Frase do dia

“Não sou contra o governo com o intuito de me tornar governo. Sou contra o governo porque ele é contra o povo”

Reginaldo Marques

terça-feira, 29 de julho de 2014

Quem ganhou, ganhou. Quem não ganhou... Não ganha mais!

E a temporada 2014 chegou ao seu fim sem para muitos sequer ter começado.

Mais uma vez meia dúzia não tem do que reclamar, mas o resto, que se resume a 99% da população e do comércio começam a juntar os cacos e fazer as contas para avaliar os prejuízos de mais um ano completamente perdido.

Um iate de luxo sem comandante e a deriva em alto mar, esta é a melhor definição para Campos do Jordão hoje.

Uma cidade que tem tudo para dar certo: clima, paisagem, localização geográfica, riquíssimo parque hoteleiro, gastronomia de primeiro mundo, população pacata, transito civilizado, enfim tudo que uma cidade que depende de seus visitantes, sejam eles de que classe social for, precisa para proporcionar aos turistas uma experiência inesquecível e a sua população uma qualidade de vida no mínimo decente, mas que nas mãos de gente sem compromisso com a terra simplesmente não decola e esta se tornando aos poucos na Detroit tupiniquim: rica e pungente em seu passado, pobre e superada no seu presente e sem futuro nenhum a sua frente.

A completa falta de um plano turístico que atenda a realidade da cidade sem firulas midiáticas, sem interesses pequenos e classistas e que atenda a todos os problemas da cidade se faz urgente e dentro dele sem mais demora ou desculpas deve se incluir os abandonados pontos turísticos e as sempre excluídas Vilas Abernéssia e Jaguaribe, e esta reivindicação não é mais uma simples questão de “inveja” das regalias históricas as quais Capivari sempre teve direito – se trata de uma questão de sobrevivência do comércio e da parcela da população que dele depende e que não se concentram mais somente naquele reduzido e privilegiado espaço.

Campos do Jordão precisa de Capivari, mas é bom lembrar que sem o restante da cidade Capivari também não existe.

Não há mais espaço para amadorismo e menos ainda para a soberba, o projeto turístico implantado pela atual administração fez água... Afundou! E com ele levou nossas esperanças. Que eles tenham a humildade de dar a mão a palmatoria e recomeçar de maneira seria seu governo indicando depois de um ano e meio um Secretario de Turismo a altura de Campos do Jordão.

E mais do que um simples burocrata a cidade precisa de alguém que agregue não só valor ao turismo, mas principalmente que recupere a sua identidade. Campos do Jordão desapareceu do cenário turístico nacional há muito tempo para dar lugar a uma cidade fictícia - a Suíça Brasileira - que existe somente nas pranchetas dos arquitetos da cidade.

E que não me venham novamente com o desgastado discurso da falta de verbas afinal, falta de dinheiro não justifica a falta de criatividade.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Obra faraônica é ignorada pela administração durante a temporada de inverno em Campos do Jordão.

Segundo o “Toten” da Secretaria Estadual de Cultura instalado no pátio do Gazebo no centro da Vila Abernéssia, informando o calendário oficial do 45º Festival de Inverno de Campos do Jordão nenhuma intervenção cultural será realizada naquele local no mês de julho.

Mesmo a Praça da Bandeira e o Gazebo tendo passado recentemente por uma reforma que consumiu milhões de reais dos cofres públicos com a única justificativa de transformar a praça no centro de Abernéssia em um atrativo turístico a Prefeitura e a Secretaria Estadual de Cultura simplesmente ignoraram a sua existência deixando por mais um ano moradores, frequentadores e principalmente os comerciantes da região a margem da principal temporada da cidade.

Sem sequer um projeto do executivo local voltado para o turismo na região de Abernéssia a primeira quinzena da temporada de 2014 já escorreu pelos vãos dos dedos dos comerciantes locais sem que eles tivessem tido a mínima chance de reverter os prejuízos acumulados durante todo o primeiro semestre deste ano.

A decisão do prefeito de protelar sem maiores explicações a nomeação de um Secretario de Turismo que realmente entenda da área e que se dedique em tempo integral a pasta não esta surtindo os efeitos desejados, pelo contrario esta acarretando prejuízos ao crescimento da cidade que dificilmente poderão ser revertidos a curto e a médio prazo.

