Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

APA - Área de Preservação Alguma.


"A justiça dos homens não tarda e nem falha ela não acontece"
Pretta

Criada em Julho de 84 através da Lei Estadual 4.105/84 a APA (Área de Preservação Ambiental) engloba tanto a região rural quanto a urbana da cidade de Campos do Jordão, ou seja, todo o seu território.

E como todas as demais Leis esta também não saiu do papel, pelo menos e para variar no que diz respeito aos detentores do poder econômico.

Desde que o saudoso Governador Franco Montoro sancionou esta Lei Campos do Jordão vem sendo alvo de inúmeros crimes ambientais, e alguns de alta relevância a ponto de serem conhecidos a nível nacional, mas que até os dias de hoje estão impunes.

Os crimes vão desde a ocupação irregular da área hoje já desocupada, mas ainda degradada da Cachoeirinha, passando pelos empreendimentos de luxo Surya Pan e Blue Mountain até a devastação do único parque da região de Vila Abernessia o Parque dos Cedros.

O que mais assusta nestes processos todos são os inúmeros recursos oferecidos pela justiça para que estes depredadores da fauna e da flora protegidos por lei  para se defenderem e como se nada, absolutamente nada estivesse acontecendo continuarem a sua voluptuosa devastação.

O que estamos vendo hoje no processo de derrubada de inúmeras arvores centenárias no Parque dos Cedros ao arrepio das Leis Ambientais vigentes no Brasil, no Estado e no Município, demonstra como as Promotorias Ambientais são lentas e o quanto as suas determinações são frágeis perante o poderio financeiro e político de determinados empresários e entidades.

A noticia de que em um desrespeito as ordens judiciais os entulhos da desapropriação e posterior demolição das casas da Cachoeirinha que ao invés de serem retiradas e a área recuperada simplesmente os entulhos estão sendo cobertos por terra o que inevitavelmente contaminará a área que deveria por determinação judicial ser limpa e não soterrada, demonstra a quantas os despachos judiciais nesta cidade são levados a sério pela administração.

Tais acontecimentos somente nos dão a certeza que a justiça quando chegar ao Parque dos Cedros para variar e para confirmar a escrita chegara tarde.

Eu reclamo de mais? Não! Eu não reclamo de mais... Apenas o meu nível de exigência que é maior do que o seu.

E como dizia o mestre Raul Seixas: “Atenção, eu sou a mosca. A grande mosca. A mosca que perturba o seu sono. Eu sou a mosca no seu quarto a zum-zum-zumbizar. Observando e abusando. Olha do outro lado agora. Eu to sempre junto de você. Água mole pedra dura. Tanto bate até que fura. Quem, quem é? A mosca meu irmão!”

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Parque dos Cedros...

“A democracia tem necessidade de justiça, enquanto a aristocracia e a monarquia podem passar bem sem ela”
Edgar Quinet

Quanto mais eu procuro saber para o que serve a Câmara Municipal de Campos do Jordão, mais eu tenho certeza que ela não serve para absolutamente porcaria alguma.

E o episódio da Lei molambenta do Parque dos Cedros esta ai para comprovar toda a inércia, incompetência profissional e a incapacidade legislativa em que estão atolados até o pescoço funcionários, vereadores e toda a alcatéia de aspones que se arrastam na aba do dinheiro publico nesta cidade.

A simples propositura do Projeto de Lei 40/12 que retifica uma bazófia descomunal na Lei 3484/11 é um tapa de mão aberta na cara da sociedade jordanense que já deixou claro que não quer que o Parque dos Cedros seja retalhado e oferecido a entidades em troca de favores.

Nesta lambança toda gostaria de destacar que a Casa de Leis da cidade tem nove vereadores, dezenas de funcionários e uma legião de assessores parlamentares, todos pagos a peso de ouro, mas mesmo assim ainda deixou passar uma Lei com erros grosseiros o que denota clara intenção de beneficiar a margem da Lei determinadas entidades da cidade.

Sabe-se la com que argumentos esta entidade conseguiu tanta simpatia por parte do executivo e do legislativo da cidade a ponto destas se submeterem a este ridículo ante a população.

Enquanto contarmos com uma Câmara com comissões com esta qualidade nem o inferno será o limite.

Enquanto os vereadores soltam uma cortina de fumaça nas sessões da Câmara com discursos inflamados a beira de um ataque de nervos no plenário, babando pelos cantos da boca se fazendo de vitimas dos Trolls das redes sociais e das “incabidas” criticas da empresa independente rotulando blogueiros de inconseqüentes e frustrados mais um patrimônio, histórico, cultural, arquitetônico e natural da cidade vai para o saco.

E uma cena surreal que demonstra a absoluto abandono e desalento em que a população se encontra neste momento toma forma com este abraço dos Escoteiros a uma das ultimas arvores restantes onde outrora existia a antiga sede do Oyaguara 106º.



E é com este currículo que a atual prefeita quer ser reeleita, que dois vereadores se acham preparados para comandar a cidade e que outros sete vereadores se acham no direito de permanecer sentados em suas cadeiras.

Enquanto a justiça da cidade repousa eternamente em berço esplêndido na calada da noite a motosserra come solta no Parque dos Cedros.

E quando os elegantes cavalheiros de terno e capa preta resolverem desembainhar a espada da justiça somente encontraram um deserto no centro da Vila Abernéssia.

Meus caríssimos concidadãos infelizmente nos encontramos órfãos. No que diz respeito às instituições da cidade a população esta literalmente no forevis do batráquio!