Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Hasta la vista, baby.


“Art. 1º São inelegíveis: 
I - para qualquer cargo:
o) os que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, pelo prazo de 8 (oito) anos, contado da decisão, salvo se o ato houver sido suspenso ou anulado pelo Poder Judiciário” 

Criaram um monstro inconstitucional para adoçar o bico do povo, agora tem gente enrolada até as orelhas com as conseqüências que testarão em breve, muito breve a relação do legislativo, e do executivo com o judiciário no Brasil. 

Conforme diz a Lei Ficha Limpa um dos quesitos para um político se tornar inelegível é ser demitido a bem do serviço publico ou traduzindo demitido por justa causa. 

Para quem não sabe ou se sabe se faz de desentendido nossa alcaidessa tem uma pendenga desta natureza desde 2006 quando a revelia começou a responder um processo administrativo dentro da Prefeitura. 

Entenda o caso: 

Em 2006 foi instaurado um processo administrativo dentro da prefeitura para apurar inúmeras faltas injustificadas da então medica pediatra hoje prefeita em seu posto de trabalho fato que culminou com a tal da despença a bem do serviço publico sendo que a alcaidessa avessa a decisão impetrou na justiça comum um mandato de segurança para anular os efeitos do processo administrativo interno da prefeitura que foi prontamente acolhido pelo juízo de primeira instancia em 25 de fevereiro de 2008. 
Integra do despacho:

“Despacho Proferido.
Vistos. I - Trata-se de mandado de segurança impetrado por Ana Cristina Machado Cesar em face de ato do Prefeito Municipal de Campos do Jordão, João Paulo Ismael, que, baseado em processo administrativo n. 01/06, determinou sua demissão por justa causa, alegando, em suma, ocorrência de inúmeras irregularidades na constituição da comissão processante e no trâmite do processo (ofensa à ampla defesa e ao contraditório); ao final, pleiteou liminar para suspender o feito “ofício 118/07 – SMS/ADM” (sic), anulando o processo administrativo. Com a inicial, juntou documentos (fls. 20-305). É o relatório. Fundamento e decido em sede de liminar. Lendo a petição inicial e os documentos que a instruem, nota-se que a impetrante pretende a suspensão da decisão que determinou sua demissão por justa causa (fl. 213 verso), com a anulação do processo administrativo n. 01/06 Plausíveis, nesse momento processual, os argumentos apresentados pela impetrante (seja no que diz respeito a vício na composição da comissão processante, seja no que diz respeito ao respeito ao contraditório e ampla defesa), mostrando-se razoável a possibilidade de perigo na demora caso a liminar pleiteada seja deferida somente ao final. Nesse contexto e momento processual, defiro a liminar para, suspender os efeitos da decisão que acolheu o parecer da comissão processante (para demitir a impetrante por justa causa – PA n. 01/06) e, por conseguinte, determinar que a impetrante retorne às suas funções até nova determinação judicial. Intime-se a impetrada da liminar e notifique-a para que, nos termos do art. 7º, inciso I da Lei n. 1.533/51, apresente as informações no prazo de 10 dias (que deverão ser subscritas pela impetrada). Com ou sem as informações, dê-se vista ao Ministério Público. Após, conclusos. II – Sem prejuízo, deve a impetrante juntar cópia de fls. 39-42 do procedimento administrativo e do ofício mencionado. III - Ciência ao Ministério Público. IV - Int. Campos do Jordão, 25 de fevereiro de 2008. Paulo de Tarso Bilard de Carvalho Juiz de Direito” 
Mas não teve a mesma acolhida pelo tribunal colegiado de segunda instancia que em 9 de agosto de 2011 restaurou a eficácia do processo administrativo e confirmou a dispensa por justa causa (integra da decisão em segunda instancia). 
Trecho do acórdão: “Ademais, conforme documento de fls. 64,é possível constatar que a apelada foi notificada a comparecer na Administração para prestar esclarecimentos em 09.05.2006, tendo sido acompanhada de seu então defensor Luiz Carlos Moreira Costa (fls.68/69), afirmando ainda, naquele momento, que “embora tendo conhecimento de sua carga horária, não tem condições de cumpri-la em razão de seu baixo salário” (sic)” 
Não contente com a determinação de segunda instancia contraria a seu intento ainda impetrou uma ação recisoria para cassar a decisão de segunda instancia que no dia 14 de maio passado julgado foi novamente denegado e mantida os efeitos do processo administrativo com a determinação da demissão a bem do serviço publico o que deixa automaticamente a dama mais poderosa da cidade inelegível por pelo menos oito anos (integra do acordão). 
Trecho do acórdão: “Assim, ainda que em cognição sumária, não se verifica a verossimilhança do direito. 
Inexistindo relevância na fundamentação, indefere-se o pedido de antecipação dos efeitos da tutela recursal.
Processe-se a ação com a determinação seguinte: 
I) Intimem-se os réus, nos termos do art. 491 do Código de Processo Civil, para responder a ação em 30(trinta) dias”. 

Não vou entrar no mérito da questão porque não sou advogado de nenhuma das partes e somente divulgo e comento fatos e não suposições então não quero nem saber quem pintou a zebra, eu quero é o resto da tinta. 

E lógico as explicações dos correligionários da prefeita que estão certos tanto de sua candidatura quanto de sua reeleição. 

Inusitadamente o que trás de bom esta Lei é que pela primeira vez talvez no mundo inteiro uma eleição ira avaliar alem do desempenho dos candidatos também a dos juízes eleitorais. Será que isso vai prestar? 

PS: Em 14 de junho do ano passado postei nas paginas do Corneteiro uma matéria intitulada “Titanic na Mantiqueira?” (integra aqui). 