Apesar da alardeada competência do ultimo secretario que esquentou a cadeira por muito pouco tempo, um ano e meio depois da posse da nova administração ainda aguardamos o anuncio de algum plano de ação que seja realmente viável para o turismo da cidade.

Seria esta a prova que faltava para a população e para os comerciantes perceberem que a atual administração apesar de toda a pompa e circunstância que cercam seus pronunciamentos na realidade nunca teve um projeto sequer voltado para o turismo local?

Enquanto a inércia da prefeitura e da secretaria de turismo por mais um ano comprometem o sucesso da temporada o legislativo finge que os problemas que se acumulam na cidade simplesmente não lhes dizem respeito e engrossam o discurso desconexo do executivo de que estamos passando por tempos de franco desenvolvimento.

Quem sobreviver verá!

Mais um elefante branco?

Orçada em quase $500 mil reais a reforma da Fonte da Amizade e de seu entorno teve inicio em plena temporada, como o local não é frequentado nem por moradores da cidade e muito menos por turistas o transtorno não foi grande o suficiente para gerar reclamações. Muito pelo contrário a reforma milionária deverá deixar toda a área com ares de bulevar francês.

Mesmo com todo este investimento alguns munícipes alertam que o local pode se transformar em mais um elefante branco como se tornou o Gazebo de Abernéssia, caso a prefeitura não faça algo a respeito do prédio abandonado que se encontra bem ao lado da área que esta sendo revitalizada.

Sede do mais tradicional clube esportivo e recreativo da cidade em décadas passadas o maltratado prédio tornou-se símbolo da decadência social e econômica da cidade.

Abandonado há muito tempo e transformado nos últimos anos em ponto de consumo de drogas o prédio já passou por vários princípios de incêndios e hoje oferece um risco real à segurança e a saúde de transeuntes, moradores e trabalhadores da região e se continuar na mesma situação aos futuros frequentadores da nova área de lazer.

Em 2011 o prédio foi alvo de uma tentativa frustrada de desapropriação movida pela prefeitura, mas o processo foi extinto em agosto de 2013 por desistência da autora.

Diante de todos estes fatos hoje o prédio abandonado esta a cada dia mais longe de ser vendido, reativado ou reformado do que nunca.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sem recursos no caixa da Prefeitura, Câmara de Vereadores banca reforma de escola em Campos do Jordão.

Passou despercebido. Como sempre!

Noticia veiculada no ultimo numero do Jornal O Povo da Serra da Mantiqueira da conta que a Câmara de Vereadores de Campos do Jordão vai bancar com recursos próprios as reformas da Escola Amadeu Carletti Jr na Vila Britânia a mesma Vila que tem outra escola (escola infantil São Francisco) e uma UBS completamente abandonadas.

Para tanto a Câmara anunciou uma devolução de recursos aos cofres públicos no valor de $400 mil reais para que a Prefeitura possa com este dinheiro dar inicio as obras de reforma.

Segundo a noticia, na época em que os vereadores solicitaram a reforma da unidade escolar, o chefe do executivo alegando falta de recursos disse que não havia como atender o pedido.

Curiosamente o mesmo chefe do executivo que alegou não ter recursos ($400 mil reais) para reformar uma Escola já firmou em um ano e meio de mandato contratos milionários como o aluguel da frota oficial e com a nova terceirizada da saúde, sem falar no dinheiro gasto com os Shows em comemoração ao aniversário da cidade.

Por outro lado o mais curioso é saber que em Campos do Jordão a Suíça Brasileira, o principal refugio dos milionários de todo o país na temporada de inverno sobram recursos para os vereadores, mas faltam para as crianças.

E ainda tem gente que acha esta uma ótima noticia. Parem o mundo porque eu quero descer!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe.

“Quem não é humilde por natureza, tem que ser humilde por esperteza.”
Pedro Bial

Muitos amigos tem me procurado alarmados com a aproximação de mais uma temporada para expressar seus sentimentos de preocupação com os rumos que por mais uma vez a cidade vem tomando, principalmente depois do fragoroso fracasso da ultima temporada e dos feriados posteriores em especial o ultimo de Corpus Christi – fracassos estes que impactaram negativamente nossa economia a curto e a médio prazo de maneira irreversível.

Apesar das reclamações generalizadas sobre os problemas econômicos que independente das simpatias políticas de uns ou de outros afetam a todos da mesma maneira a maior preocupação é com o crescente sentimento mórbido de conformismo e impotência política que esta tomando conta da população.

