“Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir”
George Orwell
E por mais uma vez a mesma situação ocorre nas Sessões da Câmara como se fosse um disco arranhado toda vez que um cidadão ousa se manifestar publicamente emitindo a sua opinião a respeito da Casa se utilizando de dispositivo legal assegurado pela Constituição do país os vereadores se unem e como coelhinhos assustados se encastelam no corporativismo político e insultam a inteligência do cidadão quando insinuam que para ter voz na sociedade o mesmo tem de possuir um cargo eletivo ou como disse um dos nobres edis “tem de ter um projeto”.
Sinceramente eu devo ter matado esta aula de Educação Moral e Cívica na escola.
Ate onde eu sei para participar da vida publica no país o cidadão não é obrigado a se unir a meia dúzia de agentes públicos altamente remunerados, mas que insistem em fechar os olhos para a realidade desastrosa da cidade ou distribuir doce no dia de São Cosme e Damião.
As inversões de valores chegaram a níveis insuportáveis tanto que a Câmara que deveria reverberar a voz da população se transformou nos dias de hoje em um clubinho restrito onde o cidadão comum mesmo sendo nominalmente citado e severamente atacado não pode se pronunciar e tem de se contentar em pedir o uso da Tribuna por apenas 15 minutos em outra oportunidade e mesmo assim ainda tem de passar pela aprovação de seus detratores.
Sendo assim as redes sociais surgiram exatamente para corrigir esta distorção e devolver a quem de direito o poder da palavra, restabelecendo a democracia e devolvendo a população a sua liberdade.
Enquanto o Plenário da Câmara estiver sendo usado para discussões abstratas e para a criação de Leis paliativas não a considerarei a minha casa e nem darei o direito a nenhum dos vereadores de ser o meu representante e muito menos o poder de falar em meu nome.
E as insinuações tecidas em Plenário desmerecendo e desrespeitando a opinião da população emitidas no Facebook é a prova de que nenhuma forma de governo gosta de pessoas livres.