Logicamente o mundo da política e em especial a politiquinha de Campos do Jordão mais do que o futebol é uma caixa de surpresas e tudo pode mudar, mas creio que tal descrição da situação política atual modestamente não poderia ser tão fiel.

Avante Sucupira!
E phoda-se a democracia!

Vampiros...Eu não acredito! Mas eles existem.

Arqueólogos na Bulgária descobrem esqueletos de vampiros. 

Cemitério de vampiros foi descoberto por arqueólogos búlgaros. 



Arqueólogos na Bulgária encontraram dois esqueletos datados da era medieval cujos peitos foram perfuradas com barras de ferro para impedir que os mortos supostamente se transformassem em vampiros. 

A descoberta, segundo historiadores, ilustra uma prática pagã, comum em algumas aldeias búlgaras até um século atrás. 

Pessoas consideradas más tinham seus corações esfaqueados após a morte, devido a temores de que eles regressariam ao mundo dos vivos para sorver o sangue de humanos. 

Descobertas arqueológicas semelhantes também foram feitas em outros países dos Bálcãs. 

Cemitérios de vampiros. 

A Bulgária abriga cerca de cem áreas que serviram como locais em que pessoas tidas como vampiros foram enterradas. 

Os pesquisadores encontraram os dois esqueletos, datados da Idade Média, na cidade de Sozopol, no Mar Negro. 

"Estes esqueletos atravessados com barras de ferro ilustram uma prática comum em alguns vilarejos búlgaros até a primeira década do século 20'', explicou Bozhidar Dimitrov, que comanda o Museu de História Natural da capital búlgara, Sofia. 

De acordo com o historiador, as pessoas acreditavam que as barras de ferro manteriam os mortos presos às suas covas de modo a impedir que elas as deixassem à meia-noite para atormentar os vivos. 

Ritual 

O arqueólogo Petar Balabanov, que descobriu em 2004 seis esqueletos atravessados por ''barras antivampiro'' na cidade de Debelt, no leste da Bulgária, afirmou que o ritual pagão foi também praticado na Sérvia e em outros países balcânicos. 

Lendas ligadas a vampiros formam uma parte importante do folclore da região. A mais famosa é a que envolve o conde romeno Vlad, o Empalador, conhecido como Drácula, que empalava suas vítimas na guerra e bebia seu sangue. 

O mito inspirou o lendário romance gótico de Bram Stocker, Drácula, publicado em 1897, e, desde então já inspirou uma série de adaptações para o cinema. 

Crânio de vampiro é encontrado perto de Veneza 

Uma equipe de cientistas italianos encontrou na Itália uma caveira com um tijolo aparentemente colocado à força dentro da boca, o que indica que se acreditava que o cadáver era de um vampiro. 

A caveira, de uma mulher, foi encontrada na escavação de uma vala comum onde eram enterradas vítimas de uma epidemia de peste bubônica na ilha de Lazzaretto Nuovo, perto de Veneza, nos séculos 16 e 17. 

Matteo Borrini, da Universidade de Florença, disse que objetos eram colocados na boca de supostos vampiros na época para impedir que eles se alimentassem dos cadáveres de pessoas enterradas nas proximidades, se fortalecessem e passassem a atacar os vivos. 

Borrini, que apresentou suas conclusões na 61ª reunião da Academia Americana de Ciências Forenses em Denver, nos Estados Unidos, disse que, na época da epidemia, muitos acreditavam que a doença era propagada por vampiros. 

Marcas de mastigação 

Segundo ele, na época da epidemia de peste, os coveiros reabriam constantemente a vala para enterrar os corpos de novas vítimas e encontravam cadáveres que eles suspeitavam ser de vampiros. 

Os suspeitos costumavam ser identificados por sinais como "marcas de mastigação" no tecido em que os corpos eram envoltos. 

De acordo com Borrini, estas marcas eram causadas por sangue e outros fluidos corporais que às vezes eram expelidos pela boca dos mortos, fazendo com que o tecido parecesse afundar entre as mandíbulas e romper-se. 

Borrini disse que este pode ser o primeiro ritual de "exorcismo de vampiro" confirmado por evidências arqueológicas e analisada com conhecimentos médicos e técnicas forenses. 

Entretanto, Peer Moore-Jansen, um especialista da Universidade Estadual de Wichita, no Kansas, afirma que encontrou esqueletos similares na Polônia, indicando que a descoberta não é pioneira. 

Veneza foi muito afetada pela chamada peste negra, que atingiu a cidade principalmente entre 1630 e 1631. Estima-se que a epidemia matou até 50 mil pessoas de uma população de 150 mil. 

Fonte: BBC Brasil.

Nota do Blog: Assim como na idade média na Europa hoje também temos nossos vampiros em Campos do Jordão. Pessoas de caráter duvidoso que apesar de perambularem debaixo do sol sem sentir os efeitos da luz se alimentam dos fluidos corpóreos de outras pessoas como o suor, as lagrimas e sangue. 

Por motivos óbvios não podemos sair por ai espetando seus corações enegrecidos com estadas, mas a modernidade nos trouxe outra arma mortal para estes vampiros da era moderna. 

Esta arma na atualidade no Brasil é a mais sofisticada de todo o mundo. Por aqui ela se chama Urna Eletrônica. 

Avante Sucupira!
E phoda-se a democracia!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Osso duro!

Se a justiça vigiasse os políticos e os partidos como o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) e alguns desocupados do governo federal vigiam as empresas e o povo deste país as coisas seriam bem diferentes cá embaixo. 

A começar pela propaganda política enganosa e de mau gosto. 