Antes de achar que é o fim de tudo e que nada se pode fazer, algumas ponderações a respeito do atual momento político jordanense se fazem necessários.

Normalmente com a chegada das eleições presidenciais, governamentais e para a formação dos parlamentos a tendência natural é de se deixar em segundo plano a política local, o que não significa que ela está esquecida, muito pelo contrario, são exatamente nestas ocasiões onde a população aparenta estar sonolenta é que muitas situações obscuras acabam por se clarear.

A situação de aparente tranquilidade e harmonia que o executivo e o legislativo tentam passar a população na realidade é bem outra, e mesmo com a blindagem a que são submetidos por seus respectivos stafs eles sabem muito bem que suas popularidades não chegam nem perto dos números apresentados por seus assessores, e o termômetro que mede a temperatura exata das ruas é a relativa liberdade de imprensa e sobretudo as redes sociais que são fartamente municiadas pela mídia independente.

Prova desta preocupação são os movimentos no tabuleiro político antecipando a corrida eleitoral com a sondagem de alguns nomes principalmente de deslumbrados inocentes úteis (nem tão inocentes e menos úteis ainda) com a única intenção de avaliar a opinião pública, dividir o eleitorado e finalmente enfraquecer possíveis candidaturas de oposição.

Todavia é bom salientar que nunca ouve uma oposição organizada em Campos do Jordão, nem para o bem, nem para o mal. O que sempre tivemos são grupos que se dividem entre os que estando de fora do poder se esforçam para fazer parte dele, e os que fora se articulam na surdina para retomá-lo. Estes em absolutamente nada afetam os planos do governo em exercício. Dor de cabeça real para os políticos eleitos é o grupo dos que sabem que independente da sigla ou do grupo que tome o poder ele sempre estará abaixo das expectativas da população.

Este grupo em particular tira o sono dos governos porque nunca pleiteiam cargos políticos ou eletivos, mas fazem questão de deixar público suas opiniões a respeito da política local.

O mais interessante disto tudo é ter a certeza que apesar da larga experiência política atribuída ao possível candidato tucano a reeleição ele não sabe, talvez por ainda ser novo na cidade, que as criticas da oposição nunca impediram a permanência de um governo no poder, mas sim o fogo amigo de seus aliados com uma pitada de mau humor dos funcionários públicos. É claro!

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Fim do Diploma: 5 Anos depois da decisão do STF.

"É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença."
Constituição Federal artigo 5 – IX

Por Antonio Vieira

Há 5 anos em 17/06/2009 o STF tomava a decisão que acabou com a exigência de diploma de jornalista para o exercício da profissão. Os profissionais diplomados e suas entidades gritavam em couro que seria o caos, alegavam que os meios de comunicação iriam substituir os diplomados pelos sem diploma para reduzir seus custos.

Após 5 anos da decisão que eliminou o diploma o que se viu foi muito diferente. Os meios de comunicação da era industrial em franca decadência e o sistema de contratar jornalistas com carteira assinada com ou sem diploma cada vez mais tendo seu espaço reduzido.

A transformação de todo o cenário tem mostrado que ninguém acertou em suas previsões nem os pessimistas nem mesmo os mais otimistas. O que se viu foi uma mudança já em estagio avançado onde os meios de comunicação de massa cada vez mais se encolhem, enquanto as opções digitais se multiplicam em todas as suas formas e possibilidades que as novas tecnologias estão permitindo.

Hoje o profissional que imaginar que vai sobreviver e mesmo ter sucesso sendo empregado na grande mídia pode começar a repensar sua estratégia. O que cada vez mais se vê são sites e blogs especializados em nichos os mais variados e começando a encontrar sustentação financeira por virarem referencia naquele tipo de assunto ou mercado.

O diploma não somente não tem a menor importância como não faz a menor diferença no atual estagio das tecnologias da informação, porque atualmente todos os cidadãos são jornalistas, a própria profissão assim como os meios de comunicação tradicionais estão tendo que se reinventarem para sobreviver.

A ABJ alem de ter trabalhado no Congresso Nacional com o objetivo de impedir que as PECs fossem aprovadas conseguiu que fosse expresso com clareza nos documentos oficiais que mesmo que venham a ser aprovadas não cancelam o direito adquirido dos jornalistas sem diploma que passaram a exercer a profissão, nem muito menos podem alterar uma decisão judicial transitada em julgado em ultima instancia no STF como determina a constituição federal.

