recebidas, seu comportamento inevitavelmente passará pelo julgamento moral tanto da sociedade quanto de amigos e familiares.

Em tempos de grande carestia onde faltam até mesmo materiais básicos de limpeza como papel higiênico em muitos departamentos da prefeitura, um gasto de quase um milhão de reais em horas extras a funcionários comissionados em cargos de confiança mesmo que tenha a sua legalidade comprovada, acaba chamando a atenção e causando grande indignação entre a população vitima dos altos custos dos impostos.

A verdade é que assim como o secretario que comeu as custas do contribuinte bolinho de bacalhau e camarão na chapa, os funcionários de confiança da prefeitura que foram segundo o relatório preliminar do Tribunal de Contas beneficiados irregularmente, no mínimo devem boas explicações a toda a população jordanense, tendo em vista que nem tudo que é lícito é honesto.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

República da gambiarra - Jornal Regional

No próximo dia 15 de novembro vamos comemorar os 126 anos que o Marechal Manuel Deodoro da Fonseca deu o primeiro golpe militar no Brasil proclamando a república e apeando do poder o Imperador Don Pedro II.

Até os dias de hoje os brasileiros são alijados de conhecer a sua verdadeira historia, pois o que aprendemos nas escolas são versões românticas escritas pelos vencedores e não a realidade dos fatos. Se fossemos apresentados a verdadeira historia do Brasil saberíamos que assim como quase tudo o que acontece no país a proclamação da república também não passou de um engodo.

Saberíamos, por exemplo, que com a proclamação da república trocamos seis por três, ou na melhor das hipóteses, seis por meia dúzia. Através deste golpe de estado romanticamente intitulado de proclamação da república destituímos um Imperador progressista e austero e entronamos militares e civis perdulários e absolutistas.

O mais engraçado de tudo isso é que a forma básica de governo não sofreu mudanças.

Trocamos os nobres do império pelos coronéis da república; Trocamos os feudos do império pelos currais eleitorais da república; Trocamos os vassalos do reino pelos sindicalistas pelegos e mantivemos tanto a riqueza quanto a pobreza nas mesmas mãos em que estavam desde o fatiamento do Brasil em sesmarias.

Passados 126 anos, o Brasil de republicano ainda não tem absolutamente nenhuma característica, mas mantem bem nítida a sua vocação feudal e escravagista.

Não sou contra a república, mas sou contra quem usa este sistema para se perpetuar no poder com viés absolutista como os reis e imperadores de outrora apoiados na ignorância no povo e em um sistema que já se mostrou fraco.

Se mantivéssemos a monarquia parlamentarista como sistema politico, como são a maioria dos países europeus até hoje, muito provavelmente não estaríamos tão bem quanto eles, mas com toda certeza estaríamos bem melhor do que estamos hoje.

Na verdade o Marechal Deodoro, no dia 15 de novembro de 1889 não proclamou a República Federativa do Brasil, mas sim a República da Gambiarra Tupiniquim.