No Brasil de hoje ai da empresa que fabrica o tal do aparelho de barbear que promete fazer o tal de na primeira é tcham, na segunda tchum e... Tcham, tcham, tcham, tacham... Se alguma coisa desafinar no banheiro de algum Bostonaldo Brasil afora! 

Porem o que a justiça... Puts agora que me veio à cabeça uma coisa! Será que Tribunal de Contas pode ser considerado justiça? 

Kkkkkk, cara que loco! Acho que estou dando bom dia a cavalo faz tempo. 

Bom... Não vai ser a primeira vez que fico esperando algo de ninguém. 

Voltando a propaganda enganosa... Enquanto os ficais do Sarney, o CONAR, o PROCOM, a Esplanada dos Ministérios, a Presidentuça e seja mais quem estiver de olhos esbugalhados nos comerciais escandalosos de lingerie da Gisele Bündchen, na propaganda homofóbica de cerveja da Schin, no vídeo racista do pagodeiro sonso com o bolero andrógeno e em quantas vezes a tal da lamina passa no rosto do camarada sorridente da propaganda, a coisa aqui em baixo vai de mau a pior e a determinação do TC na primeira fez tcham, na segunda fez tchum e na terceira... Niente!

Do que estou falando? Simples! 

Estou falando que enquanto a indústria e o povo tem de pagar zilhões de impostos para trabalhar e produzir e assim mesmo ainda tem de passar pelo crivo “cientifico, filosófico e antropológico" de um sem número de vagabundos que não tem nada a fazer o dia todo a propaganda enganosa política rola a solta Brasil afora. 

Enquanto empresas e trabalhadores ficam com seu trabalho ou produto sub judice a espera de um parecer “técnico” de um monte de aspones federais, estaduais, municipais e outros "ais" a mais, pela zilionésima vez(integra aqui) o "re" e põe "re" nisso recurso de um ex-presidente da distinta casa de leis de Campos do Jordão a respeito das contas do exercício de 2007 da Douta Casa foi negado. 

Se uma empresa, que paga impostos, gera empregos, riquezas e divisas ao país se “engana” em sua propaganda ela é obrigada a imediatamente retirar o seu comercial do ar e a ressarcir possíveis prejuízos causados aos consumidores que por ventura tenham consumido seu produto no decorrer da malograda peça publicitária! Porque cargas d’água os políticos deste país podem manter sem prejuízo algum e por cinco anos intacta sua imagem de político ficha limpa enquanto sua condenação aprovada, sacramentada e sei sei lá mais que termo possa ser usado para passar de vez a régua nesta bendita conta da Câmara Municipal de Campos do Jordão enrolando e enganando os eleitores que mantém a fidelidade de seu voto nestes políticos ou que votarão cegamente em quem estes indicarem pô!? 

Ta ficando chato para os advogados, para os Conselheiros e principalmente para o povo ficar de espectador de uma enrolarão sem fim destas. 

Cáspita! Ou tá regular e tem gente de sacanagem no TC, ou tá irregular e alguém tem de colocar um fim neste interminável toma recorre, toma recorre. 

Caraca meu! Já passou da hora deste boçal Tribunal de Contas mostrar a que veio. Porque a que não veio todo mundo já sabe. 

Avante Sucupira! 
E phoda-se a democracia!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Um país de tolos! Sejam pobres ou ricos.

Para variar e por falta de opção não tenho TV por assinatura em casa, ontem tive de ficar por mais uma noite refém das bizarrices da TV aberta brasileira uma dose cavalar de mau gosto, imbecilidades, baixarias e agora palco para bajulação do sapo barbudo de Caetés.

A única coisa que realmente os militares talvez tenham de se desculpar perante o povo brasileiro seja à criação desta figura lamentável que se aproveita da ingenuidade e da miséria do povo brasileiro para levar vantagem em tudo. Um mafioso travestido de pai dos pobres. Uma vergonha!

Zapeando os canais não tive estomago para sequer ouvir por um segundo a “entrevista” que o boquirroto de Pernambuco deu ao demagogo do SBT, que se diz enojado com a política, mas mamou nas tetas do povo por quase vinte anos como vereador e deputado estadual e deixou seu filho como herdeiro da mamata. E agora leva o chefe da rataiada da casa da luz ops! Estrela vermelha para fazer campanha antecipada para o incompetente do Haddad que apesar de ter nas mãos a maquina estatal federal não conseguiu fazer sequer um ENEM funcionar a  prefeitura de São Paulo. O Ratinho e o Ratão se completam.

Lembrei no mesmo instante de um vídeo que vi no Blog do meu amigo Geraldo Lina a respeito da precariedade da saúde no Brasil e os investimentos na copa, realmente este povo de merda merece a forma como vem sendo tratada há séculos.

Quando os milhões de Merdicreydes e Bostonaldos enrolados na bandeira tupiniquim estiverem cantando o hino nacional na abertura da copa da vergonha no gambazão de Itaquera, no Maracanã ou em qualquer dos outros elefantes brancos espalhados pelo país milhares de brasileiros estarão morrendo nas filas, nas portas e nos corredores de pocilgas chamadas de hospital a míngua, sem sequer terem direito a morrer com um mínimo de dignidade.

E tem um monte de babaca metido a politicamente correto por ai metendo o dedo na cara dos outros dizendo para ser mais participativo ao invés de reclamar da vida. O meu imposto poder ser usado para construir estádio para marginal despeitado e para dar mordomia para a máfia Suíça, mas não poder ser gasto no tratamento de saúde de quem bebeu, fumou, mas tambem trabalhou a vida toda, isso sem falar nos empresários verdes e com cosiência social que acham, que fazer mutirão e adotar escola, praça, biblioteca ou seja lá o que for vai ser a saida deste mar de merda em que o brasileiro esta atolado até as orelhas. Ah! Vão laber sabão bando de zé ruela.

