O Brasil é um país todo errado, da cabeça aos pés. Mas o que mais atrasa o funcionamento do estado é o aparelhamento da máquina pública.
Esta estratégia rudimentar de tomada do poder, usada por todos os governos da era republicana, mas implementada de forma descontrolada e furiosa nos quase 13 anos de governo petista, destruiu qualquer chance de alguém conseguir fazer o país caminhar.
O aparelhamento consiste em dizimar a meritocracia, para beneficiar os camaradas do partido, que são colocados em todos os cargos possíveis, e em todos os lugares onde os tentáculos (sem trocadilhos) do governo possam chegar.
O que parece ser uma estratégia legítima começa a criar problemas quando os apaniguados não têm competência para exercer sua função. O que geralmente acontece.
Pessoas sem preparo profissional, técnico e por muitas vezes até mesmo psicológico, são sempre os premiados para ocuparem estes cargos de confiança, por serem incapazes intelectualmente de exercerem suas funções sem a tutela de algum padrinho poderoso, sempre se destacam por sua “fidelidade canina”. E político prefere se aliar a um subordinado incompetente do que a um competente independente.
A coisa, porém, ficou fora do controle no Brasil. Órfãos de seus tutores poderosos, que além de garantir o emprego também lhes garantiam inúmeras regalias, que se eram legais com certeza também eram imorais, começaram a se rebelar e a criar “vida própria”. Desta maneira, muitas criaturas começam a se achar melhores e até mesmo maiores que seus criadores.
Como muitas destas criaturas têm em seu poder informações comprometedoras sobre seus criadores, acabam se tornando intocáveis dentro da máquina. Podem até perder temporariamente alguma regalia, algum destaque na multidão, ou seu brilho momentâneo, mas sua situação sempre é revista e relevada. Continuam rondando a casa do dono a espera de uma nova oportunidade de entrar.
Isso não acontece somente lá na longínqua Brasília. Isso também acontece ali! Bem pertinho de você.