Assim como a constituição proíbe PECs que façam alterações em direitos adquiridos e ou expressos na constituição, o que apenas demonstra a ilegalidade de tentar a volta do diploma via alteração constitucional por emenda.

Isso garante que se um dia uma PEC for aprovada poderemos contestá-la com tranqüilidade pois não vai atingir os profissionais sem diploma que estejam trabalhando e alem disto temos dois pareceres jurídicos que foram anexados nos tramites legislativos de dois ex-ministros do STF que deixam claro que as PECs são inconstitucionais.

Trabalhamos agora apoiando as alterações no SUPERSIMPLES para possibilitar que os jornalistas possam operar através deste tipo de legislação e já solicitamos ao ministro Afif Domingos da Secretaria da Micro e Pequena Empresa que inclua também na próxima alteração legislativa os jornalistas na legislação da MEI - microempreendedor individual, o que em nosso entender vai contemplar a grande maioria dos profissionais com um mínimo de carga tributaria.

Nossa visão para o futuro é dar aos jornalistas também uma opção que já está se espalhando pelo mundo e aqui no Brasil ainda está engatinhando, que é a criação de entidades sem fins lucrativos para atuar no jornalismo, deixando a atividade completamente isenta de impostos, estamos em fase final de estruturação do CENTRO BRASILEIRO DE JORNALISMO SEM FINS LUCRATIVOS - CEBRAJOR que vai ter como principal missão, orientar e ajudar a legalização das entidades para os profissionais poderem atuar sem nenhuma carga tributaria e com grande facilidade, que somente a institucionalização dos profissionais como pessoa jurídica permite, ou seja, ter seu CNPJ próprio sem pagar impostos, os interessados já podem consultar e pedir informações pelo email da diretoria da ABJ: abj.diretoria@gmail.com transitoriamente até que o CEBRAJOR esteja funcionando normalmente.

Falta muito pouco para este assunto da volta da exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista no Brasil seja enterrado em definitivo.

Antonio Vieira é presidente da ABJ e jornalista por amor a arte de escrever e se comunicar.

Comissão do Conselho de Comunicação rejeita diploma obrigatório para jornalista.

"Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento e de expressão. Esse direito compreende a liberdade de buscar, receber e difundir informações e idéias de toda natureza, sem consideração de fronteiras, verbalmente ou por escrito, ou em forma impressa ou artística, ou por qualquer outro processo de sua escolha."
Convenção Americana sobre Direitos Humanos- Artigo 13

Da Agência Senado – Via ABJ (Associação Brasileira dos Jornalistas)

Marilia Coêlho

A maioria da Comissão Temática da Liberdade de Expressão, do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, manifestou-se, nesta segunda-feira (2), contrária à obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Por 7 votos a 5, a comissão aprovou o relatório alternativo apresentado pelos conselheiros Alexandre Jobim e Ronaldo Lemos em oposição ao relatório de Celso Schröder. O parecer da comissão segue para a deliberação do plenário do Conselho.

Schröder analisou e apoiou as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 33/2009 e 386/2009, que tramitam na Câmara dos Deputados. Ambas propõem a previsão de obrigatoriedade do diploma para o exercício do Jornalismo no país, com ressalva para os que atuem como colaboradores e os que já exercerem a profissão. As propostas foram feitas após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2009, que considerou inconstitucional a exigência contida no Decreto-Lei 972/1969, que regulamenta a profissão.

Segundo Schröder, que representa a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a ação de inconstitucionalidade não partiu da sociedade civil, mas de empresas jornalísticas de São Paulo, e tem, como base, a mediocridade.

- Porque, obviamente, está contida na ação dessa empresa, uma ideia de rebaixamento salarial da massa de jornalistas – afirmou.
O relator disse ainda que a decisão traz o que ele chamou de obscurantismo, pois nega o preceito de que o conhecimento qualifica a atividade jornalística.

- [O chamado obscurantismo] reduz a ideia de que o conhecimento qualifica e, portanto, joga, simplesmente, num suposto talento ou capacidade de que essa ou aquela outra pessoa tenham para essa atividade – argumentou.