Enquanto o brasileiro continuar achando que o Brasil só funcionará no futuro os políticos vão continuar fudendo o presente.


Só para lembrar este hospital ai embaixo não esta lá nos cafundós das terras dos Sarneys, Collors, Magalhães e sei lá que corronéis mais do nordeste brasileiro. Este hospital ai embaixo esta no Rio de Janeiro, uma das cidades mais ricas do país e capital da república a menos de 53 anos.


Avante Sucupira!
E phoda-se a democracia!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Um pito memorável.

Esclarecimentos do Ministério Público à população jordanense, turistas e demais a respeito da implantação da Estação de Tratamento de Esgoto de Campos do Jordão: 

Dr. Jamil Luiz Simon. 

Em 17 de julho de 2011, discursando em evento festivo na praça de Vila Capivari, a Prefeita de Campos Jordão, Ana Cristina Machado César, ao lado do Governador deste Estado, Geraldo Alckmin, de outros Prefeitos, de Secretários de Estado e Municipais, de representantes da Sabesp, deste Promotor de Justiça e de grande público, atribuiu a si própria todo o mérito pelo início das obras da Estação de Tratamento de Esgoto nesta cidade. Lastimáveis as pa-lavras da Chefe do Poder Executivo de Campos do Jordão. Eu não podia acreditar no que estava ouvindo! 

Vocês acreditam que ela foi capaz de fazer isso? Sim, foi! Mesmo sabendo que este Promotor de Justiça lá estava e poderia até pedir a palavra para esclarecer os fatos, expor a verdade sobre a implantação da estação de tratamento de esgoto, como faço agora. 

Estou muito indignado! Sim, porque a Prefeita sabia e sabe muito bem que a Sabesp construirá a ETE nesta cidade porque foi condenada pelo Poder Judiciário a fazê-lo, e não porque ela, Prefeita, fez alguma coisa de relevante para tanto, como quis convencer por suas palavras desvestidas de sinceridade e somente revestidas de interesse em sua promoção pessoal, de interesse politiqueiro! 

A condenação judicial aconteceu porque, em 28 de julho de 2000, há onze anos, o Ministério Público do Estado de São Paulo, por seu Promotor de Justiça do Meio Ambiente, propôs Ação Civil Pública pedindo fosse a Sabesp condenada a obedecer ao artigo 208 da Constituição do Estado de São Paulo que dispõe: 

Artigo 208 – Fica vedado o lançamento de efluentes e esgotos urbanos e industriais, sem o devido tratamento, em qualquer corpo de água. 

Ora, como a Sabesp não pode colocar todo o esgoto gerado na cidade em garrafinhas e guardar no seu quintal, então somente a construção de uma estação de tratamento de esgoto se mostra como solução tecnicamente viável para o fiel cumprimento da lei, da Constituição do Estado de São Paulo. 

Nem mesmo as ONGs ou associações ambientais locais podem se gabar pelo início da construção da ETE. Não mesmo! Associações devidamente constituídas têm legitimidade, tal qual o Ministério Público, para propositura de ações civis públicas, nos termos do artigo 5° da Lei Federal 7.347/85. Porém, nenhuma ONG ou associação propôs qualquer ação judicial contra a Sabesp. Repito: a ação que levou à condenação da Sabesp foi proposta pelo Ministério Público, representado pelo Promotor de Justiça de Campos do Jordão. 

Então, em 28 de março de 2001, o Dr. Jorge Corte Júnior, Excelentíssimo Juiz de Direito da 2ª Vara naquela época, acatou o pedido do Ministério Público econdenou a Sabesp a atender ao artigo 208 da Constituição Estadual, concedendo-lhe prazo de 540 dias para cumprimento de sua obrigação, contados da propositura da ação (28 de julho de 2000), pena de pagamento de multa de R$100.000,00 (cem mil reais) por dia de atraso. Esse prazo venceu em 19 de janeiro de 2002, há nove anos e meio. 

Inconformada com a condenação, a Sabesp recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo, mas não obteve sucesso em seu recurso. Ou seja, a sentença condenatória foi confirmada, fato que ocorreu em 23 de maio de 2006. O resumo da decisão do Tribunal de Justiça na Apelação n° 235.218-5/2-00 (Desembargador Relator Carlos de Carvalho) é este: 

Dano ambiental – Emissão de efluentes e esgotos – Inexistência de rede de tratamento – Responsabilidade objetiva da SABESP – Ausência de cerceamento de defesa – Prova contundente de dano ambiental – Garantia constitucional de direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado – Sentença mantida. 

O Tribunal de Justiça apenas reduziu a multa de R$100.000,00 por dia para R$10.000,00 (dez mil reais) por dia de atraso da Sabesp no atendimento da proibição de lançar esgoto sem tratamento nos rios e córregos deste Município. 

A Sabesp também não se conformou com a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo e, assim, interpôs recurso perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Ou seja, em 2006, a Sabesp revelou falta de vontade de atender ao artigo 208 da Constituição Paulista. 

O tempo foi passando e, muito preocupada com o elevado valor da multa de R$10.000 ao dia, acumulando-se desde 19 de janeiro de 2002 e totalizando R$ 34.660.000,00 (trinta e quatro milhões e seiscentos e sessenta mil reais) até 17 de julho de 2011 (sem computar correção monetária e juros de mora), a Sabesp propôs ao Ministério Público a celebração de acordo para por fim ao processo. Então, como Promotor de Justiça do Meio Ambiente nesta cidade, examinei a proposta, fiz contraproposta com cláusulas que atendessem aos interesses ambientais locais e chegamos a um consenso de forma que a Sabesp: 

1- Desistirá do recurso que está no Supremo Tribunal Federal; 

2- Construirá a Estação de Tratamento de Esgoto, com custo de cento e seis milhões de reais, devendo iniciá-la ainda neste mês e termi-ná-la em dezembro de 2013; 

3- Ampliará a rede coletora de esgoto, beneficiando mais três bairros de população adensada desta cidade, de forma que, até 31.12.2016, será coletado e tratado cerca de 95% o esgoto gerado neste Município (nos bairros não contemplados, utilizam-se fossas sépticas, de forma que o esgoto não é lançado em corpos d’água); 

4- Plantará 16.667 árvores em áreas que serão ainda definidas, sendo que dezenas delas serão plantadas no canteiro central da principal avenida desta cidade para eliminar as falhas de Platanus e Liquidambar; 

5- Implantará, em seu terreno situado na Lagoinha, o Centro de Convivência Ambiental constituído por núcleo de educação ambiental; viveiro de mudas; centro de reciclagem e trilhas com placas educativas. 

O acordo foi homologado em 18 de julho de 2011 pelo Excelen-tíssimo Senhor Doutor Paulo de Tarso Bilard de Carvalho, Juiz de Direito da 2ª Vara desta Comarca. 

Agora que todos sabem a verdade, pergunto: a Prefeita nos respeitou com seu discurso em Vila Capivari, em 17 de julho de 2011?

Oscariotes.



Chegou ao fim a novela do pobre menino rico Oscariotes. 

Mesmo com a proteção da imprensa antisaopaulina a coisa ficou insustentável para o bandidinho, para seu patrono mafioso Bertolucci e para o Internacional que achou que poderia se beneficiar com a falta de caráter do menino e levar na mão grande o jogador.

A gora com a maior cara de bunda do mundo o Juca Kfouri tem de enfiar o rabo no meio das pernas e engolir mais esta, e agora distorce a verdade para não ter de dar o braço a torcer como sempre lhe foi peculiar. Jornalistinha bunda mole bem ao estilo curica safado.

Perde Oscar que escancarou sua falta de caráter e tendência a delinquência.

Perde o Bertolucci que achou que aprendeu alguma coisa com seu amigo mafioso Kiavash Joorabchian e teve de desembolsar a grana devida ao São Paulo.

Perde o Internacional que mostrou que não esta nem ai para as leis do país e nem pestanejou em sacanear o São Paulo para ter um mau caráter vestindo a sua camisa.

Ganha não o São Paulo, mas o futebol brasileiro que mostrou a canalha futebolística e aos jornalistas torcedores do país que apesar de um monte de maçã podre em seu meio a justiça trabalhista do país ainda funciona.

Avante Sucupira!
E phoda-se a democracia!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

No Brasil quem pode mais, chora menos...

Quando era pequeno lá em Barbacena, é galera já fui pequeno um dia podem acreditar! Me diziam que quando ficasse mais velho iria ter mais paciência com as pessoas e com as coisas da vida. 

Cara isso literalmente não deu certo comigo. A cada ano que passa eu fico mais cão danado, e faca nos dentes do que nunca, me sinto uma espécie de Dr. Jekyll com o Mr. Hyd prestes a tomar conta de vez da situação. 

Daí tomei uma decisão! Já que o mundo não muda, muda o Blog. 

De hoje em diante o Blog vai se utilizar quando necessário de uma forma mais despojada de comunicação, vai falar do jeitinho que o povo entende sem meias palavras. 

A formalidade e o politicamente correto deu o que tinha de dar e chegou ao seu fim. 

Estamos atravessando mares bravios onde o cavalheirismo não tem mais vez. 

De hoje em diante o esculacho vai ser amplo, geral e irrestrito. 

Adianto para os sonsinhos e sonsinhas de plantão garotinhos e garotinhas de recado que estão esfregando as mãos a espera de alguma baixaria e palavrões gratuitos para correr levando a novidade e a cabeça do Corneteiro em uma bandeja de prata aos palhaços de terno e aos carcarás sanguinolentos da política local, que podem tirar o pocotó da garoa. 

Esculacho aos estreitos de vocabulário não tem nada há ver com baixaria. 

E como sempre nomes não serão citados, e muito menos a vida privada alheia será alvo de comentários, mas os posts com certeza serão bem mais apimentados e diretos. 

Esta mudança não foi planejada ou faz parte de um projeto maior. 

É uma evolução normal, para os poucos que acompanham as paginas do Blog desde a sua inauguração em novembro de 2008 já perceberam que o Blog passou por inúmeras mudanças de conteúdo nestes quatro anos de estrada. 

Criado para ser apenas um arquivo de documentos e ferramenta de discussão de vários assuntos do cotidiano da cidade e do mundo em pouco tempo acabou sendo totalmente absorvido pela política tornando-se com o Blog da Liga da Justiça Popular da Deborah Cocci um dos dois únicos veículos de comunicação na mídia independente da cidade com clareza de opinião e sem medo de tornar publico o que se fala nas ruas e o que o povo pensa e espera dos políticos profissionais da cidade. 

A mudança se fez necessária porque a paciência acabou, o saco encheu, a luz no fim do túnel se apagou e a porra do Brasil não mudou! 

E como as eleições municipais deste ano têm tudo para ser um show de horrores com direito a latrina a céu aberto e com a posse de uma legião de tiriricas mal acabados, nada mais oportuno do que um registro a altura da orgia de corruptos e corruptores que por aqui chamam de campanha eleitoral. 