Para Schröder, a decisão intervém na organização dos jornalistas brasileiros e causa uma confusão entre o Jornalismo e a possibilidade de dar opinião. A conselheira Maria José Braga também se manifestou favorável à obrigatoriedade do diploma. Para ela, é um equívoco confundir jornalismo com opinião. Ela considera ainda que as PECs não ferem a liberdade de expressão dos cidadãos.

- Jornalismo é teoria, Jornalismo é técnica, Jornalismo é ética para fazer com que os mais diversos fatos de relevância ocorridos na sociedade se tornem do conhecimento dessa sociedade – afirmou Maria José Braga.

Contrários

Por sua vez, os conselheiros Alexandre Jobim e Daniel Slavieiro se manifestaram contra a exigência do diploma. Jobim lembrou que ação de inconstitucionalidade interposta no STF também foi de autoria do Ministério Público e não é uma iniciativa exclusiva do empresariado. Jobim argumentou que o Supremo Tribunal Federal é que tem a competência e a palavra final sobre a constitucionalidade de uma lei, e que isso já foi feito.

- Cabe ao Supremo Tribunal Federal julgar a inconstitucionalidade. O Supremo pode até errar, mas é a última palavra – afirmou Jobim.

Para Slavieiro, mesmo com a decisão do Supremo, não houve um decréscimo na contratação, pelas empresas jornalísticas, de profissionais formados em universidades. Slavieiro disse que se a obrigatoriedade do diploma estivesse vigente, não poderiam haver ex-técnicos, ex-jogadores falando sobre a Copa do Mundo este ano.

Jobim considerou aceitável a preocupação de Schröder em relação à responsabilidade dos meios de comunicação com o conteúdo que divulgam. No entanto, para ele, se o veículo é responsável pelo que emite, não vai contratar pessoas irresponsáveis.

- Não é a exigência do diploma de jornalista que vai extirpar do mundo da opinião aqueles que opinam mal, ou de forma irresponsável – disse Jobim.

Agência Senado

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A lista negra do partido vermelho.

“Se fosse necessário escolher detestaria menos a tirania de um só do que a de muitos. Um déspota tem sempre alguns bons momentos; uma assembleia de déspotas nunca os tem”
Voltaire

Se alguém tinha alguma duvida a respeito das intenções petistas de implantar em solo brasileiro mais um estado bolivariano acho que depois da divulgação da lista negra de jornalistas no sitio oficial petista assinada por nada mais nada menos que seu vice-presidente esta duvida não existe mais.

E não adianta me dizer que outros partidos usam a mesma estratégia, vide bloqueio de jornalistas na página oficial do governo tucano jordanense no Facebook porque esta atitude não partiu da instituição tucana, mas sim de aspones despreparados ávidos por manter seu emprego custe o que custar e que não sabem por ingenuidade ou por incompetência mesmo justificar o injustificável somente com argumentos, já no caso petista a ordem ou a lista partiu sim da cúpula maltrapilha.

terça-feira, 17 de junho de 2014

A torcida brasileira e o Fuleco da Dilma.

“A plateia só é respeitosa quando não está a entender nada”
Nelson Rodrigues

Enfim o politicamente correto dominou corações e mentes.

O fato de a Presidente ser mulher e de certa idade não a exime do cargo que ocupa e das atitudes que toma.

Se ela e sua trupe não tem o menor pudor com o dinheiro público porque o público deveria ter pudor com o cargo que ela ocupa?

Além disso, colocar a rima cafajeste bem característica dos campos de futebol de todo o mundo somente na conta da elite branca é tão simplista e preconceituosa quanto afirmar que todo pobre é ignorante.

E esta afirmação se torna ainda mais tola quando se sabe que o coro foi puxado pela área vip sim, porem teve inicio no camarote da elite corintiana (ver aqui) a mais beneficiada pelo desvio do dinheiro público e orgulhosa representante da nação maloquera e sofredora - leia-se povão.

Se me perguntarem se concordo com o xingamento direi que não, se me perguntarem se foi desrespeito direi o mesmo.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Um despacho acachapante.

“Chamamos de Ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O conjunto de coisas que as pessoas fazem quando ninguém está olhando chamamos de Caráter”
Oscar Wilde

Não que seja relevante, por que realmente não é! Mas Olhem só que interessante o despacho (TC – 791/014/12) assinado pela Conselheira do Tribunal de Contas de São Paulo Cristina de Castro Moraes no dia 03 de junho deste ano que diz respeito a terceirizada que prestava serviços ao Pronto Socorro de Campos do Jordão, e me digam se não é no mínimo constrangedor, e se não comprova a minha tese de que vivemos em um país de instituições de mentirinha!