E dependendo das Merdicreydes e dos Bostonaldos que me aparecerem nas urnas este Blogueiro pela primeira vez em sua vida não irá votar em ninguém. 

Avante Sucupira!
E phoda-se a democracia!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Rede de intrigas.

Com a desculpa de preservar o meu lado profissional a cerca de um mês atrás fui “aconselhado” a não mais perambular pelo Facebook em horário comercial, para que não corresse o risco de ter minhas opiniões vinculadas à empresa onde trabalho.

E como no momento estou trabalhando praticamente 12 horas por dia sem hora de almoço, confesso que as horas que tenho em casa prefiro gasta-las em conversas com meus filhos e com minha esposa do que na frente de um computador e logicamente quem me aconselhou sabia muito bem disso assim uniu o útil ao agradável e de uma única tacada alcançou o seu intento que era o meu afastamento das redes sociais.

Mas como dizia minha sabia mãe tudo tem seu lado bom, é somente manter a calma e avaliar a situação como ela realmente é, e não como a enxergamos no momento.

Dando este tempo por motivos alheios a minha vontade com pontuais participações comecei a ter uma visão mais critica e apurada dos diversos Grupos formados no Facebook.

E o que acabei constatando não foi nada alentador.

Apesar de todo esforço empreendido ainda estamos vivendo na era das panelinhas, com a pequena diferença que agora estas panelinhas são virtuais.

Grupos que se dizem abertos a debates e voltados à liberdade de expressão, mas sempre que se deparam com um assunto polemico correm para abafar o caso, minimizar as opiniões contrárias a moral de os bons costumes das classes sociais mais abastadas e política da cidade, desmerecendo quem ouse se opor ao status quo.

Tristes figuras que deixaram um rastro de destruição, maus feitos e desgastaram sua moral após se declararem os salvadores da pátria e se tornaram algozes do povo jordanense, tentam através destes grupos recuperarem sua imagem de senhores e senhoras de respeito e sucesso profissional, com a ajuda de uma legião de lambe botas, que teimam em confundir saldo de conta bancaria com caráter.

Um sem numero de especialistas políticos e indignados de ultima hora se espalham pela rede contaminando o trabalho de muitos que durante anos não se esconderam atrás de pré-candidatos ou candidatos e nem se omitiram diante dos desmandos dos poderosos da vez e colocaram literalmente a cara a tapa.

Diante da repetição desta realidade o que digo acaba sendo confirmado: A verdadeira política não se faz durante as eleições e sim depois na fiscalização e na cobrança dos eleitos durante todo o seu mandato.

Um trabalho diário que não agrada as castas mais altas da cidade e não interessa as mais baixas.

Apesar de ser um apaixonado por política no período de eleição ela me enoja, quando constato o quanto o político e o povo se nivelam por baixo, se parecem, se merecem e são cúmplices da desgraça social, política e moral que assola o país inteiro.

Políticos rastaqüeras alimentados por eleitores parvos e velhacos.

Um período que deveria ser a celebração da liberdade e da cidadania que se transforma em um mercado a céu aberto onde os políticos vendem ilusões e o povo a sua dignidade.

Em tempos bicudos como diz uma amiga tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo.

Pois passado este período de orgia política coletiva teremos muito, mas muito trabalho pela frente.


A verdade! Nada além da verdade.

Mãe de vítima da ditadura na Argentina elogia Brasil.

SYLVIA COLOMBO
DE BUENOS AIRES


Na noite do dia 23 de outubro de 1976, cinco homens vestidos em roupas de civis entraram na casa de Graciela Fernández Meijide. Além da família, estavam no apartamento alguns amigos de seus três filhos. Os repressores pediram por Pablo, que tinha 17 anos.

Desesperada e sem poder fazer nada, a última coisa que se lembra foi de ter entregado um pulôver para que o filho se agasalhasse.

Meijide, 81, nunca mais viu Pablo e não sabe o que aconteceu com ele. Supõe que tenha sido levado para um centro clandestino no Campo de Mayo e morto.

"Espero que tenha sido com o mínimo de dor e o mais rápido possível", diz, hoje, em seu apartamento no bairro de Belgrano, em Buenos Aires.

Então professora de francês, Meijide conta que, nos meses que se seguiram ao desaparecimento, só o que queria era acertar um tiro na cabeça dos líderes do regime militar argentino (1976-1983).

Com o tempo, porém, aproximou-se da luta dos grupos de direitos humanos, e em 1983 passou a integrar a Conadep (Comissão Nacional de Desaparecimento de Pessoas), instituída durante a gestão de Raúl Alfonsín e que tinha como objetivo descobrir o que aconteceu com os desparecidos durante a ditadura.

"Quando percebi que poderia ajudar a esclarecer a verdade e que os responsáveis pelas torturas e pelas mortes podiam pagar por isso, voltei a acreditar na sociedade e na justiça. Trabalhar para encontrar a verdade me fez esquecer a vingança."

A Conadep trabalhou por nove meses e elaborou uma lista com 7.954 nomes e suas histórias.

O relatório serviu para alimentar os julgamentos massivos contra repressores, que ocorrem na Argentina até hoje. Além do ex-ditador Jorge Rafael Videla, que cumpre pena perpétua numa penitenciária militar, estão presos quase 500 repressores.

Leia, abaixo, os principais trechos da entrevista de Meijide, que foi também senadora, à Folha. *

Folha - Por que a Argentina pôde reunir uma comissão para tratar dos crimes da ditadura tão cedo, logo após a restituição da democracia?
Graciela Fernández Meijide - Não gosto de dizer que a Argentina foi pioneira, porque em muitos países tenho certeza de que havia grupos da sociedade que queriam fazer o mesmo e não conseguiram. O Brasil e o Chile, por exemplo, optaram por uma saída mais pactada dos militares do poder. No nosso caso, os militares saíram desmoralizados, após o fim da Guerra das Malvinas e do vexame da derrota. Era mais fácil instalar uma comissão para investiga-los aqui, pois estavam muito desprestigiados.

Folha - Foi o efeito positivo da guerra.
Meijide - Exatamente. Perdemos vidas de soldados e perdemos para sempre a possibilidade de resgatar as ilhas. Mas recuperamos a democracia. E a recuperamos sem que os militares pudessem impor ou mesmo pedir nenhuma condição sobre como deveria ser a transição. Além disso, a derrota fez com que as pessoas passassem a acreditar nos rumores de que estavam matando gente nos porões da ditadura. Se dizia: "se foram capazes de nos levar a essa derrota, é porque foram capazes de fazer tudo o que dizem que estão fazendo.

Folha - Por que a Conadep foi criada por meio de decreto, e não por uma lei?
Meijide - Houve uma tentativa de estabelecer uma comissão bi-cameral, ou seja, aprovada pelo Congresso. Mas em ambas as câmaras havia peronistas ou partidos de direita que eram contra a investigação dos crimes, ou por ideologia ou por estarem envolvidos. Alfonsín não queria causar um racha, pois desejava restaurar a institucionalidade do país. Então optou por um decreto em que instituía uma comissão de notáveis, formada por 12 membros.

Folha - Como a Conadep trabalhou?
Meijide - Usamos como base o que havia sido preparado por organizações de direitos humanos, que já tinham reunido muitas denúncias de abusos. Com a propaganda do início dos trabalhos, muita gente passou a nos procurar.

Folha - E o que faziam a cada denúncia?
Meijide - Mandávamos ao local indicado pela testemunha um arquiteto, para desenhar um mapa, um fotógrafo e um membro da comissão. Ouvia-se gente, preparavam-se imagens e fazia-se um relatório, que virava um documento público.

Folha - Quem mais fazia denúncias, familiares ou colegas?
Meijide - Havia de tudo. As famílias iam reclamar os desaparecidos, mas quem tinha mais informação eram os colegas de célula, sobreviventes dos centros clandestinos, estes puderam dar muitos detalhes sobre as mortes.

Folha - Tinha-se uma ideia do tamanho da repressão antes do início dos trabalhos da Conadep?
Meijide - A sociedade em geral, não. Ouviam-se histórias, todos conheciam alguém cujo paradeiro era desconhecido. Nas organizações de direitos humanos, sabíamos um pouco mais. Me surpreendi, por exemplo, quando cheguei à Conadep, porque ainda se buscava muita gente que se acreditava estar viva e eu sabia que as esperanças eram muito poucas, porque a ordem era matar.

Folha - A questão do número oficial de desaparecidos é uma grande polêmica. A sra. defende que não se fale mais em 30 mil, pois esse número seria falso. Por que? Que número deveria ser usado?
Meijide - A Conadep chegou ao número de 7.954 desaparecidos, depois de esgotar todas as denúncias, daqui e do exterior. Se contarmos também o número de corpos que apareceram depois, teremos um pouco mais de 11 mil. Mas não 30 mil, esse número não existe. Minha teoria é de que surgiu no exílio. Os guerrilheiros e militantes que fugiam da Argentina não encontravam na Europa um grupo irmão. Comunistas e trotskistas do Brasil ou do Chile encontraram pares lá. Não os argentinos, porque eram peronistas e, para a esquerda europeia, os peronistas eram fascistas. Para fazerem-se ouvir, aumentaram o número, para se aproximar da noção de genocídio. Trinta mil é um número irreal, uma construção, necessária naquele momento.

Folha - Como a sra. vê a Comissão da Verdade no Brasil?
Meijide - Parte-se de um princípio muito positivo. Quando vi a foto de Dilma com os outros ex-presidentes, senti inveja. Na Argentina isso hoje não seria possível por causa dos enfrentamentos. E Dilma, além de demonstrar um poder muito grande de convocar a todos, quis dizer que seu caminho é o institucional, que não se trata de uma decisão do governo dela, mas de Estado. No que diz respeito a direitos humanos, o Brasil iniciou um processo com FHC e Lula que é difícil que retroceda. E isso é muito bom.

Folha - O que deve almejar a Comissão da Verdade?
Meijide - Há aspectos positivos no fato de se estar mais distante no tempo do fim da ditadura. Como não há um vínculo direto com a ideia de julgamentos, como era o nosso caso, a comissão pode se dedicar apenas ao que o seu nome indica, alcançar a verdade. Quando se está pensando em justiça, de certo modo nos afastamos da verdade. Deve-se almejar a verdade histórica. Existem duas categorias de memória. A primeira é a da memória fixa, que corresponde à vítima e seus parentes e amigos. Essa se congela no dia da desaparição, e é como se aquela pessoa fosse arrancada do convívio todos os dias. Mas há uma memória histórica que avança e que nos faz perguntar os porquês.Não é fácil para quem foi vítima trabalhar esse tema, e digo por experiência pessoal. Esse é o registro da memória que pertence ao país, a esse têm direito todos os brasileiros. A comissão precisa se concentrar nessa memória histórica.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Magoou princesa?


Lendo a ultima edição de um jornal da cidade onde um ex-prefeito que olha só como o mundo dá voltas hoje é colunista como este que lhes escreve, mas logicamente e graças a Deus em jornais diferentes, é claro! Não pude deixar de vestir a carapuça, e não tinha como não vesti-la tendo em vista que o idiota de plantão que o colunista cita em seu texto sou eu.