Antes de esmiuçar o conteúdo do dito despacho gostaria de lembrar que quando este espaço criticava o governo passado assim como critica o atual, era chamado entre outras coisas de arauto do apocalipse, Blog sujo e sensacionalista, e seu redator de vendido, pelego, caneta de aluguel, político frustrado e partidário da política anarquista do quanto pior, melhor. E toda ressalva a respeito de minhas virtudes e qualidades vinha sempre acompanhada da mesma frase: “Deixe a prefeita trabalhar!” – curiosamente a mesma que escuto dos admiradores da atual administração.

Mas vamos ao que realmente interessa...

Em exame o contrato de gestão do Pronto Atendimento assinado em 2010 com valor anual de R$ 6.247.500,60 assim como suas posteriores prorrogações e aditivos sendo: o primeiro em 2011 com reajuste de 8,64% atingindo anualmente R$ 6.787.522,08 e o derradeiro em 2012 reajustado em 5,14% perfazendo um valor anual de R$ 7.136.379,48.

Aqui podemos observar que se trata da analise do contrato da empresa contratada para gerir o Pronto Socorro por três anos a um custo total de mais de $ 20 milhões de reais.

A mesma empresa que no final dos três anos deu um calote em todos os funcionários da cidade deixando centenas de trabalhadores a ver navios, cenário que continua o mesmo até hoje, diga-se de passagem.

Neste trecho do despacho a Conselheira relata as falhas verificadas pelo corpo de auditores lotados na unidade regional de Guaratinguetá como segue:
A)Ausência de protocolo de notificação ao Poder Legislativo sobre a assinatura do ajuste contratual.
B)Ausência de Certificado de Utilidade Pública ou de Beneficência Social da Entidade.
C)Não comprovação de atendimento á Lei de Responsabilidade Fiscal.
D)Falta de cadastro dos responsáveis.
E)Incompatibilidade entre o estatuto social e a finalidade do contrato.
F)Inadequação do plano de trabalho em face dos quantitativos previstos.
G)Remessa extemporânea dos autos ao Tribunal de Contas.
Como se pode constatar o contrato da prefeitura com a terceirizada é repleto de falhas grotescas e escancara a completa falta de seriedade do executivo no trato com o dinheiro público.

Dentre tantos absurdos destaco a falta de notificação a Câmara, a incompatibilidade do estatuto social com a finalidade do contrato e a remessa fora de tempo dos documentos solicitados pelo Tribunal de Contas.

O executivo simplesmente celebrou os ajustes contratuais sem dar a mínima bola para a Câmara de Vereadores que por sua vez para não fugir a regra se fez de morta e fingiu que a fiscalização do erário ($ 20 milhões) não lhe dizia respeito.

Estranhamente nenhum vereador a época se opôs a contratação e se algum se opôs não se esforçou o suficiente para barrar o contrato apesar de a empresa escolhida para atender emergências médicas na cidade por três anos ser conforme o próprio nome já dizia um Instituto Ambiental e Cultural.

Para justificar-se o tal Instituto Ambiental e Cultural fora do prazo enviou ao Tribunal de Contas somente a sua alteração estatutária cuja ata de aprovação foi assinada em 29/06/2010, portanto apenas dois dias antes da assinatura do contrato com a prefeitura que foi celebrada em 01/07/2010, o que configura no mínimo em um escândalo.

Mais escandaloso ainda é a confirmação do Tribunal de Contas de que a prefeitura devidamente notificada a respeito destas falhas simplesmente não respondeu a nenhuma das notificações dando uma solene banana ao Tribunal evidenciando a completa falta de respeito pela instituição. Uma vergonha!

Que nossa ultima administração foi um completo desastre esta mais do que comprovado, o que me deixa extremamente preocupado, no entanto é que a atual esta no mesmo caminho no quesito descaso com o erário e principalmente no desapreço pelo Tribunal de Contas, pois se evidencia no fechamento do vexatório despacho que após um ano e meio a frente do executivo a atual administração também se calou e até o momento não se manifestou a respeito deste escandaloso contrato. Lavou suas mãos em uma clara evidencia de que se não foi participe da irregularidade se fez cúmplice com seu silencio.

Segue despacho...