A desavença de opiniões ocorrida no Facebook meses atrás teve origem na discussão a respeito do direito de um cidadão fumante ou consumidor de bebida alcoólica fosse ele um alcoólatra ou fumante inveterado ou não de ter um atendimento digno nos órgãos públicos de saúde da cidade.

E realmente foi muito interessante constatar como funciona a cabeça de alguns administradores públicos da cidade que felizmente já passaram.

O nosso ex-prefeito e agora colunista, por exemplo, tem a teoria de que um cidadão que tenha por habito consumir um ou outro destes produtos ou até mesmo os dois perde o direito a reclamar de um atendimento medíocre em nosso Pronto Socorro local.

A minha por outro lado era exatamente oposta a sua. Minha teoria neste caso é simples e clara. Vivemos em um país onde a produção, o comércio e o consumo de cigarros e bebidas alcoólicas são liberados e sobre eles recaem altos impostos, que são pagos pelas três partes envolvidas, então o “Estado” no caso a prefeitura teria (tem) o dever de prestar o devido atendimento médico ao cidadão que os consome quando este atendimento se tornasse necessário.

E olhem só! Não é que o grande empresário e deprimente prefeito se incomodou por demais com minha opinião e ficou com o assunto literalmente atravessado na garganta como uma espinha de peixe a ponto de meses depois com a miraculosa descoberta de um artigo de um famoso médico que cultiva o mesmo ponto de vista simplista e néo-pequeno burguês que ele, sair correndo como um adolescente para frente de seu computador e espumando pelos cantos da boca e mentalmente anestesiado por ser seu argumento compartilhado por tão “importante” figura pública que sem pestanejar deixou de lado a sua postura rebuscada e sua sempre segura e polida linha editorial e a mim um insignificante ser e um desairoso blogueiro se referiu então aliviado em sua coluna como “um dos idiotas de plantão”, e de “reclamão”; Bom... Deixa pra lá! Se fosse há uns treze anos atrás até ficaria preocupado com a opinião do dito cujo, mas hoje, e por motivos que todos estão carecas de saber chega a ser um elogio não ter a mesma opinião do digníssimo ex-prefeito.

É desalentador, desgastante e muito frustrante para um cidadão comum, habitante da mais baixa faixa da pirâmide social da cidade ter de lembrar a esta ilustre personalidade que por quatro anos se apoderou do mais importante cargo público da cidade que a obrigação de oferecer um atendimento médico ao cidadão brasileiro seja por que motivo for não é uma imposição do tal idiota de plantão em particular ou seja um fato que possa ser colocado em duvida ou sequer discutido; e sim um direito assegurado pela CF (Constituição Federal) nos artigos 6º, 23º inciso II, 30º inciso VII e 196º, pela CE (Constituição Estadual) nos artigos 149º inciso III, 219° parágrafo único, alíneas 2 e 4, 220º, 222º incisos IV e V e 223º inciso I, e finalmente pela LOM (Lei Orgânica Municipal) nos artigos 6º inciso VII, 7º inciso II, 160º, 161º inciso III e pelo artigo 162º parágrafo único.

Se mesmo com todas estas determinações nosso ex-prefeito apregoa aos quatro ventos até os dias de hoje que o “Estado” (prefeitura) não tem o dever de proporcionar ao cidadão um serviço de saúde de qualidade por este ser um consumidor de determinados produtos mesmo sendo estes produtos considerados lícitos pelas Leis nacionais e portanto de livre consumo, realmente não foi por culpa das tais “forças ocultas” que sua administração foi à pior da historia da cidade.

Quanto ao doutor em questão sem duvidas é um rapaz esforçado e por isso merece nossa atenção. Of course! Porem como todas as comoventes figuras que se tornam celebridades em nosso país ele se esquece de um pequeno detalhe: Ele é apenas um médico e não Deus.

Neste sentido e por força de seu juramento, o de Hipócrates e não o do hipócrita ele tem o dever de atender a todos sem distinção, e não prejulgar, avaliar, questionar ou rotular a conduta pessoal de um paciente e na falta da lembrança desta formalidade de sua cerimônia de formatura, que tanto o médico como o ex-prefeito se recolham a sua insignificância e se atenham a Constituição da Republica em especial ao Artigo 5° inciso II que diz:

“Artigo 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.

Desta forma enquanto as Leis brasileiras (federal) não proibirem a produção, o comércio ou o consumo de cigarros e de bebidas alcoólicas em seu território, ninguém pode questionar estas condutas, sendo estas opções única e exclusivamente de foro intimo de cada um. Ao mesmo tempo médicos e agentes públicos têm sim o dever e a obrigação constitucional, profissional, ética e moral de assegurar a todos os cidadãos brasileiros independente de suas escolhas pessoais um atendimento se não VIP como propôs o colunista, ao menos digno da pessoa humana pelo simples fato que este atendimento já esta devida e antecipadamente pago com o sangue e com o suor do trabalho deste mesmo cidadão.

Quanto às agruras que o cargo de prefeito traz a seu detentor existe um ditado popular que da uma opção: Se não agüenta, bebe leite.

Ah! Já ia me esquecendo... Caríssimo! Com certeza não vou mudar o mundo com meus dedinhos nervosos e com minha conduta beligerante, mas sem duvida é sempre melhor ser um cidadão reclamão do que um político la...mbão!

É como sempre digo: Minha personalidade sempre foi mais para Ozzy Osbourne do que para João Gilberto.

E dane-se!